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Os Árabes Nos Jogos Olímpicos

domingo, 10 de agosto de 2008

Os Árabes Nos Jogos Olímpicos

quando ressurgiram os Jogos Olímpicos, os países árabes em sua maioria, se encontravam colonizados pela Turquia ou alguns países europeus, isso os impediu de participar nas olimpíadas até a segunda metade do século XX, com exceção do Egito, que começou a participar desde o início do mesmo século, com isso as conquistas dos árabes permaneceram modestas se comparadas com o número de Estados árabes ou o número de seus habitantes.

Contribuiu também a falta de investimento em esporte, as dificuldades econômicas e a instabilidade política, dificultando muito o sucesso previsível nos jogos, mas não impediu alguns talentos pessoais de alcançarem suas medalhas ao longo do tempo.


As Conquistas Árabes Nas Olimpíadas:

Amsterdam - 1928
Mohammed Sayed Nasir - Egito - Ouro no levantamento de peso
Aberlhim Mustafa - Egito - medalha de ouro na luta romana
Fred Samaka - Egito - prata e bronze – saltos ornamentais

 

 

Berlim - 1936
Khidr Ettouny - Egito - Ouro no levantamento de peso
Mohammed Musbah - Egito - Ouro no levantamento de peso
Saleh Suleiman - Egito - prata no levantamento de peso
Ibrahim Shams - Egito - o bronze em levantamento de peso
Uasif Ibrahim - Egito - o bronze em levantamento de peso

 

Helsinque - 1952
Zacaria Shahab - Líbano - prata na luta romana
Abd Al-Rashid - Egito - o bronze na luta romana
Taha Khalil - Líbano - bronze na luta romana
    

 

Roma - 1960
Radi Abdel-Salam - Marrocos - prata na maratona
Eid Osman - Egito - prata no boxe
Abdul Wahid Aziz - Iraque - o bronze em levantamento de peso
Abdel Moneim-jundi - Egito - o bronze no boxe

 

 

Tóquio - 1964
Mohammed Alkamodi - Tunísia - prata no atletismo
Amada de Malaca - Tunísia - bronze no boxe

 

 

 

México - 1968
Mohammed Alkamodi - Tunísia - ouro e bronze no atletismo

 

 

 

Munique - 1972
Mohammed al-Trabulsi - Líbano - prata no levantamento de peso
Mohammed Alkamodi - Tunísia - prata no atletismo

 

 

Moscou - 1980
Hassan Bishara - Líbano - bronze na luta romana

 

 

 

Los Angeles - 1984
Nawal Mutawakil - Ocidente - ouro no atletismo
Said Ouaita - Marrocos - ouro no atletismo
Joseph Attia - Síria - prata na luta
Mohammed Alzaui - Argélia - bronze no boxe
Mustafa Musa - Argélia - bronze no boxe
Mohammed Rashwan - Egito - prata no judô

    
Seul - 1988
Said Oeita - Marrocos - bronze no atletismo
Ibrahim Boteb - Marrocos - ouro no atletismo
Abdul Haq Ashek - Marrocos - bronze no boxe
Amr Khairy Hussein - Egito - prata no Taekwondo
Ihsan Abu Shiha - Jordânia - bronze no Taekwondo
Samer Kamal - Jordânia - bronze no Taekwondo
Daraj Adel - Jordânia - bronze no Taekwondo
Ibrahim Jaafar - Arábia Saudita - bronze no Taekwondo 
Ahmed Saleh - Djibuti - bronze no Taekwondo

Barcelona - 1992
Kaled Alskah - Marrocos – ouro nos 10.000 m
Haseeb Bomarka - Argélia - ouro nos 1500m
Rasheed albaseer - Marrocos - prata nos 1500m
Mohammed Suleiman - Catar - bronze nos 1500m
Hussein Sultani - Argélia - bronze no boxe
Mohammed Ashiq - Marrocos - bronze no boxe

 

Atlanta - 1996
Noureddine Murasoli - Argélia - ouro nos 1500m
Ghada Shuaa - Síria - ouro heptatlo
Hussein Sultani - Argélia - ouro no boxe
Mohammed Bahara - Argélia - bronze no boxe
Fathi Almisawi - Tunísia - bronze no boxe
Kaled Bulamí - Marrocos – bronze nos 5000m
Salah Hisso - Marrocos - bronze nos 10.000m

Sydney 2000
Noreia Banida Marah - Argélia - ouro nos 1500m
Hisham Alkroj - Marrocos - prata nos 1500
Hadi Samili - Arábia Saudita - prata nos 400 com barreiras
Ali Saif al-Saidi - Argélia - prata nos 5000m
Nasha Baidon - Marrocos - bronze nos 400m com barreiras
Ali Zein - Marrocos - bronze nos 3000m
Ibrahim Alhelafi - Marrocos – bronze nos 5000m
AL-Tahir AL-tamsamani- Marrocos - bronze no boxe 
Abdel Rahman Hamed - Argélia - bronze no salto
Isa Alkarni - Argélia - bronze nos 800m 
Mohammed Allawi - Argélia - bronze no boxe 
Khaled Eid - Arábia Saudita - bronze no Hipismo 
Fahd Rihani - Kuwait - bronze no tiro 
Asaad Said Saif - Catar - bronze em levantamento de peso

Atenas - 2004
Hisham Alkroj - Marrocos - duas medalhas de ouro 1500m e 5000m
Xeque Ahmed bin Harash - Emirados Árabes - ouro no tiro
Karam Gabr - Egito - ouro em luta
Muhammad Ali Reda - Egito - prata no boxe
Hasna Bnhesi - Marrocos - prata nos 800m
Tamer Salah al-Bayoumi - Egito - bronze no boxe
Mohammed Al-Baz - Egito - bronze no boxe
Ahmed Ismail - Egito - bronze no boxe 
Nasser al-Shami - Síria - bronze no boxe

 

Fonte: http://www.arabesq.com.br/

Dica de site: Contos Africanos e Árabes

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Que bom descobrir espaços tão lindos :)
Contos Africanos e Árabes
http://contosafricanosearabes.blogspot.com/

Poesia Árabe

sábado, 5 de julho de 2008

A tua covardia me mata
você se esconde por trás de uma cortina
eu não acredito num amor 
que não carrega a ira dos revolucionários 
que não quebra todas as cercas e barreiras 
que não arrasa como o ciclone 
Ai...
se teu amor pudesse me engolir
e arrancar-me como faz o ciclone.

Poesia Árabe

Através do amor o que é amargo parece doce
Através do amor pedaços de cobre transformam-se em ouro
Através do amor as dores são como balsamos
Através do amor os espinhos se tornam rosas
Através do amor o vinagre vira vinho doce
Através do amor o pelourinho de transforma em trono
Através do amor um revés da fortuna parece boa sorte
Através do amor uma prisão parece um jardim de rosas
Sem amor um jardim parece uma grelha cheia de cinzas
Através do amor o fogo ardente é uma luz agradável
Através do amor o demônio se torna uma huri
Através do amor pedras duras tornam-se macias como manteiga
Sem amor a moliceira de transforma em duro ferro
Através do amor a tristeza é como alegria
Através do amor os vampiros se convertem em anjos
Através do amor ferrões são como mel
Através do amor os leões são dóceis como camundongos
Através do amor a doença é saúde
Através do amor a ira é como misericórdia
Através do amor os mortos ressuscitam
Através do amor o rei torna-se escravo

 

Fonte: http://www.jaymemonjardim.com.br/clone/poesia/conteudo.htm

Poesia Sufi: Aonde Tu Estás, Está a Felicidade

Os olhos que vêem um inimigo
São muitos milhares,
Mas o olho que vê um amigo
É um dentre mil.

Mesmo uma prisão
Irradia felicidade
Se o amor por Ti
Enche o coração.

Abençoada é a escravidão
Que Teu serviço compele,
Teus servos são felizes
Em suas servidões.

Há duas Caabas
A Caaba construída na terra
E a Caaba do coração.

A primeira é aquela que os pés
Dos peregrinos freqüentam;
A outra é o local secreto
Que os Buscadores da Verdade descobrem.

É a primeira
Que enche os olhos dos fiéis;
A outra, apenas o devoto encontra
Sob o olhar de Deus mesmo.

A peregrinação à Caaba terrestre
É uma questão de disciplina formal;
A descoberta da Caaba do coração,
Depende da graça de Deus.

Numa, os peregrinos bebem do poço do Zam-Zam;
A outra abre suas fontes
Ao manar dos suspiros.

A Caaba terrestre
É guardada pela montanha Irfat,
O templo do coração
É radiante com a luz de Deus.

Da Caaba terrestre
ídolos de pedra foram removidos;
Da Caaba do coração
A voracidade e o desejo são destronados.

 

A influência árabe está até mesmo entre as crianças do Brasil. Histórias infantis como as de Aladim e Ali Babá fazem parte do imaginário e influenciam comportamentos entre os pequenos no país.

quarta-feira, 25 de junho de 2008

Reprodução/Villa Rica Reprodução/Villa Rica

A editora Villa Rica tem em seu catálogo livrinhos do Aladim

São Paulo – Quando tinha sete anos de idade, o brasileiro Rafael Maia não sabia muito bem ainda onde ficavam os países árabes, mas já tinha bastante familiaridade com um personagem daquela região. Rafael morava na cidade gaúcha de Canoas e tinha o livrinho Aladim e a Lâmpada Maravilhosa. O garoto, hoje analista de suporte, com 23 anos, convivia com Aladim enquanto folheava as páginas ilustradas do seu livrinho e também quando sentava para jogar videogame com os amigos Leonardo e Thiago.

"O que me chamava a atenção na história era a vontade que o Aladim tinha de ajudar os outros e também o amor que ele sentia pela princesa", diz Rafael. No jogo de videogame, o desafio era justamente fazer com que Aladim, de cima de um tapete, salvasse a princesa. Nesse desafio, os três amigos passavam horas. O conto é, dos saídos da obra clássica da literatura árabe As Mil e Uma Noites, um dos mais populares entre as crianças brasileiras. Com ele, disputa espaço "Ali Babá e os Quarenta Ladrões".

De acordo com o professor de Língua e Literatura Árabe da Universidade de São Paulo (USP), Mamede Mustafá Jarouche, a presença da literatura árabe na infância brasileira se deu principalmente em função da difusão, no Brasil, da tradução francesa de As Mil e Uma Noites, feita por Antoine Galland. De fato, são poucos os adultos brasileiros que nunca ouviram, na infância, falar de Aladim ou Ali Babá. Segundo Jarouche, até hoje as duas historinhas permanecem populares junto ao público infantil nacional.

E de que maneira essas duas histórias entraram e entram na infância nacional? De acordo com o professor da USP, que é também tradutor do "Livro das mil e uma noites", elas incentivam o imaginário, o lúdico das crianças. "Tem a coisa do gênio, dos seres transformados em animais", lembra Jarouche. A história de Aladim, órfão de pai, gira em torno de uma lâmpada mágica que realiza os desejos de quem tem a sua posse. Aladim disputa a lâmpada com um homem mau, que se faz passar por seu tio. Com a lâmpada, Aladim consegue se casar com a princesa do reino, por quem é apaixonado.

Já Ali Babá é o relato da vida de um mercador que descobriu onde um grupo de ladrões guardava os tesouros roubados e os resgatou. Ali Babá contou o segredo ao irmão, que na tentativa de também ficar com eles, acabou preso pelos ladrões. Perseguido e encontrado em sua casa pelo chefe do bando, o irmão de Ali Babá foi ajudado pelo irmão. Os dois se livraram dos ladrões e Ali Babá decide se casar com a empregada da casa, que, por ter ajudado os dois a escaparem dos bandidos, fica com parte da fortuna.

De acordo com a psicóloga clínica Tatiana Peres, as histórias infantis influenciam também comportamento das crianças. "Algumas crianças se identificam com as personagens, como, por exemplo, as meninas, nas histórias de princesas, e os meninos com os heróis. Isso faz parte da constituição da sexualidade", diz Tatiana. De acordo com ela, a influência está presente em toda a infância, mas é quando têm entre quatro a cinco anos que as crianças se interessam mais pelas histórias e tentam encenar as suas personagens.

"A criança pede para ver ou escutar a mesma história várias vezes. Significa que ela está buscando uma elaboração dos conteúdos. Como ela não tem a mesma compreensão que nós, porém, fica registrado no psiquismo e isso foi marcando sua constituição como ser humano", afirma Tatiana, que é responsável pelo atendimento domiciliar no Hospitalitá Home Care e Hospital Nossa Senhora de Lourdes.

As crianças também usam as histórias que ouvem, segundo Tatiana, para resolver o complexo de Édipo. "Nesta fase do desenvolvimento é instaurada a lei, ou seja, descobrimos que não podemos ser absolutos e nos constituímos seres sexuais em busca do nosso objeto de amor. A instauração da lei é vivida na história de Ali Babá e os Quarenta Ladrões, e em outras, onde o bem vence o mal. O que também acontece na de Aladim, e nesta ela ainda descobre o amor", diz.

Atualmente, várias editoras têm em seus catálogos, no Brasil, as historinhas das Mil e Uma Noites. Aladim e a Lâmpada Maravilhosa, por exemplo, é tema de livrinhos da Record, Leitura, Martins Fontes, Rideel e Villa Rica, entre outras.
Divulgação
Divulgação

Há mais muçulmanos do que católicos no mundo, diz Vaticano

terça-feira, 1 de abril de 2008

O número de muçulmanos superou, pela primeira vez, o de católicos, fazendo do Islamismo seja a religião com maior número de adeptos no mundo, de acordo com o Vaticano.
Dados recolhidos em 2006 indicavam que 19,2% da população mundial é formada por muçulmanos, enquanto 17,4% são católicos, disse o editor do Anuário Pontifício, monsenhor Vittorio Formenti, em entrevista publicada na edição deste domingo do jornal do Vaticano, L'Osservatore Romano.
Formenti diz, contudo, que o número de cristãos pode chegar a 33%, se forem levados em conta também os adeptos da igreja ortodoxa, os anglicanos e os protestantes.
A maior proporção de católicos, 49,8%, está na América Latina, segundo o editor do anuário do Vaticano.
O Anuário diz que a proporção da população de católicos do mundo é razoavelmente estável, mas a porcentagem de muçulmanos vem aumentando por causa da alta taxa de natalidade neste grupo.

Fonte: O Globo On Line

Ato público pelo fim do cerco à Gaza

sexta-feira, 28 de março de 2008

No domingo, ocorrerá ato público em memória às vítimas do mais recente ataque israelense à população da Faixa de Gaza.

O Comitê de Solidariedade aos Povos Árabes chama a sociedade civil para se reunir no domingo, a partir das 10h, na pça. Oswaldo Cruz, próxima à estação Paraíso do metrô como uma demonstração de repúdio às ações militares israelenses na Palestina. A ação também será uma homenagem ao Dia da Terra na Palestina, lembrança feita à memória de seis jovens árabes mortos em 1976 em manifestações que iam contra a tomada de casas de famílias palestinas no interior de Israel.

Local: pça. Oswaldo Cruz, próximo ao metrô Paraíso - São Paulo, 10 horas

Ato de solidariedade à Gaza chama atenção de passantes na Sé

quinta-feira, 20 de março de 2008

Foto: Aline Baker
Passante olha para a montagem GAZA escrita com flores vermelhas.
   
Na última sexta-feira, dia 14, o Mopat (Movimento Palestina para Todos) realizou um ato simbólico como homenagem e solidariedade às vítimas dos últimos ataques israelenses à Gaza.

Além de lembrar a incursão à Gaza que matou aproximadamente 150 pessoas, o ato foi o início de um movimento de entidades e da sociedade civil brasileira que irá fazer questão de lembrar os 60 anos da nakba palestina, a catástrofe de 15 de maio de 1948, quando foi iniciado um processo de expulsão de cerca de 500 mil árabes que tinham raízes no território que hoje é Israel.

O ato de solidariedade foi constituído por uma performance, uma encenação com flores artificiais cercadas por bandeiras palestinas. No final, as flores eram molhadas e soltavam uma tinta vermelha, a representação do sangue derramado em fevereiro e março de 2008.

A coordenação do Mopat que organizou a cerimônia afirmou que houve um bom retorno do público que passava no local, a Praça da Sé, em pleno meio-dia. Ainda que a questão palestina seja central dentro das relações internacionais, ainda existe uma parte da população que pouco conhece a realidade do conflito. Entre as perguntas ouvidas pela coordenação, estavam "o que era Gaza?", ou "o que exatamente nós temos a ver com isso?".


por Arturo Hartmann

http://www.icarabe.org/CN02/curtas/curtas_det.asp?id=39

BBC lança canal de TV em árabe

terça-feira, 11 de março de 2008

Kuwait News Agency*

Londres – A rede britânica BBC World Service inaugurou hoje (11) seu novo canal de televisão em língua árabe, o BBC Arabic. O canal aberto vai transmitir para todos os países do Norte da África e do Oriente Médio.

De acordo com o diretor da BBC World Service, Nigel Chapman, o canal vai se diferenciar de outros canais que operam com recursos estatais porque deverá relatar os fatos "sem medo ou favoritismo". Esta é a segunda tentativa da BBC de criar um canal em árabe. A primeira foi encerrada em 1996.

Recentemente, outros canais de TV financiados por governos do Ocidente vêm tentando se estabelecer na região, entre eles o canal Al-Hurra, do Iraque, que conta com o apoio dos Estados Unidos, e o francês France 24 in Arabic.

A televisão BBC Arabic vai transmitir durante 12 horas por dia a partir de hoje, e deverá passar a funcionar 24 horas ainda em 2008. O canal vai transmitir boletins de notícias de hora em hora, além de dois boletins principais, de 60 minutos cada, às 18h00 e às 20h00 (GMT).

A BBC Arabic é o primeiro serviço internacional de TV da BBC financiado por recursos públicos, com orçamento anual de 25 milhões de libras (US$ 50 milhões). Parte dos recursos vem de um fundo do governo britânico, e parte vem de fundos liberados pela BBC World Service após o fechamento de serviços de rádio, principalmente no Leste Europeu.

A meta da BBC é atrair 20 milhões de espectadores por semana até 2010 e 35 milhões de usuários por semana em seus três serviços em árabe: TV, rádio e internet. O canal vai transmitir através dos sistemas de satélite Arabsat, Eutelsat e Nilesat, informou a BBC.

*Tradução de Gabriel Pomerancblum


http://www.anba.com.br/noticia.php?id=17638

Pouco conhecido dos brasileiros, o Iêmen transpira história

segunda-feira, 10 de março de 2008

Sanaa – O Iêmen, palavra que significa "no sul", é um daqueles lugares que a gente tem que conhecer. Berço de civilizações, o país conserva em boas condições parte importante de seu patrimônio histórico e a vida cotidiana mantém tradições seculares. Basta sair pelas ruas da capital Sanaa para ver os transeuntes usando trajes típicos que parecem saídos das ilustrações de um livro de história.

O homem iemenita comum usa a guthra, pano decorado na cabeça, uma camisa, a futah, espécie de kilt enrolado na cintura, e um cinturão para acomodar a jambiya, adaga curva que é um acessório quase que indispensável. O toque ocidental e mais moderno fica por conta do paletó usado especialmente no inverno.

Mas não deixe a jambiya te impressionar, ela é um símbolo de masculinidade que completa a vestimenta como se fosse uma gravata. "No interior principalmente não levam muito a sério quem não portar uma jambiya", disse o diretor-executivo de Relações Internacionais do Ministério da Informação, Abdul Salam Al-Mathil.

O povo, na realidade, é muito hospitaleiro e é fácil socializar, especialmente para os brasileiros. A paixão pelo futebol e pelos ídolos do esporte abre portas em todos os cantos do mundo árabe. É possível até que um menino nas ruas de Sanaa saiba mais das vidas de Ronaldo e Kaká do que você.

Um pouco da história do país pode ser conhecida no Museu Nacional, instalado no palácio Dar Al-Shukr, da época da dinastia de imãs que durou até a década de 1960. Lá estão peças que datam do período pré-islâmico até artefatos mais modernos. Para o turista, no entanto, o museu poderia ser mais didático.

A grande atração de Sanaa, porém, é a Cidade Antiga, rodeada por muralhas que na Idade Média tinham seis portões. O principal deles, e até hoje a principal via de acesso ao centro histórico, é o Bab Al Yemen, ou Portal do Iêmen. Caminhar pelo labirinto de ruas estreitas é uma volta no tempo e uma ótima oportunidade para ver a arquitetura singular do país, onde são comuns prédios de vários andares feitos de pedra ou tijolos de barro. Até hoje muitas construções seguem as mesmas linhas, embora sejam utilizados materiais modernos.

A Cidade Antiga é um lugar especial para se conhecer os souqs, os tradicionais mercados árabes. Pequenas lojas, uma atrás da outra, vendem artesanato, roupas, especiarias, jóias e todos os tipos de utensílios. Não é algo só para turistas, uma vez que os habitantes locais também fazem compras por lá. Na hora de comprar, como é comum no mundo árabe, é preciso barganhar.

As oficinas dos artesãos ficam por perto, então é possível ver carpinteiros, fabricantes de jambiyas, sapateiros e ourives em ação. Uma das cenas mais inusitadas sãos os pequenos moinhos existentes no local. Em espaços pequenos e escuros, camelos amarrados a uma espécie de pilão de madeira giram em torno de uma base de pedra para produzir óleo de gergelim.

A quantidade de mesquitas também impressiona, uma infinidade de minaretes pontilha a paisagem. Entre elas está a Grande Mesquita, que é a mais antiga da cidade, erguida cerca de 20 anos após a morte do profeta Maomé. O Islã chegou cedo ao Iêmen.

Abertura

Muito fechado até a década de 1960, quando terminou a monarquia dos imãs no Norte e o domínio Britânico no sul, e depois palco de conflitos entre o Norte islâmico e o Sul comunista, o Iêmen se manteve isolado do resto do mundo por bastante tempo. A unificação do país só ocorreu em 1990 e hoje ele merece o título de "Beleza Escondida", estampado em camisetas vendidas como souvenir nas ruas de Sanaa.

Antes dos muçulmanos a região era habitada por judeus e cristãos, que substituíram religiões antigas que veneravam uma miríade de deuses. A presença judaica pode ser percebida em casas que ainda hoje têm a Estrela de Davi entalhada nas portas de madeira.

Segundo o diretor-geral de Relações Públicas do Ministério da Indústria e Comércio do país, Mohamed Abdul Aziz Ghaleb, a maior parte dos judeus que ainda viviam no Iêmen migrou quando da criação do Estado de Israel. De acordo com ele, no entanto, uma comunidade judaica de cerca de 4 mil pessoas continua a viver no país. "Mas eles são iemenitas como todos os outros", afirmou.

O Iêmen tem relevância especial na conformação do mundo árabe. Após a decadência dos reinos pré-islâmicos e antes da chegada da religião muçulmana, muitos habitantes locais migraram para regiões que hoje fazem parte de Omã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.

Comércio

Do lado de fora dos muros da Cidade Velha o comércio também é intenso. As ruas da moderna Sanaa são repletas de lojas, também uma ao lado da outra. Esse é o varejo típico do Iêmen. Não espere ver shopping centers ou grandes redes de supermercados, embora existam alguns.

Uma categoria de loja típica são as de mel, produto local de fama internacional. Vários tipos de mel são expostos em grandes potes e vendidos por peso, um quilo pode variar de US$ 12,50 a US$ 60, dependendo da variedade. Tais estabelecimentos comercializam também remédios naturais, cosméticos, perfumes e incenso.

Aliás, o incenso teve um papel importante na história do país, pois era uma das principais mercadorias levadas por caravanas de camelos que saiam do Sul da Península Arábica em direção ao Mediterrâneo. Elas levavam também especiarias, ébano, tecidos, madeiras nobres, couros de animais e ouro, produtos muitas vezes originários da Índia e da África.

O país tem também importante tradição no comércio marítimo. Após a descoberta do caminho para as Índias pelo português Vasco da Gama, o Porto de Áden se transformou em um entreposto estratégico, disputado por potências européias e regionais. Hoje Áden é a capital econômica e comercial do Iêmen e o governo tenta promover novamente a região, no extremo sul da Península Arábica, como rota de comércio entre a Ásia e a Costa Leste da África.

Outro item de enorme relevância na história iemenita é o café. Foi lá que a planta originária da Etiópia começou a ser cultivada em escala comercial e exportada para o mundo inteiro pelo Porto de Mohka, no Mar Vermelho. A prosperidade trazida pelo café teve seu auge nos séculos 16 e 17, mas depois veio a decadência quando as potências européias levaram a cultura para suas colônias, entre elas do Brasil. O Iêmen ainda produz uma pequena quantidade de café de grande qualidade.

Qat

Segundo o presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria do Iêmen, Mohammed Abdo Saeed, boa parte das lavouras de café foram substituídas por plantações de qat, planta cuja folha tem qualidades estimulantes e é mascada em larga escala pelos iemenitas, assim como os povos andinos mascam a folha de coca. Na parte da tarde é difícil ver um habitante local sem a bochecha cheia de folhas.

O hábito, no entanto, tem sido alvo de críticas. O jornal Yemen Observer publicou no dia 26 de fevereiro uma reportagem intitulada "Qat: a praga do Iêmen". Na matéria, assinada por três repórteres, o jornal revela que 40% dos recursos hídricos do país vão para a irrigação de lavouras da planta e que, em média, 17% da renda das famílias é gasta com a compra do produto, o que rende bons ganhos aos agricultores.

Isso, na visão do jornal, é um problema, uma vez que ocupa espaço que poderia ser utilizado para culturas de café, hortaliças, frutas e grãos, itens mais importantes para um país que não produz o suficiente para suprir suas necessidades e tem que importar todos os tipos de alimentos. Aliás, uma característica da imprensa iemenita, pelo menos a escrita em inglês, é sua visão crítica sobre fatos da sociedade e do governo local.

Economia

Em termos econômicos, o Iêmen é o primo pobre dos países da Península Arábica. Embora boa parte das receitas do país venha do petróleo, sua produção não garante a pujança existente nas nações vizinhas. Mas nem sempre foi assim, o Iêmen era conhecido como Arabia Felix, ou Arábia Feliz, pelos gregos e romanos por causa de sua intensa atividade comercial e terras férteis, que contrastavam com as vastidões desérticas do resto da região.

De forte tradição islâmica, é difícil ver nas ruas mulheres iemenitas sem a abaya, robe preto usado por cima das roupas, lenço na cabeça e véu no rosto que deixa apenas os olhos à mostra. Por outro lado, não é difícil ver mulheres trabalhando. Hoje, no entanto, o Iêmen sofre com o desemprego e com um alto índice de evasão escolar.

Mas o potencial está lá. O turismo já é uma atividade importante, atraindo especialmente europeus, mas pode crescer muito, na avaliação de Saeed, o presidente da Federação das Câmaras. Atualmente alguns locais, como Marib, o centro do antigo Reino de Sabá, sofrem com problemas de segurança.

Em Sanaa, onde é perfeitamente seguro andar pelas ruas, é possível ver uma boa quantidade de turistas, além de muitos asiáticos que trabalham principalmente em hotéis. Os simpáticos irmãos Mohammed e Ali, fanáticos por futebol como muitos garotos iemenitas, mostram a importância da atividade. Eles se aproximam dos turistas com um papo despretensioso e, quando você percebe, já estão te guiando pelas ruas da Cidade Antiga, mostrando coisas que poderiam passar despercebidas, como a Estrela de Davi nas antigas casas dos judeus e os pequenos moinhos movidos a camelo, em troca, claro, de uma gorjeta.

A agricultura também pode ser melhor explorada, assim como a pesca, afinal o país tem um litoral extenso, assim como as atividades de comércio exterior por conta da localização estratégica do país. Para Saeed, esses são os ramos de maior potencial hoje.

Recentemente foi aprovada pelo Parlamento local uma lei de livre comércio, que autoriza o vai e vem de mercadorias com a cobrança de taxas baixas. Já há alguns anos existe a Lei de Investimentos, que garante aos investidores estrangeiros benefícios para se instalar por lá, incluindo o direito de ter 100% do capital de diversos tipos de negócios. O Iêmen sonha também em, no futuro, integrar o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), mercado comum que hoje reúne seus primos ricos Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.


http://www.anba.com.br/especial.php?id=432

Da formação da língua árabe à criação do romance moderno

domingo, 9 de março de 2008

Por Alberto Mussa

Há quase três mil anos, mais precisamente em torno de 800 antes da nossa era, os habitantes do sul da península arábica desenvolveram uma escrita alfabética, composta por 29 consoantes, cuja conexão com os antigos alfabetos semitas é bastante evidente. Decifrada em meados do século 19, a língua escrita com este alfabeto revelou não apenas pertencer à família semítica, mas também ser muito semelhante ao árabe clássico. Ficava, assim, ratificada (segundo um critério de verdade ocidental) uma antiqüíssima tradição dos povos do deserto sobre sua própria constituição histórica, preservada oralmente.

Os primeiros árabes emergiram no Iêmen, a terra da rainha de Sabá - região da península que não é deserta e era rica em incenso, mirra, ouro, resinas e especiarias. Viviam em cidades, com grandes diques (para armazenar água das chuvas) e canais de irrigação. Como os fenícios, foram grandes navegantes. E atravessavam o deserto com suas caravanas, chegando ao Iraque, à Síria e à Palestina.

Num momento indeterminado da história, as cidades do Iêmen sofreram um grande colapso e grande parte da população migrou para o deserto. Nesse processo, a língua dos recém chegados se impôs à dos nômades preexistentes; e nesse contato se modificou.

No século anterior ao surgimento do islamismo, as tribos beduínas sabiam se reconhecer como de árabes puros (originários do Iêmen) ou de árabes "arabizados" - ou seja, primitivos não-árabes que assimilaram a língua e a cultura dos iemenitas.

Infelizmente, não conhecemos nada da primitiva literatura árabe. O que nos restou do antigo alfabeto de 29 consoantes são documentos epigráficos: inscrições votivas, comemorativas, funerárias. A língua que chamamos "árabe clássico", de 28 consoantes e caracteres cursivos - o árabe que Maomé falava- é precisamente o idioma modificado pela influência dos não-árabes: o profeta era de uma tribo "arabizada".

É nessa língua que a literatura árabe faz sua entrada na história; e o Alcorão é seu texto fundador. O Livro Sagrado, contudo, não foi escrito por Maomé. Foi justamente pela necessidade de preservar a palavra divina das flutuações da oralidade que os primeiros califas decidiram escrevê-lo.

O atual alfabeto árabe - que se inspira nas letras aramaicas e não na antiga escrita do Iêmen - começou a se desenvolver no século 6 da nossa era, na Síria, tomando sua feição definitiva no período islâmico, para dar forma fixa ao Alcorão.

No período pré-islâmico, o principal gênero literário era a poesia; e seus mais característicos e belos exemplares constituem a famosa coleção al-Muallaqat (Os Poemas Suspensos), compostos pelos beduínos numa língua formal e sofisticada, que diferia um pouco dos vários dialetos tribais, fossem de "puros" ou de "arabizados". Talvez a poesia nunca tenha deixado de ser o gênero por excelência da literatura árabe. No segundo período histórico - que vai da morte do profeta, em 632, à deposição do último califa de Damasco, em 750 -, os poetas mantêm certa feição beduína. Mas despontam alguns gêneros importantes: as coletâneas de Hadith, ditos e exemplos do profeta, que trazem toda a sofisticação da antiga tradição sapiencial e proverbial, além das primeiras experiências narrativas, como as biografias de Maomé e as compilação de lendas pré-islâmicas.

É com a transferência do califado para Bagdá que a literatura árabe alcança o apogeu. Nesse período - que dura até a invasão mongol em 1258 -, o árabe se consolida, suplanta definitivamente o grego, o aramaico e mesmo o persa (que só mais tarde teria um renascimento). Árabes já não são mais aqueles que podem reivindicar ascendência beduína mas, sim, todos os que têm o árabe como língua materna. As culturas milenares do Oriente Médio se fundem numa única cultura - que é essencialmente árabe.

Impossível traçar um resumo da literatura dessa época: a poesia deixa o ambiente do deserto e passa a freqüentar a corte refinada dos emires; o rico estilo anedotário das lendas beduínas se torna a base das grandes obras históricas, como As Pradarias de Ouro, de Massúdi, ou de certos livros de caráter quase enciclopédico, como O Livro dos Avaros, de Jahiz - pertencentes a um gênero conhecido por Adab, ou seja, "literatura".

São também desse período as deliciosas Maqamat, contos cujos protagonistas são mendigos que ganham a vida por força de sua retórica, cheias de duplo sentido e jogos de palavra; importantes obras que mesclam ficção e filosofia, como A Epístola do Perdão, de al-Maarri, provável fonte da Divina Comédia; narrativas que mais tarde seriam incorporadas às Mil e Uma Noites, como os livros de Sindabad ou Aladim; e os "romances de cavalaria", como a Sirat Antar, cujo argumento foi reproduzido no El Cid espanhol.

A partir de 1258 e particularmente desde a ascensão dos otomanos, em 1517, a literatura clássica entra em declínio. É claro que continuam a surgir algumas obras-primas, como os livros de viagem de Ibn Battuta, Os Prolegômenos, de Ibn Khaldun, as ampliações das Mil e Uma Noites. Todavia, já não havia um único "estado" árabe. O antigo califado com sede em Bagdá vinha se fragmentando, desde o século 11, em pequenos reinos independentes - até que a maior parte de seu território acabou repartido em províncias do império otomano.

FRAGMENTAÇÃO

O árabe clássico subsistiu como língua escrita; mas as variantes regionais da língua falada começaram a se diferenciar. Hoje, os árabes vivem uma autêntica diglossia: falam "árabes" regionais, que não necessariamente se intercomunicam; e empregam o idioma clássico na literatura, na imprensa, nas transmissões de televisão ou então em ocasiões formais.

Em meados do século 19, intelectuais árabes, particularmente egípcios e libaneses, promoveram uma espécie de Renascimento das letras clássicas, a al-Nahda. Eram homens cultos e já fortemente influenciados pela cultura literária do ocidente.

Dois fatores - a fragmentação lingüística e a cultura européia - impediram de certa forma um pleno Renascimento clássico: o romance europeu não se encaixava no padrão dos velhos gêneros e exigia muitas vezes a coloquialidade nos diálogos.

Em 1913, o escritor egípcio Muhammad Haykal publica o romance Zaynab, que é considerado o marco da moderna ficção árabe: tema árabe com tratamento europeu. Seria o padrão do século 20.

Alberto Mussa é tradutor e escritor, autor, entre outros, de O Enigma de Qaf, Elegbara e O Movimento Pendular, entre outros.

Diversos jornais, sites e blogs ao redor do mundo estão públicado os trabalhos artísticos do Cartunista Brasileiro Carlos Latuff.

sábado, 8 de março de 2008

Diversos jornais, sites e blogs ao redor do mundo estão públicado os trabalhos artísticos do Cartunista Brasileiro Carlos Latuff sobre a guerra en torno da Palestina e os recentes conflitos na faixa de Gaza.

O Cartunista abre mão de direitos autorais e clama as pessoas a usar suas imagens livremente.

Totalmente engajado a favor dos Palestinos, o Cartunista parece não ter medo de estar enfrentando diretamente os Americanos e Judeus.

Como apoio, Carlos conta com o incentivo do Governo Iraniano. O que mais me impressiona em tudo isso é de fato a nacionalidade do artista.

Me limito a contar apenas isso pois este blog é dedicado aqueles que buscam conhecer melhor o povo árabe, sem interesses políticos ou religiosos. Mas sim praticando a tolerância. Por isso também, que não colocarei as imagens dos desenhos aqui.
 
Mas podem fazer como eu e procurar no Google.

Abaixo segue uma breve biografia sobre ele encontrada na Wikipédia.:

Carlos Latuff (Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1968) é um cartunista brasileiro.

Apesar de ter iniciado sua carreira como ilustrador numa pequena agência de propaganda no centro do Rio em 1989, tornou-se cartunista publicando sua primeira charge num boletim do sindicato dos estivadores em 1990, e permanece trabalhando para a imprensa sindical até os dias de hoje.

Com o advento da Internet, Latuff deu início ao seu ativismo artístico, produzindo desenhos copyleft para o movimento zapatista. Após uma viagem aos territórios ocupados da Cisjordânia em 1999, torna-se um simpatizante da causa Palestina, destinando boa parte de seu trabalho a esse tema.

Tem trabalhos espalhados por todo o mundo. Um exemplo disso foi o fato de ter sido o primeiro brasileiro a ter um desenho publicado no concurso de charges sobre o Holocausto, promovido pela Casa da Caricatura do Irã, em resposta às caricaturas de Maomé divulgadas na imprensa européia. O desenho retrata um palestino em lágrimas diante do muro erguido por Israel, usando um uniforme de prisioneiros dos campos de concentração nazistas: em vez da Estrela de David no peito, aparece o Crescente Vermelho.

Latuff que costumeiramente edita no Centro de Mídia Independente CMI esta sendo vítima de uma conspiração em tempo real, constantemente suas obras vem sofrendo uma significativa alteração as vezes invertendo o significado e outras modificando o humor.

Rafah Today - Daily Life in Palestine

sexta-feira, 7 de março de 2008

He is called Mohammed. He is a student that live in Rafah - Palestine.
On his website, we found present photos and reports about his home town.
About his life, his community, the home demolitions, homeless families, the children in our camp..
The tragedies that happen in Rafah every day.
 
 
This is more or less what himself introduce the visitants at http://www.rafahtoday.org
 
 

Symbolism of the Heart and Bird Wing in Arab Poetry

sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

The bird, especially the wild pigeon, occupies a special status in Arab love poetry. Ancient Arab poets attributed great emotions to the wild pigeon. In their love poems, the pigeon figured prominently, such that they would complain to the pigeon how much they miss their loved one, asking the bird to carry love messages to the beloved. To the Arab poets the songs of the pigeon were sad songs, interpreting its singing as cries for its loved one.
Abu Faras Al-Hamadani was an Arab prince, a brave warrior and a poet who lived in Syria (932-976 AD). He was a cousin of Saif Al-Dawla Al-Hamadani the prince of Aleppo in Syria. He was captured by the Romans and kept in prison for seven years in Constantinople for the purpose of prisoner exchange with a Roman prince who was a prisoner in Aleppo. During Abu Faras' years in the Roman jail, he wrote some of his best poems. One such poem was inspired by a pigeon singing near his cell. He wrote:

I said to a crying pigeon nearby
O' my neighbor
Do you know the feelings of this guy?

But you have not experienced such separation
With its misery and frustration.

Days are not fair,
Come, let us share
This sadness we both bare.

My eye has more right to cry
Than your eye,
But my tears in this town,
Are too proud to come down.

The Arab poet considered his own heart like a pigeon, hiding in his chest. There are verses describing how the poets' heart rate increased when he thought of his loved one. The fast heart rate was usually described as "a pigeon flying and fluttering its wings" in his chest.

The first Arab love poet I came across who made such a description was Arwah ibn Hozam (died 650 AD) in his poem for his beloved Afra. He said that due to his intense love his racing heart felt like a pigeon's wings hung over his liver. He meant that the bird's wings were caught over his liver and the bird was trying to free its wings by flapping them very fast. The poet mentioned the liver not because he did not know his anatomy, but because the Arabs at that time considered both the heart and the liver as centers for love and emotions.

The legendry Arab love poet known as Al Majnoon, the lover of Lila (see Heart Views, 2003;4(3):127-133) said when he heard a man calling Lila (another woman): "As if he released a bird flying in my chest when he called the name Lila." Al majnoon also said the night Lila was taken away from his town: "My heart feels like a bird trying to fly while its wings are caught in a net."

Why did the Arab poets choose the pigeon as metaphor for love and its loss?

The pigeon's size is similar to the size of the heart, so they thought it could be housed in the chest. The wild dove or pigeon's song, unlike that of the domesticated pigeon, had a sad effect that inspired the poets. The pigeon is considered a peaceful bird from the dawn of history. The Arabs before Islam, then the Muslims as well as the Christians and Jews, believed that Noah depended on the pigeon he sent from his ark to bring him the good news. It returned with an olive tree twig indicating that the flood was retreating. Therefore, the pigeon and the olive twig are considered the symbols for peace.¨

                                                                                                                                         H.A. Hajar Albinali, M.D.
http://www.hmc.org.qa/heartviews/VOL8NO2/06ART_MEDICINE.htm

“Sympathize with Gaza”

O Icarabe publicou em sua newsletter N. 135 o artigo "A política não faz mais heróis", de Mohammed Salah, ele faz uma reflexão sobre a atitude de Mohamed Abu Treika, jogador egípcio que, ao comemorar um gol na Copa Africana das Nações, mostrou uma camisa com os dizeres "Solidarize-se com Gaza".

Hoje a newsletter do Icarabe traz a foto e informou que a mesma foi banida do Google. A informação, é do jornal saudita Al-Watan, que acusa Israel de ter pressionado o site de procura a remover todas as imagens do gesto do egípcio.

Também testei, se digitar "Sympathize with Gaza", as fotos não aparecerão.

Abaixo veja a foto, que documentou o momento em que o atleta ergue o uniforme e mostra a mensagem de apoio aos palestinos.

OBS: Sympathize significa tenha compaixão.

O Guaraná do Kuwait: Magic, energético com raiz de ginseng e guaraná, está fazendo sucesso no Oriente Médio

terça-feira, 26 de fevereiro de 2008

Dubai – O guaraná é tipicamente brasileiro e o refrigerante feito à base dele é muito popular no Brasil. Isso todo mundo no país sabe. Só não sabe que uma bebida que leva a fruta em sua composição faz sucesso também no Oriente Médio. É o Magic, energético feito com raiz de ginseng e guaraná. "As pessoas apreciam o fato de que a bebida é natural, é uma nova maneira de se ver os energéticos", disse Loai Houran, gerente-geral da Al-Sayer Soft Drinks Factory, que fabrica a bebida no Kuwait.

Segundo ele, o Magic, ao contrário de outros energéticos, não leva insumos artificiais. Para aproveitar a popularidade que esse tipo de bebida tem na região, a empresa tem uma campanha publicitária que ressalta as qualidades naturais do produto de maneira divertida, comparando-o com o café, por exemplo. "Estamos encorajando a 'onda natural'", afirmou Houran.

Embora o guaraná seja brasileiro, a marca Magic é sueca. Houran importa o concentrado feito no país europeu e, em sua fábrica, processa e embala o produto. O material promocional, no entanto, indica claramente que o fruto é típico da região amazônica. O gosto é diferente de outros energéticos, feitos à base de taurina, e o fato de a bebida ser gasosa até lembra um pouco o refrigerante brasileiro de guaraná. Um pouco.

"Nós destacamos que o produto pode ser consumido a toda hora", disse Houran. E o apelo é ao público jovem. O estande da Magic na Gulfood, feira de alimentação que ocorre em Dubai, nos Emirados, conta com um DJ que toca música eletrônica, dançarinos, um barman que prepara coquetéis de frutas com a bebida e ainda faz, ou pelo menos tenta fazer, malabarismo com garrafas falsas.

Houran disse que tem a parceria com a matriz sueca há 12 anos e há dez o produto foi lançado no Kuwait. Faz três anos que ele começou a ser vendido em outros países do Oriente Médio.

De acordo com Houran, a fábrica produz cerca de 500 mil caixas com 24 latinhas do energético por ano e emprega por volta de 150 pessoas. Ao saber pela reportagem da ANBA que o refrigerante de guaraná é muito popular no Brasil, ele concluiu: "Ei, eu preciso falar com vocês, caras!"


http://www.anba.com.br/noticia.php?id=17488

Quran Translation with different Languages

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Dear Mirela,
 
How are you today, just i remaind that you like islam and muslim so i attached here link to our Quran translation to many languages.
 
I hope that you'll find something different and usefull for you.
 
Have a nice day
 
Amad


Nota da Big Eyes:

Amad é um amigo sírio que atualmente trabalha e mora em Jeddah, Saudi Arabian. Gosto muito dele! ele quem me ensinou a escrever Mirela em arabe, fazendo imagens JPG com as letras e como ficam juntas formando meu nome.

O link que ele passou é http://www.islamhouse.com 

Centro de Estudos Árabes - CEAr

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Fundado por iniciativa do Prof. Dr. Helmi M. I. Nasr - tem como objetivo a organização de eventos e, sobretudo, a publicação de obras referentes à Cultura Árabe em geral, com destaque para o intercâmbio Oriente/Ocidente.

Entre outras publicações, salientam-se a REAr (atualmente em seu N. 6) e a Coleção Oriente & Ocidente (atualmente em seu N. 10) e os periódicos em co-edição com o Departamento de Estudios Árabes e Islámicos de la Universidad Autónoma de Madrid.

Centro de Estudos Árabes
FFCLH-USP

Av. Prof. Luciano Gualberto, 403
CEP 05508-900 - Cid. Universitária - São Paulo - SP


Nota da Big Eyes:

Não sei se o site tem sido atualizado, mas nele você encontra diversos artigos interessantes sobre a Cultura Árabe.

http://www.hottopos.com/cear.htm

Pashto Landay

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Nota da Big Eyes

Eu estava sentindo falta de uma coisa aqui neste blog, na minha página anterior, que fiz o favor de perder tudo, eu felei muito dos landay, são pequenos poemas árabes, em geral sem conhecimento da autoria. Pois em geral, seus autores não poderiam revelar suas identidades.

Mesmo pequenos versos, conseguem ser tão fortes e reveladores.

O texto abaixo em inglês explica bem o que são
Antes de ler o texto vou tentar traduzir um, depois coloco outros:

Give me your hand once for all;
I will remember this hand clasp for a long time.

Me dê sua mão uma vez por todas;
Eu vou lembrar este toque por muito tempo.



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Landay are those national couplets in Pashto whose authors are unkown. They can, therefore, be called mirrors which reflect the sentiments and passions of every sensitive pashtoon man and woman.

These couplets are sung and enjoyed among lofty mountains, verdant valleys, vast deserts and sylvan sorroundings, in villages and towns, by the side of the cascading waterfall and the humble nomadic tent, on the sheperd's flute and the orchard-keeper's reedpipe, in short in every corner of the land of the Pashtoons.

The oldsters sing them in memory of a youth which is no more; youngmen and maidens seek the intoxicating tumult of a passionate youth in their lines; for the lovelorn they are messengers of words sweet and divine; the swordsmen dance to their melody on the battlefield; and the weary traveller forgets the pangs of separation from home in their sweet words.

These couplets, composed of plain, easily understood, yet fluent language, are totally free of the influence of foreign, languages. Although some pushto poems are based on Arabic prosody yet these couplets are not only unfettered by Arabic versifictation, they are based on a syllabic-prosody of their own in as much as the first line of the couplet has nine syllables and the second theirteen.

Another outstanding quality of these couplets in that contrary to the general pattern of poetry in most (landay) the woman address the man. This is so because compared to the male the setiments of the female are more tender, her sorrow more profound and he voice more sweeter, and that is why the (landay) are more moving in their effects, and the enjoyment is proportionately greator than that found in conventional pushto poetry.

Similarly every (Landay) couplet can be recited in different ways on different occasions. To be more explicit, a landay couplet can be sung in different tunes and with different musical notes in combat and rejoicing, while travelling, whether inactive or dancing, in travail and happiness, in fact at all times and on all occasions.

The landay presented here with their english translations constitute a very small specimen of this folk-poetry, otherwise there are thousands of these couplets which remain to be collected and only the pashto academy (Kabul) has published a few in book form

A.R.Benewa
Kabul 5th june, 1958


http://www.afghanan.net/pashto/landay