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Taio Cruz - O cantor britânico, que estourou nas paradas de sucesso, é filho de uma brasileira com um nigeriano :)

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Foto: BBC 
BBC
Taio Cruz, músico londrino filho de brasileira (Foto: BBC)

Um cantor britânico filho de uma brasileira está fazendo grande sucesso nas paradas americanas com a música Break Your Heart, que bateu um recorde na Billboard, a parada americana.

Taio Cruz tornou-se o artista a dar o maior "salto" na parada de sucessos dos Estados Unidos para atingir a primeira posição. Break Your Heart, com participação do rapper americano Ludacris, pulou da 53ª posição para o topo da Billboard no dia 11 de março.

Naquela semana, o single foi baixado 273 mil vezes nos Estados Unidos - contra apenas 31 mil na semana anterior. A canção passou uma semana no topo das paradas americanas. Atualmente ela está na sexta posição.

Na Grã-Bretanha, o single foi número um por três semanas em setembro. O disco Rokstarr, lançado em outubro na Grã-Bretanha, chegou ao 14º lugar na parada do país. O disco ainda não foi lançado nos Estados Unidos.

Música negra britânica

Taio Cruz, nascido em Londres, é filho de um nigeriano com uma brasileira. O cantor e produtor de músicas R&B tem trabalhos com artistas como Tinchy Stryder, Cheryl Cole, McFly, Will Young e Kylie Minogue.

Em reportagem nesta sexta-feira, o jornal britânico Guardian destaca que Taio Cruz faz parte de uma geração de artistas britânicos negros, ao lado de Leona Lewis e Jay Sean, que está conseguindo chegar ao topo das paradas americanas - um fenômeno raro, tendo em vista a predominância dos americanos na música negra ocidental, em gêneros como blues, soul, funk e R & B.

Antes deles, poucos artistas britânicos negros conseguiram ser número um nos Estados Unidos - entre eles o cantor Roland Gift, à frente da banda Fine Young Cannibals, Mel B, das Spice Girls, e o cantor Seal.

O editor da Billboard, Mark Sutherland, disse ao Guardian que é muito difícil para qualquer britânico chegar ao número um nos Estados Unidos, sobretudo no gênero R&B.

"Jay Sean e Taio Cruz, por qualquer ângulo que se olhe, fizeram algo bastante notável ao chegar ao número um", disse Sutherland.
 
Fonte: G1
02/04/2010

Na Nigéria, não há mais más notícias

ADAOBI TRICIA NWAUBANI - O Estadao de S.Paulo
20 março de 2010

Já ouvi pessoas comentando que nós, os nigerianos, somos o povo mais feliz da Terra. Somos também acusados de nos manter passivos diante de questões que em outros países seriam o estopim de revoluções.

Um exemplo: faz pouco mais de uma semana desde que episódios de violência étnico-religiosa deixaram centenas de mortos nas imediações de Jos, uma cidade na região central da Nigéria, mas o massacre de nossos concidadãos parece já ter sumido das manchetes locais e das conversas entre os nigerianos. A reação geral diante do anúncio de que a polícia tinha detido alguns dos assassinos parece ser "Ah, é mesmo?". Poucos dentre meus conhecidos nem sequer se importam com o que os brutos têm a dizer em defesa própria.

Alguém chamou isso de "amnésia nigeriana" - a tendência de bloquear os traumas nacionais observada entre os nigerianos. Na verdade, se não fossem as constantes reportagens veiculadas nas redes de TV BBC e CNN, ninguém lembraria que centenas de nigerianos inocentes, mulheres e crianças, foram massacrados enquanto dormiam naquela noite de domingo.

Quando olho para a TV da redação onde trabalho, em geral vejo um repórter estrangeiro com expressão extremamente grave, com cenas de Jos passando ao fundo. A cada vez que a Nigéria passa por um episódio de violência, parecemos nos calar enquanto o restante do mundo fixa a atenção no problema.

Talvez seja compreensível que tenhamos começado a nos ressentir destes jornalistas estrangeiros que insistem em se concentrar nos nossos desastres. "Estas pessoas nunca trazem notícias positivas sobre a Nigéria", diz um colega. "É questão de pura malícia. Eles têm uma imagem específica da África que querem retratar repetidamente ao mundo."

Minha amiga Ruona tem uma teoria para explicar por que não reagimos de forma mais enérgica: os nigerianos são obrigados a encarar a carnificina o tempo todo - tornamo-nos acostumados à violência e por isso a tratamos com indiferença -, enquanto a mídia ocidental a vê com um olhar novo.

Mas, mesmo que decidíssemos levar nossas calamidades mais a sério, os acontecimentos de Jos, por mais terríveis que tenham sido, teriam de esperar sua vez. Enquanto Jos é afetada por episódios de violência étnico-religiosa, as pessoas do Estado de Ebonyi, que falam o mesmo idioma e partilham da mesma religião, estão matando umas às outras na disputa pelos recursos naturais.

Militantes descontentes no Delta do Rio Níger ameaçam aleijar a economia por meio de atos de vandalismo contra os oleodutos. Políticos são assassinados rotineiramente no oeste do país; os pais e mães de filhos prósperos são sequestrados e trocados por resgate no leste. E sabemos que é apenas questão de tempo até que haja no norte a erupção de novos distúrbios entre muçulmanos e cristãos.

Nosso país é um dos maiores produtores mundiais de petróleo bruto, e ainda assim uma debilitante escassez de combustível nos assola, e as pessoas brincam dizendo que as filas nos postos de gasolina se estendem até Calcutá.

E a quem podemos nos queixar? Apesar dos boatos de que o presidente Umaru Yar"Adua - que não é visto em público desde que partiu para a Arábia Saudita em novembro para cuidar da saúde - tenha sofrido morte cerebral, sua devotada mulher e um leal círculo dos membros de sua tribo parecem bastante contentes em governar no lugar dele.

Lamentamos por aqueles que morreram em Jos e também pelos sobreviventes. Estamos todos perturbados com a sequência de desastres que os acometeu. Mas tomamos o cuidado de não produzir em nós mesmos uma overdose de agonia. Até os psicólogos reconhecem que a amnésia pode ser um mecanismo de defesa, útil para a preservação da sanidade. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

ESCRITORA E EDITORA DO JORNAL NIGERIANO "NEXT"

Não sei se rio ou se choro ^^¨

quarta-feira, 14 de abril de 2010

A notícia é antiga, mas na época eu não pude colocar no BLOG, porém não posso deixar passar.

Já que não deu para a Tunísia... que vença a Nigéria agora!!!

Nigéria está na Copa do Mundo após tomar vaga certa da Tunísia

15-11-2009


NAIRÓBI (Reuters) - A Nigéria conseguiu uma virada no segundo tempo para vencer o Quênia neste sábado e garantir uma vaga na Copa do Mundo de 2010, roubando o lugar da Tunísia nos últimos momentos da partida.

Obafemi Martins marcou duas vezes para consolidar a virada sobre o Quênia, por 3 x 2, em Nairóbi, enquanto a Tunísia perdeu para Moçambique com um gol no fim da partida. Com isso, a Tunísia, que havia começado a última rodada na liderança do grupo B com dois pontos de vantagem, acabou ficando fora. A Nigéria superou a Tunísia e venceu o grupo B por um ponto de diferença, e garantiu sua quarta participação em Copas do Mundo.

A equipe foi para o intervalo de jogo perdendo por 1 x 0, com um gol marcado aos 15 minutos do primeiro tempo por Denis Oliech, enquanto a Tunísia parecia satisfeita em jogar de maneira defensiva contra Moçambique, que estava em casa. Mas a classificação do grupo virou de cabeça para baixo no segundo tempo das duas partidas, as quais eram jogadas simultaneamente.

O gol anotado por Moçambique deu ao país a terceira posição no grupo, o que garante à equipe uma vaga para a Copa Africana de Nações, que será disputada em Angola no mês de janeiro.

(Por Mark Gleeson)

Fonte: http://www.123achei.com.br/copa2010/ler.html?s=14592

Nigéria e empresas de software querem deter crime na Internet

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Por Randy Fabi


ABUJA, 23 de outubro (Reuters) - A polícia anticorrupção da Nigéria está trabalhando com importantes produtoras de software a fim de deter milhares de e-mails fraudulentos, em uma campanha de repressão aos crimes de Internet no mais populoso país da África, anunciou um porta-voz da organização.


A Economic and Financial Crimes Commission (EFCC) informou na quinta-feira que o seu projeto "Eagle Claw," que deve estar completamente operacional em prazo de seis meses, tinha por objetivo melhorar a maculada imagem da Nigéria como um dos polos mundiais dos crimes de Internet.


"A EFCC está ajustando modalidades de segurança com a Microsoft e, quando plenamente implementadas, a capacidade de bloquear e-mails fraudulentos crescerá para cinco mil ao mês," anunciou Farida Waziri, presidente da comissão, em comunicado.


"A tecnologia ainda não está plenamente desenvolvida, mas os operadores trabalharão 24 horas por dia, sete dias por semana, para detectar palavras-chave encontradas em e-mails fraudulentos. Apenas as mensagens limpas serão enviadas," disse Femi Babafemi, porta-voz da EFCC.


A agência anunciou já ter fechado 800 sites que praticavam trapaças e detido 18 pessoas, nos últimos três meses. Haverá ao menos 100 agentes da EFCC dedicados ao projeto.


A iniciativa é o mais recente esforço do governo para combater a imagem do país como um epicentro da corrupção, exemplificada pelos criminosos conhecidos como "419," o número do artigo no código penal nigeriano para práticas de fraude.


O governo no mês passado proibiu a exibição no país do sucesso de ficção científica "Distrito 9," que caricatura os nigerianos como bandidos e canibais, e exigiu um pedido de desculpas da Sony depois que um anúncio do Playstation insinuou que os nigerianos são fraudadores.


O presidente Umaru Yar'Adua também lançou uma campanha de reconstrução da imagem nacional, com o lema: "Nigéria -Boas Pessoas, Grande Nação," e lançou uma campanha nacional para promover produtos nacionais de preferência a importados.


Mas os nigerianos, que em sua maioria têm renda inferior a US$ 2 por dia, dizem que o governo precisa fazer mais para resolver os problemas do país, que é muito pobre apesar de sua riqueza em petróleo.


FONTE: G1

Copa do Mundo! Nigéria ou Tunisia? :(

quarta-feira, 14 de outubro de 2009


Um gol de Obinna nos acréscimos da partida contra Moçambique deu à Nigéria um pouco mais de esperança de ir à Copa do Mundo de 2010. Ao vencer o jogo por 1 a 0, os nigerianos ainda têm chances matemáticas de figurarem no Mundial, embora a missão seja muito difícil, pois a Tunísia também venceu seu compromisso contra o Quênia e segue líder.

O tento solitário anotado por Victor Obinna aos 48 minutos do jogo no Estádio Nacional de Abuja garantiu os três pontos à Nigéria, que ainda fica na cola da Tunísia na classificação do Grupo 2 das Eliminatórias africanas da Copa. Com a vitória, os nigerianos vão a nove pontos na chave, mantendo a distância de dois pontos para o selecionado tunisiano.

Se na Nigéria o clima mistura alívio e aflição, tudo está mais tranquilo do lado da Tunísia, que venceu o Quênia por 1 a 0, com gol de Issam Jomaa logo no primeiro minuto de jogo e pulou para 11 pontos, e só depende de si mesma para ir à Copa. Na última rodada das Eliminatórias, os tunisianos enfrentam Moçambique, fora de casa, e não podem perder se quiserem manter a vaga.

http://www.abril.com.br/noticias/esportes/tunisia-nigeria-vencem-decisao-fica-ultima-rodada-560727.shtml

Barco pesqueiro com Nigerianos encalha em Búzios

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Durante toda à tarde e início da noite de ontem prestaram depoimento na sede da Polícia Federal, em Lagoa Nova, os seis  estrangeiros que estavam no barco pesqueiro LA 263 encalhado na praia de Búzios, litoral sul do Estado, desde sábado passado. Cinco deles são nigerianos e um ganês. Franklin da Silva, Aidia Gadi, Willians Egbolodye, Atsu Fiawogbe, Salako Leandre e Charles Kwaku Umishio (Ganês), em depoimento, aos policiais da Delegacia de Imigração  manifestaram interesse em voltar  para a África. Ainda não há data para deportação, entretanto, o delegado regional executivo da PF, Sandro Caron de Moraes  espera que os procedimentos para os estrangeiros voltarem ao país de origem aconteçam nos próximos dias. "Entramos em contato com a embaixada de Gana e da Nigéria. Estamos esperando a documentação dos tripulantes do barco pesqueiro. A empresa aérea não aceita passageiro sem passaporte e apenas um deles possui o documento. O pagamento das passagens aéreas é realizado pela União".

Roberta TrindadeBarco pesqueiro LA 263 encalhou na praia de Búzios, litoral sulBarco pesqueiro LA 263 encalhou na praia de Búzios, litoral sul
Caron disse que não há suspeita de crime praticado pelos africanos em território nacional e  também não existe prova de que eles estariam pescando em águas brasileiras.

O delegado afirma que o ganês e os nigerianos pescavam na África quando o barco apresentou problemas mecânicos. "Eles não tinham intenção de vir para o Brasil, mas foram trazidos pelas correntes marinhas". 

No dia 02 de setembro, os seis estrangeiros saíram de Lagos, na Nigéria. Dez dias após, o barco apresentou pane mecânica. De lá para cá ficaram à deriva. "Eles não estão presos. Nós estamos fazendo apenas a apuração administrativa dos fatos. O barco não é apreendido pela PF, pois, não foi usado para prática de crime. 

No final da manhã de ontem, os agentes da  Polícia Federal seguiram com destino à praia de Tabatinga onde os estrangeiros estão abrigados em uma casa de veraneio. Os tripulantes do barco foram levados para a PF em um micro-ônibus. Abatidos, preferiram não falar sobre a permanência no país. Segundo informações do pescador e vigia Renato Francisco da Silva, os africanos estão preocupados com os familiares. "Além do motor, ocorreu pane também nos equipamentos de comunicação. Por este motivo, não tiveram como entrar em contato com familiares", diz Renato.

Renato afirma que os tripulantes são funcionários de uma empresa pesqueira. "Quase todos os peixes que pescaram tiveram que jogar no mar para diminuir o peso da embarcação. Os peixes também já estavam estragados. Durante estes dias que permaneceram à deriva só tinham peixe e arroz para comer. Não havia água. Eles estavam muito debilitados", conta o pescador. 

O comerciante Lenildo Alves,  afirma que a embarcação foi saqueada no domingo. "Levaram alguns equipamentos como o GPS (Sistema de Posicionamento Global) e até peixes podres que estavam em um dos  compartimentos do barco", lamenta.

No sábado (03), por volta das 19h30, um dos nigerianos foi encontrado caído, em uma barraca na praia de Búzios. Ao lado do rapaz havia um caiaque.  "Quando cheguei no local parecia  estar morto, mas foi socorrido e levado para o hospital. Estava desidratado. Avistei quatro deles  em uma boia, ainda no mar. Eles conseguiram chegar em terra bem de saúde. O sexto tripulante estava com colete salva vidas. Ao chegar na beira da praia estava machucado. Teve escoriações leves. Por causa das ondas fortes bateu no casco do barco e se feriu", detalha o comerciante. 

Peças de Arte Africana

terça-feira, 28 de abril de 2009

Ola´Brother African Art

Veja essa e outras imagens das peças de arte na minha galeria de fotos no Flickr.


Please if u are a Gallary or person interresting please contact me!

Na Nigéria, pacientes com o vírus da Aids se casam entre si, com apoio do governo

terça-feira, 17 de março de 2009


Soropositivos nigerianos recém casados. Crédito: AP

15/03/2009 - 15h

Não é fácil ser um portador de Aids na Nigéria, um país com 140 milhões de habitantes, dos quais quatro milhões enfrentam a doença. Muitos têm de esconder a sua condição de soropositivo para poder viver normalmente.

Alguns portadores do HIV, no entanto, encontram na sua própria doença uma porta de esperança e amor ao casar-se com outro soropositivo. No total, em menos de dois anos, 94 casais de HIV positivos se casaram no estado de Bauchi. E todos alega estar vivenciando boas experiências com a união.

"Nunca pensei que esse dia chegaria, porque como eu tenho Aids ... mas agora estou muito feliz", afirma Idris, 32 anos, que conheceu seu atual marido em uma fila para receber medicação.

Bala Garba, um soldado de 40 anos que acaba de ter seu primeiro filho com sua mulher, afirma que, "O casamento vai tornar nossa vida mais fácil e irá ajudar-nos a manter a nossa doença em segredo. No meio em que vivemos é normal as pessoas se casarem. Se você leva uma vida conjugal normal, impede os outros de pensarem 'coisas' a seu respeito".

A Agência para o Controle da Aids em Bauchi é a responsável por esse alto índice de casamento entre os HIV- positivos, pois quando percebe que um casal com a doença começa uma relação eles apóiam. Por exemplo, oferecendo 225 dólares para o casal poder se estabelecer.

Tal está sendo o sucesso, que um plano para promover o encontro de pessoas que vivem com HIV/Aids foi implantado. Desta forma, a Agência considera que pode prevenir a propagação de novas infecções, já que a poligamia é uma prática comum na Nigéria, enquanto o uso de preservativos não.

Críticas

As primeiras críticas têm questionado se estas medidas não provocariam um aumento das crianças órfãs. Segundo dados da ONU, na Nigéria, onde a expectativa de vida é de 48 anos – em qualquer caso – já existem 1,2 milhões de crianças órfãs. Além disso, outros peritos acham perigoso dois tipos diferentes de vírus entrarem em contato.

A Agência para o Controle da Aids de Bauchi assegura que "não se pode presumir que alguém com HIV morrerá antes que os outros. Principalmente se tomam os devidos cuidados, recebem boa acessória e tratamento médico adequado".


Tradução: Valéria Polizzi

Fonte: 20minutos.es

Crianças são usadas em campanha contra gays na Nigéria

12/03/2009:

Crianças vestem camisas onde se lê que o casamento entre pessoas do mesmo sexo é 

"anormal." Membros da Assembléia Nacional pregam que a família gay trará"consequências" para todos. O país da Nigéria, na África, intensificou a campanha contra a homossexualidade proibida por lá.
Para piorar ainda mais a situação uma nova lei está sendo discutida na Assembléia Nacional e dá poderes à polícia para combater os atos homossexuais e ainda prender os suspeitos dessa prática.
Os ativistas reagiram de imediato. Rashidi Williams, da ONG Queer Alliance of Nigéria, fez duras críticas à nova lei e pediu para que os parlamentares não aprovem a proposta. "Esse projeto não é necessário. Não existe motivo para que as pessoas sejam criminalizadas" disse ele.
"Eu não escolhi ser gay. Isso é o suficiente para se viver neste país" ressaltou ainda Williams.
Pela proposta, qualquer pessoa flagrada "firmando um contrato de casamento" será condenado a três anos de prisão. A nova lei define o casamento gay como duas pessoas do mesmo sexo vivendo juntas.
A ativista Ekaette Ettang, da ordem religiosa Filhas de Sara que produziu as camisas contra os gays e usadas por crianças disse que a campanha não estimula a violência contra os homossexuis.
Nós não odiamos os gays, mas isto é a opinião pública e nós temos o direito de nos expressar" explicou ela.

Fonte: Redação do Toda Forma de Amor com informações da BBC (foto: reprodução/BBC)

SGI-Nigéria comemora 25 anos, membros reúnem-se em toda a África

segunda-feira, 16 de março de 2009

Em 25 de outubro de 2008, membros da SGI-Nigéria de todo o país reuniram-se em Abuja, capital da Nigéria, para celebrar o 25º aniversário da organização. A SGI-Nigéria hoje possui 18 distritos locais com cerca de 500 membros. A convenção anual foi pautada pelo tema "Tornar-se Pessoa Capaz para Criar o Século da África".

Na atividade houve uma exposição combinada sobre Carta da Terra, Diálogo e Século da África; uma apresentação do grupo Jovens Leões intitulada "Myoho está em mim"; um exercício sobre aptidões para o diálogo ministrado por um diretor de escola; debates sobre a aquisição de capacidade; e uma peça intertribal. O dr. Bamgboye Afolabi, líder da SGI-Nigéria, proferiu discurso incentivando todos a fortalecerem a prática e o estudo do Budismo Nitiren.

O presidente da SGI, Daisaku Ikeda, enviou uma mensagem para a ocasião, solicitando aos membros que se unam e contribuam para suas comunidades como cidadãos exemplares, e pedindo também que expandam seu círculo de amizades. Os eventos do dia espelharam a convicção de longa data de Ikeda de que a herança cultural africana pode contribuir para o mundo no que se refere à coexistência, à sabedoria e ao diálogo.

Os membros da SGI de Benin reuniram-se para uma cerimônia no dia 2 de novembro, em Cotonou, capital econômica e maior cidade do país. Nos dias 8 e 9 do mesmo mês, a SGI-África do Sul promoveu um encontro em Johanesburgo, que contou com a participação de membros da SGI de países vizinhos como Moçambique e do Reino do Lesoto. Juntos, eles estudaram a proposta de paz de 2008 de Ikeda, "A Humanização da Religião, a Criação da Paz". Para festejar 18 de novembro, dia da Fundação da Soka Gakkai, aproximadamente 1.200 membros da SGI-Gana e seus familiares e amigos reuniram-se no dia 16 de novembro por todo o país. A SGI-África do Sul realizou celebrações no dia 16 de novembro na Cidade do Cabo, e a SGI-Uganda, no dia 22 de novembro em Kampala.

[Adaptado de um relatório da SGI-Nigéria e de um artigo da edição do Seikyo Shimbun, da Soka Gakkai do Japão, de 23 de dezembro de 2008]
 
BSGI - Extranet
 
NOTA:
Matéria antiga, mas não posso deixar de arquivar aqui no blog!!
I wish to contact Nigerian Members of Soka Gakkai International
 
 

quarta-feira, 11 de março de 2009

"Only those who truly love and who are truly strong can sustain their lives as a dream. You dwell in your own enchantment. Life throws stones at you, but your love and your dream change those stones into the flowers of discovery. Even if you lose, or are defeated by things, your triumph will always be exemplary. And if no one knows it, then there are places that do. People like you enrich the dreams of the worlds, and it is dreams that create history. People like you are unknowing transformers of things, protected by your own fairy-tale, by love."

Ben Okri - Poeta Nigeriano


 
 
 

Encontro de Daisaku Ikeda presidente da SGI (ONG budista) com o Presidente da Nigéria Olusegun Obasanjo

Presidente Olusegun Obasanjo da República Federal da Nigeria — levando o povo ao poder


O presidente Ikeda encontrou-se com Obasanjo em 22 de maio deste ano.

Papai, não seja chefe de Estado," implorou sua filha de nove anos, Iyabo.

Tornar-se o líder da nação era o que sua família mais temia, motivo pelo qual eles não ousavam falar muito no assunto.

Fez-se um silêncio total na sala. Todos sentados aguardavam ansiosamente o que o chefe da família, Olusegun Obasanjo, responderia.

Era fevereiro de 1976, e nessa época tornar-se o líder da Nigéria significava colocar a própria vida em risco. O chefe de Estado anterior, general Murtala Ramat Muhammed, havia sido assassinado, e sua morte fora causada justamente por ele ter tentado conduzir a nação do regime militar ao civil. O general Obasanjo era o segundo no comando. Havia uma probabilidade muito grande de que o próximo líder no governo teria o mesmo destino de seu predecessor.

"Você tem minha palavra, Iyabo", disse ele, finalmente. "Amanhã, renunciarei ao final da reunião do Conselho Supremo Militar e nos mudaremos para Abeokuta e viveremos uma vida tranqüila."

Essa havia sido sua decisão, e já havia iniciado os preparativos para a viagem. Mas ele não sabia o que os dias seguintes lhe reservavam.

Obasanjo abraçou cada um de seus cinco filhos. Era seu presente de despedida para eles, caso algo terrível lhe acontecesse. Obasanjo estava com 38 anos. Sua decisão de abrir mão da posição de chefe de Estado não havia sido tomada por temer por sua vida, mas porque estava profundamente descontente com a situação de seu país. "A Nigéria não é mais um país pelo qual valha a pena servir tendo em vista a maneira tão cruel como o general Muhammed foi recompensado pelos seus abnegados esforços à nação," insistiu ele aos membros do Conselho.

Quando ainda estavam sob o regime colonial, muitas nações africanas consideravam "independência" como uma espécie de palavra mágica. "Com a independência, os séculos de sofrimento e luta chegarão ao fim"; "Se conquistarmos a independência, tudo ficará bem", pensavam. Mas isso era apenas uma ilusão que não tardariam a perceber.

Mesmo após a independência, eles continuaram sendo dominados, embora de forma diferente, pelas nações estrangeiras. Uma pequena classe privilegiada aliou-se aos exploradores e com isso encheu seu próprio bolso.

Grupos de reformistas aplicavam um golpe de Estado após outro, mas cada novo governo acabava manchado pela mesma corrupção. Isso ocorria em toda a África. As duas potências que sustentavam a Guerra Fria valiam-se das violentas guerras civis para vender armas para todas as facções.

Após conquistar a independência da Grã-Bretanha em 1960, a Nigéria caiu vítima da terrível tragédia da guerra civil e a felicidade de seu povo parecia algo cada vez mais distante.

Naquela reunião do Conselho, foi ressaltado ao general Obasanjo que se ele não aceitasse o cargo de chefe de Estado, o poder cairia nas mãos dos rebeldes.

Ele não tinha mais nenhuma escolha. "Talvez seja meu destino", pensou, "Ou então, meu dever".

Quando sua pequena filha soube que o pai não pôde manter sua promessa, ela chorou inconsolavelmente.

Encontrei-me com Obasanjo pela primeira vez dezesseis anos depois desse episódio, na primavera de 1992. Ele estava acompanhado do embaixador da Nigéria no Japão, Mai-Bukar Garba Dogon-Yaro.

Obasanjo viajara ao Japão como representante da África para uma conferência sobre meio ambiente que se realizaria em Tóquio. Obasanjo atuou como chefe de Estado por três anos, de 1976 a 1979. Como havia prometido, acabou com o governo militar e introduziu uma constituição democrática que assegurava a soberania do povo e os direitos humanos fundamentais, estabelecendo um sistema presidencial de governo. Ele foi o primeiro líder nigeriano que deixou seu cargo para dar lugar à democracia.

Nessa primeira visita ao Japão, Obasanjo participou de uma reunião de dirigentes da Divisão Feminina e proferiu um discurso afirmando seu apoio ao nosso movimento cultural. "A cultura", disse ele, "é a força motriz em nossa vida. Sem cultura, não temos raízes". Seu discurso foi transmitido via satélite para todo o Japão.

Ele identificou o espírito budista com a rejeição ao servilismo e à opressão, e declarou ainda que o budismo possuía a força para elevar a espiritualidade da humanidade. Obasanjo demonstrou ser um líder digno, possuidor de uma mente aguçada e perspicaz e de um sorriso caloroso.

"Um líder deve ter raciocínio claro e objetivos próprios, caso contrário será manipulado pelos outros e acabará perdendo o rumo", disse ele.

O objetivo pessoal de Obasanjo era a educação. Durante seu mandato, tornou gratuita a educação nas escolas de ensino fundamental e construiu muitas universidades, com o desejo de que todos os jovens nigerianos tivessem acesso à educação.

Recepcionamos Obasanjo novamente naquele mesmo ano, em outubro de 1992, dessa vez na Universidade Soka, onde um grupo de estudantes da Associação para a Amizade Pan-Africana apresentou um coral em sua homenagem. Eles entoaram a canção nigeriana "Abeokuta", que é o nome do povoado em que Obasanjo cresceu.



Essa colina, essa terra —

É onde você nasceu,

Uma terra de riquezas e paz.

Sou feliz, aqui nos penhascos de Olumo.

Jamais te esquecerei,

Sempre o terei em meu coração.



"Abeokuta" significa "sob as rochas". Essa canção alude à lenda dos penhascos Olumo, que salvaram muitas pessoas que fugiam do massacre da guerra e iam se enconder entre suas rochas.

Os verdadeiros líderes devem ser como rochas que protegem as pessoas. Em nossa conversa, Obasanjo e eu concordamos quanto à veracidade do ditado nigeriano: "O telhado luta contra a chuva, mas os que se refugiam sob o telhado não têm consciência de que estão sendo protegidos."

Obasanjo nasceu em 1937 numa pequena vila próxima a Abeokuta, como filho de um próspero fazendeiro. Contudo, aos treze anos, a situação financeira da família mudou drasticamente. Com esse empobrecimento inesperado, ele teve de estudar sob circunstâncias cada vez mais difíceis.

O jovem Obasanjo ia aos bosques nas redondezas para apanhar lenha, ou então ia até as margens do rio para apanhar areia e vendia tudo o que conseguia para as companhias de construção. Ele também trabalhou para outros fazendeiros. Frente a essas dificuldades, toda vez que se sentia desencorajado, lembrava-se do lema de sua escola "Ajude a si mesmo", e então empenhava-se mais arduamente. Ele custeou seus estudos de ensino médio realizando todo tipo de trabalho.

A escola localizava-se em Abeokuta, e ocasionalmente sua mãe viajava de sua pequena vila para levar-lhe a pouca comida que conseguia reservar.

Obasanjo obteve excelentes notas e pretendia ser professor, mas continuava pobre como sempre. Uma das principais razões pelas quais decidiu ingressar na carreira militar foi que ali poderia continuar estudando gratuitamente. Não era o curso adequado para uma pessoa cujos colegas de classe consideravam o que menos afinidade tinha com a vida militar.

Então, Obasanjo viajou para a Inglaterra a fim de estudar na Academia Real Britânica de Engenharia Militar, onde recebeu uma menção honrosa por se destacar como melhor estudante da Comunidade Britânica em toda a história da instituição.

Quando ele ingressou nas forças armadas, não se atreveu a dizer para sua mãe que havia escolhido uma das profissões mais perigosas, pois sabia que ela desmaiaria de susto.

Será que os heróis estão fadados às tragédias e os honestos, à traição? O caminho da democracia iniciado por Obasanjo foi bloqueado por um golpe de Estado, e o governo militar foi restaurado. Uma vez mais, a nação foi assolada pela corrupção e os bens públicos usurpados. Em meados da década de 80, o padrão de vida da Nigéria esteve abaixo dos índices apresentados na década de 50, ou seja, antes da independência.

A Nigéria tinha uma população de quase 120 milhões de habitantes, a maior da África. Um de cada cinco habitantes da Região da África Subsaariana é nigeriano, posicionando a Nigéria entre as principais nações do continente. Desde tempos antigos, foi berço de culturas altamente desenvolvidas, como as de Nok e Ife, que remontam a dois mil anos. Sua música e arte também tiveram uma grande influência na Europa moderna.

A Nigéria é rica em petróleo. É uma bela terra e seu povo é maravilhoso. Mesmo assim, por que havia tanto sofrimento e pobreza? Devido à corrupção. "A corrupção é uma ameaça maior do que a Aids ao desenvolvimento africano," declara Obasanjo, que continuou a promover a democracia mesmo após ter se retirado da política. Ele vive fiel à sua crença de uma vida a serviço da humanidade.

Obasanjo lançou a Nigéria no palco mundial. Ele criou o Fórum e a Fundação de Líderes Africanos, trabalhou para a Unesco e mediou incansavelmente as negociações de paz entre Angola e Namíbia. Obasanjo chegou a ser indicado como candidato a secretário-geral das Nações Unidas.

Em 1986, como co-presidente do Grupo de Pessoas Eminentes da Comunidade Britânica de Nações Sul-Africanas, ele viajou para a África do Sul e visitou Nelson Mandela na prisão. O ato de Obasanjo, de entrar numa praia "exclusiva para brancos", como protesto contra a política do apartheid durante essa visita, foi muito comentado. Ele fez isso para mostrar ao mundo o absurdo do apartheid. Posteriormente, Mandela louvou Obasanjo como "um amigo especial cuja grandeza está acima de muitos que hoje ocupam altos cargos".

O líder nigeriano possui muitos amigos em todo o mundo e luta continuamente para evitar que a Nigéria não se isole da comunidade internacional.

Mas como os líderes políticos de seu país retribuíram seus esforços? Com a prisão.

Em 1995, o governo prendeu esse homem que continuamente defendeu a democracia. Ele foi sentenciado à morte. Vigorosos clamores do mundo inteiro fizeram com que a sentença fosse reduzida para quinze anos, e ele foi confinado à Prisão de Yola, que também era conhecida como "o inferno sobre a Terra".

Obasanjo permaneceu preso por mais de três anos. Por fim, com a morte do ditador que oprimia seu país, ele foi libertado. Mas o que ele encontrou ao sair da prisão foi uma nação dividida e praticamente destruída por líderes corruptos e gananciosos.

Obasanjo decidiu levantar-se uma vez mais, em prol de sua amada Nigéria. Seu lema na campanha presidencial era "O povo no poder". E, em fevereiro de 1999, foi eleito presidente.

Ele seria o valente líder que conduziria sua pátria rumo ao século XXI. Quando visitou o Japão dois meses após ser eleito, eu o recepcionei com profunda emoção. Ele abriu bem seus braços feliz pelo reencontro.

Louvei-o por sua inabalável convicção. Embora fisicamente debilitado devido ao tempo que passou na prisão, seu espírito jamais se abalou ou rendeu-se ao desespero. Obasanjo tinha uma forte fé e sabia que um dia seria libertado. Ele jamais abandonou sua luta de servir à humanidade. Um amigo lhe escreveu enquanto estava na prisão: "Você parece ter algo que nós, aqui fora da prisão, não temos." Cada palavra de Obasanjo está imbuída de forte fé e comprometimento com a vida.

O que é democracia?

Há líderes que não abandonam suas convicções políticas, mesmo que tenham de ser aprisionados em defesa delas. Mas há também líderes que só se preocupam com ganhos imediatos e mudam suas crenças com a mesma facilidade com que trocam de roupa. Em sua busca do poder, não têm remorsos manipular a verdade e a justiça, e tampouco possuem escrúpulos na hora de usar as pessoas. Como esses líderes ousam falar em democracia?

Se não fosse pelas pessoas dispostas a arriscar a vida por suas crenças, a democracia se transformaria em algo inerte. Por mais perfeitos que sejam os sistemas políticos ou as constituições, se não houver um espírito democrático, não passarão de meras formalidades ou práticas vazias. Um corpo sem alento é um corpo morto.

Obasanjo disse que quer infundir autoconfiança ao povo de seu país. Quer restaurar em cada nigeriano a fé em si mesmo, em seu governo e em seu país. O fervor com que ele pronunciou essas palavras me comoveu quase às lágrimas. Os japoneses podem aprender muito com a humildade de Obasanjo e com seu amor pelas pessoas.

É muito mais nobre incutir esperança no coração de uma pessoa, mirar sempre o futuro, não importando as humilhações que tenha de sofrer, do que deixar que um breve período de prosperidade lhe suba à cabeça e o convença de que a luta espiritual é irrelevante.

Os japoneses têm a tendência deplorável de desprezar o que chamam "terceiro mundo". Mas julgar uma nação unicamente pela sua riqueza nada mais é do que uma evidência da própria falta de civilização e de cultura. Hoje, o Japão paga um alto preço por ter tratado com tanta hipocrisia a importância do espírito.

Desde os tempos antigos, as culturas africanas possuem um profundo respeito e admiração pela maravilhosa força vital que permeia a natureza, a sociedade e tudo o que existe no universo. A cultura materialista de hoje chegou a um beco sem saída e a África detém a chave para uma transformação que conduzirá a uma cultura de vida.

O futuro, um glorioso futuro, aguarda pela África.

Obasanjo e eu conversamos a respeito do futuro. Falei-lhe de minhas esperanças quanto a criação de um Estados Unidos da África; e o novo presidente nigeriano compartilhou suas esperanças com relação aos intercâmbios educacionais. Há um provérbio nigeriano que diz: "A esperança é o pilar que sustenta o mundo."

Presenteei Obasanjo com um poema de minha autoria intitulado "O Sol Nascente da África — Um Tributo à Democracia".O poema inicia assim:



O Sol jamais se apaga!

— "Nada pode me obscurecer,

Por mais profunda que seja

a escuridão."



O Sol jamais retrocede!

— "O caminho de minha missão é imutável,

Por mais furiosas que sejam

as tormentas!"



O Sol jamais descansa!

— "Brilharei enquanto houver pessoas que busquem minha luz, Por mais pesadas que sejam as nuvens da exaustão!"



O poema é também um tributo à África, o "grande continente do Sol", e um tributo à Nigéria, uma nação desenvolvida em meio à luta pelos direitos humanos e que soube romper a escuridão, lançando a luz da esperança a iluminar o mundo inteiro.

Publicado no Seikyo Shimbun de 13 de maio de 2000.
E na Revista Terceira Civilização da Editora Brasil Seikyo em 2001
SETEMBRO DE 2001 — EDIÇÃO Nº 397
 
NOTA:
 
Quando mostrei a materia para o Ola, meu namorado Nigeriano, ele não chegou a ler, mas a reação ao ver a foto do presidente não foi boa, ele não concorda que o cara seja um bom presidente e que se preocupa com o povo.

Petrobras começa a produzir na Nigéria

Rio de Janeiro - O campo de petróleo de Akpo, localizado em águas profundas na Nigéria e explorado pela Petrobras, começou a produzir ontem (09), segundo informações da estatal.

A Petrobras detém 16% de participação, em parceria com a francesa Total (operadora do bloco), as nigerianas NNPC (Nigerian National Petroleum Corporation) e Sapetro (South Atlantic Petroleum), além da chinesa CNOOC.

O início da produção de Akpo estava previsto para abril, mas a operadora conseguiu antecipar o cronograma em um mês. Descoberto em 2000, o campo está localizado a 200 quilômetros da costa nigeriana, em profundidade que varia entre 1.200 e 1.400 metros. As reservas estimadas são da ordem de 620 milhões de barris de óleo condensado, o que significa um petróleo leve e de maior valor comercial.

Em nota, a estatal brasileira divulgou que a estimativa é de que Akpo tenha um pico de produção 175 mil barris por dia, o que deve ser alcançado no terceiro trimestre deste ano.

A Petrobras iniciou suas atividades na Nigéria em 1998, em águas profundas do delta do Rio Níger. Além da atuação no campo de Akpo, a companhia tem participação em águas profundas no campo de Agbami.

http://www.anba.com.br/noticia_petroleoegas.kmf?cod=8234879

Brasileiro e Nigeriano está entre os desconhecidos mais ricos do mundo

terça-feira, 10 de março de 2009

A revista Forbes incluiu um brasileiro em sua lista dos bilionários "desconhecidos", que estão entre os mais ricos do mundo mas não gozam da fama de Bill Gates, Warren Buffett e Carlos Slim. Segundo a publicação, o ex-tenista e empresário Jorge Paulo Lemann tem fortuna estimada de US$ 5,8 bilhões, como um dos maiores acionistas da InBev.

Na última lista dos mais ricos, publicada pela revista em março de 2008, Lemann aparecia como o quinto brasileiro melhor colocado e 172º no geral. De acordo com a revista, o primeiro grande empreendimento de Lemann foi o Banco Garantia, vendido em 1998 ao Credit Suisse First Boston.

Além de ser um dos maiores acionistas do maior conglomerado de cervejas do mundo, Lemann controla também a Lojas Americanas, ao lado dos também bilionários Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira.

Entre os bilionários "que passam longe da fama", a Forbes também citou Riley Bechtel, cuja família controla há quatro gerações a sétima maior empresa privada dos Estados Unidos, com vendas anuais em torno de US$ 27 bilhões. Bechtel tem aproximadamente US$ 5,5 bilhões - valor maior que o estimado para os famosos Steven Spielberg e Oprah Winfrey.

Também citado na reportagem, com fortuna estimada de US$ 7,9 bilhões, Eliodoro Matte é dono da Empresas CMPC, que possui milhões acres de pinheiros e eucaliptos no Chile e Argentina, além de um complexo portuário e ações de telecomunicações e bancos.

Logo atrás de Matte, aparece Reinhold Wurth, com US$ 7,7 bilhões. Já fora das operações diárias do grupo Wurth, o bilionário alemão se dedica a sua coleção de arte e a pilotar uma Harley Davidson.

A publicação inclui na lista o português Americo Amorim, conhecido como o "rei da cortiça". Suas posses de cerca de US$ 7 bilhões vêm em grande parte das vendas da Corticeira Amorim, mas também de investimentos em instituições financeiras e no setor energético. Amorim também possui terras no nordeste brasileiro, onde pretende desenvolver atividades ligadas ao turismo.

Neto do criador da Lego, Kjeld Kirk Kristiansen aparece com cerca de US$ 6,5 bilhões em caixa, depois de anos de prejuízos com a sexta maior fabricante de brinquedos do mundo. A lista da Forbes conta com um nigeriano, o magnata do açúcar Aliko Dangote, que abriu o capital de sua empresa no ano passado e alcançou fortuna de US$ 3,3 bilhões.

Os fundadores da Kingston Technology, David Sun e John Tu, também entraram no levantamento da revista. Os dois já ganharam aproximadamente US$ 8 bilhões com as vendas de memórias da companhia para computadores, celulares e tocadores de MP3.

Dica de Filme: Dreams of dust (Rêves de poussière, Poeira e Sonhos) 2006

domingo, 8 de março de 2009

SINOPSE:
Mocktar Dicko sai da Nigéria e atravessa o deserto de Burkina Faso para ir trabalhar na mina de ouro de Essakane. Cercado por vento e areia, ele espera conseguir esquecer a dor que carrega. Aos poucos, faz amizade com os seus colegas de trabalho, com uma prostituta, e com Coumba, uma jovem viúva que sonha mandar a filha para a França. O novo ambiente torna-se familiar e ele sente o seu país ficar mais distante. Seleção oficial do Festival de Sundance 2007.

ELENCO:
Makena Diop
Rasmane Ouedraogo
Souleymane Souré
Fatou Tall-Salgues
Joseph B. Tapsoba

FICHA TÉCNICA:
País de origem:França/Canadá
Ano de lançamento:2006
Duração:86min
Idioma:Francês
Direção:Laurent Salgues
Roteiro:Laurent Salgues
Gênero:Drama

ONU saúda contribuição da Nigéria para paz mundial

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) - A Organização das Nações Unidas (ONU) felicitaram quinta-feira a policia nigeriana pela sua contribuição para os esforços de manutenção da paz e o desenvolvimento no mundo em geral, bem como pelo seu papel na Libéria em particular.

"A título de reconhecimento dos grandes progressos feitos pela Policia Nigeriana, a representante especial das Nações Unidas na Libéria, Hélène Margrethe Loj, condecorou todos os 120 membros da unidade da Policia Nigeriana com a medalha de manutenção da paz das Nações Unidas", indica um comunicado divulgado segunda-feira em Nova Iorque.

A cerimónia de condecoração decorreu no Quartel-Geral dos polícias nigerianos, no centro da cidade de Gbarnga, na Libéria, de acordo com o comunicado que realça igualmente eficácia destes agentes na assistência aos seus homólogos liberianos na luta contra os narcotraficantes no condado de Bong.

"A presença dos oficiais da Policia Nigeriana neste distrito é essencial não apenas para a restauração do Estado de direito como para a extensão e consolidação da autoridade estatal, indica a nota.

O texte afirma que a Nigéria foi "um verdadeiro aliado da ONU na acção empreendida para garantir a manutenção da paz e segurança no mundo inteiro".

Segundo a ONU, a Nigéria é actualmente o quarto maior fornecedor do pessoal militar e policial para operações onusinas de pacificação, com mais de sete mil elementos operacional no mundo inteiro.
 
 

Polícia nigeriana salva 17 jovens de tráfico de seres humanos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lagos - A policia de Lagos salvou 17 jovens, com idades entre 9 e 20 anos, originários de Benin e do Togo, de um presumível tráfico de seres humanos e detiveram dois suspeitos, anunciou sexta-feira (16) o porta-voz da policia nigeriana.

"Agimos com base em denúncias e interceptamos um autocarro levando as vítimas, principalmente de cidadãos do Benin e do Togo, ontem", na fronteira benino-nigeriano de Seme (sudeste ), disse Franck Mba.

Segundo o porta-voz, dois suspeitos foram detidos e confessaram que as vítimas deviam ser conduzidas para uma propriedade no Estado de Oyo (sudeste) para " trabalharem numa fazenda".

O tráfico de crianças é punido na Nigéria por uma pena que pode ir até 10 anos de prisão. O tráfico é comum na África do Oeste onde as pequenas vítimas estão destinadas a trabalhar nas minas e plantações. Outras são submetidas à prostituição ou mesmo torturadas ou sacrificadas em cerimónias rituais. As informações são da Angop.
 
Fonte: África 21 (17/01/2009)

Dubai World firma acordo de US$ 16 bilhões na Nigéria

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O contrato com o governo nigeriano prevê a entrada da empresa árabe nos setores de petróleo e gás do país, que é o maior produtor da commodity na África.

Da redação*
São Paulo – A companhia Dubai World assinou um acordo no valor de 58,7 bilhões de dirhans (US$ 16 bilhões) com o governo da Nigéria para desenvolver a infra-estrutura dos setores de petróleo e gás natural no país africano. As informações foram divulgadas pelo site do jornal Gulf News, de Dubai.

Com uma produção de cerca de 2 milhões de barris por dia, a Nigéria é o maior produtor de petróleo da África.

A companhia de Dubai deverá operar no segmento conhecido como "upstream" das indústrias de gás e petróleo, que envolve os setores de exploração, desenvolvimento, produção e transporte para processamento.

A exploração e o processamento das reservas nigerianas de petróleo e gás serão realizadas pela Dubai Natural Resources World (DNRW), braço da Dubai World no setor de recursos naturais. Esta será a primeira iniciativa de grande porte da DNRW, que foi criada em 2005.

Oportunidade na crise

"Com a crise, as empresas petrolíferas não estão investindo tanto, o que abre espaço para a expansão de companhias [de fora do setor]", disse Kate Dourian, editora da revista Platts Middle East, especializada em energia.

Kate afirmou também que a África e a Ásia Central são áreas-chave para companhias em busca de locais para investir, e que empresas como a Dubai World, que não precisam ir ao mercado financeiro para levantar capital, têm maiores condições de investir em novas empreitadas.

Acordo

O acordo foi assinado na última quinta-feira (15) por Michael Aondoakaa, ministro da Justiça da Nigéria, e por Sultan Ahmad Bin Sulayem, presidente da Dubai World, em Abuja, capital da Nigéria.

"Este acordo histórico consolida a estratégia da Dubai World: entrar em novos setores, alavancando o know-how das diversas companhias do grupo para realizar investimentos seguros, estratégicos e de longo-prazo na área de energia e recursos naturais. A Nigéria tem muitas oportunidades para oferecer, e a parceria da Dubai World com o governo nigeriano vai ajudar a desenvolver esse enorme potencial", afirmou Bin Sulayem.

O acordo prevê também investimentos nos setores agrícola e de geração de energia elétrica.

*Tradução de Gabriel Pomerancblum

376 corpos enterrados em valas comuns na Nigéria

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Lagos, Nigéria (PANA) - Os corpos de 376 vítimas da onda de violência interreligiosa que abrasou a cidade de Jos, capital do Estado setentrional nigeriano de Plateau, e os seus arredores, foram sepultados em valas comuns, revelou o deputado local Samaila Mohammed.

Samaila Mohammed, que representa a circunscrição de Jos-Norte/Bassa, na Câmara Baixa dos Representantes, foi citado pela imprensa local como tendo declarado que os corpos enterrados em valas comuns no cemitério de Jos foram os transportados para a mesquita de Jos- Centro, admitindo que o balanço total das vítimas poderia ser muito mais elevado.

Mas o porta-voz do Governo estadual, Nuhu Gagara, estabeleceu o balanço em 200 mortos, afirmando que as estimativas citadas pela imprensa internacional foram exageradas.

Pelo menos quatro mil pessoas foram deslocadas pelos confrontos.

Depois do segundo desdobramento de 140 soldados armados, domingo, desde a cidade de Kaduna (norte), uma calma precária prevalecia em vários pontos da cidade, onde a violência eclodiu sexta-feira depois de eleições locais em 17 circunscrições.

O Partido Popular Democrático (PDP, no poder) venceu todas as 17 circunscrições, depois do anúncio dos resultados sábado, suscitando a cólera dos apoiantes do Partidos de Todos os Povos da Nigéria (ANPP, oposição).

Nesta cidade onde a mistura religiosa e étnica é difícil, a violência política, desencadeada pelas alegações de fraude, degenerou-se rapidamente numa crise etnorreligiosa, marcada por confrontos interreligiosos, incluindo incêndios contra mesquitas e igrejas, estabelecimentos comerciais e edifícios habitacionais.

O governador do Estado de Jos, Jonah Jang, impôs um recolher obrigatório nas zonas afectadas e instou os agentes de segurança a disparar contra os autores de distúrbios.

O Presidente Umaru Yar'Adua exortou, por seu turno, o desdobramento dos soldados depois que a Polícia se viu ultrapassada pela crise, a pior vivida no Estado desde 2004, onde o Governo federal declarou o estado de emergência na sequência de massacres etnorreligiosos que fizeram centenas de mortos.

Os líderes políticos e religiosos apelaram para a calma, enquanto a segurança está a ser reforçada nos Estados vizinhos para impedir a propagação da violência.

O Sultão de Sokoto, que é o chefe espiritual dos Muçulmanos da Nigéria, disse numa declaração que "todos os Muçulmanos e Cristãos do país devem optar pela paz e evitar actos de violência em prol da estabilidade e do desenvolvimento da nação".

O primaz da Igraja metodista da Nigéria, Sunday Ola Makinde, exortou, por seu turno, o Governo a revelar os que estão por detrás desta crise.

"É uma situação inadmissível porque introduzimos a religião na política, o que só os medíocres o fazem. Aconselho o Presidente a tomar, desde já, medidas muito sérias e drásticas contra isso. Façamos com que esta seja a última vez, porque é a segunda vez que isto se produz em Jos. Várias pessoas inocentes perderam a vida e diversos lugares de culto foram queimados. Devemos pôr termo a isto. Deixemos que a justiça seja feita", declarou.

De acordo com a Polícia, mais de mil e 500 pessoas, das quais "mercenários vindos dos Estados vizinhos", foram detidas depois destas violências.
 

HRW pede inquérito sobre violência na Nigéria

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) - A organização internacional de defesa dos direitos humanos, Human Rights Watch, sediada em Nova Iorque, exigiu ao Governo nigeriano a abertura dum inquérito e o julgamento dos responsáveis pelos actos de violência de Jos, capital do Estado de Plateau (norte), que fizeram centenas de mortos nos últimos dias.

"O Governo nigeriano deve imediatamente constituir um inquérito independente para descobrir os que levaram a cabo estes massacres", pediu a organização num comunicado transmitido à PANA em Lagos.

De acordo com a HRW, o inquérito deve apurar se "um membro das forças de segurança reagiu a esta violência pelo uso desproporcional da força".

"O Governo deve igualmente tomar medidas concretas para pôr termo às políticas discriminatórias que tratam alguns grupos como cidadãos de segunda e que provocou estas violências", sublinhou a directora da Divisão África da Human Rights Watch, Gorgette Gagnon.

Sgeundo ela, este recrudescimento de violência chocante não deve ser uma surpresa para as autoridades nigerianas pois, explica, é o resultado directo da incapacidade do Governo de prever o nível de tensão étnica e religiosa no Estado de Plateau durante as recentes eleições, muito menos de atacar as causas fundamentais.

A organização de defesa dos direitos humanos exorta ainda as forças de segurança nigerianas a respeitar os princípios fundamentais das Nações Unidas no exercício da sua missão de restabelecimento da ordem em Jos.

Ela insta igualmente o Governo federal a votar uma lei que proíba a discriminação estatal contra as populações não indígenas em todos os domínios.

"As autoridades federais e estaduais devem igualmente levar a cabo uma campanha de sensibilização pública baseada nos direitos inerentes à cidadania nigeriana e na necessidade de pôr termo à discriminação contra os não indígenas", nota o comunicado.

Por outro lado, prossegue, estas políticas discriminatórias reduzem milhões de Nigerianos a um estatuto de cidadãos de segunda e alimentam as chamas das violências étnicas e religiosas, que eclodiram frequentemente durante as eleições.