Turismo: Faças as malas e vá para Líbia e Argélia

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Medina de Trípoli reúne marcos de diferentes épocas

Trípoli e Argel – Países do Norte da África como Marrocos, Tunísia e Egito são destinos turísticos tradicionais bastante procurados por viajantes do mundo inteiro. Mas essa faixa de terra, delimitada pelo Mar Mediterrâneo ao norte e cortada pelo Deserto do Saara ao Sul, guarda outras surpresas com grande potencial de atração de visitantes, embora ainda pouco exploradas: a Líbia e a Argélia.

São dois países vizinhos, com economias baseadas no petróleo, clima e passados semelhantes, mas, no entanto, muito diferentes entre si. A presença de fenícios, cartagineses, romanos, berberes, depois árabes e por fim dos turcos, faz parte da história comum das duas nações, e as relíquias deixadas por esses povos podem ser vistas em ambos.

A partir do século 19, porém, a história das duas nações passou seguir caminhos totalmente diferentes. A Argélia se tornou uma colônia francesa na primeira metade daquele século, e o domínio francês durou mais de 100 anos, até a guerra de independência que teve início em 1954 e só terminou em 1962. Já a Líbia foi invadida pela Itália em 1919 e permaneceu sob domínio italiano até 1943.

Wilson Dias/Abr Wilson Dias/Abr

Artesanato no mercado árabe tradicional

No quesito dos projetos para atração de turistas, seja para lazer ou negócios, a Líbia parece estar na dianteira. O país, governado há 40 anos pelo coronel Muammar Kadafi, se abriu para o mundo no início desta década, após anos de embargos internacionais. Novos hotéis e empreendimentos de veraneio pipocam na capital Trípoli e redondezas. Além disso, o governo investe pesado em infra-estrutura e na indústria petrolífera, atraindo empresários de todas as partes.

Os dois novos terminais do Aeroporto Internacional de Trípoli, cujas obras estão a cargo da construtora brasileira Norberto Odebrecht, vão ter capacidade para receber 20 milhões de visitantes por ano. Com isso, o governo líbio, além de promover o turismo, quer transformar a cidade em um centro de conexões aéreas, especialmente para destinos na África.

Ao passear por Trípoli é possível ter uma amostra do potencial turístico do país. A Medina, centro antigo da cidade, guarda entre suas muralhas resquícios das diversas civilizações que se estabeleceram no território. No meio dela, por exemplo, está o chamado Arco de Marco Aurélia, ruína romana que pode ser visitada facilmente. Nos arredores da capital existem outros sítios romanos bem preservados.

Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Kadafi é onipresente

Dentro da Medina e em suas redondezas há uma forte concentração de comércio bastante popular, com comerciantes e camelôs líbios e de outras nacionalidades africanas vendendo todos os tipos de produtos, desde roupas, passando por cigarros, até antenas parabólicas. Dentro das muralhas, há também um souk, mercado árabe tradicional, onde são comercializadas peças de artesanato local.

A entrada principal do souk fica em frente à Praça Verde, marco da moderna Trípoli, local de passeio e lazer dos moradores. Ali perto há também o prédio do Banco Central da Líbia, palácio de arquitetura mourisca que chama a atenção. A imagem de Kadafi é onipresente, está espalha em cartazes por toda a cidade.

Uma dificuldade é o idioma. Ao contrário de outros países da região, onde os sinais de trânsito, nomes de ruas e luminosos de lojas são geralmente bilíngües (em árabe e francês ou em árabe e inglês), na Líbia praticamente tudo é escrito somente em árabe. Além disso, é mais difícil encontrar pessoas que falem outras línguas.

Mas mesmo nessa seara o visitante pode ser surpreendido. Ao sentar para almoçar ou jantar você pode, sem saber, estar em um dos restaurantes do Khaleed, líbio que viveu muitos anos no Brasil e fala português praticamente sem sotaque.

O país tem também atrações naturais, como a costa mediterrânea e o deserto, e já começa a tentar atrair turistas estrangeiros em busca de casas de veraneio. Está em construção, por exemplo, a Palm City Residences, condomínio a beira-mar localizado a 15 quilômetros de Trípoli, que vai reunir ampla estrutura de lazer.

A Branca

Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Centro de Argel visto da parte alta da cidade

O mar é uma das grandes atrações também de Argel. A capital argelina, embora pouco visitada por turistas estrangeiros, é provavelmente uma das cidades mais ocidentalizadas do Norte da África. Apesar das feridas deixadas pela guerra de independência, a influência francesa no país é muito forte, mais até do que nos altamente turísticos Tunísia e Marrocos.

A começar pela arquitetura. Os prédios de Argel, baixos, brancos e com janelas azuis, são característicos da colonização francesa. A cidade fica em uma baía e suas ruas sinuosas sobem morro acima, de onde se tem belas vistas do Mediterrâneo.

Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Frase ecumênica sobre o altar da santa negra

Um desses pontos de observação é o platô onde se encontra a basílica Notre Dame D'Afrique, ou Nossa Senhora da África, construída em 1858. A igreja guarda características multiculturais. A santa, colocada em cima do altar, é negra como Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Ao fundo, em destaque na base da cúpula do templo, está escrito: "Notre Dame D'afrique, priez pour nous e pour les musulmans", ou "Nossa Senhora da África, rezai por nós e pelos muçulmanos". A população argelina, como nos outros países da região, é majoritariamente muçulmana.

Apreciar do alto o casario branco, que conferiu à cidade o apelido de "La Blanche", e o mar azul turquesa é sem dúvida um dos melhores programas de Argel. Mas não é o único. A cidade tem outras surpresas, como seu centro movimentado e com um comércio vibrante, a Kasbah, cidadela otomana que está na lista do Patrimônio Histórico da Humanidade da Unesco, e o monumento aos mártires da guerra da independência. Não longe da capital, existem também ruínas romanas.

Argel é uma cidade onde é possível ainda curtir a vida noturna e conhecer lugares freqüentados pelos locais. Ao contrário da Líbia, onde o consumo de bebidas alcoólicas é proibido, a Argélia produz boas cervejas e vinhos.
Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Área central tem arquitetura colonial francesa



Um desses locais é o La Voûte, mistura de restaurante e bar com música ao vivo, que fica na parte baixa da cidade, próximo ao porto. O cenário parece saído de um filme. Não há indicação do lugar, instalado entre os arcos que sustentam um bulevar acima. Quando o cliente bate na porta, o porteiro abre uma janelinha para ver quem é. Ao entrar, o visitante logo se depara com grupos de jovens argelinos conversando animadamente enquanto ouvem uma banda tocar clássicos do blues e do rock.

Embora exista um projeto para promover o turismo, ainda não se vê muitos estrangeiros na capital argelina. O país recebe atualmente cerca de 1,5 milhão de turistas por ano, muito menos do que os seus vizinhos, mas há capacidade para muito mais.

Lojistas árabes vêm para feira de móveis no Brasil

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

São Paulo – Lojistas da Argélia, Omã e Emirados Árabes Unidos vêm para São Paulo para participar da 6.ª edição da Feira da Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração (Abimad), que vai ocorrer na próxima semana no Centro de Exposições Imigrantes. Os compradores árabes estão entre os 36 importadores de 21 países convidados pela Abimad e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Os três lojistas do mundo árabe já importam do Brasil e foram indicados pelas próprias empresas exportadoras. "Todos já vieram para a feira antes. Isso demonstra que esse mercado tem um bom relacionamento com empresas brasileiras", afirmou o analista de desenvolvimento de mercado da Abimad, Bruno Silveira. Segundo ele, são compradores exigentes e que demandam produtos com design contemporâneo.

Na quarta-feira (11), que é um dia antes da abertura oficial da feira, os 36 compradores vão participar do Encontro Internacional de Negócios da Abimad, que vai reuní-los com 45 fabricantes brasileiras de móveis de alta decoração. Serão realizadas 432 reuniões em 12 rodadas de negócios.

De acordo com Silveira, mesmo com a crise internacional, ele acredita que o resultado das rodadas será positivo. "Pelo o que eu li na revista Hall (da Abimad) e em outras mídias, os fabricantes não estão pessimistas (com a crise). Eu acredito que o mundo não vai parar, as empresas só vão andar mais devagar", afirmou o analista. Ele disse ainda que alguns dos importadores árabes convidados não virão à feira porque resolveram dar uma desacelerada nesse primeiro semestre, mas disseram que querem vir na próxima edição da feira, que ocorre no segundo semestre. "As empresas que vêm, estão vindo para comprar e as que não vêm, têm boas perspectivas para o segundo semestre. Isso mostra que existe uma luz no fim do túnel. É muito positivo", acrescentou.

Além dos árabes, participam da feira compradores da África do Sul, Angola, Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, Estados Unidos, Israel, Itália, Moçambique, Namíbia, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela.

A feira

A feira da Abimad, que segue até o dia 15, vai reunir 168 expositores que vão apresentar as últimas tendências em móveis modernos e contemporâneos, para ambientes externos e internos, residenciais e comerciais, e ainda, acessórios para decoração de interiores. São esperados 13 mil visitantes nos quatro dias do evento.

Serviço

Feira Abimad
Data: 12 a 15 de fevereiro
Horário: das 10h às 19h
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo/SP
 

Africanos conhecem programas sociais brasileiros

Brasília - Durante esta semana, representantes de governos e de organizações sociais de 12 países africanos estão conhecendo programas sociais do governo brasileiro.

Entre esses programas estão o Territórios da Cidadania - que leva ações de desenvolvimento regional e de garantia de direitos sociais às áreas mais pobres - e o Mais Alimentos - uma linha de crédito que cria condições para o aumento da produção e da produtividade da agricultura familiar.

A ação faz parte das atividades do programa Africa-Brasil: participação social e cooperação internacional, organizado pela Secretaria-Geral da Presidência da República. Participam do programa organizações sociais, governos e centrais sindicais de Angola, do Marrocos, Zimbábue, da África do Sul, de Malawi, Moçambique, da Namíbia, Costa do Marfim, do Quênia, da Nigéria, do Senegal, de Cabo Verde e Guiné Bissau.

Hoje (4), a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Arlete Sampaio, apresenta, no auditório do Anexo 1 do Palácio do Planalto, políticas de inclusão social, segurança alimentar e promoção da igualdade.

O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanches, fala, em seguida, sobre as políticas para o fortalecimento da agricultura familiar. O secretário adjunto da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Elói Araújo, apresenta os programas desenvolvidos no setor.
 

ONU saúda contribuição da Nigéria para paz mundial

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) - A Organização das Nações Unidas (ONU) felicitaram quinta-feira a policia nigeriana pela sua contribuição para os esforços de manutenção da paz e o desenvolvimento no mundo em geral, bem como pelo seu papel na Libéria em particular.

"A título de reconhecimento dos grandes progressos feitos pela Policia Nigeriana, a representante especial das Nações Unidas na Libéria, Hélène Margrethe Loj, condecorou todos os 120 membros da unidade da Policia Nigeriana com a medalha de manutenção da paz das Nações Unidas", indica um comunicado divulgado segunda-feira em Nova Iorque.

A cerimónia de condecoração decorreu no Quartel-Geral dos polícias nigerianos, no centro da cidade de Gbarnga, na Libéria, de acordo com o comunicado que realça igualmente eficácia destes agentes na assistência aos seus homólogos liberianos na luta contra os narcotraficantes no condado de Bong.

"A presença dos oficiais da Policia Nigeriana neste distrito é essencial não apenas para a restauração do Estado de direito como para a extensão e consolidação da autoridade estatal, indica a nota.

O texte afirma que a Nigéria foi "um verdadeiro aliado da ONU na acção empreendida para garantir a manutenção da paz e segurança no mundo inteiro".

Segundo a ONU, a Nigéria é actualmente o quarto maior fornecedor do pessoal militar e policial para operações onusinas de pacificação, com mais de sete mil elementos operacional no mundo inteiro.
 
 

Goodbye Guantánamo by Robert Guest

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

But it won't be the end of the mess


The prison at Guantánamo Bay will be closed in 2009. But anyone who thinks that this will also close an ugly chapter in American history will be disappointed. Loading the prisoners onto planes will be easy. Figuring out what to do with them next will be anything but.

AP The end is in sight

The inmates of Guantánamo exist in a legal black hole. The camp is on a slice of Cuban territory, leased by the American government. George Bush put them there specifically so that they would be beyond the reach of the American legal system—although the Supreme Court ruled in 2008 that, at least as far as habeas corpus suits are concerned, they are not. Still, many have been held for years without a proper trial.

As American forces toppled the Taliban regime in Afghanistan, they rounded up suspected followers of Osama bin Laden. Many were undoubtedly jihadists. But some were innocent bystanders, often sold by local ruffians for a bounty. Hundreds were shipped to Guantánamo.

About 250 prisoners are still there (from a peak of some 700). They can be divided into three groups. First are those against whom there is enough evidence to press war-crimes charges. Between 60 and 80 of these may face military tribunals.

The next group, of about 50 inmates, consists of those who have been cleared for release but cannot be sent home. This may be for fear that they will be mistreated. More than a dozen Muslim separatists from China are to be released; they pose no threat to America but can expect rough justice if repatriated. In other cases, the Pentagon will not repatriate men to countries whose governments it does not trust to keep an eye on them, such as Yemen. Finally, there are more than 100 inmates who are considered too risky to release, but against whom there is not enough evidence to prosecute them.

In 2009 all the inmates at Guantánamo will be moved somewhere else. The knottiest problem will be what to do with those who cannot be prosecuted but cannot sensibly be freed—and are still dangerous. Mr Bush asserted a right to hold them indefinitely. Barack Obama will work with Congress to devise a fairer set of rules, but he will be reluctant to free those who openly threaten Americans.

This will be a moral minefield. Make it easy to detain suspected terrorists in the future, and you lock up innocents. Make it hard, and you create perverse incentives: soldiers will be loth to let their enemies surrender. Congress and the president have a problem.

Fonte: http://www.economist.com

Aprenda Inglês: Empresa lança programa de intercâmbio em Dubai

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

SÃO PAULO – A operadora de viagens Intercâmbio e Cia., de São Paulo, lançou há duas semanas um novo destino para os brasileiros que sonham aprender inglês fora do país: Dubai. "É um lugar que está em alta e sendo muito procurado como destino turístico", disse a gerente de atendimento da empresa, Veridiana Cruz, que desde o lançamento do pacote já atendeu mais de 100 pessoas interessadas.

A empresa brasileira, que é especializada em intercâmbio cultural, fechou uma parceria com a escola inglesa International House Dubai, que oferece diferentes tipos de cursos, nove salas de aulas equipadas, biblioteca, cantina e acesso à internet. "A escola é muito conceituada. É uma das melhores escolas da Inglaterra, que tem unidades em diversos países", disse Veridiana.

De acordo com ela, o pacote tem duração de seis semanas e as aulas são de domingo, terça e quinta-feira, com duas horas de aula por dia. "O estudante pode passear e estudar, unir as duas coisas", acrescentou a gerente. O pacote pode ser fechado por um único estudante ou por um grupo de profissionais da mesma área.

Apenas o curso de seis semanas custa US$ 1.090, ou R$ 2.630 (no câmbio atual). Segundo Veridiana, a Intercâmbio e Cia. oferece acomodações em hotéis de classe econômica, que pode ser cotado com a própria empresa. "O estudante pode ficar hospedado em outros lugares também, como na casa de amigos ou parentes", disse.

Para obter o visto o estudante deverá entrar em contato com um hotel nos Emirados Árabes e fazer a reserva, informando a data da chegada, o número do voo além de providenciar cópias das primeiras páginas do passaporte, que deverá ter validade mínima de três meses. No caso em que o estudante for ficar na casa de amigos ou parentes, os mesmos poderão providenciar o visto.
 
A expectativa da operadora é começar a embarcar estudantes para Dubai em julho, período de férias no Brasil. "A procura pelos estudantes (por esse pacote) já nos deixa bem satisfeitos", disse Veridiana.

De acordo com ela, Dubai é uma região muito rica culturalmente e oferece diversas atividades de lazer. Para quem gosta de esportes aquáticos, o emirado oferece diversas modalidades na águas do Golfo, grandes gramados para praticar o golfe, safári no deserto, assistir corridas de camelos e até esquiar em neve artificial. À noite, Dubai também oferece diversas opções de entretenimento, como dança do ventre, karaokê, salsa, entre outras festas badaladas.

As temperaturas do emirado variam de 10 graus Celsius, nas noites de inverno, a 48 graus Celsius no alto verão. A média diária máxima é de 24 graus Celsius e 41 graus Celsius no mês de julho.

Mais de 25 países

A Intercâmbio e Cia., fundada há três anos, oferece pacotes em mais de 25 países para estudantes e profissionais interessados em aprender ou aprimorar conhecimento nos idiomas inglês, espanhol, mandarim e francês. Em quase todos os pacotes é possível ficar hospedado em casa de família e conviver com os costumes locais. "Só em Dubai que ainda não temos essa opção, pois o choque cultural é muito grande, mas quem sabe teremos no futuro", disse Veridiana.

Segundo ela, o destino mais procurado pelos estudantes é a Nova Zelândia, devido o câmbio baixo, a facilidade para entrar no país e a segurança que ele oferece. Canadá e Cape Town, na África do Sul, também estão entre os mais procurados. A operadora oferece cursos e pacotes o ano todo.
 

Vale disputa projeto bilionário na Tunísia

Túnis - A Companhia Vale do Rio Doce está na disputa para a exploração e produção de fosfato na Tunísia, país que é grande produtor do insumo utilizado na indústria de fertilizantes. Se ganhar o contrato, a empresa vai assumir um projeto cujo valor é estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões. A informação foi dada nesta quinta-feira (29) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, durante seminário para empresários, em Túnis, terceira etapa da missão empresarial ao Norte da África organizada pelo ministério.

A mina disputada pela Vale e outras companhias é uma das maiores do mundo, segundo o ministro. Ele acrescentou que, caso saia vitoriosa, a empresa assumirá o compromisso de exportar tudo o que for produzido para o Brasil, que tem grande demanda por fertilizantes importados.

Jorge disse que a companhia se compromete também a transferir toda a tecnologia de exploração e produção para o país árabe. "Nós não podemos aceitar mais, como países emergentes, projetos de 'caixa preta'", afirmou, em entrevista coletiva. "Temos que procurar uma relação mais produtiva entre os países. Cooperação é isso", declarou. Todas as nações do Norte da África buscam atrair empresas que incluam a transferência de know-how.

O ministro acrescentou que a empresa pretende viabilizar o negócio com recursos próprios, sendo que podem ser gerados entre 18 mil e 20 mil empregos no país. A Vale, segundo Jorge, se comprometeu ainda a não importar mão-de-obra do Brasil. "O Brasil é um grande importador de fosfato, então esse projeto é de grande interesse também para o governo brasileiro", declarou.

De manhã cedo, Jorge teve uma reunião com o primeiro-ministro da Tunísia, Mohammed Ganoucchi, e entregou uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, endereçada ao seu colega tunisiano, Zine El Abdine Ben Ali, que faz menção ao assunto.

Parceria

No seminário, o ministro brasileiro fez uma apresentação sobre a economia brasileira, dizendo, por exemplo, que os investimentos dos segmentos mais dinâmicos do país devem crescer 15% ao ano. Aos jornalistas tunisianos, ele ressaltou que há uma determinação expressa do presidente Lula de ampliar as relações comerciais com os países árabes e da África. Jorge vê também possibilidade de transferência de tecnologia para a Tunísia nas áreas de agricultura e produção de alimentos em geral.

"Espero que nos engajemos nessa parceria de ganhar e ganhar", disse o presidente da União Tunisiana da Indústria, Comércio e Artesanato (Utica), Hedi Djalani, aos empresários brasileiros e tunisianos.

O ministro da Indústria e Comércio da Tunísia, Afif Chelbi, disse que o tamanho da delegação brasileira "demonstra o interesse nessa parceria". Ele acrescentou que, por conta da política de atração de investimentos externos, estão instaladas no país cerca de 2 mil indústrias estrangeiras, que gozam de incentivos fiscais de acordos de comércio mantidos com a União Européia e outros blocos econômicos. A delegação do Brasil conta com mais de 100 integrantes, com 92 empresas representadas.

O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Schahin, destacou que a entidade tem desenvolvido uma série de atividades para promover as relações com a Tunísia. Além do comércio, já foram realizados eventos binacionais nas áreas de cultura, saúde, esporte e turismo.
Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Schahin, da Câmara Árabe, destacou as atividades da entidade na Tunísia



Na seara do comércio, ele citou um acordo de cooperação ente a Câmara e a Utica; outro entre a Agência Brasileira de promoção das Exportações e Investimentos (Apex) e sua contraparte tunisiana, o Cepex; mais um entre a Associação Brasileira da Indústria de Componentes para Couro e Calçados (Assintecal) e sua correspondente na Tunísia; a realização de missões empresariais e participação de empresários tunisianos em feiras no Brasil; além da criação do Conselho Empresarial Brasil-Tunísia, que terá sua quinta reunião este ano, no Brasil. "Nós convidamos todos os empresários para participar desse evento para ampliar nosso relacionamento", afirmou.

Nesta sexta-feira, a delegação brasileira estará em Casablanca, no Marrocos, última etapa da viagem.
 

Polícia nigeriana salva 17 jovens de tráfico de seres humanos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lagos - A policia de Lagos salvou 17 jovens, com idades entre 9 e 20 anos, originários de Benin e do Togo, de um presumível tráfico de seres humanos e detiveram dois suspeitos, anunciou sexta-feira (16) o porta-voz da policia nigeriana.

"Agimos com base em denúncias e interceptamos um autocarro levando as vítimas, principalmente de cidadãos do Benin e do Togo, ontem", na fronteira benino-nigeriano de Seme (sudeste ), disse Franck Mba.

Segundo o porta-voz, dois suspeitos foram detidos e confessaram que as vítimas deviam ser conduzidas para uma propriedade no Estado de Oyo (sudeste) para " trabalharem numa fazenda".

O tráfico de crianças é punido na Nigéria por uma pena que pode ir até 10 anos de prisão. O tráfico é comum na África do Oeste onde as pequenas vítimas estão destinadas a trabalhar nas minas e plantações. Outras são submetidas à prostituição ou mesmo torturadas ou sacrificadas em cerimónias rituais. As informações são da Angop.
 
Fonte: África 21 (17/01/2009)

My Arabic Heart - Destaque na revista CPFL & Você













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Obama decreta fim da prisão de Guantánamo em um ano

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira, 22, em seu segundo dia de governo, um decreto que estabelece o fechamento da prisão de Guantánamo em um ano. O novo chefe de Estado também assinou outras duas ordens executivas que proíbem a tortura e os maus-tratos nos interrogatórios e o encarceramento de presos. Criada durante o governo George W. Bush em 2002, Guantánamo, localizada em uma base naval em Cuba, era usada para prender suspeitos de terrorismo do mundo todo sem uma acusação formal.

O presidente afirmou que com estas ordens "os Estados Unidos têm como intenção prosseguir a luta atual contra o terrorismo de maneira vigilante, efetiva e de acordo com seus valores e seus ideais". "Estamos decididos a vencer esta luta, e vencê-la em nossos termos", explicou.

O fechamento da prisão militar, muito criticada por denúncias de tortura de presos, era uma das principais promessas de campanha de Obama. Segundo o jornal The New York Times, a medida executiva deve enviar ainda ordens diretas para que a Agência Central de Inteligência (CIA) feche todas as prisões secretas dos EUA.

A ação, um dos primeiros passos para desmontar as políticas prisionais de Bush, deve reescrever as leis americanas para prisão de suspeitos de terrorismo. Ela pede a revisão imediata dos processos dos 248 presos mantidos na base naval em Cuba, e determinará se eles serão transferidos, libertados ou julgados.

Um rascunho da ordem de Obama foi obtido na quarta-feira pela agência de notícias Associated Press, e tratava das questões levantadas pelas detenções na prisão militar. O texto dizia que o fechamento de Guantánamo "aumentaria a segurança nacional e os interesses da polícia externa dos Estados Unidos e da justiça."

Na quarta-feira, após uma solicitação de Obama, juízes responsáveis por julgamentos militares na base confirmaram a suspensão por 120 dias das audiências dos processos contra seis réus mantidos na prisão - cinco deles acusados de envolvimento nos atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos. Segundo a BBC, os processos legais no campo de prisioneiros têm sido muito criticados porque os militares americanos estariam atuando ao mesmo tempo como carcereiros, juízes e jurados.

Considerada um símbolo de abuso dos direitos humanos, a prisão de Guantánamo desgastou a imagem dos EUA no mundo. A principal crítica aos julgamentos das comissões militares para os presos de Guantánamo era a possibilidade de serem aceitas provas ou confissões obtidas por coerção, por meio dos chamados "métodos aprimorados de interrogatório", considerados tortura por muitos e defendido pelo governo Bush.

Destino dos presos

Após o fechamento da prisão, o novo governo deverá decidir para onde os presos serão mandados. Na quarta-feira, a Suíça anunciou que considerava receber esses detentos se isso ajudasse no fechamento de Guantánamo.

Em nota, o governo suíço disse que a detenção de pessoas em Guantánamo está em conflito com as leis internacionais e que os suíços estão prontos para contribuir com a solução do problema no local. O porta-voz do Conselho Federal (Executivo), Oswald Sigg, deixou claro, no entanto, que as decisões de acolher ou não cada detido serão tomadas após análises "detalhadas e minuciosas" de cada caso.

Também na quarta-feira, o comissário de Justiça da União Europeia (UE), Jacques Barrot, elogiou as ações de Obama para o fim da prisão. "Eu estou feliz com o fato de que um dos primeiros atos do presidente Obama foi virar a página neste triste episódio da prisão de Guantánamo", disse Barrot em comunicado.

"Para mim é um símbolo muito forte. Em um Estado legítimo todos devem ter o direito à defesa", acrescentou. O comissário da UE apontou que agora os prisioneiros de Guantánamo devem ter direito a todos os procedimentos legais, para que se saiba a verdade sobre suas ações. Para Barrot, lutar contra o terrorismo "deve ser uma prioridade para os Estados Unidos e a Europa, mas com total respeito aos direitos humanos."

Ainda nesta quinta-feira, Obama deve visitar o Departamento de Estado, para se encontrar com a nova chefe do departamento, Hillary Clinton, e seus principais conselheiros de segurança nacional.

Fonte: estadao.com.br
Saiba mais sobre a base naval americana de Guantánamo

Liberdade nos Céus: Cada vez mais as mulheres árabes se candidatam a postos de comissárias de bordo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Aeromoças participam de cerimônia de graduação em Abu Dhabi, em setembro de 2007 (Foto: Tamara Abdul Hadi/The New York Times)

Marwa Abdel Aziz Fathi ria consigo mesma enquanto olhava para seu broche em forma de asa no bolso esquerdo de seu uniforme cinza, depois para o salão, para as dezenas de comissárias de bordo da Etihad Airways, que conversavam e comiam canapés ao redor dela.

Era o dia de formatura na Academia de Treinamento da Etihad, onde a companhia aérea nacional dos Emirados Árabes opera um curso de treinamento de sete semanas para novas comissárias de bordo. No andar abaixo ficam as salas de aulas cavernosas onde Fathi e outras alunas praticaram o planejamento de serviço de bordo em aviões de mentira em tamanho real, e treinaram na piscina onde aprendem como evacuar passageiros em caso de pouso na água.

Além de seu visível orgulho, Fathi, uma egípcia de 22 anos, estava encantada por estar ali.

"Nunca em toda minha vida pensei que fosse trabalhar no exterior", disse Fathi, que era estudante universitária no Cairo quando começou a observar anúncios de jornal recrutando jovens egípcias para trabalhar em companhias aéreas baseadas no Golfo Pérsico. "Minha família pensou que eu fosse louca. Mas algumas famílias por aí nem permitem essa empreitada."

Há uma década, mulheres árabes solteiras como Fathi, que trabalham fora de seu país, eram raras. Mas, assim como rapazes de países árabes pobres correram para os estados do Golfo Pérsico ricos em petróleo em busca de trabalho, mais mulheres estão fazendo o mesmo, afirmam sociólogos, apesar de não haver nenhuma estatística oficial de quantas são.

Comissárias de bordo se tornaram o rosto da nova mobilidade para algumas jovens mulheres árabes, assim como uma questão de ansiedade social e fascinação.

O dormitório das comissárias da Etihad aqui se parece muito com os blocos de escritório estilo década de 1970, presentes em abundância na cidade. Porém, há três seguranças no térreo, um livro para registro de entradas e regras rígidas em relação a visitantes do sexo oposto. As comissárias são rotineiramente alertadas para considerar a reputação da Etihad. Aquelas que tentam trazer um homem escondido para uma das suítes de dois quartos, simploriamente mobiliadas e compartilhadas pelas mulheres, podem ser expulsas, até deportadas. 

 

Duas recém-graduadas aeromoças marroquinas na academia da empresa Etihad, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em setembro de 2007 (Foto: Tamara Abdul Hadi/The New York Times)

No meio de um revival islâmico em todo o mundo árabe, liderado em grande parte pelos jovens, estados do golfo como Abu Dhabi – que oferece liberdades e oportunidades quase inimagináveis em outros lugares do Oriente Médio – se tornaram um lugar improvável de refúgio para algumas jovens árabes. Muitas afirmam que a experiência de viver de forma independente e trabalhar duro por salários mais altos mudou para sempre suas ambições e sua confiança, apesar disso também poder levar a um doloroso sentimento de alienação de seus países e famílias.

A praticamente qualquer hora do dia ou da noite, há dezenas de jovens com maletas de rodinhas idênticas esperando no lobby do dormitório para serem levadas para trabalhar em algum vôo da Etihad.

Elas usam chapeuzinhos elegantes com leves lenços que sugerem uma hijab, a cobertura para a cabeça usada por muitas mulheres muçulmanas. Como colegiais em época de provas, todas reclamam graciosamente sobre terem dormido pouco.

Há algumas exclamações de parabéns e pena quando as mulheres se inteiram sobre os vôos escalados para as amigas. Rotas longas para lugares como Toronto e Sydney – onde as pausas podem durar muitos dias, os hotéis são confortáveis e o dinheiro dado por dia pela companhia aérea para cobrir despesas com alimentação e itens de primeira necessidade é generoso – são cobiçadas. 

 

Já vôos curtos para lugares como Khartoum, Sudão, são temidos: mais de quatro horas de trabalho seguidas de abastecimento, uma nova entrada de passageiros, um exaustivo vôo noturno de volta para Abu Dhabi, e, finalmente, o transporte de ônibus de volta para a torre do dormitório, com seus guardas vigilantes.

Apesar do número crescente de mulheres que se mudam para países do Golfo, os padrões de migração de mão-de-obra dos últimos 20 anos deixaram os Emirados com uma razão homem/mulher mais distorcida do que qualquer lugar do mundo; na faixa etária de 15 a 64 anos, existem mais de 2,7 homens para cada mulher.

As comissárias de bordo da Etihad são um acessório tão popular à cena do bar do modesto hotel de Abu Dhabi que a presença delas é motivada por freqüentes noites "ladies free" e descontos exclusivos para comissários de bordo. É quase impossível para uma mulher sem véu de 20 e poucos anos ir a um shopping ou mercado em Abu Dhabi sem ser perguntada regularmente, por estranhos sorridentes, se ela é aeromoça.

Apesar das aparências, explicou uma comissária egípcia – que pediu para não ser identificada, pois não foi autorizada pela Etihad a falar com a imprensa –, sexo e namoro são temas bastante tensos para a maioria das jovens árabes que vêm trabalhar nos Emirados.

Algumas moças lidam com sua nova vida longe de casa se tornando quase como freiras, recatadas e muçulmanas praticantes, ela disse, enquanto outras rapidamente se encontram nos braços de homens inadequados. "Em relação às garotas árabes que vêm trabalhar aqui, você tem dois tipos", explicou a egípcia. "Ou elas são bem fechadas e assustadas e não fazem nada, ou não estão pensando muito em voar – só estão aqui para terem sua liberdade. Essas são realmente indisciplinadas e loucas."

Rania Abou Youssef, 26 anos, comissária de bordo da companhia Emirates, baseada em Dubai, contou que quando foi para casa em Alexandria, no Egito, suas primas mulheres a trataram como uma heroína. "Faço isso há quatro anos, mas elas sempre perguntam para onde eu fui, como foi e onde estão as fotos", ela disse.

Muitas das jovens árabes que trabalham no Golfo Pérsico adoram sua posição de pioneiras, modelos, exemplos para amigos e parentes mais jovens. Moças que cresceram em uma cultura que coloca muito valor na comunidade, elas aprenderam a se enxergarem como indivíduos.

Para muitas famílias, permitir que uma filha trabalhe, ou até que ela viaje para o exterior desacompanhada, pode abrir espaço para o questionamento de sua virtude e ameaçar suas perspectivas de casamento. Ainda assim, essa cultura está mudando, disse Musa Shteiwi, socióloga da Jordan University em Amman, Jordânia. "Estamos observando mais e mais mulheres solteiras indo para o Golfo ultimamente", ela disse. "Não é exatamente comum, mas nos últimos quatro ou cinco anos isso tem sido um fenômeno observável."

O desemprego por todo o mundo árabe continua alto. À medida que as redes de árabes expatriados nos países do golfo se tornam mais fortes e à medida que o celular e o crescente acesso à internet tornaram a comunicação internacional mais barata, algumas famílias têm estado mais confortáveis com a idéia de permitir que suas filhas trabalhem no exterior. 

 

Rania Abou Youssef, de 26 anos, aeromoça egípcia, se arruma em sua casa em Dubai, em setembro deste ano (Foto: Tamara Abdul Hadi/The New York Times)

Alguns empregadores do Golfo afirmam direcionar o recrutamento para mulheres com valores familiares árabes em mente – ao contratar grupos de mulheres de uma cidade ou região específica, por exemplo, para que as mulheres possam apoiar umas às outras uma vez no Golfo. "Muitas garotas fazem isso hoje porque tem a reputação de ser seguro", disse Enas Hassan, comissária de bordo iraquiana da Emirates. "As famílias têm a sensação de segurança. Elas sabem que se suas garotas começam a voar não vão ser jogadas no mundo selvagem sem proteção."

Ainda assim, nem todos conseguem viver bem nos Emirados, conta a jovem comissária. Até a paisagem – blocos e mais blocos estéreis de hotéis e prédios de escritórios com pequenas lojas e restaurantes para entrega no andar de baixo – pode contribuir para um sentimento de "peixe fora d'água".

Algumas jovens mulheres contam histórias de colegas comissárias que simplesmente entraram escondidas em vôos para seus países de origem e fugiram, sem avisar à companhia aérea.

As comissárias árabes de maior sucesso, contam elas, são geralmente aquelas cujas circunstâncias já as colocaram de alguma forma à margem de suas sociedades originais: jovens imigrantes árabes que sustentam a família após a morte do chefe da casa, por exemplo, e algumas jovens viúvas e mulheres divorciadas que no final acabam sendo autorizadas a trabalhar no exterior depois que suas perspectivas de casamento diminuem.

Muito mais que outros trabalhos no Golfo, ser comissária de bordo torna difícil para as muçulmanas cumprirem suas obrigações religiosas, como rezar cinco vezes ao dia e jejuar durante o Ramadan, observou a aeromoça egípcia. Ela espera usar uma hijab no futuro, "mas não agora". Um sentimento de desconexão de sua religião pode se acrescentar aos sentimentos de alienação das comunidades muçulmanas conservadoras de casa. Moças cujo trabalho no Golfo sustenta uma família grande geralmente descobrem, para sua surpresa e decepção, que o trabalho as tornou inadequadas para a vida dentro daquela família.

"Uma grande amiga minha, da Síria, decidiu deixar a companhia aérea e voltar para casa", contou a comissária egípcia. "Mas ela não consegue mais tolerar viver na mesma casa que a família. Os pais dela adoram o irmão e o colocam em primeiro lugar, e ela nunca pode sair de casa sozinha, mesmo se for só para tomar um café."

"Fica muito difícil para nós voltar para casa novamente", ela disse.

Por: Katherine Zoepf Do 'New York Times'
Fonte: G1 - 27/12/2008

Entrevista: Há 22 anos no Oriente Médio, entre idas e vindas ao Brasil, técnico do Al Raed fala sobre a vida no mundo dos Xeques e o intercâmbio de jogadores

Luis Antônio Zaluar, o mais árabe dos treinadores brasileiros
 

Mudar de vida, de rotina, e ter que se adaptar a uma cultura totalmente diferente da que se está acostumado. Essa aventura, que em muitos causa medo, estranhamento, já virou normal para um treinador de futebol brasileiro. Luis Antônio Zaluar, comandante do Al Raed, da cidade de Buraydah, na Arábia Saudita, vive há 22 anos no país, entre algumas idas e vindas ao Brasil.

Já acostumado ao idioma e aos costumes locais, Zaluar consegue uma verdadeira façanha: realizar as preleções em árabe. Fazendo tal trabalho, o treinador funciona como uma espécie de tradutor aos brasileiros que lá chegam.

Apesar de já ter trabalhado no Rio de Janeiro (vice-campeão Carioca com o Americano em 2002), em São Paulo, em Fortaleza (bi-campeão Cearense com o Fortaleza), no Joinville-SC e no Paysandu, Zaluar não é tão conhecido no Brasil. Para o treinador, a ida para o mundo dos Xeques é importante buscar estabilidade financeira, já que no Brasil não há trabalho para todo mundo.

Por telefone, Luis Antônio Zaluar conversou sobre esses e outros assuntos, na entrevista que você confere abaixo.

GLOBOESPORTE.COM - Como é trabalhar em um país com a cultura tão diferente da do Brasil e de onde vem a necessidade de se buscar uma nova vida em lugares tão distantes?

Luis Antônio Zaluar - Eu estou aqui desde 1987, entre diversas idas ao Brasil, então eu já estou bem adaptado. Lembro que há 22 anos, os campos não eram nem de grama ainda, eram de terra. Não tinha comunicação em geral, o que deixava a vida muito difícil, mas agora o mundo árabe já está mais maleável para se viver. A internet aproximou a gente do Brasil, da família, temos mais divertimentos. Mas realmente é conviver com um mundo totalmente diferente. O Brasil, infelizmente, vive uma crise constante. Então temos que vir para cá para capitalizar. A gente abre mão da vida particular para ter o reconhecimento financeiro que gostaríamos no Brasil.

Você consegue se comunicar em árabe fluentemente. Como foi o seu aprendizado da língua e como o povo corresponde a isso? 

 

Zaluar ao lado de um representante do Al Raed

- Eu cheguei aqui falando só inglês, agora falo árabe fluente. Mas isso foi fruto não de ter estudado, foi necessidade. Com o aprendizado, eu agora dou até preleção em árabe. Aqui eu sou reconhecido como um brasileiro, o que é uma grande responsabilidade. Carregamos cinco estrelas no peito e chegar aqui falando a língua deles é um prestígio muito bacana. Eles veem de forma muito positiva, fazem elogios, ficam surpresos. Mas já passei certa dificuldade, quando cheguei a morar mais de 11 meses em uma cidade sem falar português com ninguém.

 A ida de outros brasileiros para o país, facilita a convivência? Como você vê esse grande fluxo dos nossos jogadores para o Oriente Médio?

- Esse intercâmbio, essa troca de experiências é salutar, porque enriquece o futebol do Oriente Médio. Aqui, a escola brasileira sempre vai ter espaço. A característica dos árabes é muito parecida com a dos brasileiros. Ele são habilidosos, começam a jogar desde cedo na rua. Agora chegou o segundo brasileiro no Al Raed, o Felipe Campos, que foi do Flamengo e isso facilita a adaptação. Mas infelizmente o jogador brasileiro se queimou muito. Vem muita gente despreparada e o árabe não é mais bobo.

Você vê paixão do árabe pelo futebol, ou promover o esporte nessa região é apenas uma vontade dos Xeques?

- Tem paixão. Apesar de alguns jogadores serem apenas semi-profissionais, a maioria ou estuda ou tem algum trabalho além do futebol, poucos países do mundo árabe veem o futebol com tanta paixão como a Arábia Saudita. O país já participou de quatro Copas, então eles são muito fanáticos. Nossa média de publico é de mil pessoas no coletivo. No último confronto entre times de médio porte tivemos quase 10 mil presentes.

Você pensa em voltar a trabalhar no Brasil?

- Como eu disse anteriormente, no Brasil a gente não tem a oportunidade que merece. Mesmo assim, penso muito em voltar a trabalhar perto da minha família. O mundo árabe te esconde do resto. Muita gente pensa que só porque se está aqui, se tem menos trabalho e é exatamente o contrário, porque temos que ensinar muito mais. Eu tenho contrato até o final de abril. Nosso último jogo é em 12 de abril, mas se a gente se fixar entre os oito primeiros, jogamos a Copa do Rei. Mas eu não quero prolongar muito minha vida aqui.

Em agosto de 2007, você deu uma entrevista para o GLOBOESPORTE.COM falando sobre a temperatura, que no verão é muito quente e no inverno muito frio. Você já se acostumou a esse problema?


- Já estou acostumado, mas agora está muito frio. No último jogo deu menos cinco graus. A cidade de Buraydah é bem no interior, então no deserto é muito quente ou muito frio. Vamos para os treinos parecendo uns bonecos. Alguns jogadores colocam até plástico dentro da chuteira se não o pé fica dormente na hora de chutar. Mas daqui a dois meses já vamos estar com uns 45, 50 graus.

Fonte: GLOBOESPORTE.COM 22/01/2009

 

Itália: Centro de Imigrantes está superlotado na Ilha de Lampedusa

LAMPEDUSA, 20 JAN (ANSA) - O centro de imigrantes ilegais da ilha siciliana de Lampedusa, na Itália, está à beira do colapso após a chegada de novos imigrantes na madrugada desta terça-feira, segundo informaram fontes locais.
    Atualmente estão no centro mais de 1800 pessoas, apesar de sua capacidade máxima ser de 800. Muitas pessoas passaram a última noite ao ar livre por falta de camas. Nesta terça-feira, foi realizado um protesto para sensibilizar a opinião pública sobre a situação enfrentada na ilha.
    A superlotação se intensificou após o recente endurecimento da posição do Ministério do Interior, que determinou que os imigrantes não serão mais transportados de Lampedusa para centros em outras regiões do país, mas permaneceram ali até sua repatriação.
    Para verificar a situação e buscar soluções, um grupo de especialistas do Ministério do Interior foi à ilha, que é o lugar italiano mais próximo ao continente africano, e onde mais ocorrem imigrações ilegais
    A maioria dos imigrantes presentes no centro de Lampedusa é da Tunísia, porém também há nigerianos, somalis e eritreus. Ao todo, 448 pessoas desembarcaram entre segunda-feira e ontem nas costas sicilianas, segundo informou a Guarda Costeira.
    Em uma das embarcações que ia a Lampedusa, viajavam 220 imigrantes, dos quais sete eram mulheres e 28 menores de 18 anos. Em outro barco, havia 228 pessoas sem documentos, sendo 34 mulheres e um bebê, que desembarcaram em Pozzallo, no sudeste da ilha da Sicilia. Na segunda-feira, já haviam chegado 423 pessoas a Lampedusa.
    No início deste mês o ministro italiano do Interior tinha dito esperar que em 2009 não se repitisse a "crise dos desembarques de clandestinos em Lampedusa", local que em 2008 registrou recorde de chegadas de imigrantes ilegais.
    Segundo dados do comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), mais de 67 mil imigrantes ilegais chegaram à Europa por vias marítimas em 2008, dos quais 36 mil desembarcaram na Itália, em sua maioria provenientes da Líbia.
    Por isso, a Itália e a Líbia deverão realizar um patrulhamento conjunto de toda a costa líbia a partir de fevereiro, para evitar a imigração ilegal. A maioria dos imigrantes ilegais líbios que atravessam o mar Mediterrâneo tenta entrar na Itália pela ilha.
    De acordo com o Ministério do Interior italiano, o desembarque de imigrantes clandestinos durante o ano passado foi quase 75% maior do que o registrado em 2007.
 
(ANSA) 20/01/2009 16:40
 

Dubai World firma acordo de US$ 16 bilhões na Nigéria

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O contrato com o governo nigeriano prevê a entrada da empresa árabe nos setores de petróleo e gás do país, que é o maior produtor da commodity na África.

Da redação*
São Paulo – A companhia Dubai World assinou um acordo no valor de 58,7 bilhões de dirhans (US$ 16 bilhões) com o governo da Nigéria para desenvolver a infra-estrutura dos setores de petróleo e gás natural no país africano. As informações foram divulgadas pelo site do jornal Gulf News, de Dubai.

Com uma produção de cerca de 2 milhões de barris por dia, a Nigéria é o maior produtor de petróleo da África.

A companhia de Dubai deverá operar no segmento conhecido como "upstream" das indústrias de gás e petróleo, que envolve os setores de exploração, desenvolvimento, produção e transporte para processamento.

A exploração e o processamento das reservas nigerianas de petróleo e gás serão realizadas pela Dubai Natural Resources World (DNRW), braço da Dubai World no setor de recursos naturais. Esta será a primeira iniciativa de grande porte da DNRW, que foi criada em 2005.

Oportunidade na crise

"Com a crise, as empresas petrolíferas não estão investindo tanto, o que abre espaço para a expansão de companhias [de fora do setor]", disse Kate Dourian, editora da revista Platts Middle East, especializada em energia.

Kate afirmou também que a África e a Ásia Central são áreas-chave para companhias em busca de locais para investir, e que empresas como a Dubai World, que não precisam ir ao mercado financeiro para levantar capital, têm maiores condições de investir em novas empreitadas.

Acordo

O acordo foi assinado na última quinta-feira (15) por Michael Aondoakaa, ministro da Justiça da Nigéria, e por Sultan Ahmad Bin Sulayem, presidente da Dubai World, em Abuja, capital da Nigéria.

"Este acordo histórico consolida a estratégia da Dubai World: entrar em novos setores, alavancando o know-how das diversas companhias do grupo para realizar investimentos seguros, estratégicos e de longo-prazo na área de energia e recursos naturais. A Nigéria tem muitas oportunidades para oferecer, e a parceria da Dubai World com o governo nigeriano vai ajudar a desenvolver esse enorme potencial", afirmou Bin Sulayem.

O acordo prevê também investimentos nos setores agrícola e de geração de energia elétrica.

*Tradução de Gabriel Pomerancblum

A borboleta que esvoaça em volta da chama até se queimar é mais nobre que a toupeira que vive, segura e descansada, na sua toca.
 
Khalil Gibran

Se uma mulher deseja ter um filho...

"Se uma mulher deseja ter um filho, ela deve reverenciar e fazer oferecimentos ao Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo e então ela dará à luz um menino agraciado com mérito, virtude e sabedoria. E se ela deseja ter uma filha, dará à luz uma menina com os traços da beleza, que no passado plantou as raízes da virtude e é amada e respeitada por muitas pessoas".
 
O Registro dos Ensinos Orais afirma: Os dois desejos referidos aqui são o desejo por um filho e o desejo por uma filha. O desejo por uma filha representa o desejo por uma recompensa secular. O desejo por um filho representa o desejo por recompensas espirituais. Da mesma forma, paz e segurança na presente existência é uma virtude pertinente ao desejo por uma filha, enquanto boas circunstâncias nas existências futuras é a virtude pertinente ao desejo por um filho.
 
O desejo por uma filha é representado pela filha do Rei Dragão e por ela ter  atingido o estado de Buda, o que comprova o princípio de que os sofrimentos do nascimento e da morte são nirvana. O desejo por um filho é representado pela iluminação de Devadatta, o que comprova o princípio de que os desejos mundanos são iluminação. Esses dois exemplos, por sua vez, confirmam o princípio de que uma pessoa pode atingir o estado de Buda na presente forma.

Nesta era em que Nitiren e seus seguidores, como praticantes do Sutra de Lótus, recitam o Nam-myoho-rengue-kyo, estão realizando tanto o desejo por um filho quanto o desejo por uma filha e assegurando tanto ao pai quanto à mãe atingir o estado de Buda.

Para o sofrimento

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Determinar além do seu estado de vida.

Além dos limites da sua mente.

Na confiança total à Lei Mística.

Guie seu objetivo através do Daimoku.

E não se condicione pelas circunstâncias da vida.

Não procure extrair conclusões lógicas baseadas nos eventos,

porque não existe nada de definitivo ou irreversível.

Considere os obstáculos e sofrimentos como grandes ocasiões.

Abrace o Gohonzon por toda a vida. Aconteça o que acontecer.

 

Daisaku Ikeda

“The Hymn of Brides”, the second full-length film of Karin Albou relates a striking story of friendship between two women

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

17/12/2008

"The Hymn of Brides" of Karin Albou

Two Female Destinies in Pre-Independent Tunisia

By Nariman Arfa

"The Hymn of Brides", the second full-length film of Karin Albou relates a striking story of friendship between two women, both distressed by the Second World War in Tunisia.

In Tunis, in 1942, two teenagers, Nour (Olympe Borval) and Myriam (Lizzie Brochere) grow together in the same house in a modest district where Jewish and Muslims live in harmony.

Nour cannot marry before her fiancé Khaled (Najib Oudghiri) finds work. She is portrayed as being jealous of Myriam when it comes to education and freedom; nonetheless, Myriam envies Nour for her romantic rendezvous. When the German army enters Tunis, in November, Nazis impose on the Jewish community the bearing of the yellow star, forced work and fees to pay.

Smothered by debts and deprived from work, Tita, the mother of Myriam (played by the scenario writer, Karin Albou), decides to marry her daughter to a rich doctor (Simon Abkarian).

Played by two young actresses, "The Hymn of Brides" is before all a stunning story of friendship between two women.

The story unfolds with delicacy as the scenario writer depicts the dreams and frustrations of the two adolescents exacerbated by war and subjugated by a patriarchal society which, by marrying the young women, dispossesses them of their destiny.

The camera of Karin Albou comes up to the characters and encircles a partitioned female universe: the house and its interior court with the bluish woodworks where glances, jealousies, desires and larval hatreds circulate.

Modest and strong, a scene of integral depilation of the pubis of the future bride mimics the violence of the defloration which will follow.

If the evocation of the historical context remains discrete because of the lack of financial means, it sounds just better than many other large budget reconstitutions.

French director, Karin Albou honored her Algerian origins in the medium-length film "Aïd el Kebir", award-winner at the Festival of Clermont-Ferrand. Albou lived in Paris before going to Tunisia to learn Arabic.

Shot in Tunisia, "The Hymn of Brides", the second full-length film of Albou, comes three years after the success of her movie "The Small Jerusalem", which was selected at the International Week of Criticism in Cannes in 2005 and named for the Cesar of the Best Film of the following year.

To write "The Hymn of Brides", Karin Albou has made research. "I spoke with many people who lived throughout that period. Some, like Nour, saved Jews and protected them; the majority did not do anything; others worked for the Germans ", said Karin Albou, taking from her pocket a notebook where she wrote down a number of notes.

-Alarabonline-

Oficina de gastronomia árabe em Curitiba

São Paulo – Uma das grandes influências da cultura árabe no Brasil está na culinária, e, para aqueles que desejam aprender as técnicas de preparo das receitas tradicionais dessa cultura, o Club Gourmet do Centro Europeu, no Paraná, oferece na sexta-feira (19) uma oficina gastronômica da cozinha árabe. "Não precisa ter preparo para fazer o curso. Vou ensinar passo a passo de cada prato", afirmou a chef Vaneska Berçani, que irá ministrar a oficina.
Divulgação Divulgação

Alunos vão aprender a fazer quibe cru, arroz com lentilhas e outros pratos



O curso faz parte da programação do Club Gourmet do Centro Europeu, em Curitiba, que a cada 15 dias oferece ao público uma oficina gastronômica. Segundo Vaneska, essas aulas têm como objetivo disseminar técnicas e culturas da culinária mundial. "Essa vai ser uma oportunidade de mostrar para os alunos que eles não precisam ficar restritos à culinária árabe, eles podem usar as técnicas para inovar em outras culinárias", disse a chef.

Na sexta-feira, Vaneska irá ensinar a preparar quibe cru, arroz com lentilhas, chich barak, que são capeletes de carne ao molho de coalhada fresca, pasta de berinjela, entre outras receitas. Durante a aula, que tem três horas de duração, Vaneska conta com a ajuda de três monitores para acompanhar os passos dos alunos.

Formada como Chef de Cuisine - Restaurateur, pelo Centro Europeu, Vaneska é sócia do restaurante Velho Oriente, de comida libanesa, em Curitiba. Segundo a chef, em 2001 ela entrou como sócia administrativa do libanês Jean Abdo, imigrante e fundador do primeiro restaurante de comida árabe de Curitiba. "No começo eu cuidava da parte administrativa, mas acabei me apaixonando pela cozinha árabe e fui aprendendo com ele (Jean Abdo)", disse Vaneska, que a partir daí foi fazer o curso profissionalizante do Centro Europeu.

Em maio deste ano, Vaneska teve a oportunidade de ir para o Marrocos, onde teve contato direto com os temperos e receitas marroquinas. Para 2009, a chef pretende ir para o Líbano para aprimorar o seu conhecimento. "Devo ficar na casa de parentes da mulher do meu sócio para pegar o jeito e os costumes libaneses", disse.

Centro Europeu

Fundado em 1991 como uma escola de ensino profissionalizante e de idiomas, o Centro Europeu oferece 13 cursos profissionais, entre eles Design de Moda, Gestão Ambiental, Hotelaria, Comércio Exterior e Fotografia. Já os idiomas ensinados são inglês, francês, espanhol, italiano e alemão. As vagas para o Club Gourmet são limitadas e as inscrições seguem até sexta-feira.

Mais informações

Tel. (41) 3222-6669
Site: www.centroeuropeu.com.br

Banda saudita feminina responde a tabus com rock

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Elas não podem se apresentar em público. Não podem posar para a capa do álbum. Até suas jam sessions são secretas, por medo de ofender as autoridades religiosas deste reino ultra-conservador. Mas as integrantes da primeira banda da Arábia Saudita formada exclusivamente por mulheres, a Accolade, obviamente não têm medo de tabus.

 

O primeiro single do grupo, Pinocchio, se tornou um sucesso underground por aqui, com centenas de jovens sauditas baixando a canção do site da banda. Agora, o jovem quarteto pioneiro, todas estudantes universitárias, quer começar a tocar em apresentações regulares - em ambientes reservados, é claro - e gravar um álbum.

 

"Neste país, sim, é um desafio," disse a líder de cabelo espetado, a vocalista Lamia, que usa piercings na sobrancelha esquerda e sob o lábio inferior. (Como as outras integrantes da banda, ela deu apenas seu primeiro nome.) "Talvez sejamos loucas. Mas queríamos fazer algo diferente."

 

Em um país em que mulheres não podem dirigir e raramente aparecem em público com o rosto descoberto, a banda realmente é bem diferente. A possibilidade de roqueiras empunhando guitarras e berrando letras raivosas sobre um relacionamento fracassado - o tema de Pinocchio - já foi algo inimaginável por aqui.

 

Hoje existe uma crescente cena de rock com dezenas de bandas, algumas até mesmo vendendo ingressos para suas apresentações. O hip hop também faz sucesso. A polícia religiosa - mais especificamente, o Comitê para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício - quase desapareceu das ruas de Jedá e está menos agressivo no coração desértico do reino.

"A nova geração é diferente da anterior," disse Dina, a guitarrista e fundadora de 21 anos do Accolade. "Tudo está mudando. Talvez em 10 anos uma banda tocar ao vivo não será um problema."

 

Dina disse que começou a sonhar em formar uma banda a três anos atrás. Em setembro, ela e sua irmã Dareen, 19, que toca baixo, se uniram a Lamia e Amjad, a tecladista.

 

Elas já eram iconoclastas: Dina e Dareen, as duas extremamente atraentes, usam o cabelo para trás com grossas mechas e piercing nas sobrancelhas. Durante uma entrevista com a banda em um Starbucks local, elas usavam túnicas negras - o esvoaçante traje costumeiro para as mulheres - mas abertas, mostrando seus jeans e camisetas e com seus rostos e cabelos descobertos.

 

A banda se reúne para ensaios todo final de semana na casa das irmãs, onde seu irmão mais novo às vezes participa na bateria. No início de novembro, Dina, que estuda arte na Universidade Rei Abdulaziz, começou a escrever uma música baseada em uma de suas pinturas favoritas, The Accolade (A Honraria), do pintor inglês pré-rafaelita Edmund Blair Leighton. O quadro mostra uma nobre de cabelos compridos e uma espada nomeando um jovem guerreiro a cavaleiro.

Ela pensou em escrever uma música baseada na obra A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, mas decidiu que seria levar a controvérsia longe demais. (Na Arábia Saudita, igrejas são proibidas e muçulmanos convertidos ao cristianismo podem ser executados.)

 

Dina pegou seu celular para mostrar um vídeo da banda ensaiando em casa. Era como qualquer outra banda de garagem do mundo, com as irmãs arqueadas sobre seus instrumentos, seu irmão detonando a bateria e Lamia agarrada ao microfone.

"Estamos procurando uma baterista," disse Lamia. "Cinco caras já apareceram, mas queremos mesmo uma banda só de mulheres."

Embora saibam que o que fazem é algo extraordinário, em pessoa, elas parecem mais brincalhonas do que provocadoras. Diferente dos jovens sauditas abastados que já moraram fora e experimentaram o estilo de vida ocidental, elas são de classe média e nunca saíram do país.

 

"O que fazemos não é algo errado, é arte, e fazemos seguindo um bom caminho," disse Dina. "Respeitamos nossas tradições."

As primeiras bandas de rock apareceram há cerca de 20 anos, de acordo com Hassan Hatrash, 34, jornalista e baixista pioneiro, e seu número cresceu gradualmente. Foi quando, em 1995, a polícia invadiu um show no porão de um restaurante em Jedá, prendendo cerca de 300 jovens, inclusive Hatrash. Eles foram soltos alguns dias mais tarde sem acusações. (Não existe uma lei que realmente proíba o rock ou apresentações públicas.) "Depois disso, a cena meio que morreu," disse. Com o crescimento recente da cena saudita de rock, Dina reuniu coragem para começar sua própria banda. Os planos da Accolade se desenvolveram bem lentamente, disse, com "encontros só de meninas" no início. Os pais dos membros da banda apóiam a iniciativa, embora peçam que mantenham as coisas em silêncio.

 

Com o tempo, disse Dina, elas esperam tocar em shows de verdade, talvez em Dubai, Estados Árabes Unidos.

"É importante eles verem o que somos capazes de fazer," disse ela.

 

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
 
Fonte: Terra

Banda de garotas sauditas desafia regime islâmico

Capa do single 'Pinocchio', do grupo árabe feminino The Accolade / Divulgação

RIO - Uma banda formada por garotas sauditas está desobedecendo o rígido regime islâmico para expressão da emoção e identidade femininas, informa o jornal inglês "Daily Telegraph" desta terça-feira.

O grupo, chamado The Accolade (Elogio, em tradução literal), escreveu um sucesso underground chamado "Pinocchio", que pode ser baixado da página da banda no site MySpace (clique aqui e escute a música) .

A Arábia Saudita mantém um rígido código de controle sobre as mulheres, baseado em preceitos islâmicos. As regras proíbem as mulheres de aparecerem em público sozinhas e sem estar envoltas por um véu. As mulheres oficialmente não podem viajar sozinhas e ter educação ou visitas ao médico sem a permissão de um parente masculino mais velho. Há ainda mandados judiciais contra mulheres que dirigem automóveis.

Uma das moças da banda disse ao jornal "The New York Times" que sua formação era uma demonstração de mudança. "A geração que está vindo é diferente da que passou", disse Dina, de 21 anos, fundadora do Accollade e guitarrista. "Tudo está mudando. Talvez em 10 anos seja permitido ter uma banda e fazer shows ao vivo para o público".

Mas há riscos consideráveis mesmo na limitada exposição que as moças conseguiram até agora.

Lamia, a líder da banda que tem piercings na sobrancelha e nos lábios, disse que foi difícil chegar até aqui. "Na Arábia Saudita, sim, foi um desafio", ela disse. "Talvez nós sejamos loucas. Mas nós queremos fazer alguma coisa diferente".

As mulheres garantem que elas não vão desafiar a conservadora proibição real de não se apresentar em público, mas elas esperam fazer um show na mais liberal Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

- É importante para nós sabermos que somos capazes disso", disse Dina.
 
O GLOBO

Fiéis islâmicos começam volta para casa após peregrinação a Meca

Ontem falei com o Khalid, ele me lembrou que estão na época do Haji. Ando tão ocupada com as questões da estadia do Oladipupo (meu amigo Nigeriano) aqui no Brasil que ando relapsa aos acontecimentos árabes.
Mas fiz uma pesquisa rápida para não passar em branco essa data tão importante para os mulçumanos.
 
Fiéis islâmicos começam volta para casa após peregrinação a Meca
 
G1

Riad, 10 dez (EFE).- A peregrinação a Meca (Hajj) chega hoje ao fim e os fiéis, após apedrejar as três colunas que simbolizam o diabo e caminhar ao redor da Caaba, começam a volta para casa.

Durante os últimos três dias, os quase 3 milhões de peregrinos que se reuniram em Meca jogaram pedras nos pilares que representam as tentações de Satã no Vale de Mina, ritual com o qual lembram as tentativas do demônio de dissuadir Abraão a sacrificar o filho, como Deus havia ordenado.

As pedras, segundo a tradição, representam a rejeição de Abraão ao diabo e a firmeza de sua fé.

Após cumprir hoje o último dia de apedrejamento, os peregrinos se dirigiram para a Caaba, a construção mais sagrada para os muçulmanos e situada no pátio da Grande Mesquita de Meca, e em torno da qual deram sete voltas, dando por concluído o rito sagrado.

No entanto, muitos fiéis decidiram passar mais alguns dias na Arábia Saudita para visitar a cidade de Medina, onde se encontra o túmulo do profeta Maomé, e para orar na mesquita construída em sua honra.

A peregrinação a Meca é um dos cinco pilares fundamentais do Islã, recolhidos em seu livro sagrado, o Corão.

O ponto alto para os fiéis foi no domingo passado, quando subiram ao Monte Arafat, onde há 14 séculos Maomé pronunciou seu último sermão.

A atual comemoração do Hajj se desenvolveu sem incidentes graves em comparação a anos anteriores, quando centenas de peregrinos morreram pisoteados nas grandes concentrações, especialmente durante o apedrejamento em Mina.

O rei Abdullah da Arábia Saudita ofereceu ontem à noite uma recepção em Mina na qual pediu aos muçulmanos de todo o planeta que dialoguem e se afastem do extremismo e da divisão, pelo que culpou "os terroristas, que só representam a si próprios", de distorcer a imagem do Islã. EFE

Emirates Group lança programa de reciclagem

São Paulo – O Emirates Group, proprietário da empresa aérea Emirates, lançou o maior programa de reciclagem corporativa dos Emirados Árabes, dando aos seus 33,5 mil funcionários a possibilidade de reciclar o papel, papel cartão, plástico e alumínio que descaratam em suas casas, segundo informa o site de notícias Emirates Business 24/7. Os funcionários podem levar à empresa o lixo que produzem em casa e depositar nos centros de coleta da companhia. Nos primeiros três dias do programa, foi coletada cerca de uma tonelada de papel.

Segundo Andrew Parker, vice-presidente do Emirates Group para assuntos públicos e de meio ambiente, o grupo firmou parceira com a empresa Paper Chase International de Dubai para inaugurar o programa em sua sede. Em breve o programa de reciclagem será expandido para os outros prédios do grupo em Dubai. "Este é somente mais um dos vários projetos desenvolvidos pela empresa", declarou Parker.

Em novembro, em outro projeto de reciclagem, um grupo de funcionários da Emirates Group ganhou o Troféu Ambiental na edição de 2008 do Idéia do Ano - Reino Unido, por desenvolver um programa de reciclagem de jornais nos aviões da Emirates. Pelo programa, mais de 2 mil toneladas de jornais serão reciclados no primeiro ano, eliminando o corte de 39 mil árvores e economizando 60 milhões de litros de água. A empresa também participou de outros projetos no setor de ecologia nos últimos anos.

Mais de um terço do lixo de Dubai é de papel e a reciclagem de uma tonelada deste material pode economizar cerca de 4 mil kwh de eletricidade, ou o suficiente para fornecer energia a uma casa de três quartos em Dubai por quatro meses.

Paper Chase International

A Paper Chase International é uma empresa global que opera na compra e processamento de papel e metais descartados. A empresa tem sede na Zona Franca de Jebel Ali, em Dubai, e foi criada em 1982. A organização vende papel recuperado e retalhos de metais em todos os países da Ásia.

Idéia do Ano-Reino Unido

O troféu Idéia do Ano Reino Unido é dado pela Idea UK, uma consultoria britânica especializada em buscar idéias criativas entre os funcionários das empresas. A organização fornece apoio profissional e consultoria a empresas que queiram criar programas formais para atração de idéias criativas de seus funcionários, promovendo inovação. A organização foi criada em 1987.

Os programas da Ideas UK podem ser aplicados em empresas de todos os portes e setores, desde pequenas e médias empresas até grandes organizações que empregam mais de 100 mil pessoas, e abrangem os setores públicos e privados.

*Tradução de Mark Ament
 

Dubai terá festival internacional de cinema

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

São Paulo – Dubai se prepara para a 5ª edição do Festival Internacional de Cinema de Dubai (DIFF), que será realizada de 11 a 18 de dezembro, e terá uma programação com 181 filmes de 66 países, entre eles Ensaio sobre a Cegueira, do diretor brasileiro Fernando Meirelles. O festival espera receber mais de 45 mil espectadores. As informações foram divulgadas pelo site árabe Emirates Business 24/7.

Entre as celebridades que devem comparecer ao evento estão os atores norte-americanos Nicolas Cage e Brendan Fraser, a mexicana Salma Hayek e atores famosos na região, como os indianos Abhishek Bachchan e Preity Zinta, a libanesa Carmen Lebbos. O festival também vai atrair para o emirado os diretores Oliver Stone, dos Estados Unidos e Deepa Mehta, da Índia.

"Este ano será um marco na história do DIFF", disse o presidente do festival, Abdulhamid Juma. "Em 2004, apresentamos 76 filmes de 24 países. Este ano, serão 181 filmes de 66 nacionalidades diferentes", afirmou.

Indústria

Além das sessões de cinema, que irão incluir 16 estréias mundiais, o DIFF terá programas voltados para a indústria cinematográfica. O objetivo é aperfeiçoar o nível técnico da indústria cinematográfica no mundo árabe.

"Este ano, integramos novos elementos ao festival para fortalecer nossas iniciativas e promover o cinema árabe", afirmou o diretor administrativo da DIFF, Shivani Pandya. "O DIFF é um ponto de encontro para cineastas internacionais cada vez mais respeitado no mundo todo. E esperamos criar relações férteis entre culturas cinematográficas em desenvolvimento", disse Pandya.

Haverá uma série de eventos para networking entre profissionais de cinema e uma oficina para produtores com duração de cinco dias. Outra novidade é o Dubai Film Market, uma coleção on-line de filmes produzidos na região.

O DIFF terá também a publicação Focus 2008, criada em colaboração com o Marché du Film – edição do Festival de Cannes voltada para a venda de novos títulos – e que vai conter informações sobre tendências da indústria. A organização do festival de Dubai contratou a companhia de pesquisas Nielsen para promover um segmento dedicado a novas tendências no cinema árabe. Serão lançados também um DVD comemorativo contendo oito filmes realizados nos Emirados e exibidos nas edições anteriores do DIFF, e um livro celebrando o cinema egípcio.

Ensaio sobre a Cegueira, o filme

O longa Ensaio sobre a Cegueira, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles é baseado no livro de mesmo nome do vencedor do Prêmio Nobel de literatura, o escritor português José Saramago. Trata-se da história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada.

Tal "cegueira branca", assim definida, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa, se manifesta primeiro em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença.

O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo de uma sociedade que perde tudo aquilo o que considerava civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história se torna não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, o que importa é reparar o outro.

Respeitando o desejo de Saramago de que o filme, assim como o romance, se passasse em uma cidade não-identificada, o que empresta uma universalidade incomum à trama, a produção do longa decidiu filmar em três países diferentes. No entanto, nenhum sinal que pudesse identificá-los foi usado. A maior parte das cenas externas foi filmada em São Paulo, cidade em que Meirelles mora. As cenas, ambientadas no asilo transformado em campos de quarentena, foram filmadas em uma prisão desativada em Guelph, no Canadá. O clímax do filme, que se desdobra frente a uma paisagem destruída de uma cidade arruinada, foi filmado em São Paulo e Montevidéu, no Uruguai (uma cidade sugerida pelo diretor de fotografia César Charlone, de origem uruguaia).

Mais informações
Site: www.dubaifilmfest.com

*Tradução de Gabriel Pomerancblum
 

Evento: TEATRO - O Caminho Para Meca

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

TEATRO - O Caminho Para Meca

 

Autoria: Athol Fugard
Tradução: José Almino
Direção: Yara de Novaes
Elenco: Cleyde Yáconis, Lúcia Romano e Cacá Amaral
Horário: Sex. 21h30
Sáb. 21h
Dom. 18h
Ingresso: R$ 30,00
Duração: 90 min.
Classificação: 12 anos
Taxa de
Conveniência:
15% sobre o valor do ingresso
Convênio: 0200/2008
 
Sinopse
Escrita por Athol Fugard, um dos dramaturgos mais importantes da língua inglesa na atualidade e inédito no Brasil, a peça conta a história de Helen Martins, uma sul africana que encontra sua forma de expressão por meio da escultura. A personagem é inspirada em uma figura real, Helen Elizabeth Martins, autêntica outsider que produziu uma arte não convencional, nascida em 1897 e morta em 1976.

É certo que a história de Helen, mote de inspiração do autor, já é por si só apaixonante. Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, no meio do deserto, Helen é uma mulher de costumes conservadores e culto obrigatório da fé protestante. Um dia, ao descobrir nunca ter amado o bom homem com quem foi casada, abandona a igreja dos domingos porque deixou de crer e, ao ficar viúva, encontra em suas mãos de escultora o caminho de sua liberdade pessoal e a felicidade de criar sua Meca.

Helen recebe a visita da amiga Elsa, admiradora de suas obras, e também do pastor local, que se preocupa com sua ausência na igreja e na pequena vila. Por meio desses encontros, discute-se a vida, a solidão, o talento, as dificuldades da idade, a amizade e a confiança das personagens.
Local
Novotel Jaraguá
R. Martins Fontes, 71
Centro - São Paulo
(11) 3255.4380
 
Vendas pela Internet

376 corpos enterrados em valas comuns na Nigéria

Lagos, Nigéria (PANA) - Os corpos de 376 vítimas da onda de violência interreligiosa que abrasou a cidade de Jos, capital do Estado setentrional nigeriano de Plateau, e os seus arredores, foram sepultados em valas comuns, revelou o deputado local Samaila Mohammed.

Samaila Mohammed, que representa a circunscrição de Jos-Norte/Bassa, na Câmara Baixa dos Representantes, foi citado pela imprensa local como tendo declarado que os corpos enterrados em valas comuns no cemitério de Jos foram os transportados para a mesquita de Jos- Centro, admitindo que o balanço total das vítimas poderia ser muito mais elevado.

Mas o porta-voz do Governo estadual, Nuhu Gagara, estabeleceu o balanço em 200 mortos, afirmando que as estimativas citadas pela imprensa internacional foram exageradas.

Pelo menos quatro mil pessoas foram deslocadas pelos confrontos.

Depois do segundo desdobramento de 140 soldados armados, domingo, desde a cidade de Kaduna (norte), uma calma precária prevalecia em vários pontos da cidade, onde a violência eclodiu sexta-feira depois de eleições locais em 17 circunscrições.

O Partido Popular Democrático (PDP, no poder) venceu todas as 17 circunscrições, depois do anúncio dos resultados sábado, suscitando a cólera dos apoiantes do Partidos de Todos os Povos da Nigéria (ANPP, oposição).

Nesta cidade onde a mistura religiosa e étnica é difícil, a violência política, desencadeada pelas alegações de fraude, degenerou-se rapidamente numa crise etnorreligiosa, marcada por confrontos interreligiosos, incluindo incêndios contra mesquitas e igrejas, estabelecimentos comerciais e edifícios habitacionais.

O governador do Estado de Jos, Jonah Jang, impôs um recolher obrigatório nas zonas afectadas e instou os agentes de segurança a disparar contra os autores de distúrbios.

O Presidente Umaru Yar'Adua exortou, por seu turno, o desdobramento dos soldados depois que a Polícia se viu ultrapassada pela crise, a pior vivida no Estado desde 2004, onde o Governo federal declarou o estado de emergência na sequência de massacres etnorreligiosos que fizeram centenas de mortos.

Os líderes políticos e religiosos apelaram para a calma, enquanto a segurança está a ser reforçada nos Estados vizinhos para impedir a propagação da violência.

O Sultão de Sokoto, que é o chefe espiritual dos Muçulmanos da Nigéria, disse numa declaração que "todos os Muçulmanos e Cristãos do país devem optar pela paz e evitar actos de violência em prol da estabilidade e do desenvolvimento da nação".

O primaz da Igraja metodista da Nigéria, Sunday Ola Makinde, exortou, por seu turno, o Governo a revelar os que estão por detrás desta crise.

"É uma situação inadmissível porque introduzimos a religião na política, o que só os medíocres o fazem. Aconselho o Presidente a tomar, desde já, medidas muito sérias e drásticas contra isso. Façamos com que esta seja a última vez, porque é a segunda vez que isto se produz em Jos. Várias pessoas inocentes perderam a vida e diversos lugares de culto foram queimados. Devemos pôr termo a isto. Deixemos que a justiça seja feita", declarou.

De acordo com a Polícia, mais de mil e 500 pessoas, das quais "mercenários vindos dos Estados vizinhos", foram detidas depois destas violências.
 

HRW pede inquérito sobre violência na Nigéria

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) - A organização internacional de defesa dos direitos humanos, Human Rights Watch, sediada em Nova Iorque, exigiu ao Governo nigeriano a abertura dum inquérito e o julgamento dos responsáveis pelos actos de violência de Jos, capital do Estado de Plateau (norte), que fizeram centenas de mortos nos últimos dias.

"O Governo nigeriano deve imediatamente constituir um inquérito independente para descobrir os que levaram a cabo estes massacres", pediu a organização num comunicado transmitido à PANA em Lagos.

De acordo com a HRW, o inquérito deve apurar se "um membro das forças de segurança reagiu a esta violência pelo uso desproporcional da força".

"O Governo deve igualmente tomar medidas concretas para pôr termo às políticas discriminatórias que tratam alguns grupos como cidadãos de segunda e que provocou estas violências", sublinhou a directora da Divisão África da Human Rights Watch, Gorgette Gagnon.

Sgeundo ela, este recrudescimento de violência chocante não deve ser uma surpresa para as autoridades nigerianas pois, explica, é o resultado directo da incapacidade do Governo de prever o nível de tensão étnica e religiosa no Estado de Plateau durante as recentes eleições, muito menos de atacar as causas fundamentais.

A organização de defesa dos direitos humanos exorta ainda as forças de segurança nigerianas a respeitar os princípios fundamentais das Nações Unidas no exercício da sua missão de restabelecimento da ordem em Jos.

Ela insta igualmente o Governo federal a votar uma lei que proíba a discriminação estatal contra as populações não indígenas em todos os domínios.

"As autoridades federais e estaduais devem igualmente levar a cabo uma campanha de sensibilização pública baseada nos direitos inerentes à cidadania nigeriana e na necessidade de pôr termo à discriminação contra os não indígenas", nota o comunicado.

Por outro lado, prossegue, estas políticas discriminatórias reduzem milhões de Nigerianos a um estatuto de cidadãos de segunda e alimentam as chamas das violências étnicas e religiosas, que eclodiram frequentemente durante as eleições.
 

UE condena violências na Nigéria

Abuja, Nigéria (PANA) - A Comissão da União Europeia (UE) condenou as violências que decorreram sexta-feira passada em Jos, uma cidade situada no norte da Nigéria, fazendo centenas de mortos.

Numa declaração publicada em Abuja, na Nigéria, a Comissão exortou o Governo federal e o do Estado de Plateau, de que Jos é a capital, a abrir um inquérito para determinar as causas profundas destas violências.

O comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, aconselhou vivamente os políticos nigerianos e os seu apoiantes a promover o diálogo pacífico e a compreensão.

"Estou profundamente entristecido que tantas pessoas tenham perdido a vida, ficado feridas ou sem abrigo por causa desta violência atroz", declarou.

"Insto todos os políticos, os líderes locais e nacionais a promover o diálogo pacífico e a compreensão entre os seus apoiantes para evitar o reaparecimento de eventos similares na Nigéria", acrescentou Michel citado na declaração da UE.

De acordo com as autoridades locais, as violências fizeram 200 mortos enquanto algumas testemunhas apontaram para mais de 300 matados.

As violências que opuseram Muçulmanos e Cristãos, seguiram-se a eleições locais.
 

Produto para higiene bucal mata 29 crianças na Nigéria

Lagos, 27 nov (EFE).- O número de crianças que morreram na Nigéria devido ao uso de um produto para higiene da dentição infantil chega a 29 e vários hospitais responsabilizaram hoje a Agência Nacional para Administração e Controle de Alimentos e Drogas (Nafdac) de ter licenciado o produto.

O "My Pikin", fabricado pela companhia farmacêutica Barewa, com sede em Lagos, contém produtos químicos que causam o colapso renal nas crianças, disse ontem a diretora geral da Nafdac, Dora Akunyili, ao anunciar a proibição de sua venda.

Akunyili, que disse que as vítimas mortais eram 25, anunciou também que a Nafdac iniciou uma investigação urgente do caso, que gerou controvérsias e divergências entre várias agências governamentais.

O diretor do Departamento de Saúde em Lagos, doutor Jide Idris, afirmou hoje que só neste estado, as mortes de crianças por colapso renal chegam a 29, e especificou que elas podem ter sido causadas tanto pelo produto para a dentição, quanto por dose excessiva de paracetamol ou preparados à base de ervas.

O hospital da Universidade de Ibadan, no sudoeste da Nigéria, um dos centros médicos onde a Nafdac diz que houve mortes de crianças, nega que estas tenham morrido enquanto estavam internadas.

Já o hospital da Universidade de Lagos, onde segundo a Nafdac outras crianças também morreram, diz que não há provas conclusivas de que o "My Pikin" seja a causa dessas mortes, mas culpou a agência dirigida por Akunyili.

"Antes que o remédio saísse à venda tinha que ser inspecionado pela unidade de controle de qualidade e segurança da Nafdac que, supostamente, sabe o que faz. Se o produto não tivesse sido posto em circulação, as crianças não teriam entrado em contato com ele", disse o presidente do Comitê Consultivo Médico, professor James Renner.

Por sua vez, o Diretor de Informação da Nafdac, Abubakar Jimoh, afirmou que a morte das crianças se deveu a "um acidente de fabricação" por parte da Barewa Pharmaceuticals e não a uma negligência da Nafdac.

"Rastreamos o problema a um lote em particular (do produto). É um acidente de fabricação e não pode ser generalizado a todos os produtos da companhia", disse Jimoh, que afirmou que além dos controles trimestrais dos medicamentos licenciados, a Nafdac faz acompanhamento da venda dos mesmos.

O principal partido de oposição da Nigéria, o Congresso para a Ação, criticou as declarações oficiais da Nafdac e exigiu uma investigação imediata sobre as causas das mortes das crianças.

O partido especificou, no entanto, que a investigação deve ser feita por um organismo independente, já que a Nafdac está envolvida na controvérsia.
 
Fonte: EFE

Arik Air, companhia aérea com atuação na Nigéria recebe primeira aeronave A340-500

SÃO PAULO, 2 de dezembro de 2008 - A Arik Air, companhia aérea com atuação na Nigéria, informou hoje que recebeu a primeira aeronave A340-500 em cerimônia realizada na sede da Airbus em Toulouse, na França. Esta é a primeira aeronave de três compradas pela empresa. O objetivo é a utilização de rotas de longa distância como Londres, Nova York e Houston.

Em comunicado, Arumemi-Johnson, presidente da Arik Air, afirmou que a entrega os torna a primeira empresa aérea da África a operar esse modelo. "Isso nos permitirá iniciar vôos intercontinentais, ligando a Nigéria aos EUA e ao Reino Unido, usando tecnologia de ponta," enfatiza.
 
Fonte: InvestNews