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Adolescentes que visitaram a Arábia Saudita a convite do rei retornam a Santa Catarina

quarta-feira, 27 de maio de 2009

 

Alexandre Dro de Lima, 15 anos, foi um dos 10 estudantes catarinenses que, de 13 a 19 de maio, estiveram na Arábia Saudita, o país mais rico de todo o Oriente Médio, a convite do rei Abdullah Bin Abdul Aziz Al Saud.

O mesmo rei doou R$ 11 milhões para as vítimas das enchentes e dos deslizamentos em Santa Catarina ocorridas em novembro do ano passado. Os jovens, que têm idades entre 12 e 15 anos, foram selecionados nas cidades de Blumenau, Gaspar, Ilhota e Luiz Alves, as mais sacrificadas pela tragédia das chuvas.

De volta a Blumenau, na quinta-feira, onde mora com a mãe e quatro irmãos, Alexandre retomou a vida de adolescente abrigado. Os Lima vivem no Centro de Educação Superior de Blumenau (Cesblu), localizado no Distrito do Garcia, desde que a região foi castigada.

Em cinco dias, Alexandre percebeu que na Arábia Saudita os costumes são muito diferentes daqueles aos quais está acostumado no Vale do Itajaí.

Luxo impressionou

Alexandre, o mais velho entre quatro irmãos, já sabe. Enquanto a casa onde a família irá morar não estiver pronta, precisará adequar-se todo o dia ao coletivo imposto pelas consequências das chuvas: 

— O que mais incomoda é a hora do banho. Nem todo mundo cuida como deveria, e a gente precisa ir em seis, sete homens para limpar tudo primeiro. Não dá para tomar banho em um lugar sujo — descreveu.

Na Arábia Saudita, uma realidade bem diferente: 

— Lá, a gente dormia sozinho em uma suíte onde tinha até banheira com hidromassagem. Comia-se carneiro, camarão e muita salada.

DIÁRIO CATARINENSE

Estudantes brasileiros embarcam para a Arábia Saudita

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Geovana Pagel/ANBA Geovana Pagel/ANBAO grupo de estudantes e a sargento Marli no Aeroporto de Guarulhos

São Paulo – Dez estudantes de Santa Catarina, estado da região sul do Brasil atingido por fortes chuvas em novembro de 2008, embarcaram ontem (13) para a Arábia Saudita, onde devem ficar até a próxima terça-feira (19). O grupo viajou a convite da família real e terá a oportunidade de conhecer a cultura e os costumes sauditas na mesma semana da visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país.

As crianças escolhidas têm entre 12 e 15 anos e vivem nos municípios de Blumenau, Gaspar, Ilhota e Luiz Alves, que foram os mais atingidos pela enchente. Em abril, o rei Abdullah Bin Abdul Aziz Al Saud doou R$ 11 milhões para as vítimas das chuvas no Vale do Itajaí. Para localizar as crianças, foram acionadas as secretarias regionais de Blumenau e Brusque.

De acordo com informações da embaixada da Arábia Saudita no Brasil, os jovens brasileiros terão uma agenda intensa com atividades e visitas aos principais pontos da capital Riad, incluindo marcos históricos como o Forte Masmak e lugares modernos como a Torre do Reino. 

Os estudantes também terão a oportunidade de conhecer jovens sauditas e entrar em contato direto com a cultura e tradição local por meio de um tour guiado ao Museu Nacional de Riad. A programação foi preparada pelo Ministério da Cultura e Informação do país árabe. 

O sonho real de Ana
Geovana Pagel/ANBA Geovana Pagel/ANBAAna Carolina pensou que a notícia da viagem era uma brincadeira do pai

Ana Carolina Morello, 15 anos, estudante do 2º ano do ensino médio, há anos sonha conhecer a "terra da Rainha" e fazer um intercâmbio para Londres, mas nunca imaginou fazer parte de um grupo que viajaria a convite de um rei. "Hoje uma viagem ao exterior era um sonho bem distante. Quando meu pai ligou contando que eu teria a chance de conhecer a Arábia Saudita levei um susto e pensei que era uma brincadeira dele", conta a estudante, enquanto carrega a mala no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, poucas horas antes de embarcar num vôo da Air France, com escala em Paris.

O sorriso alegre e cheio de expectativa mostra uma menina bem diferente da que há seis meses dividiu com os pais e o irmão de nove anos o drama de ficar isolada na casa da família, na cidade de Gaspar. "Foi horrível. Ficamos sem água e com pouca comida. As aulas foram suspensas porque precisavam abrigar as famílias desabrigadas (nas escolas)", diz.

Outro integrante do grupo que viajou para o Oriente Médio é Alexandro de Lima, também com 15 anos e aluno da 8ª série do ensino fundamental em Blumenau. Ele está entre as famílias que perderam tudo com a enchente. Alexandro, os pais e os três irmãos menores só sobreviveram porque buscaram abrigo na casa de uma vizinha. 
Geovana Pagel/ANBA Geovana Pagel/ANBAAlexandro estava empolgado com sua primeira viagem ao exterior

A família do estudante ainda mora em um das moradias provisórias que abrigam cerca de cinco mil pessoas. Ainda sem cama e sem geladeira em casa, o jovem consegue olhar para o futuro com esperança e otimismo e considera a viagem uma experiência que ficará marcada para o resto da vida.

"Estou muito feliz e ansioso para chegar lá e conhecer um país com costumes tradições tão diferentes das nossas", afirma o adolescente que também é integrante de um grupo de street dance.

O grupo viajou acompanhado por uma funcionária da Embaixada da Arábia Saudita no Brasil e pela sargento Marli Darolt, da Polícia Militar em Santa Catarina. Na volta ao Brasil, eles farão nova escala em Paris.

http://www.anba.com.br/noticia_diplomacia.kmf?cod=8442801

Sauditas fazem campanha para que lingerie seja vendida por mulheres

quinta-feira, 26 de março de 2009

Foto: AP

Mulher saudita com criança de colo olha lingeries em loja em Riad, capital da Arábia Saudita, nesta quarta-feira (25). Um grupo de mulheres sauditas lançou uma campanha para que as lojas de roupa de baixo tenham vendedoras mulheres. Atualmente, só homens têm permissão para vender roupa de baixo na maioria das lojas do reino. As lojas também não têm permissão para ter provadores de roupa. Segundo as organizadoras da campanha, ter de comprar lingeries de homens é "constrangedor" para a maioria das mulheres. (Foto: AP)

Ferrovia saudita vai unir Meca e Medina a Jeddah

segunda-feira, 9 de março de 2009

São Paulo – O governo da Arábia Saudita assinou um contrato de 6,79 bilhões de riais (US$ 1,8 bilhão) com a companhia Al-Rajhi Alliance para a construção da primeira fase da ferrovia Haramain, que vai ligar as cidades sagradas de Meca e Medina à cidade de Jeddah, na costa do Mar Vermelho. As informações foram divulgadas no site do jornal saudita Arab News.

O presidente do Fundo de Investimento Público e ministro das Finanças do país, Ibrahim Al-Assaf, e o ministro dos Transportes, Jabara Al-Seraisry, assinaram o contrato com Abdullah Sulaiman Al-Rajhi, presidente da Al-Rajhi Alliance. A Alliance é formada por três empresas: Al-Arrab Contracting Company, China Railway 18 Bureau e Masco.

O projeto é uma iniciativa do rei saudita Abdullah bin Abdul Aziz, que quer oferecer melhores serviços de transporte aos peregrinos que visitam Meca e Medina todos os anos.

A linha férrea entre Meca, Medina e Jeddah terá 450 quilômetros de extensão. Serão utilizados trens elétricos de alta velocidade, conhecidos como trens-bala, com capacidade para até 320 quilômetros por hora. O tempo de viagem entre Meca e Medina será reduzido para duas horas e entre Jeddah e Meca para 30 minutos. Os trens também deverão transportar passageiros do Aeroporto Internacional Rei Abdul Aziz até as cidades sagradas.

A primeira fase do projeto vai incluir o preparo do terreno, a construção de pontes, túneis e galerias subterrâneas.

"Este é um projeto de destaque na história do transporte saudita", disse Al-Seraisry. Ele afirmou também que, além de reduzir o tempo de viagem, os trens de alta velocidade deverão proporcionar conforto aos passageiros.

De acordo com Al-Seraisry, o contrato para as fases posteriores do projeto será assinado quando a primeira fase estiver em andamento.

Segundo o presidente da Organização Ferroviária Saudita (SRO), Abdul Aziz Al-Hoqail, o projeto será concluído em meados de 2012. Em seguida, testes serão realizados durante um período de seis meses e o lançamento oficial deverá ocorrer em novembro do mesmo ano.

*Tradução de Gabriel Pomerancblum

Arábia Saudita: Ministra-adjunta da Educação dá a sua primeira entrevista a um jornal ocidental

terça-feira, 3 de março de 2009

Norah Al Fayez: a mulher que entrou na história da Arábia Saudita 
28.02.2009 - 01h19 Margarida Santos Lopes
Uma semana antes de 14 de Fevereiro, Dia de São Valentim, os pregadores nas mesquitas da Arábia Saudita relembram aos fiéis que é "pecado" celebrar este mártir cristão, decapitado em 270 por realizar casamentos proibidos pelo imperador romano Cláudio II. A polícia religiosa ou Comissão (Hai'a) para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, não descansa enquanto não confiscar tudo o que de vermelho aparecer nas lojas, sejam rosas ou ursos de peluche. Comerciantes e clientes são multados, detidos e/ou chicoteados.

Este ano, porém, os temíveis "mutaww'in" tiveram uma inesperada prenda no Dia dos Namorados: o seu chefe foi demitido e uma mulher escolhida – pela primeira vez – para entrar no governo, assumindo uma pasta que pertencia ao "mais conservador e barbudo" zelota do reino.

Abdullah Bin Abdul Aziz, o octogenário monarca absoluto, surpreendeu os súbditos ao nomear Norah Al Fayez ministra-adjunta da Educação. Socióloga de 54 anos, formada nos Estados Unidos, ela será apenas responsável pelo "ensino de raparigas" (da pré-primária ao liceu), mas o simbolismo não esmorece. A sua tarefa era exclusiva de um departamento totalmente masculino – a maior promoção até agora era a supervisora ou reitora.

O assombro aumentou quando a foto da sorridente Norah Al Fayez foi publicada na primeira página do "Al Eqtisadiya" (versão saudita do "Financial Times"). De rosto maquilhado e descoberto, sem a "abaya" (túnica) negra que tapa o corpo da cabeça aos pés e apenas com um "hijab" (lenço) invulgarmente branco a ocultar o cabelo, ela aparece na mesma galeria do também recém-designado chefe da Hai'a, Abdul Aziz bin Humain.

Na primeira entrevista, ao diário árabe "Al Watan", Norah al-Fayez declarou-se indignada, "mas disposta a perdoar", por terem ousado expor os seus bâton, blush, eyeliner e rímel sem autorização. "Fiquei profundamente perturbada, e nunca aceitaria que publicassem a minha foto em lado nenhum. Sou uma mulher saudita de Najd [a mais conservadora região, onde nasceu o rei e o fundador da doutrina wahabita] e uso o niqab [que apenas deixa ver os olhos]. Se tivesse instaurado um processo em tribunal, ganharia de certeza", explicou. Disse ainda que não sabia onde o "Al Eqtisadiya" foi buscar a imagem mas, quando a contactámos (vários telefonemas, SMS, faxes e e-mails) para esta entrevista –, a primeira a um jornal ocidental – encaminhou-nos, sem qualquer restrição, para a mesma fonte: a edição digital de "Leaders of Saudi Arabia".

Oriunda de uma das mais importantes tribos pré-islâmicas, os Bani Tamin, antepassados dos Qurayash, do profeta Maomé, compreende-se que Norah Al Fayez não quisesse ofender a sua base. Essa inquietude desapareceu, aparentemente, quando as perguntas chegaram do estrangeiro e ela viu aqui a oportunidade de passar uma imagem "moderna" do berço de Osama bin Laden.

Um momento sublime
Foi no dia 12 de Fevereiro, dois dias antes do decreto real, que Norah Al Fayez recebeu um telefonema da corte a convidá-la para entrar na história de um país onde as mulheres têm sido privadas dos seus direitos básicos com base na rígida teologia wahabita. "Foi um momento sublime, a nível pessoal", disse ao PÚBLICO, por correio electrónico. "É uma honra assumir as grandes responsabilidades que Sua Majestade me conferiu. (…) É, definitivamente, um passo no sentido de dar às mulheres papéis de relevo que elas saberão desempenhar nos círculos onde se tomam decisões."

"A minha nomeação reflecte a visão de Sua Majestade de que a educação é uma prioridade estratégica da nossa nação, que as mulheres e os homens sauditas podem ajudar a transformar o sistema educativo, para desenvolver os recursos humanos e ir ao encontro das exigências de um mundo cada vez mais competitivo", explicou. "De início, fiquei intrigada com a questão 'porquê eu?', mas agora estou mais ocupada em obter respostas para o que pode ser feito, e como fazê-lo da maneira mais correcta e positiva."

"Acredito que qualquer problema pode ser resolvido se formos até às suas raízes, e não nos limitarmos a um conserto rápido, nem nos centrarmos nos efeitos secundários. Homens e mulheres podem obter soluções duradouras para grandes problemas – e um deles é o analfabetismo [13,7 por cento em 27 milhões de habitantes]".

O combate ao analfabetismo não é, porém, a razão número um para mudar o sistema educativo, mas sim o controlo deste por extremistas religiosos, sobretudo os salafistas, que em 1979 (ano da revolução islâmica no Irão) tentaram derrubar a Casa de Saud com um ataque à Grande Mesquita de Meca. São os salafistas, defensores da "jihad" (guerra santa), os mentores da Al-Qaeda, a rede que atacou primeiro nos EUA, em 11 de Setembro de 2001 (15 dos 19 suicidas eram sauditas), e depois em Riad, a capital do reino, em 2003.

Se a nomeação de Norah Al Fayez é histórica, igualmente memorável é o afastamento de Ibrahim al-Gaith, o anterior chefe da polícia religiosa, cuja brutalidade e poderes começaram a ser questionados, em Março de 2002, quando um incêndio deflagrou numa escola e os bombeiros foram impedidos pelos "mutaww'in" de socorrer as 835 alunas e 35 professoras. "Não estavam vestidas de acordo com o código islâmico", e 15 crianças morreram queimadas.

Em 2007, mais um escândalo abalou a imagem da Casa de Saud: o "crime de Qatif", cidade no Leste, onde a mais odiada instituição do país – os seus agentes vagueiam pelas ruas ou espreitam às esquinas, munidos de varapaus – condenaram a prisão e 200 chicotadas uma adolescente vítima de violação.

Outra decisão notável do rei foi a demissão de Saleh al-Lihedan, presidente do Supremo Conselho de Justiça, o mais importante tribunal do reino –, que em Setembro de 2008 emitiu uma "fatwa" (édito) legalizando o assassínio de quem possuísse antenas parabólicas para captar "programas de conteúdo imoral". Na era da Al Jazira (com sede no Qatar) e da Al Arabiya (estação de capitais sauditas), a condenação foi geral.

Mudar o futuro dos jovens
A leitura que Norah Al Fayez faz do decreto real de 14 de Fevereiro é a de que a Arábia Saudita "quer mudar o futuro dos seus jovens, homens e mulheres". E acrescenta: "O mercado de trabalho está a enviar os sinais certos de que como deve funcionar em paralelo com as reformas educativas. Ao longo da minha carreira como directora-geral da secção feminina do IPA [Instituto de Administração Pública], adquiri um sólido conhecimento de quais as profissões que o mundo do trabalho precisa e não precisa. Além disso, todos sabem que a taxa de desemprego é maior entre as mulheres. Ora, se a integração das mulheres for um valor acrescentado, irá equilibrar a balança, e estabelecer uma nova dinâmica de igualdade e importância de género no mercado de trabalho."

O desafio, adianta a técnica que desde 1984 tem estado ligada a escolas públicas e privadas, "é formar cidadãos que não sejam obrigados a pôr em prática reformas, mas que sejam verdadeiros crentes nas reformas (ou nos méritos que estas têm)". As universidades sauditas "mantêm um compromisso intocável com os valores islâmicos, mas precisamos de melhorar a qualidade dos nossos eruditos" – implícita alusão aos que fazem uma retrógrada interpretação dos textos religiosos.

Quem encorajou a abertura das primeiras escolas para meninas na Arábia Saudita foi Iffat al-Thunayan, a terceira e favorita mulher do rei Faisal, em 1956. Enfrentou tribos e imãs para introduzir uma educação secular que não fosse apenas a das madrassas (seminários islâmicos). Em 1963, Faisal chegou a mobilizar as forças de segurança para reprimir uma revolta de beduínos que recusavam enviar as filhas às aulas. Hoje, diz Norah Al Fayez, "há 12 mil escolas só para raparigas e o número de alunas ultrapassa os 2,5 milhões".

Segundo a UNESCO, são mulheres 70 por cento dos alunos inscritos nas universidades sauditas, 56 por cento dos licenciados e 40 por cento dos que concluem o doutoramento. No mercado de trabalho, porém, elas representam apenas 5 por cento da força activa – a mais baixa taxa em todo o mundo.

Wajeha al-Huwaidar, a mais loquaz das fundadoras da Associação para a Protecção e Defesa dos Direitos das Mulheres na Arábia Saudita, relata ao PÚBLICO, por telefone, que "as mulheres são encorajadas a estudar nas universidades sauditas para serem médicas, enfermeiras, professoras e até banqueiras, mas se quiserem ser engenheiras, geólogas, arqueólogas ou jornalistas terão de se formar no estrangeiro". Quando regressam, "terão dificuldades em encontrar emprego, com raras excepções na indústria do petróleo", de que o reino é o maior produtor mundial. "Todo o sistema está concebido para perpetuar a segregação. Cerca de 90 por cento dos empregos estão reservados aos homens – porque eles têm medo das capacidades das mulheres. Os homens sauditas são mimados. Sem competição, não precisam de se esforçar para realizar sonhos."

Revogar a lei do guardião
A activista que, desde 1990, lidera a campanha para que as mulheres possam conduzir (seja automóveis ou bicicletas) no único país do mundo onde estão proibidas de o fazer saudou a nomeação de Norah Al Fayez como "uma coisa boa", motivada pela tomada de consciência de que "a Arábia Saudita já não é vista apenas como a terra do petróleo mas também de terroristas".

No entanto, ressalva Wajeha, "fazer parte do governo não significa que Norah venha a ter margem de manobra para grandes mudanças". E uma das mudanças mais prementes "é revogar a lei do mahram ou guardião masculino que nos retira o controlo da nossa vida. Não temos qualquer poder de decisão, sobre estudos, trabalho, casamento, sair de casa ou viajar, nem sequer sobre tratamentos médicos, sem a aprovação de pai, irmão, marido, filho."

"É um paradoxo que, sob o pretexto de não haver mistura entre homens e mulheres, não podermos guiar mas sermos forçadas a contratar estranhos para motoristas", lastima-se Wajeha, 47 anos, divorciada e mãe de dois jovens (os seus tutores). "Outra aberração é só os homens terem autorização para vender lingerie [muitos risos]. A nossa luta é pela mudança das leis, incluindo a que permite o casamento de meninas de 8 ou 9 anos."

Wajeha não desvaloriza o decreto de Abdullah – o monarca que ascendeu ao trono em 2005 e em quem deposita "grandes esperanças" desde que era príncipe herdeiro. As pessoas escolhidas para o governo, entre eles, os novos ministros da Saúde, um cirurgião especialista em separar gémeos siameses, e o da Educação, príncipe Faisal bin Abdullah, cunhado do soberano, "são moderados que têm convivido com outras culturas e trouxeram novas ideias", sublinhou.

Uma nação, uma família
Isso não significa, porém, que Norah Al Fayez vá ter uma relação de trabalho com Faisal como se vivesse no Utah, onde concluiu um mestrado em técnicas de educação na universidade estadual, em 1982, ou em Oxford, Bruxelas e Amesterdão, onde tem participado em palestras e seminários. Se quiser falar com o príncipe ou com subordinados masculinos será – disse ela ao jornal "Al Watan", "naturalmente, através de um circuito fechado de televisão".

A experiência de ter ido para os EUA, logo após o casamento com o engenheiro Suleiman Al Suwlai e a licenciatura em Sociologia numa universidade de Riad, "foi um marco na carreira", realça Norah Al Fayez. "Aprendi com os livros, com os amigos e com os professores que a procura do saber é uma viagem de uma vida. Desde o primeiro trabalho na função pública, nunca mais deixei de desenvolver as minhas capacidades. Ao seguir a via do autoconhecimento, contribuo para a prosperidade do meu país".

E qual o impacto das suas frequentes viagens pela Europa? "Tive a oportunidade de interagir e comunicar com pessoas de culturas diferentes. Apresentei-me como mensageira das mulheres sauditas, e mostrei que a nossa posição e estatuto têm sido muitas vezes denegridos por estereótipos negativos. Também aprendi a não olhar para as outras culturas a preto e branco, mas como um arco-íris."

Sair do país, ao contrário do que acontece com a maioria das compatriotas, não parece ser um obstáculo para Norah. "A minha família adaptou-se ao meu estilo de vida. Aprendi a gerir o tempo, e acho que é possível construir uma grande carreira e manter um extraordinário equilíbrio em casa. O sucesso não depende das circunstâncias. Requer devoção, disciplina e definição de prioridades profissionais. Começo o dia às 7h30, no meu gabinete. Às 14h30, almoço com a família e, as horas restantes, dedico-as a reuniões de trabalho ou a instituições de caridade a que estou ligada."

"Tenho três filhos", prossegue. "O mais velho, Bader, licenciou-se em marketing; o segundo, Shadi, é engenheiro aeronáutico; o terceiro, Mohammad, estuda Informática na América. Tenho duas filhas: Sarah está no 11º ano e Mashael está no 10º. Partilho com eles as minhas ambições. Recentemente, fui abençoada com a chegada de dois netos."

Norah Al Fayez nasceu, em 1955, numa pequena vila nas proximidades de Riad, num lar de classe média. "Não tenho qualquer relação com a família real", esclarece, desfazendo rumores a esse respeito. "Mas tenho orgulho em pertencer a esta amada nação onde todos os sauditas são uma família."

Autoridades sauditas impedem casamento infantil

segunda-feira, 2 de março de 2009

RIAD, Arábia Saudita (AFP) — Autoridades da Arábia Saudita se recusaram a casar três meninas de 13 anos de idade, em meio a pressões de grupos de defesa dos direitos civis contra o casamento infantil, informou o jornal Al-Watan neste sábado.

Na semana passada, autoridades matrimoniais informaram às famílias das três meninas que elas era muito jovens para se casar, citando uma recente decisão do chefe da corte regional de Dammam, Sheikh Abdulrahman al-Raqib, indicou o Al-Watan.

Quando o pai de uma delas solicitou a permissão de Raqib, foi orientado a esperar até que sua filha completasse 15 anos.

A Arábia Saudita não tem nenhuma lei que estabeleça uma idade mínima para o casamento, tanto para mulheres como para homens, o que proporciona às famílias a possibilidade de casar suas filhas o mais cedo possível - algumas, com apenas 10 anos.

Ativistas dos direitos humanos sauditas defendem a aprovação de uma lei que impeça o casamento infantil e estabeleça a idade mínima de 18 anos para os dois sexos. A campanha, no entanto, enfrenta forte oposição dos poderosos setores religiosos do país.
 
Fonte: AFP 21/02/2009

Arabia Saudita anuncia mudanças, com uma mulher pela primeira vez no governo

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

RIAD, Arábia Saudita (AFP) — O rei Abdullah da Arábia Saudita anunciou neste sábado mudanças importantes no governo, com a nomeação pela primeira vez de uma mulher, na justiça e no Banco Central.

O rei nomeou Nura al-Farez como vice-ministra da Educação, o que faz dela a primeira mulher a integrar o governo desta monarquia ultraconservadora.

Depois de uma reforma ministerial, a primeira desde a chegada ao trono de Abdullah em agosto de 2005, o soberano nomeou por decreto os novos ministros da Educação, Justiça, Informaçãoe Saúde.

Também designou um novo presidente para o Conselho Superior da Magistratura e um novo presidente do Majles al-Chura (Conselho Consultivo), assim como o novo diretor da polícia religiosa, a influente comissão para a propagação da virtude e a prevenção do vício.

Além disso, o governo do maior exportador mundial de petróleo também anunciou neste sábado o nome de Mohammed al-Khaser como novo presidente do Banco Central do reino.
 
Google News

Banda saudita feminina responde a tabus com rock

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Elas não podem se apresentar em público. Não podem posar para a capa do álbum. Até suas jam sessions são secretas, por medo de ofender as autoridades religiosas deste reino ultra-conservador. Mas as integrantes da primeira banda da Arábia Saudita formada exclusivamente por mulheres, a Accolade, obviamente não têm medo de tabus.

 

O primeiro single do grupo, Pinocchio, se tornou um sucesso underground por aqui, com centenas de jovens sauditas baixando a canção do site da banda. Agora, o jovem quarteto pioneiro, todas estudantes universitárias, quer começar a tocar em apresentações regulares - em ambientes reservados, é claro - e gravar um álbum.

 

"Neste país, sim, é um desafio," disse a líder de cabelo espetado, a vocalista Lamia, que usa piercings na sobrancelha esquerda e sob o lábio inferior. (Como as outras integrantes da banda, ela deu apenas seu primeiro nome.) "Talvez sejamos loucas. Mas queríamos fazer algo diferente."

 

Em um país em que mulheres não podem dirigir e raramente aparecem em público com o rosto descoberto, a banda realmente é bem diferente. A possibilidade de roqueiras empunhando guitarras e berrando letras raivosas sobre um relacionamento fracassado - o tema de Pinocchio - já foi algo inimaginável por aqui.

 

Hoje existe uma crescente cena de rock com dezenas de bandas, algumas até mesmo vendendo ingressos para suas apresentações. O hip hop também faz sucesso. A polícia religiosa - mais especificamente, o Comitê para a Promoção da Virtude e a Prevenção do Vício - quase desapareceu das ruas de Jedá e está menos agressivo no coração desértico do reino.

"A nova geração é diferente da anterior," disse Dina, a guitarrista e fundadora de 21 anos do Accolade. "Tudo está mudando. Talvez em 10 anos uma banda tocar ao vivo não será um problema."

 

Dina disse que começou a sonhar em formar uma banda a três anos atrás. Em setembro, ela e sua irmã Dareen, 19, que toca baixo, se uniram a Lamia e Amjad, a tecladista.

 

Elas já eram iconoclastas: Dina e Dareen, as duas extremamente atraentes, usam o cabelo para trás com grossas mechas e piercing nas sobrancelhas. Durante uma entrevista com a banda em um Starbucks local, elas usavam túnicas negras - o esvoaçante traje costumeiro para as mulheres - mas abertas, mostrando seus jeans e camisetas e com seus rostos e cabelos descobertos.

 

A banda se reúne para ensaios todo final de semana na casa das irmãs, onde seu irmão mais novo às vezes participa na bateria. No início de novembro, Dina, que estuda arte na Universidade Rei Abdulaziz, começou a escrever uma música baseada em uma de suas pinturas favoritas, The Accolade (A Honraria), do pintor inglês pré-rafaelita Edmund Blair Leighton. O quadro mostra uma nobre de cabelos compridos e uma espada nomeando um jovem guerreiro a cavaleiro.

Ela pensou em escrever uma música baseada na obra A Última Ceia, de Leonardo da Vinci, mas decidiu que seria levar a controvérsia longe demais. (Na Arábia Saudita, igrejas são proibidas e muçulmanos convertidos ao cristianismo podem ser executados.)

 

Dina pegou seu celular para mostrar um vídeo da banda ensaiando em casa. Era como qualquer outra banda de garagem do mundo, com as irmãs arqueadas sobre seus instrumentos, seu irmão detonando a bateria e Lamia agarrada ao microfone.

"Estamos procurando uma baterista," disse Lamia. "Cinco caras já apareceram, mas queremos mesmo uma banda só de mulheres."

Embora saibam que o que fazem é algo extraordinário, em pessoa, elas parecem mais brincalhonas do que provocadoras. Diferente dos jovens sauditas abastados que já moraram fora e experimentaram o estilo de vida ocidental, elas são de classe média e nunca saíram do país.

 

"O que fazemos não é algo errado, é arte, e fazemos seguindo um bom caminho," disse Dina. "Respeitamos nossas tradições."

As primeiras bandas de rock apareceram há cerca de 20 anos, de acordo com Hassan Hatrash, 34, jornalista e baixista pioneiro, e seu número cresceu gradualmente. Foi quando, em 1995, a polícia invadiu um show no porão de um restaurante em Jedá, prendendo cerca de 300 jovens, inclusive Hatrash. Eles foram soltos alguns dias mais tarde sem acusações. (Não existe uma lei que realmente proíba o rock ou apresentações públicas.) "Depois disso, a cena meio que morreu," disse. Com o crescimento recente da cena saudita de rock, Dina reuniu coragem para começar sua própria banda. Os planos da Accolade se desenvolveram bem lentamente, disse, com "encontros só de meninas" no início. Os pais dos membros da banda apóiam a iniciativa, embora peçam que mantenham as coisas em silêncio.

 

Com o tempo, disse Dina, elas esperam tocar em shows de verdade, talvez em Dubai, Estados Árabes Unidos.

"É importante eles verem o que somos capazes de fazer," disse ela.

 

Tradução: Amy Traduções

The New York Times
 
Fonte: Terra

Banda de garotas sauditas desafia regime islâmico

Capa do single 'Pinocchio', do grupo árabe feminino The Accolade / Divulgação

RIO - Uma banda formada por garotas sauditas está desobedecendo o rígido regime islâmico para expressão da emoção e identidade femininas, informa o jornal inglês "Daily Telegraph" desta terça-feira.

O grupo, chamado The Accolade (Elogio, em tradução literal), escreveu um sucesso underground chamado "Pinocchio", que pode ser baixado da página da banda no site MySpace (clique aqui e escute a música) .

A Arábia Saudita mantém um rígido código de controle sobre as mulheres, baseado em preceitos islâmicos. As regras proíbem as mulheres de aparecerem em público sozinhas e sem estar envoltas por um véu. As mulheres oficialmente não podem viajar sozinhas e ter educação ou visitas ao médico sem a permissão de um parente masculino mais velho. Há ainda mandados judiciais contra mulheres que dirigem automóveis.

Uma das moças da banda disse ao jornal "The New York Times" que sua formação era uma demonstração de mudança. "A geração que está vindo é diferente da que passou", disse Dina, de 21 anos, fundadora do Accollade e guitarrista. "Tudo está mudando. Talvez em 10 anos seja permitido ter uma banda e fazer shows ao vivo para o público".

Mas há riscos consideráveis mesmo na limitada exposição que as moças conseguiram até agora.

Lamia, a líder da banda que tem piercings na sobrancelha e nos lábios, disse que foi difícil chegar até aqui. "Na Arábia Saudita, sim, foi um desafio", ela disse. "Talvez nós sejamos loucas. Mas nós queremos fazer alguma coisa diferente".

As mulheres garantem que elas não vão desafiar a conservadora proibição real de não se apresentar em público, mas elas esperam fazer um show na mais liberal Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

- É importante para nós sabermos que somos capazes disso", disse Dina.
 
O GLOBO

Saudis in Beijing (Cool Pictures)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

 
 
 

Mulheres lutam para poder dirigir carros na Arábia Saudita

sexta-feira, 25 de julho de 2008

A Arábia Saudita é o único país do mundo onde as mulheres são proibidas de dirigir.

A escritora Wajeha Huwaider causou polêmica na imprensa do país no início do ano ao colocar no site de vídeos YouTube um filme que mostrava ela dirigindo pelas ruas do país.

Outras ativistas também estão usando a internet para tentar forçar a mudança da lei.

O filme de Huwaider no YouTube faz parte de uma campanha iniciada há um ano. Até o momento a ativista não obteve uma resposta formal do governo saudita.

"(A proibição) Não tem nada a ver com religião. Então não sabemos a razão deles não suspenderem a proibição", disse Huwaider.

"Ainda esperamos que vá acontecer. Tenho certeza de que vai acontecer durante o reinado de Abdullah."

"Eles eram contra a educação para mulheres na década de 60, mas o governo agiu e uma lei foi promulgada. Agora queremos o mesmo. Precisamos de decisões corajosas e rápidas."

Apesar de não ter reagido ao vídeo, o governo saudita parece estar mais aberto do que no passado, pois nenhuma das ativistas foi presa.

Compra permitida

Apesar de não poderem dirigir, as mulheres sauditas podem comprar carros.

"Olhe estes carros, incrível", disse Wajeha Huwaider entrando em um jipe dentro de uma concessionária em Jeddah. "É ótimo e triste ao mesmo tempo, pois sei que não posso dirigir."

Enquanto os preços do petróleo aumentam, a riqueza saudita também. E, com isso, também aumentam as reivindicações por reformas sociais no reino.

Esta onda liberal está sendo liderada por mulheres e homens da elite urbana ocidentalizada.

Até a moda de carros customizados chegou ao país. Um grupo de jovens na casa dos 20 anos, os chamados Jeddah Boyz, gasta milhares de dólares transformando carros comuns no sonho de qualquer aficionado.

Nas ruas de Jeddah é até possível ver um Hummer rosa, incrustado com diamantes falsos, pertencente a uma mulher - que não pode dirigir o Hummer.

Trabalho

Se os boatos que correm na Arábia Saudita atualmente forem verdadeiros, as mudanças estão próximas. Integrantes da liderança do governo e clérigos já afirmaram que não há nada no Corão que proíba mulheres na direção.

O desafio é fazer com que a sociedade saudita aceite a mudança.

Mesmo assim, alguns empresários afirmam que uma campanha concentrada na suspensão da proibição de mulheres dirigindo está desviando a atenção de desafios maiores para mulheres do reino.

Para Saleh al-Turki, presidente da Câmara de Comércio Saudita, antes da suspensão da proibição, mais mulheres devem entrar no mercado de trabalho. Atualmente apenas uma em cada 20 está empregada.

"Uma vez que o resto da sociedade perceba que permitir o trabalho às mulheres não é um desafio a ninguém, é para o benefício da sociedade, dirigir não será um problema", afirmou.

 

http://oglobo.globo.com

Grupo de jornalistas ativistas publica lista dos países com maior censura na internet

A censura na internet pode ser entendida como a supressão de publicações ou do acesso às informações que estejam contidas na rede mundial de computadores, com padrões legais similares à censura não virtual. As decisões de bloquear determinados sites, palavras-chave ou domínios são estritamente governamentais e podem ser praticadas de diversas formas.

Uma das alternativas para se controlar downloads indesejados é a diminuição da velocidade de conexão de todo o país. No Irã, por exemplo, blogueiros, ativistas virtuais e até mesmo técnicos de informática já enfrentaram sentenças de prisão e diferentes formas de violência física por terem desafiado as repressoras leis de imprensa do país.

Um grupo virtual de jornalistas ativistas, denominado Reporters Without Borders (Repórteres sem Fronteiras), que luta contra todo e qualquer tipo de repressão praticada na rede, elaborou uma lista com os 13 países mais intolerantes do mundo e os classificou como "Internet Enemies", ou Inimigos da Internet. São eles: Arábia Saudita, Bielo-Rússia, China, Cuba, Egito, Irã, Coréia do Norte, Mianmar, Síria, Tunísia, Turcomenistão, Usbequistão e Vietnã.

Arábia Saudita
A Arábia Saudita não faz questão nenhuma de camuflar a sua censura ao conteúdo disponibilizado na internet. Diferentemente da China, onde os sites sofrem constantes bloqueios devido à "problemas técnicos", os filtros usados na internet da Arábia Saudita avisam claramente aos usuários que o acesso a determinados sites são proibidos. A censura está basicamente concentrada em conteúdo pornográfico, mas também visa sites de oposição política, publicações israelenses ou sites que apresentam conteúdo homossexual.

Bielo-Rússia
O gorverno do país monopoliza as telecomunicações e não hesita em bloquear o acesso aos sites de oposição sempre que sente necessidade, especialmente em tempos de eleições. Publicações independentes também são freqüentemente atingidas.

China
A China continua a ser, inquestionavelmente, um dos países mais avançados do mundo em termos de filtros aplicados a conteúdo online. Autoridades chinesas monitoram cuidadosamente os progressos tecnológicos para garantir que nenhuma nova janela se abra para a liberdade de expressão. Incialmente focadas em sites de bate-papo e fóruns online, os novos alvos das autoridades chinesas são agora os blogs e as trocas de vídeos. Em um país com cerca de 17 milhões de blogueiros, poucos se atrevem a abordar assuntos considerados 'delicados'.

Cuba
Com menos de 10% da população online, Cuba é um dos países mais atrasados do mundo em termos de acesso à internet. Uma investigação realizada pelo grupo Repórteres sem Fronteiras revelou que o governo cubano usa diferentes níveis de proteção para garantir que este meio de comunicação não sirva como base para uma revolução. O primeiro passo foi impedir acessos domésticos. Cubanos que queiram checar e-mails, por exemplo, precisam ir até lan-houses ou universidades, pois nesses locais as atividades são mais facilmente monitoradas. O segundo passo foi fazer com que a própria polícia instalasse os softwares em computadores de cybers cafés e da maioria dos hotéis do país. Cada vez que buscas com palavras-chave proibidas são efetuadas, a polícia é avisada. 'Revolução', 'sexo' e 'gay' são algumas delas.

Irã
A repressão contra blogueiros no Irã apresentou uma pequena redução a partir de 2006, depois que mais de 20 blogueiros foram presos no ano anterior. Mas os filtros da internet iraniana continuam a trabalhar prefeitamente, e nos dias de hoje são mais 10 milhões os sites considerados "imorais". Pornografia, política e religião são os temas mais delicados. A recente aparição de sites com conteúdo relacionado aos direitos humanos da mulher e dos homossexuais também fez com que as autoridades do país bloqueassem a conexão com outros países. Assim, o acesso à cultra ocidental (como vídeos e músicas) ficou totalmente impossibilitado.

Coréia do Norte
A internet da Coréia do Sul continua sendo considerada como o maior buraco negro do mundo. Apenas poucos oficiais do país têm acesso à rede, que utiliza conexões alugadas da China. O domínio do país, .nk, ainda não foi lançado e os poucos sites que existem são criados pelo governo do Japão e da Coréia do Sul.

 

http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/3_51_68049.shtml

Unesco acrescenta novas maravilhas à lista do Patrimônio da Humanidade Arábia Saudita é pela primeira vez incluida na lista.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

RIO - A lista de sítios culturais e belezas naturais do Patrimônio Mundial da Humanidade aumentou. Durante seu 32º encontro, a Unesco incluiu 19 novos endereços históricos e oito maravilhas da natureza ao rol que agora soma 878 sítio, sendo 679 culturais, 174 naturais e 25 mistos, espalhados por 145 países. Quatro nações estréiam na lista: Papua Nova Guiné, San Marino, Arábia Saudita e Vanuatu.

Templo no Camboja/ Foto: EFE

Os novo sítios culturais são o templo Preah Vihear, no Camboja; Fujian Tulou, na China; planície de Stari Grad, na Croácia; centro histórico de Camagüey, em Cuba; fortificações de Vauban, na França; casas modernistas de Berlim, na Alemanha; conjuntos monásticos armênios, no Irã; sítios sagrados de Baha'i em Haifa e Galiléia, em Israel; Mantua e Sabbioneta, na Itália; bosques de Mijikenda, no Quênia; Melaka e George Town, cidades históricas do Estreito de Málaca, na Malásia; cidade de San Miguel e o santuário de Jesus de Nazaré de Atotonilco, no México; paisagem cultural de Le Morne, nas Ilhas Maurício; sítio agrícola de Kuk, em Papua Nova Guiné; centro histórico de San Marino e Monte Titano, em San Marino; sítio arqueológico Al-Hijr, na Arábia Saudita; igrejas de madeira, na Eslováquia; paisagem cultural de Albula e Bernina, na Suíça e Itália; domínios do chefe Roi Mata, em Vanuatu.

Colinas entre a Suíça e a Itália

As belezas naturais são as colinas fósseis de Joggins, no Canadá, o Monte Sanqingshan, na China; lagoas da Nova Caledônia, na França; Surtsey, na Islândia; estepes e lagos de Saryarka, no Cazaquistão; Reserva da Mariposa, no México; sítio tectônico de Sardona, na Suíça; e arquipélago Socotra, no Iêmen.

A ampliação de sítios já inscritos na lista são centros históricos de Berati e Gjirokastra, na Albânia; caverna de Altamira, na Espanha ; trens da Montanha da Índia, na Índia; muro Antonino, no Reino Unido.

08/07/2008

O Globo Online

TV Série - Three young Arab men (Egyptian, Saudi, Jordanian, and Lebanese) traveling across America in an RV with an American film crew.

sábado, 5 de julho de 2008


 
 
Imagine um reality show com quatro jovens vindos do Oriente Médio atravessando os Estados Unidos a bordo de um carro - só que substitua as festas, farras e brincadeiras típicas de programas do gênero por uma preocupação em conhecer o povo americano mais a fundo. Assim é "On the Road in America", novidade da MBC, emissora de TV a cabo da Arábia Saudita.

"On the Road in America" é produzido por Layalina, organização sem fins lucrativos amparada por políticos influentes dos Estados Unidos. O objetivo do programa é o de tentar combater os estereótipos negativos dos americanos junto ao público do Oriente Médio. Para isso, três homens e uma mulher - o egípcio Ali Amr, o saudita Sanad, o libanês Mohammed e a palestina Lara - viajaram por dez semanas pelo país e se encontraram com políticos, artistas, líderes religiosos e também com pessoas nada conhecidas em sua jornada.

Segundo matéria publicada no site AZCentral, ao contrário do que se possa pensar, o programa não é uma exaltação aos Estados Unidos, mas sim um espaço em que os quatro protagonistas fazem comentários negativos e positivos sobre os americanos, a relação com eles e as experiências que viveram por lá. A crítica aos valores ianques está presente - por exemplo, em um episódio Lara afirma sua simpatia pelo grupo Hezbollah durante uma entrevista de rádio em Washington.

O criador da série, Jerome Gary, fez questão de escolher os participantes com a preocupação de selecionar jovens que não tivessem qualquer fascínio sobre os EUA mas que também tivessem a curiosidade de visitar o país.

Nos dois últimos episódios dos 12 de "On the Road in America", os participantes voltam aos seus países para contar o que viram. Antes de participar do reality show, Amr não gostava dos Estados Unidos e tinha medo de ser discriminado por lá. De volta à sua cidade, Cairo, ele conta que tem uma nova opinião: "Minha imagem dos EUA mudou. E espero que o programa estreite as relações entre os dois povos".

Jerome Gary, o criador, parece concordar -  e está tentando encontrar uma emissora para distribuir e exibir o programa também nos Estados Unidos.

"Há um mal entendido colossal entre árabes e americanos, e eu quero que eles se resolvam", concluiu.
 
 
Site official da Série
 
 

Governo saudita constrói megacidade no deserto

terça-feira, 17 de junho de 2008

O governo da Arábia Saudita está construindo uma cidade no deserto que terá capacidade para acomodar dois milhões de pessoas e gerar um milhão de empregos.

A Cidade Econômica King Abdullah, que ganhou o nome inspirado no rei saudita, é a peça central de outros cinco projetos que estão sendo desenvolvidos pelo governo saudita, com conclusão prevista para 2020.

A nova cidade, erguida sobre as areias do deserto da Arábia a 100 quilômetros ao norte da cidade de Jidá, ocupará uma área de 388 quilômetros quadrados.

"A cidade está sendo construída em proporções nunca vistas anteriormente em nenhum lugar do mundo e será do tamanho de Washington em 15 anos", diz Fahd al-Rasheed, presidente da Emaar, empresa que está desenvolvendo o projeto.

"(A Cidade Econômica) terá um dos maiores portos do mundo, uma área para escolas outra para resorts", diz ele.

Petróleo

Com o anúncio da construção da cidade, o governo mostra que quer investir no futuro de forma mais sensata, prevendo grandes desafios, como a necessidade de diversificar a economia e de gerar mais empregos para atender uma população majoritariamente jovem (40% dos sauditas têm menos de 15 anos).

A Cidade Econômica vai abrigar um gigantesco complexo industrial, previsto para a produção de alumínio, aço, fertilizantes e petroquímicos.

"Estamos falando em estabelecer uma estrutura industrial para as gerações futuras", disse Saad al-Dosari, presidente da Companhia de Refinaria e Petroquímica Rabigh.

Com o preço do petróleo nas alturas, o governo da Arábia Saudita está prevendo o futuro em um cenário onde a commodity poderá ser escassa.

Os lucros que o país arrecada com a venda do petróleo são enormes - mais de 11 milhões de barris são produzidos por dia, gerando mais de US$ 1 bilhão.

Na última vez que o petróleo registrou valorização semelhante, os sauditas desperdiçaram grandes somas de dinheiro em projetos mal-sucedidos, como a tentativa de transformar o deserto em terras aráveis.

Reformas

Um exército de trabalhadores estrangeiros, em sua maioria do sul da Ásia, está construindo a infra-estrutura que dará sustentação a milhares de casas e prédios comerciais.

A mão-de-obra é mais barata e está disposta a fazer um trabalho que os sauditas se recusam.

Na Arábia Saudita é preciso saber ler nas entrelinhas. Muitos defensores de reformas sugerem que as cidades do futuro terão mais liberdade do que o resto do país.

Mas ainda resta saber se nas novas cidades as mulheres terão permissão para dirigir e circular livremente como nas cidades do Ocidente. Ninguém, incluindo o rei, parece preparado a responder essas perguntas.

Algumas reformas já estão sendo introduzidas, mas em um país com fortes tradições religiosas, o processo será lento e gradual. A Cidade Econômica King Abdullah é provavelmente o carro-chefe dessas mudanças.

Fonte: BBC

Embaixada saudita promove campanha para doação de sangue

sexta-feira, 13 de junho de 2008

São Paulo – A embaixada da Arábia Saudita em Brasília vai oferecer suas instalações, nos dias 16, 17 e 18 deste mês, para quem quiser doar sangue. Segundo informações da representação diplomática, a Fundação Hemocentro de Brasília vai disponibilizar uma equipe técnica que atenderá no local das 08 às 12 horas. O serviço estará disponível ao público em geral, não somente aos diplomatas e funcionários.

A iniciativa ocorre por ocasião do Dia Mundial de Doação de Sangue (14 de junho). De acordo com a embaixada, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita recomendou a todos os funcionários das representações do país no exterior que participem de ações como esta "doando sangue para o bem da humanidade, em concretização dos nobres valores islâmicos e humanitários observados pelo Reino".

Mais informações

Embaixada da Arábia Saudita em Brasília

Tel: (61) 3248-3523 / 3525 / 2201
Endereço: SHIS QL 10 – conj. 09, casa 20, Lago Sul, Brasília - DF

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=18621

Uma saudita viola a lei e comemora o Dia da Mulher ao volante de um carro

terça-feira, 11 de março de 2008

RIAD (AFP) — Uma cidadã da Arábia Saudita celebrou no sábado o Dia Internacional da Mulher ignorando a proibição em seu país de que as mulheres dirijam carros e registrou o fato em um vídeo que ganhou o mundo através do Youtube.

Wajida Huwaidar, uma ativista dos direitos da mulher em seu país, aparece ao volante de um carro que aparece no vídeo cruzando uma estrada pouco transitada de uma zona desértica ao oeste do país.

"As mulheres dirigem no campo sem que isso seja um problema. Inclusive levam os filhos à escola sem serem presas. O importante é que também possam fazer isso nas zonas urbanas", explica.

Milhares de sauditas, homens e mulheres, assinaram em setembro uma petição enviada ao rei Abdullah para que se elimine a proibição de as mulheres dirigirem no reino saudita, uma norma justificada pela rígida aplicação da lei islâmica.

Em novembro de 1990, meio centena de mulheres circularam ao volante de seus carros em Riad e foram rapidamente detidas e seus tutores masculinos advertidos.

Em 1991, as autoridades religiosas sauditas promulgaram uma "fatwa" pela qual, entre outras muitas proibições, as mulheres não têm o direito de dirigir veículos.

AFP - 9 Mar 2008

Arábia Saudita, apesar de conservadora do ponto de vista cultural e religioso, é aberta no que diz respeito ao comércio.

Alexandre Rocha/ANBA
Mulheres passam em frente à joalheria Tiffany em shopping de Riad: consumo de luxo
Mulheres passam em frente à joalheria Tiffany em shopping de Riad: consumo de luxo

Riad – A Arábia Saudita é o país mais rico do mundo árabe. Embaixo das infindáveis areias do deserto estão assentadas 25% das reservas mundiais de petróleo. Isso pode não transparecer em uma vista rápida da capital Riad, pois nas ruas predomina a austeridade imposta pelos rigorosos preceitos religiosos adotados no país. Mas não é preciso olhar muito longe para ter uma idéia do poderio econômico local.

Na paisagem de Riad, dominada por prédios baixos, se destacam a Kingdom Tower, prédio futurista de 300 metros de altura e quase 100 andares, e a Al Faisaliah Tower, edifício de 267 metros em forma piramidal com uma enorme esfera dourada encaixada um pouco abaixo do cume. São duas construções recentes, a Al Faisaliah, primeiro arranha-céu da capital, foi inaugura no ano 2000 e a Kingdom em 2003, pelo então príncipe-herdeiro Abdullah, hoje rei da Arábia Saudita.

A Kingdom Tower é um projeto da Kingdom Holding, empresa do príncipe saudita Alaweed Bin Talal, um dos homens mais ricos do mundo. Ela conta com escritórios, apartamentos, restaurantes, um hotel cinco estrelas e com o Al-Manlaka, shopping center de quatro andares, um deles reservado somente para mulheres, que reúne marcas de alto luxo.

Entre as lojas estão a Saks Fifth Avenue, Dolce & Gabana, Ralph Lauren, a joalheria Tyffanys, entre outras. Elas mostram o poder de consumo de uma economia turbinada pelo barril de petróleo cotado acima dos US$ 100. Mas não é preciso ir até templos do luxo para ter uma idéia dos hábitos de consumo de uma parcela da população local. As largas avenidas abarrotadas de carros da capital guardam outras surpresas.

Os supermercados de Riad, por exemplo, oferecem uma infinidade de produtos das mais diversas origens, visivelmente maior do que os supermercados brasileiros. Num hipermercado da rede Panda, a maior do país, por exemplo, se você quiser sucos, terá um enorme corredor inteiro de sucos de todos os tipos de frutas. Queijos então? a variedade exposta no balcão frigorífico é de cair o queixo. E o arroz? a oferta disponível é de deixar qualquer brasileiro de boca aberta, e olha que, como se sabe, o cereal é uma das bases da alimentação diária no Brasil.

A liquidez gerada pelo petróleo, no entanto, não é a única explicação para o consumo aquecido. Segundo o diretor de laboratórios e controle de qualidade do Ministério da Indústria e Comércio local, Mohammed Al-Debasi, o consumidor saudita tem como hábito comprar mais do que precisa. E eles precisam de muita coisa. Embora conservadora do ponto de vista cultural e religioso, a Arábia Saudita está aberta aos negócios e disposta a importar em grandes quantidades os mais diferentes tipos de produtos.

"Temos sido muito procurados por empresários que querem importar de mais fornecedores", observou Debasi. "Estamos abertos e precisamos de tudo, o consumidor vai comprar tudo o que vier", acrescentou.

Economia

Isso não quer dizer que a Arábia Saudita não tenha produção local e seja totalmente dependente do petróleo. De acordo com dados compilados pelo Conselho das Câmaras de Comércio e Indústria do país, o setor privado não ligado diretamente à produção de petróleo teve um crescimento de 7,9% em 2006 e responde por quase 45% do PIB do país.

As exportações não petrolíferas, segundo as informações do Conselho, incluem produtos petroquímicos, torres de alta tensão, papel, medicamentos, estruturas de aço pré-fabricadas, aparelhos de ar condicionado, material de limpeza, tecidos sintéticos, materiais isolantes, tubos, conexões, garrafas e outros produtos de plástico, canos elétricos, equipamentos para irrigação, postes elétricos, vidro, carpetes, cimento, alimentos, fios, barras e rolos de cobre.

De acordo com o Conselho, as exportações não petrolíferas do país renderam US$ 27,8 bilhões em 2007, ante US$ 22,6 bilhões no ano anterior. As exportações totais do país somaram US$ 211 bilhões em 2006.

Na seara dos alimentos, o país está reduzindo sua produção agrícola para economizar água para consumo humano e, ao mesmo tempo, busca ampliar a importação de insumos para a indústria local, que abastece o mercado interno e externo.

Estrangeiros

O país tem também uma população importante de estrangeiros que trabalham nos mais diferentes serviços, desde motoristas até executivos. A rede Panda é um exemplo. Na empresa, que pertence a sauditas, é possível encontrar um diretor sul-africano, gerentes libaneses e funcionários indianos e paquistaneses.

Os estrangeiros na Arábia Saudita devem se adequar aos costumes locais. As mulheres, mesmo as de fora, só saem em público com a abaya, robe preto utilizado por cima da roupa, e lenço na cabeça. Entre as locais, pelo menos na rua, é difícil encontrar alguma que não use também o véu que cobre o rosto e deixa apenas os olhos de fora.

Na Arábia Saudita estão as cidades de Meca e Medina, os locais mais sagrados para os muçulmanos, e o rei tem o título de Guardião das Duas Mesquitas Sagradas. A prática das orações cinco vezes ao dia é respeitada à risca. Na hora da reza o comércio fecha, para abrir logo em seguida. Se você estiver fazendo compras nesse momento, terá que deixar a loja e voltar depois para concluir o que estava fazendo. O consumo de bebidas alcoólicas é vedado, conforme a tradição islâmica.

http://www.anba.com.br/especial.php?id=433

Rajaa Alsanea

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008












She´s beautiful.
Really i like Hijab, It make woman very beautiful.
All pictures of Rajaa Alsanea I found searching websites about her book.

Lendo Vida Dupla

Ontem li mais do livro Vida Dupla, consegui me sensibilizar um pouco mais com uma das histórias: um casal se separa quando a esposa descobre que o marido tinha outra, uma asiática, os amantes continuam o relacionamento mesmo após ele ter se casado pela imposição da família.

Isso me lembrou muito Sami, um Saudita que me confessou ter uma namorada Filipina, a qual ele jurava amar, mas sempre dizia que em determinada data, ela teria que voltar para seu país de origem (onde inclusive tinha 2 filhos) e então se separariam para sempre!

Sami, se mostrava muito entusiasmado quando contava da namorada, e as vezes até envergonhado quando de repente se lembrava que estava falando com outra mulher, a qual talvez ele tivesse que de alguma forma respeitar ou agradar.

Sempre o questionava, dizendo que se essa mulher realmente o amasse, ela não o abandonaria, por mais que ela soubesse das tradições a serem cumpridas.

Um dia ele me disse, com o mesmo entusiasmo, que ela finalmente havia ido embora e que o relacionamento tinha acabado.

Realmente não é algo que eu acredite, pelo contrário, devido ao sumiço dele, imagino que viage constantemente para onde quer que a mulher tenha ido.

Acho que encontrei o site da Rajaa Alsanea (http://www.rajaa.net), mas é uma pena, está todo em Árabe.