Dubai terá festival internacional de cinema

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

São Paulo – Dubai se prepara para a 5ª edição do Festival Internacional de Cinema de Dubai (DIFF), que será realizada de 11 a 18 de dezembro, e terá uma programação com 181 filmes de 66 países, entre eles Ensaio sobre a Cegueira, do diretor brasileiro Fernando Meirelles. O festival espera receber mais de 45 mil espectadores. As informações foram divulgadas pelo site árabe Emirates Business 24/7.

Entre as celebridades que devem comparecer ao evento estão os atores norte-americanos Nicolas Cage e Brendan Fraser, a mexicana Salma Hayek e atores famosos na região, como os indianos Abhishek Bachchan e Preity Zinta, a libanesa Carmen Lebbos. O festival também vai atrair para o emirado os diretores Oliver Stone, dos Estados Unidos e Deepa Mehta, da Índia.

"Este ano será um marco na história do DIFF", disse o presidente do festival, Abdulhamid Juma. "Em 2004, apresentamos 76 filmes de 24 países. Este ano, serão 181 filmes de 66 nacionalidades diferentes", afirmou.

Indústria

Além das sessões de cinema, que irão incluir 16 estréias mundiais, o DIFF terá programas voltados para a indústria cinematográfica. O objetivo é aperfeiçoar o nível técnico da indústria cinematográfica no mundo árabe.

"Este ano, integramos novos elementos ao festival para fortalecer nossas iniciativas e promover o cinema árabe", afirmou o diretor administrativo da DIFF, Shivani Pandya. "O DIFF é um ponto de encontro para cineastas internacionais cada vez mais respeitado no mundo todo. E esperamos criar relações férteis entre culturas cinematográficas em desenvolvimento", disse Pandya.

Haverá uma série de eventos para networking entre profissionais de cinema e uma oficina para produtores com duração de cinco dias. Outra novidade é o Dubai Film Market, uma coleção on-line de filmes produzidos na região.

O DIFF terá também a publicação Focus 2008, criada em colaboração com o Marché du Film – edição do Festival de Cannes voltada para a venda de novos títulos – e que vai conter informações sobre tendências da indústria. A organização do festival de Dubai contratou a companhia de pesquisas Nielsen para promover um segmento dedicado a novas tendências no cinema árabe. Serão lançados também um DVD comemorativo contendo oito filmes realizados nos Emirados e exibidos nas edições anteriores do DIFF, e um livro celebrando o cinema egípcio.

Ensaio sobre a Cegueira, o filme

O longa Ensaio sobre a Cegueira, dirigido pelo brasileiro Fernando Meirelles é baseado no livro de mesmo nome do vencedor do Prêmio Nobel de literatura, o escritor português José Saramago. Trata-se da história de uma inédita epidemia de cegueira, inexplicável, que se abate sobre uma cidade não identificada.

Tal "cegueira branca", assim definida, pois as pessoas infectadas passam a ver apenas uma superfície leitosa, se manifesta primeiro em um homem no trânsito e, lentamente, espalha-se pelo país. Aos poucos, todos acabam cegos e reduzidos a meros seres lutando por suas necessidades básicas, expondo seus instintos primários. À medida que os afetados pela epidemia são colocados em quarentena e os serviços do estado começam a falhar, a trama segue a mulher de um médico, a única pessoa que não é afetada pela doença.

O foco do filme, no entanto, não é desvendar a causa da doença ou sua cura, mas mostrar o desmoronar completo de uma sociedade que perde tudo aquilo o que considerava civilizado. Ao mesmo tempo em que vemos o colapso da civilização, um grupo de internos tenta reencontrar a humanidade perdida. O brilho branco da cegueira ilumina as percepções das personagens principais, e a história se torna não só um registro da sobrevivência física das multidões cegas, mas, também, dos seus mundos emocionais e da dignidade que tentam manter. Mais do que olhar, o que importa é reparar o outro.

Respeitando o desejo de Saramago de que o filme, assim como o romance, se passasse em uma cidade não-identificada, o que empresta uma universalidade incomum à trama, a produção do longa decidiu filmar em três países diferentes. No entanto, nenhum sinal que pudesse identificá-los foi usado. A maior parte das cenas externas foi filmada em São Paulo, cidade em que Meirelles mora. As cenas, ambientadas no asilo transformado em campos de quarentena, foram filmadas em uma prisão desativada em Guelph, no Canadá. O clímax do filme, que se desdobra frente a uma paisagem destruída de uma cidade arruinada, foi filmado em São Paulo e Montevidéu, no Uruguai (uma cidade sugerida pelo diretor de fotografia César Charlone, de origem uruguaia).

Mais informações
Site: www.dubaifilmfest.com

*Tradução de Gabriel Pomerancblum
 

Evento: TEATRO - O Caminho Para Meca

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

TEATRO - O Caminho Para Meca

 

Autoria: Athol Fugard
Tradução: José Almino
Direção: Yara de Novaes
Elenco: Cleyde Yáconis, Lúcia Romano e Cacá Amaral
Horário: Sex. 21h30
Sáb. 21h
Dom. 18h
Ingresso: R$ 30,00
Duração: 90 min.
Classificação: 12 anos
Taxa de
Conveniência:
15% sobre o valor do ingresso
Convênio: 0200/2008
 
Sinopse
Escrita por Athol Fugard, um dos dramaturgos mais importantes da língua inglesa na atualidade e inédito no Brasil, a peça conta a história de Helen Martins, uma sul africana que encontra sua forma de expressão por meio da escultura. A personagem é inspirada em uma figura real, Helen Elizabeth Martins, autêntica outsider que produziu uma arte não convencional, nascida em 1897 e morta em 1976.

É certo que a história de Helen, mote de inspiração do autor, já é por si só apaixonante. Nascida e criada em uma pequena comunidade branca da África do Sul, no meio do deserto, Helen é uma mulher de costumes conservadores e culto obrigatório da fé protestante. Um dia, ao descobrir nunca ter amado o bom homem com quem foi casada, abandona a igreja dos domingos porque deixou de crer e, ao ficar viúva, encontra em suas mãos de escultora o caminho de sua liberdade pessoal e a felicidade de criar sua Meca.

Helen recebe a visita da amiga Elsa, admiradora de suas obras, e também do pastor local, que se preocupa com sua ausência na igreja e na pequena vila. Por meio desses encontros, discute-se a vida, a solidão, o talento, as dificuldades da idade, a amizade e a confiança das personagens.
Local
Novotel Jaraguá
R. Martins Fontes, 71
Centro - São Paulo
(11) 3255.4380
 
Vendas pela Internet

376 corpos enterrados em valas comuns na Nigéria

Lagos, Nigéria (PANA) - Os corpos de 376 vítimas da onda de violência interreligiosa que abrasou a cidade de Jos, capital do Estado setentrional nigeriano de Plateau, e os seus arredores, foram sepultados em valas comuns, revelou o deputado local Samaila Mohammed.

Samaila Mohammed, que representa a circunscrição de Jos-Norte/Bassa, na Câmara Baixa dos Representantes, foi citado pela imprensa local como tendo declarado que os corpos enterrados em valas comuns no cemitério de Jos foram os transportados para a mesquita de Jos- Centro, admitindo que o balanço total das vítimas poderia ser muito mais elevado.

Mas o porta-voz do Governo estadual, Nuhu Gagara, estabeleceu o balanço em 200 mortos, afirmando que as estimativas citadas pela imprensa internacional foram exageradas.

Pelo menos quatro mil pessoas foram deslocadas pelos confrontos.

Depois do segundo desdobramento de 140 soldados armados, domingo, desde a cidade de Kaduna (norte), uma calma precária prevalecia em vários pontos da cidade, onde a violência eclodiu sexta-feira depois de eleições locais em 17 circunscrições.

O Partido Popular Democrático (PDP, no poder) venceu todas as 17 circunscrições, depois do anúncio dos resultados sábado, suscitando a cólera dos apoiantes do Partidos de Todos os Povos da Nigéria (ANPP, oposição).

Nesta cidade onde a mistura religiosa e étnica é difícil, a violência política, desencadeada pelas alegações de fraude, degenerou-se rapidamente numa crise etnorreligiosa, marcada por confrontos interreligiosos, incluindo incêndios contra mesquitas e igrejas, estabelecimentos comerciais e edifícios habitacionais.

O governador do Estado de Jos, Jonah Jang, impôs um recolher obrigatório nas zonas afectadas e instou os agentes de segurança a disparar contra os autores de distúrbios.

O Presidente Umaru Yar'Adua exortou, por seu turno, o desdobramento dos soldados depois que a Polícia se viu ultrapassada pela crise, a pior vivida no Estado desde 2004, onde o Governo federal declarou o estado de emergência na sequência de massacres etnorreligiosos que fizeram centenas de mortos.

Os líderes políticos e religiosos apelaram para a calma, enquanto a segurança está a ser reforçada nos Estados vizinhos para impedir a propagação da violência.

O Sultão de Sokoto, que é o chefe espiritual dos Muçulmanos da Nigéria, disse numa declaração que "todos os Muçulmanos e Cristãos do país devem optar pela paz e evitar actos de violência em prol da estabilidade e do desenvolvimento da nação".

O primaz da Igraja metodista da Nigéria, Sunday Ola Makinde, exortou, por seu turno, o Governo a revelar os que estão por detrás desta crise.

"É uma situação inadmissível porque introduzimos a religião na política, o que só os medíocres o fazem. Aconselho o Presidente a tomar, desde já, medidas muito sérias e drásticas contra isso. Façamos com que esta seja a última vez, porque é a segunda vez que isto se produz em Jos. Várias pessoas inocentes perderam a vida e diversos lugares de culto foram queimados. Devemos pôr termo a isto. Deixemos que a justiça seja feita", declarou.

De acordo com a Polícia, mais de mil e 500 pessoas, das quais "mercenários vindos dos Estados vizinhos", foram detidas depois destas violências.
 

HRW pede inquérito sobre violência na Nigéria

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) - A organização internacional de defesa dos direitos humanos, Human Rights Watch, sediada em Nova Iorque, exigiu ao Governo nigeriano a abertura dum inquérito e o julgamento dos responsáveis pelos actos de violência de Jos, capital do Estado de Plateau (norte), que fizeram centenas de mortos nos últimos dias.

"O Governo nigeriano deve imediatamente constituir um inquérito independente para descobrir os que levaram a cabo estes massacres", pediu a organização num comunicado transmitido à PANA em Lagos.

De acordo com a HRW, o inquérito deve apurar se "um membro das forças de segurança reagiu a esta violência pelo uso desproporcional da força".

"O Governo deve igualmente tomar medidas concretas para pôr termo às políticas discriminatórias que tratam alguns grupos como cidadãos de segunda e que provocou estas violências", sublinhou a directora da Divisão África da Human Rights Watch, Gorgette Gagnon.

Sgeundo ela, este recrudescimento de violência chocante não deve ser uma surpresa para as autoridades nigerianas pois, explica, é o resultado directo da incapacidade do Governo de prever o nível de tensão étnica e religiosa no Estado de Plateau durante as recentes eleições, muito menos de atacar as causas fundamentais.

A organização de defesa dos direitos humanos exorta ainda as forças de segurança nigerianas a respeitar os princípios fundamentais das Nações Unidas no exercício da sua missão de restabelecimento da ordem em Jos.

Ela insta igualmente o Governo federal a votar uma lei que proíba a discriminação estatal contra as populações não indígenas em todos os domínios.

"As autoridades federais e estaduais devem igualmente levar a cabo uma campanha de sensibilização pública baseada nos direitos inerentes à cidadania nigeriana e na necessidade de pôr termo à discriminação contra os não indígenas", nota o comunicado.

Por outro lado, prossegue, estas políticas discriminatórias reduzem milhões de Nigerianos a um estatuto de cidadãos de segunda e alimentam as chamas das violências étnicas e religiosas, que eclodiram frequentemente durante as eleições.
 

UE condena violências na Nigéria

Abuja, Nigéria (PANA) - A Comissão da União Europeia (UE) condenou as violências que decorreram sexta-feira passada em Jos, uma cidade situada no norte da Nigéria, fazendo centenas de mortos.

Numa declaração publicada em Abuja, na Nigéria, a Comissão exortou o Governo federal e o do Estado de Plateau, de que Jos é a capital, a abrir um inquérito para determinar as causas profundas destas violências.

O comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, aconselhou vivamente os políticos nigerianos e os seu apoiantes a promover o diálogo pacífico e a compreensão.

"Estou profundamente entristecido que tantas pessoas tenham perdido a vida, ficado feridas ou sem abrigo por causa desta violência atroz", declarou.

"Insto todos os políticos, os líderes locais e nacionais a promover o diálogo pacífico e a compreensão entre os seus apoiantes para evitar o reaparecimento de eventos similares na Nigéria", acrescentou Michel citado na declaração da UE.

De acordo com as autoridades locais, as violências fizeram 200 mortos enquanto algumas testemunhas apontaram para mais de 300 matados.

As violências que opuseram Muçulmanos e Cristãos, seguiram-se a eleições locais.
 

Produto para higiene bucal mata 29 crianças na Nigéria

Lagos, 27 nov (EFE).- O número de crianças que morreram na Nigéria devido ao uso de um produto para higiene da dentição infantil chega a 29 e vários hospitais responsabilizaram hoje a Agência Nacional para Administração e Controle de Alimentos e Drogas (Nafdac) de ter licenciado o produto.

O "My Pikin", fabricado pela companhia farmacêutica Barewa, com sede em Lagos, contém produtos químicos que causam o colapso renal nas crianças, disse ontem a diretora geral da Nafdac, Dora Akunyili, ao anunciar a proibição de sua venda.

Akunyili, que disse que as vítimas mortais eram 25, anunciou também que a Nafdac iniciou uma investigação urgente do caso, que gerou controvérsias e divergências entre várias agências governamentais.

O diretor do Departamento de Saúde em Lagos, doutor Jide Idris, afirmou hoje que só neste estado, as mortes de crianças por colapso renal chegam a 29, e especificou que elas podem ter sido causadas tanto pelo produto para a dentição, quanto por dose excessiva de paracetamol ou preparados à base de ervas.

O hospital da Universidade de Ibadan, no sudoeste da Nigéria, um dos centros médicos onde a Nafdac diz que houve mortes de crianças, nega que estas tenham morrido enquanto estavam internadas.

Já o hospital da Universidade de Lagos, onde segundo a Nafdac outras crianças também morreram, diz que não há provas conclusivas de que o "My Pikin" seja a causa dessas mortes, mas culpou a agência dirigida por Akunyili.

"Antes que o remédio saísse à venda tinha que ser inspecionado pela unidade de controle de qualidade e segurança da Nafdac que, supostamente, sabe o que faz. Se o produto não tivesse sido posto em circulação, as crianças não teriam entrado em contato com ele", disse o presidente do Comitê Consultivo Médico, professor James Renner.

Por sua vez, o Diretor de Informação da Nafdac, Abubakar Jimoh, afirmou que a morte das crianças se deveu a "um acidente de fabricação" por parte da Barewa Pharmaceuticals e não a uma negligência da Nafdac.

"Rastreamos o problema a um lote em particular (do produto). É um acidente de fabricação e não pode ser generalizado a todos os produtos da companhia", disse Jimoh, que afirmou que além dos controles trimestrais dos medicamentos licenciados, a Nafdac faz acompanhamento da venda dos mesmos.

O principal partido de oposição da Nigéria, o Congresso para a Ação, criticou as declarações oficiais da Nafdac e exigiu uma investigação imediata sobre as causas das mortes das crianças.

O partido especificou, no entanto, que a investigação deve ser feita por um organismo independente, já que a Nafdac está envolvida na controvérsia.
 
Fonte: EFE

Arik Air, companhia aérea com atuação na Nigéria recebe primeira aeronave A340-500

SÃO PAULO, 2 de dezembro de 2008 - A Arik Air, companhia aérea com atuação na Nigéria, informou hoje que recebeu a primeira aeronave A340-500 em cerimônia realizada na sede da Airbus em Toulouse, na França. Esta é a primeira aeronave de três compradas pela empresa. O objetivo é a utilização de rotas de longa distância como Londres, Nova York e Houston.

Em comunicado, Arumemi-Johnson, presidente da Arik Air, afirmou que a entrega os torna a primeira empresa aérea da África a operar esse modelo. "Isso nos permitirá iniciar vôos intercontinentais, ligando a Nigéria aos EUA e ao Reino Unido, usando tecnologia de ponta," enfatiza.
 
Fonte: InvestNews

Não perca hoje: Noite Oriental Árabe - às 19hs Grupo Almeh em São Paulo

domingo, 30 de novembro de 2008

Dia 30/11, Domingo - Noite Oriental Árabe - às 19:00hs Grupo Almeh e convidadas no Espaço dos Cariris

Direção: Naima Yazbek

Rua dos Cariris, 48 - (travessa da R. Cardeal Arcoverde na altura do n. 2899/ próx. Av. Faria Lima) Pinheiros

Quem precisar estacionamento não tem nenhum c/ convênio mas tem várias opções na Rua Cardeal Arcoverde.

Entrada R$10,00 / Antecipada: R$7,00

Contato Grupo Almeh:
tels: (011) 97453561 / 20107475 / 


A exposição 'Imagens e paisagens do mundo árabe' em São Paulo, mostra a região por meio de fotos da terra, das pessoas, da água e da economia. Até 18 de janeiro de 2009

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

São Paulo – Mostrar o mundo árabe por meio de imagens que revelam aspectos da terra, das pessoas, dos recursos hídricos e da atividade econômica. Esse é o objetivo da exposição "Imagens e paisagens do mundo árabe", inaugurada na quinta-feira (13) à noite na Caixa Cultural, Praça da Sé, marco zero da cidade de São Paulo.

A mostra, que fica em cartaz até 18 de janeiro, traz fotografias do acervo do Institut du Monde Arabe, de Paris, e é organizada pelo brasileiro Instituto da Cultura Árabe (Icarabe), com apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e patrocínio da Caixa Econômica Federal (CEF).

A exposição é dividida em quatro partes. A primeira é composta por imagens da geografia e da arquitetura dos países da região, como o caótico centro do Cairo, a baía de Argel e a vastidão do Saara pontilhada por camelos.

Na segunda parte, o visitante pode ver registros da população, pessoas simples em atividades cotidianas, como professora e alunos numa sala de aula no Iêmen, o homem com trajes brancos tradicionais do Golfo e a mulher com coloridas roupas berberes na Argélia.

Na seqüência, as fotos mostram a relação dos árabes com a água, recurso escasso em muitos países da região, e, por último, imagens de atividades econômicas, desde a pesca artesanal até a exploração das grandes reservas de petróleo.

Sérgio Tomisaki/Agência Meios Sérgio Tomisaki/Agência Meios

Hannun destacou o apoio da Câmara à integração cultural

"Esse é um passo importante para que os brasileiros de São Paulo, e quem sabe de outras partes do país, possam se integrar mais, conhecer mais os árabes", disse o vice-presidente de Marketing da Câmara Árabe, Rubens Hannun, que participou da abertura do evento. "A integração é um dos objetivos da nossa entidade", acrescentou.

O secretário municipal de Cultura de São Paulo, Carlos Augusto Khalil, destacou que o Icarabe, fundado há quatro anos, tem conseguido atingir seu objetivo de divulgar a cultura árabe no Brasil. "Não se trata exatamente de promover uma cultura estrangeira, mas de mostrar países onde ocorreu um transplante cultural, ocorreram travessias", disse ele à ANBA, referindo-se à grande comunidade de origem árabe que vive no Brasil.
Sérgio Tomisaki/Agência Meios Sérgio Tomisaki/Agência Meios

Khalil diz que cultura árabe fez travessia e chegou ao Brasil



Esse tratamento do mundo árabe não como uma cultura alienígena, mas como algo que teve forte influência na formação da identidade cultural do Brasil, deu o tom do evento. "É a cultura brasileira, mas com alguma feição dos nossos antepassados", declarou o novo presidente do Icarabe, Michel Sleiman, ao lado de Soraya Smaili, atual presidente, que está deixando o cargo.

Soraya agradeceu ao apoio que a Câmara Árabe tem dado a diferentes eventos promovidos pelo Instituto. "É uma mostra de confiança", afirmou. "Para nós é uma imensa satisfação participar, pois faz 56 anos que a Câmara atua para a integração entre árabes e brasileiros nas áreas cultural e comercial", acrescentou Rubens Hannun.

O olhar do geógrafo

Uma quinta parte da exposição é dedicada a fotografias tiradas pelo geógrafo Aziz Ab´Sáber, da Universidade de São Paulo (USP), ao longo de sua carreira. "O Brasil de Aziz Ab´Sáber" revela imagens de várias regiões do país da década de 1950 até os dias atuais. "Revirei meus álbuns de várias épocas, mas muitas fotos que eu gostaria de ver na exposição foram tiradas com máquinas muito singelas. Escolhi o mais representativo das regiões onde estive", disse o professor à ANBA.

Sérgio Tomisaki/Agência Meios Sérgio Tomisaki/Agência Meios

Parte da mostra é dedicada ao geógrafo

Ab´Sáber, que é presidente de honra do Icarabe, afirmou que sempre utilizou as fotos como parte importante de seus estudos. Para ele, as fotografias permitem que cenários registrados hoje possam ser reavaliados no futuro. Um exemplo é São Luís do Paraitinga, no Vale do Paraíba, onde ele nasceu. Na mostra há uma imagem antiga em preto e branco da cidade, dos anos 50, e outra da mesma rua tirada em 2002, desta vez colorida.

Em sua atividade como geógrafo, ele percorreu o Brasil. Então a exposição reúne desde fotos dos maciços rochosos de Torres, no Sul do país, até cenários da Amazônia. As imagens mostram paisagens, relevos, fenômenos naturais e pessoas. Ab´Sáber destacou, por exemplo, uma foto de pontos rochosos de Quixadá, no Ceará; uma balsa com pessoas e um ônibus atravessando um rio no Mato Grosso, enquanto uma neblina, conhecida localmente como "resfriado", sobe da água; e um "vulcão de vento", fenômeno registrado na Bahia.
Sérgio Tomisaki/Agência Meios Sérgio Tomisaki/Agência Meios

Ab'Sáber se emocionou ao falar dos pais



O professor apresenta também fotos que fez durante uma viagem ao Oriente Médio em 1997, quando esteve no Líbano, Síria e Egito. Segundo ele, o olhar segue a mesma lógica das imagens no Brasil, da perspectiva de um geógrafo.

Ab´Saber se emocionou ao contar a história do pai, Nacib, que em 1911 deixou o Vale do Bekaa, no Líbano, para se estabelecer no interior de São Paulo.

Serviço

"Imagens e Paisagens do Mundo Árabe e o Brasil de Aziz Ab'Sáber"
De 14 de novembro de 2008 a 18 de janeiro de 2009
De Terça a Domingo das 09 às 21 horas
Caixa Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111, Centro
Telefone: (11) 3321-4400
Entrada franca
 

Marrocos tem paisagens magníficas e visão de mercado

Londres - Há alguma semanas, quando conversou com jornalista Flávia Guerra, do jornal Estado de S. Paulo, Ridley Scott não escondia a empolgação, e a admiração, ao falar da 'Hollywood da África' , ou seja, o Marrocos. Foi no país, uma espécie de porta de entrada do mundo islâmico, que o diretor americano rodou nada menos que os filmes Gladiador, Falcão Negro em Perigo, Kingdom of Heaven, e agora Rede de Mentiras . "É incrível como o Marrocos tem infra-estrutura, paisagens magníficas e visão de mercado. Praticamente quase todos os filmes que se passam no Oriente Médio são rodados no país. Você tem de visitar um dia", contava ele. Sugestão aceita.

Em visita há uma semana ao estúdios da CLA em Ouarzazate, durante o Festival de Cinema de Marrakesh, encerrado no último domingo, cidade a sudoeste de Marrakesh, foi possível descobrir porque Ridley é forte candidato a 'cidadão honorário' da Hollywood da África. Ao entrar nos estúdios, a primeira visão é uma singela placa apontando a direção do set de Rede de Mentiras, filme que foi rodado no segundo semestre de 2007, justamente na mesma época em que ocorre o Festival de Cinema de Marrakesh. Leonardo DiCaprio, a estrela de Rede de Mentiras, não só fez questão de se hospedar num hotel local, o Berbere Hotel, como parou as filmagens para receber uma homenagem no festival. Não é à toa que a 'eterna musa' de Scott, Sigourney Weaver, foi a homenageada da vez nesta edição do festival, e que Alien (um dos maiores sucessos de Scott) tenha sido exibido em praça pública para mais de 30 mil pessoas.

"O Marrocos é notável. Além dos estúdios, o príncipe Moulay Rachid é cinéfilo dos bons. Ele e o rei Mohammed VI entenderam que cinema é também um grande negócio", dizia o entusiasmado diretor. Rachid é filho do falecido Rei Hassan II, que governou o país até 1999, e irmão do rei Mohammed VI, que assumiu, então, o trono. Rachid é também presidente da Fundação do Festival de Marrakesh.

A julgar por sua cinematografia, é fácil dizer que de política, Scott entende muito. E um tanto de diplomacia real se faz sempre necessária, mas o fato é que o Marrocos detém a maior infra-estrutura para abrigar cenas como as que Ridley Scott fez questão de registrar por vezes com até seis câmeras simultâneas. "Ridley quase me enlouqueceu. Principalmente em cenas que envolviam câmeras aéreas. Quando eu via, lá estava eu em pleno deserto marroquino, com seis canhões em minha direção. Não sabia de onde viria o tiro, mas o Ridley sabia controlar com maestria as câmeras, driblar a dificuldade de se filmar naquela imensidão árida e, ao mesmo tempo, me dirigir", contou o astro Leonardo DiCaprio.

Scott admite que filmar com seis câmeras simultâneas faz parecer um tanto de exagero digno de épicos históricos, mas justifica: "Esta é uma história tão multifacetada que só mesmo filmando em vários ângulos seria possível contá-la com o máximo de verdade que o cinema permite."

Questionado sobre o fato de sua parafernália ser influência direta de sua experiência como diretor de mais de 3 mil comerciais (frutos de seu trabalho na RSA, a produtora de filmes para publicidade que criou ha duas décadas e que ate hoje mantém co o irmão, Tony Scott), o diretor se sai bem: "Se for, melhor para mim. Foi com o dinheiro da publicidade que paguei muitas contas e consegui me financiar como diretor. Sem contar que nunca deixei de dirigir. E, quando olho para trás e vi que fiz filmes como Thelma e Louise, Alien, Falcão Negro em Perigo, Gladiador, eu penso: "Até que me saí bem', concorda?"

Depois de reforçar a lei da imigração, a Suíça agora investe em vídeos e peças de teatro para dissuadir os africanos de emigrar para o país

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Depois de reforçar a lei da imigração, a Suíça agora investe em vídeos e peças de teatro para dissuadir os africanos de emigrar para o país alpino. Como se distração enchesse barriga.

Os clipes produzidos em 2007 pela Organização Internacional para Migração (veja um exemplo acima em francês, com legandas em inglês), financiados pela Secretaria Federal suíça de Migrações e pela União Européia, estão em exibição na Nigéria e em Camarões, e mostram uma imagem negativa da Suíça. Na República do Congo e no Mali, a dissuasão será através do teatro popular.

A campanha inclui os países da África do Norte, por onde transitam os africanos que tentam emigrar. Nos últimos meses, os pedidos de asilo aumentaram 6,3% na Suíça. Apenas 10% dos candidatos são aceitos.
 

Hotel de US$ 1,5 bi é inaugurado em Dubai

domingo, 23 de novembro de 2008

Dubai – O hotel Atlantis The Palm foi inaugurado nesta quinta-feira (20), na ilha artificial Palm Jumeirah, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo a empresa responsável pela construção, a estatal Nakheel, o hotel tem 1.539 quartos e custou US$ 1,5 bilhão.

O resort ocupa uma área de 46 hectares com 17 hectares de parques aquáticos, atrações marinhas, áreas para entretenimento e luxuosos restaurantes comandados por chefs de renome mundial, como Nobu, Giorgio Locatelli, Santi Santamaria e Michel Rostang.

O hotel também incluirá um grande habitat marinho, com cerca de 65 mil animais do mar e terá ainda uma área chamada de Câmaras Perdidas, um emaranhado de túneis subaquáticos e passagens que simularão uma visita à cidade de Atlântida.

O resort foi inaugurado com um grande queima de fogos e shows das cantoras Kylie Minogue (australiana) e Nawal Zogby (libanesa). A festa custou o equivalente a R$ 42 milhões, segundo informações do canal de notícias Bandnews

*Tradução de Mark Ament

Na moda!! Calça saruel: A modelagem ampla é tipicamente marroquina e esbanja conforto e estilo desde a Idade Média

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Originária da região norte africana, especialmente do Marrocos, a saruel é uma derivação das calças johdpur e dhoti - modelos com amplo volume entre as pernas, muito utilizadas pelos povos da África e do Oriente Médio. "Acredita-se também que a calça marroquina era um traje religioso, utilizado desde a Idade Média, pois essa região era extremamente devota", explica José Luis de Andrade, professor de moda do Senac. Nos países de origem, elas eram feitas de algodão ou seda, em cores neutras como bege e branca.

Apelidada em inglês de drop-crotch, a saruel voltou com força às passarelas no ano de 2006 em alguns desfiles, como Marc Jacobs, Givenchy e Vivienne Westwood. Em 2009 ela continua em alta e ganhou diversas variações. "Hoje encontramos a saruel com vários comprimentos de gancho, tecidos, estampas e fechamento, como zíper, botões e elástico. Materiais que não existiam na época de origem", esclarece 
José Luis.
 
 

Dia da Consciência Negra será feriado em 97 municípios de São Paulo

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

O Dia da Consciência Negra, comemorado nesta quinta-feira (20), será lembrado com feriado em 97 cidades de São Paulo. O número é 164% maior do que no ano anterior, quando 34 das 645 prefeituras reconheciam a data.

Na capital paulista, a partir das 9h, na praça da Sé, haverá shows gratuitos. Na avenida Paulista, em frente ao MASP, às 10h, haverá concentração da Marcha da Consciência Negra. A passeata irá terminar na praça Ramos, no centro.

O ferido do Dia da Consciência Negra é determinado pelas administrações estadual e municipal. Em todo o país, cinco estados decretaram feriado do dia 20 de novembro. São eles: Alagoas, Ceará, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. Entre as capitais, estão: Maceió, Manaus, Goiânia, Cuiabá, João Pessoa, Porto Alegre, Florianópolis, Rio de Janeiro, São Paulo, Fortaleza, Campo Grande. 

Veja a listagem de todas as cidades brasileiras que decretaram feriado, de acordo com levantamento da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR), do Governo Federal.

Confira o funcionamento dos serviços na capital paulista na quinta e na sexta:

Poupatempo
Os postos do Poupatempo não funcionam na quinta-feira. Na sexta e no sábado o atendimento será normal. O Disque Poupatempo 0800 772 36 33 (ligação gratuita) funcionará normalmente na quinta.

Bancos
Não haverá atendimento bancário em nenhum municípios do país onde haverá feriado. As contas de consumo (água, luz, telefone e TV a cabo, por exemplo) e os carnês que vencem na data, poderão ser pagos na sexta (21), sem multa.

Assistência social
Os serviços de emergência e acolhida funcionam 24 horas. Permanecerão fechados o Centro de Referência de Cidadania do Idoso (abrirá no dia 21), a Loja-Escola - Roda da Cidadania e o Agente Jovem.

Abastecimento
No dia 20, abrem nos horários habituais os Mercados: Paulistano (Central), Central Leste, Lapa, Penha e Santo Amaro; os de Guaianases, Ipiranga, São Miguel, Sapopemba e Tucuruvi, até as 13h; Kinjo Yamato, até às 14h; e Pirituba, até as 21h. Ficam fechados os de Pinheiros e Vila Formosa.

No dia 21, abrem os Mercados Paulistano, Pinheiros e Central Leste, até as 18h; os Mercados do Ipiranga, Lapa, Penha, Santo Amaro, São Miguel, Sapopemba, Tucuruvi e Vila Formosa, até as 19h; o Mercado de Guaianases, até as 19h30; e o Mercado Kinjo Yamato, até as 14h.

Nos dois dias, todos os sacolões e feiras livres funcionarão nos locais e horários habituais.

Cultura
Teatros
Abertos: Alfredo Mesquita, Artur Azevedo, Décio de Almeida Prado, João Caetano, Martins Penna e Paulo Eiró, inclusive no sábado e domingo.
Fechado: Municipal, mas a bilheteria funcionará nos dias 20 e 23 (das 14h às 17h); dia 21 (das 10h às 19h) e dia 22 (das 14h ao horário da apresentação).

Também abrirão o Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural da Juventude (das 10h às 18h, inclusive no sábado e domingo), Casa do Bandeirante, Casa do Grito, Casa Modernista, Casa do Tatuapé, Sítio da Ressaca, Sítio Morrinhos, Monumento à Independência (Capela Imperial) e Galeria Olido

Todas as bibliotecas estarão fechadas, só reabrindo na segunda.

Educação
Não abrirão as escolas e creches, mas os CEUs (Centros Educacionais Unificados) funcionarão normalmente para atividades recreativas, culturais e esportivas.

Esportes
Os Clubes da Cidade abrem apenas para atividades recreativas, de lazer e esportivas nos horários habituais.

Saúde
Os hospitais e prontos-socorros funcionarão em regime de plantão. As Unidades Básicas de Saúde fecham de quinta a domingo. As Assistências Médicas Ambulatoriais (AMAs) abrem das 7h às 19h, de quinta a sábado, e fecham no domingo. As AMAs 24 horas permanecem abertas ininterruptamente.

Subprefeituras
As Praças de Atendimento fecham e só reabrirão na segunda (24).

Parques
Todos os parques municipais abrem nos horários habituais.

Transportes
No dia 20, o transporte coletivo circulará com 50% da frota usada nos dias úteis e no dia 21 com 90% da frota.

Estradas
Por conta do feriado prolongado, a Companhia de Engenharia e Tráfego (CET) de São Paulo prepara um esquema especial de trânsito para assegurar a segurança dos motoristas e a fluidez do tráfego, sobretudo no acesso às rodovias e no entorno dos terminais rodoviários do Tietê, da Barra Funda e do Jabaquara.

A Operação Estrada vai monitorar a saída da cidade a partir de quarta (19), no período da tarde, e no feriado, no período da manhã. O acompanhamento do retorno será no domingo (23), no período da tarde, e segunda-feira (24), pela manhã.

A sugestão da CET é que as viagens sejam programadas para o intervalo das 22 horas às 6 horas. De acordo com a companhia, aproximadamente 1,6 milhão de veículos devem deixar a capital paulista.
 

Programação do mês da Consciência Negra em Campinas - SP

Dia 20 de novembro - segunda-feira (Feriado Municipal).
 
Dia inteiro: Atividades culturais.
Local: Clube Campo do Sindicato dos Metalúrgicos.
 
20h Entrega do Diploma de Mérito Zumbi dos Palmares.
Local: Estação Cultura - Campinas.
 
23 de novembro - quinta-feira.
 
20h Medalha honra ao Mérito Força da Raça.
Local: Academia Campinense de Letras, Campinas.
 
01 e 02 de dezembro (sábado e domingo.)
Assembléia Nacional - Congresso Nacional de Negros do Brasil.
Local: provavelmente Rio de Janeiro.
 
09 de dezembro - sábado.
Saúde da população negra.
Local: Estação Cultura - Campinas

Hotel em Dubai distribui "guia de etiqueta" depois que casal foi preso por fazer sexo em praia!

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

INGLATERRA - Um dos mais populares hotéis à beira mar de Dubai está oferecendo a seus cliente um "guia de etiqueta", depois que um casal britânico foi condenado por manter relação sexual na praia, próximo ao hotel, informa nesta quarta o jornal britânico The Times.

O guia, que sugere que os clientes podem ser presos ao se exibirem publicamente de maneira inadequada, é deixado nas mesas do Hotel Madinat Jumeirah, durante as refeições.

Os hóspedes devem ser discretos aos expressar afeto publicamente, diz o hotel, com nada mais do que um beijo no rosto. Caso contrário, o turista torna suscetível a uma intervenção policial.

Os britânicos Michelle Palmer e Vince Acors foram presos no mês passado, "por fazer sexo fora do casamento e ofender a decência pública". A detenção aconteceu em um hotel próximo ao aeroporto de Dubai.

Os turistas foram condenados a três meses de prisão e a pagar uma multa de 200 libras, além disso, serão deportados de Dubai após cumprir a pena. Só no ano passado, outros 230 britânicos foram detidos nos Emirados Árabes

JB Online

A mostra itinerante do Instituto do Mundo Árabe, de Paris, que revela diferentes olhares sobre a geografia e as populações dos países árabes, estará na capital paulista a partir desta sexta-feira.

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

São Paulo - A exposição "Imagens e Paisagens do Mundo Árabe", que abre para o público na próxima sexta-feira (14), no espaço Caixa Cultural São Paulo, vai oferecer aos visitantes a oportunidade de observar detalhes e ângulos variados dos 22 países árabes - localizados no Oriente Médio e Norte da África. Essa é a primeira vez que a mostra itinerante do Institut du Monde Arabe (IMA), de Paris, vem para o Brasil. A iniciativa é do Instituto da Cultura Árabe (ICArabe), com apoio da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira e patrocínio da Caixa Econômica Federal.

As fotos revelam retratos de pessoas, realidades, paisagens, terras e economias das nações árabes. "É como se o visitante percorresse um caminho para conhecer parte da região que se estende por África e Ásia, bordeada pelo Mediterrâneo e os oceanos Atlântico e Índico, e que tem entre seus espaços geográficos os limites dos Montes Taurus e Zagros, a Península Arábica e os vales dos rios Tigre e Eufrates", afirma Soraya Smaili, diretora do ICArabe e coordenadora cultural da mostra.

Divulgação/Acervo IMA Divulgação/Acervo IMA

Registros de cenas do cotidiano

"Essa parceria entre o ICArabe e o Instituto do Mundo Árabe, que é referência na Europa por seu acervo de obras de arte e antiguidades, e famoso também por organizar exposições e bienais de cinema, já tem história na área de cinema. Agora, estamos avançando por novos caminhos", comemora Soraya.

"Esperamos que a mostra seja mais uma oportunidade para o público brasileiro entrar em contato com uma realidade intrincada, complexa, contraditória, mas ainda assim cheia de riquezas e ensinamentos, culturas não estancadas, que vivem seu dia-a-dia no exato momento em que as pessoas irão circular entre os painéis", afirma a diretora.

Segundo ela, a iniciativa é inédita na maneira como foi organizada porque no mesmo ano que visitou o IMA, e sinalizou com o interesse de trazer a mostra ao Brasil, ficou sabendo que o vice-presidente de Marketing da Câmara Árabe, Rubens Hannun, também havia visitado o museu e demonstrado a mesma vontade. "Por algum caminho ela chegaria no Brasil", conta.

"O Instituto do Mundo Árabe é muito organizado. Essa exposição é um marco cultural do começo de um trabalho mais forte nessa área. O fato de ter fotos de todos os países árabes divulga a cultura árabe de forma muito homogênea", diz Hannun.

Aziz Ab´Sáber Aziz Ab´Sáber

O geógrafo fez fotos no mundo árabe e no Brasil

A exposição também vai contar com uma seção especial com fotos do geógrafo brasileiro Aziz Ab´Sáber sobre Líbano, Síria e Egito, além de registros de imagens que colecionou ao longo dos anos na realização de suas pesquisas pelo Brasil. Em "O Brasil de Aziz Ab´Sáber", registra cenários que ele visitou na década de 90 nos três países árabes e durante a qual pôde observar partes da terra de origem de seu pai Nacib.

Na mostra, as fotos foram organizadas de maneira intercalada com imagens feitas durante suas pesquisas pelo Brasil. "Selecionei fotos desde a década de 50 em diversos pontos do país como Manaus, Mato Grosso, Amapá, Ceará e São Paulo. Os cliques incluem desde a beira de um rio até a periferia pobre de uma metrópole. Com essas fotos eu aprendi que, após alguns anos, é preciso voltar a certos espaços para observar as mudanças da paisagem", destaca.
Aziz Ab´Sáber Aziz Ab´Sáber

Imagem da coleção do geógrafo Aziz Ab´Sáber



Exposição virtual

Quem quiser ter uma idéia da exposição poderá acessar o site da Câmara Árabe (www.ccab.org.br) e clicar no link que vai permitir visualizar imagens da mostra. "As imagens também serão colocadas em pontos importantes de circulação de pessoas, ainda não definidos", explica Hannun.

Serviço

"Imagens e Paisagens do Mundo Árabe"
De 14 de novembro de 2008 a 18 de janeiro de 2009
De Terça a Domingo, das 09 às 21 horas
Caixa Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111, Centro
Telefone:               (11) 3321-4400       
Entrada franca

"Um canto de força, liberdade e poder"

Assisti ontem (11/11/2008) no Terra Paulista da Tv Culrura:
 
Documentário:
 
"Um canto de força, liberdade e poder" : Poucos estudos mapearam as trajetórias dos escravos em S.Paulo. Mas, em regiões como as das cidades de Piracicaba, Capivari e Campinas, a expressiva presença de populações negras deixam muito visível a herança legada por aqueles antigos paulistas.
 

Conheça o site do Projeto
 

Designer egípcio conhecido como o poeta do plástico expõe pela primeira vez no Brasil.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

São Paulo – O designer egípcio Karim Rashid abriu sua primeira mostra no Brasil, na semana passada, no Instituto Tomie Ohtake, em São Paulo. A exposição poderá ser vista até o dia 4 de janeiro de 2009. Entre as cerca de 60 peças apresentadas ao público brasileiro, estão alguns dos principais trabalhos do designer, reconhecido mundialmente por suas criações coloridas – com predominância do rosa -, alegres e, claro, úteis. Karim faz design para todos, é democrático, como gosta de dizer. Em 2006, quando abriu seu escritório no Brasil, ele concedeu uma entrevista à reportagem da ANBA.

Na mostra de São Paulo estão obras representativas do trabalho de Rashid e importantes para entender sua evolução. Estão expostos peças de mobiliário, como as cadeiras Poly e Club Br, a namoradeira Love Seat, desenhada para a Veuve Clicquot e vendida por cerca de 10 mil dólares, e os sofás Spline e Zanotta Koochy. O visitante também poderá encontrar a lixeira Garbino, a luminária BlobM e os vasos da linha Ego. Tudo sempre muito colorido e abusando das formas orgânicas. O resultado e um design futurístico.

Logo na entrada da mostra, um choque aos visitantes. Uma estátua de cera de Karim Rashid convida os transeuntes a um passeio pelo que há de mais novo no design mundial. E as cores não param de surpreender os olhos. Amante inconstestável do rosa, ele apresenta luminárias translúcidas e um belo sofá, feito de fibra de vidro, que completam às boas vindas. Mais isso é só o começo, painéis mostram detalhes de seus projetos arquitetônicos, entre eles um hotel em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, e uma loja de departamentos em Moscou, na Rússia.

Divulgação Divulgação

Mesa de som amarela

A curadoria da exposição foi feita por Albrecht Bangert, que vive em Munique, fundador da editora Bangert e do estúdio Bangert, que desenvolvem projetos de livros e exposições para artistas, arquitetos e designers do mundo todo. A maior parte dos objetos veio do museu alemão Die Neue Sammlung, também de Munique. Peças de Rashid, no entanto, estão espalhadas por várias instituições, entre elas o MoMA, em Nova York, cuja última aquisição para seu acervo foi a lixeira Garbino.

Designer do mundo

Filho de pai egípcio e mãe inglesa, Rashid nasceu no Cairo, em 1960, mas logo a família mudou-se para o Canadá. Por lá, cursou Desenho Industrial e, quando formado, transferiu-se para a Itália, a terra do design e da moda. Com a experiência italiana, voltou ao Canadá propondo às empresas trabalhar com plástico (polipropileno), mas ainda era difícil inserir o material no mercado.

Na década de 1990, o designer, enfim, fincou os pés na Big Apple. A inauguração do escritório em Nova York abriu portas para Rashid. Em pouco tempo, as audaciosas criações do designer encantaram marcas renomadas internacionalmente como Prada, Giorgio Armani, Carolina Herrera, Lacoste, ligadas à moda, e também de outros setores. Ele desenvolveu trabalhos para Hyundai, Sony, Veuve Clicquot e Citibank, por exemplo.

Divulgação Divulgação

Melissa desenhada por Rashid em 2005

Rashid faz de tudo, de revista à sandália, de decoração de hotéis e restaurantes à frascos de perfume. Atualmente, mais de 2.000 produtos levam a assinatura dele em todo o mundo. Entre eles, a sandália Melissa, da Grendene. Em 2005, Rashid foi convidado a desenhar um modelo da popular marca brasileira. Deu salto alto e, claro, muitas cores à sandália. A Melissa by Karim Rashid, por sinal, também está na mostra.

Serviço

Exposição Karim Rashid, arte e design num mundo global
Quando: até 4 de janeiro de 2009
Onde: Instituto Tomie Ohtake, avenida Faria Lima, 201, São Paulo
Entrada gratuita

Ex-presidente nigeriano Obasanjo designado emissário da ONU para a RDCongo

NOVA YORK, 3 Nov 2008 (AFP) - O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, anunciou nesta segunda-feira ter designado o ex-presidente da Nigéria, Olusegun Obansajo, emissário especial da ONU para tentar resolver a crise na República Democrática do Congo (RDC).

Ban, que falava à imprensa ao final de uma turnê pela Ásia, disse também que estava prestes a viajar à região para se encontrar com os presidentes congolês Joseph Kabila e ruandês, Paul Kagame.

A designação de Obasanjo acontece num momento de intensa atividade diplomática na tentativa de restabelecer a paz e a estabilidade no leste da RDCongo, onde os rebeldes do general Laurent Nkunda estão posicionados perto de Goma, capital da província de Kivu Norte.
 
 
Fonte: G1

Tráfico de Crianças na Nigéria

A polícia nigeriana descobriu uma maternidade em que cerca de 20 adolescentes eram mantidas presas com o intuito de continuamente darem à luz bebés para venda.

O edifício de dois andares funcionava clandestinamente à noite. O médico responsável da instituição, actualmente em julgamento, atraía jovens mulheres com gravidezes indesejadas, oferecendo-se para ajudá-las a abortar, noticia a agência "France Press".

"Assim que entrei na clínica deram-me uma injecção e eu desmaiei. Logo que recuperei a consciência, percebi que tinha sido violada", disse uma das 20 adolescentes libertadas pela polícia nigeriana. Após a violação, a jovem de 18 anos foi mantida em cativeiro e violada novamente no dia seguinte pelo médico.

As adolescentes eram fechadas até darem à luz e logo depois forçadas a separarem-se do bebé a troco de 20 mil nairas, cerca de 120 euros. O médico vendia depois os recém-nascidos a 300 ou 400 mil nairas (2 mil ou 2 mil e quinhentos euros), na sua maioria a nigerianos. De acordo com a polícia, o médico responsável pela clínica também convidava rapazes para engravidarem as mulheres.

Tráfico de crianças é comum na Nigéria

De acordo com organizações locais de luta contra o tráfico de seres humanos, a prática não é incomum na Nigéria, país mais populoso de África com 140 milhões de habitantes.

Uma dezena de estabelecimentos similares já foi descoberta em todo o país desde 2006. Não existem dados precisos sobre o número de bebés vendidos nestas condições mas, de acordo com Ijeoma Okoronkwo, director regional (sudeste), da Agência Nacional para a Proibição do Tráfico de Pessoas, "a amplitude desta prática é maior do que aquilo que sabemos".
 
Em alguns casos, são as próprias jovens sem recursos que se voluntariam para engravidar até que o corpo lhes permita para ganhar dinheiro. Na clínica descoberta esta semana em Enugu, a responsável dos Serviços Nigerianos de Segurança e Defesa Civil, Desmond Agu, relata que quatro das 20 mulheres que se encontravam na clínica já lá estavam há três anos com o único objectivo de "fabricarem" bebés.

A maioria das crianças é comprada para trabalho infantil ou para a prostituição, mas há vários casos de famílias que, na impossibilidade de ter filhos, recorrem a este método, muitas vezes pensando que estão apenas a adoptar as crianças e não a cometer um crime. De acordo com a Unicef, todos os dias são vendidas dez crianças na Nigéria.

http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Mundo/Interior.aspx?content_id=1041946

 

Oladipupo my Nigerian Friend

 
Desde que meu amigo Oladipupo (Nigeriano) chegou ao Brasil. Estou aprendendo muito sobre a vida. Não é simples explicar, e não está tudo relacionado ao fato cultural.
 
Claro que há detalhes que podem ser relatados simplesmente apontando as diferenças, mas existe algo mais profundo quando temos a oportunidade de viver com uma pessoa criada em uma cultura diferente da nossa.
 
Algo que muitas vezes é imperceptível.
 
Se no dia a dia lidamos com as pessoas com suas emoções, pensamentos, atitudes e idéias diferentes da nossa, quando nos deparamos com uma pessoa que além disso vem de outra cultura o esforço para o entendimento é muito maior.
 
Ou melhor, o perigo do desentendimento é muito maior. Não quero culpar ou depositar qualquer boa ou má situação, acontecida nas costas da diferença cultural, no entanto não dá para ignorá-la simplesmente.
 
Estou aprendendo muito sobre a vida, sobre mim, e isso que é o importante. Se os detalhes são bobagens ou se estou feliz ou não com cada descoberta, o que vale para mim é que algo novo se abriu para mim, algo que está me surpreendendo e espero nunca me arrepender de tudo!
 
Pelo contrário, fazer disso algo importante e bom para nossas vidas.
 
 

Tunísia discute acordo com Embrapa

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

São Paulo – Dois pesquisadores do Ministério da Agricultura da Tunísia chegam hoje (30) no Brasil para discutir um acordo de cooperação técnica com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). O país árabe tem interesse nas áreas de forragicultura, trigo e cevada. Os tunisianos vão ter reuniões com pesquisadores das unidades da Embrapa Trigo, no Rio Grande do Sul, e da Embrapa Cerrados, em Brasília.

Durante a visita, os pesquisadores vão elaborar dois documentos que antecedem o acordo, um memorando de entendimentos, que vai estabelecer o conteúdo do acordo, e um projeto de pesquisa, que envolve os assuntos administrativos, como a captação de recursos a serem aplicados nos estudos.

Segundo a pesquisadora da Embrapa Cerrados, Marília Santos Silva, que também é articuladora internacional da empresa, um dos temas que devem ser discutidos é o intercâmbio de sementes (germoplasmas) para o melhoramento do trigo e de plantas forrageiras. "O maior interesse deles e nosso é que as plantas tenham uma resistência maior à seca", afirmou Marília. De acordo com ela, o clima na Tunísia é bem seco e parecido com o clima do cerrado brasileiro.

No caso do trigo, por exemplo, ambos os países querem desenvolver um grão que seja cada vez melhor para a produção de farinha, ração e outros produtos. "Vamos cruzar uma planta com a outra para tentar criar uma nova planta que produza mais grãos e de boa qualidade", disse Marília. Segundo ela, o mercado remunera o trigo de acordo com a sua qualidade, por isso o interesse no melhoramento genético.

Além da troca de material genético, os pesquisadores deverão elaborar outras questões que serão incluídas no acordo. "Depois das reuniões, podem nascer outros aspectos. Vamos ver quais são as expectativas de cada lado", disse Marília. "Acredito que será muito positivo para os dois lados. É uma via de mão dupla", acrescentou.

De acordo com a pesquisadora, a idéia do acordo de cooperação é resultado da visita do embaixador da Tunísia em Brasília, Seifeddine Cherif, à Embrapa Cerrados em julho. "Ele ficou de selecionar pesquisadores do Ministério da Agricultura da Tunísia para montarmos um acordo", disse Marília.

Na Embrapa Cerrados, estão previstas apresentações dos pesquisadores Julio Albrecht e Walter Quadros, sobre pesquisa com trigo e cevada, e do pesquisador Marcelo Ayres sobre as pesquisas conduzidas com forragens. Os pesquisadores da Tunísia também vão falar sobre os estudos desenvolvidos com cereais e forragens no país árabe.

Tunísia

O país está localizado na África às margens do mar Mediterrâneo, entre a Argélia e a Líbia, e possui um clima temperado na região norte e áreas desérticas no sul. As terras agricultáveis representam cerca de 20% do território do país, com 163,61 mil quilômetros quadrados. A agricultura responde por 11% do Produto Interno Bruto (PIB) da Tunísia. O país é um dos principais pólos exportadores de óleo de oliva da região do Mediterrâneo. Além disso, é grande produtor de amêndoas e tâmaras.

Rania Al Abdullah visitou o projeto Cidade Escola Aprendiz, na Vila Madalena, em São Paulo. A jordaniana é simples, simpática, preocupada com educação e engajada em projetos sociais mundo afora.

São Paulo - Manhã de sexta-feira (24) com calor intenso e trânsito caótico na capital paulista. De repente, uma rainha jovem, bonita e moderna - vestindo calça preta e camiseta branca - desembarca no bairro da Vila Madalena, em São Paulo, para conhecer o projeto Cidade Escola Aprendiz. Simples, simpática e preocupada com a educação de crianças e jovens mundo afora. Assim é a rainha da Jordânia, Rania Al Abdullah, que acompanha o marido, o rei Abdullah II em sua primeira visita oficial ao Brasil.

Nomeada Defensora Eminente do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) em 2007, ela desempenha um papel importante ao chamar a atenção da comunidade internacional e da mídia para os desafios que as crianças e os adolescentes enfrentam, especialmente no que se refere à educação. Durante a visita ao Aprendiz, a rainha observou as atividades desenvolvidas pelo programa que propõe uma "escola para a vida" e trabalha para atender as necessidades da criança, da família e da comunidade, reconhecendo que educação vai muito além de saber ler e escrever.

"As crianças não tem apenas o direito de aprender. Elas têm direito de serem preparadas para tornarem-se cidadãos ativos e produtivos", disse Rania. "Fiquei muito bem impressionada com esse trabalho de articulação entre todos. Com a participação das crianças no aprendizado por meio da vida real, das coisas do dia-a-dia. A experiência de aprender com a cidade é um modelo único no mundo", disse Rania. Segundo ela, quando diferentes atores sociais da comunidade, incluindo organizações públicas e privadas, compartilham a responsabilidades, garantem uma educação de melhor qualidade e tornam-se parceiros indispensáveis no sucesso dos estudantes.

João Kehl/Cia de Foto/Agência Meios João Kehl/Cia de Foto/Agência Meios

A rainha acompanhou a apresentação de música das crianças do Projeto Guri

A rainha comentou que as crianças normalmente reclamam que "é muito chato, muito árido, aprender nas salas de aula tradicionais . Não é o que vejo aqui, onde tudo é muito vivo, muito interessante. O mundo inteiro vai poder aprender com o que estou vendo aqui hoje", destacou.

Rania conversou com os estudantes e educadores para entender como funciona a metodologia do projeto e como as necessidades de aprendizado de cada criança são tratadas de maneira multidimensional. "O aprendizado é reforçado pelo enfoque interativo, desenvolvido num ambiente colorido e estimulante. A comunidade onde as crianças moram tem um papel fundamental na promoção da educação pública de qualidade", observou Marie-Pierre Poirier, representante do Unicef no Brasil.

A Cidade Escola Aprendiz é uma organização não-governamental apoiada pelo Unicef no Brasil. Algumas oficinas são realizadas em museus e teatros, as aulas de química, por exemplo, são ministradas em restaurantes e a educação física ocorre em parques próximos à escola. As atividades do projeto ajudaram a transformar o bairro numa imensa sala de aula ao ar livre, por meio da qual as escolas se articulam com outros espaços comunitários para estimular o aprendizado das crianças e dos adolescentes o tempo todo, em todos os lugares. "Esse espaço é muito simbólico. Mostra como criar saída num espaço que era totalmente deteriorado e não teria saída sem a interferência do projeto. Esse tipo de visita fortalece a idéia de toda uma comunidade e não apenas de uma ONG", afirma o jornalista Gilberto Dimenstein, criador da ONG Aprendiz e idealizador do projeto.

Roteiro real

A primeira etapa do passeio foi no Café Aprendiz onde a rainha Rania, acompanhada da princesa Noor Hamzah, esposa do príncipe Hamzah, irmão do rei Abdullah II, conversou com Natacha Costa, diretora-geral do projeto. "Ela fez muitas perguntas e pareceu estar realmente interessada no projeto. Muito atenta e preocupada em entender cada detalhe", disse Natacha.

Em seguida, na quadra do Aprendiz, Rania acompanhou a apresentação de música das crianças participantes do Projeto Guri, de samba de bumbo, do Kolombolo diá Piratininga, que realiza oficinas regularmente na Escola Estadual Maximiliano Pereira dos Santos (Max), em São Paulo.

Durante alguns minutos, Rania se juntou a um grupo de jovens, de 12 a 19 anos, para participar de um bate-papo. Eles fazem parte da Agência Comunitária de Notícias, projeto de jornalismo comunitário, no qual jovens têm a oportunidade de produzir notícias sobre o bairro após passarem por uma formação com profissionais.

Entre os 'aprendizes' que conversaram com a rainha estava o estudante Daniel Raigorotsky, 19 anos. "O diferencial do projeto é que ele te dá uma profissão para o futuro. Te dá autonomia e te mostra como é importante aprender fazendo", disse. "Fiquei muito feliz com a oportunidade. Nunca imaginei conhecer uma rainha pessoalmente. Ainda mais tão bonita", comentou Daniel.

João Kehl/Cia de Foto/Agência Meios João Kehl/Cia de Foto/Agência Meios

Rania fez até uma intervenção num grafite

Raina também passou pelo Beco Escola, uma galeria de arte a céu aberto, onde fez uma intervenção num grafite junto com jovens grafiteiros. E ainda recebeu de presente um colar de cerâmica confeccionado por duas jovens artistas que já foram 'aprendizes' do projeto.

Antes de partir para cumprir outros compromissos da agenda em São Paulo, a rainha que tem um blog (leia matéria abaixo), demonstrou interesse em manter contato com os jovens do projeto. "Apesar da Jordânia ser muito longe do Brasil, a internet permite a troca de informações, experiências. É um canal direto de comunicação que devemos utilizar para ficarmos mais próximos de pessoas do mundo inteiro", disse.
 
 
 
 
 
 
 
 

Rania Al Abdullah está postando vídeos na internet para desmistificar estereótipos do povo árabe. Engajada, ela tem contribuído para a modernização da Jordânia.

São Paulo – Atuante na luta pelos Direitos Humanos, mãe de quatro filhos, ícone fashion internacional, blogueira e rainha. Rania Al Abdullah, da Jordânia, faz parte da nova e moderna realeza, inaugurada com a princesa Diana (morta em 1997) no Ocidente e no mundo árabe pela rainha Noor, última mulher do rei Hussein, pai de Abdullah II. Rania é bonita, elegante, ativa, defende causas femininas, infantis e de eliminação da pobreza no mundo e circula bem nas altas rodas internacionais. Sempre impecável, usa seu poder e empatia para fins politicamente corretos.

Rania é palestina, filha de médico, mas nasceu no Kuwait, em 1970. Com a ocupação do país pelo Iraque de Saddan Hussein, na década de 1990, a família da plebéia que virou rainha mudou-se para Jordânia. Na época da faculdade, optou por estudar Administração de Empresas na Universidade Americana do Cairo, no Egito. Formada, foi para o mercado de trabalho. Ocupou cargos de destaque no Citibank e na Apple, antes de encontrar Abdullah II, em 1993, durante um jantar. O casamento aconteceu no mesmo ano, seis meses após o primeiro encontro.

Com a piora na saúde do rei Hussein, que estava com câncer, o quadro sucessório no país começou a ser revisto. O irmão do rei, Hassan, era quem deveria assumir o trono. No entanto, semanas antes de falecer, Hussein mudou as regras do jogo e nomeou Abdullah II, seu filho mais velho, ao trono jordaniano. E Rania, aos 28, se tornou a mais nova rainha do mundo na atualidade. Jovem, vivaz e moderna. Acredita-se que a figura carismática e a origem palestina da rainha tenham contribuído para a transição tranqüila e aceitação da população da mudança de última hora promovida pelo rei Hussein na sucessão jordaniana.

Como rainha, Rania imediatamente se engajou em lutas por direitos humanos, seja de mulheres ou de crianças, e melhoria de renda da população mundial. Passou a participar de eventos inclusivos, que debatem, por exemplo, as condições das mulheres árabes na sociedade, na política etc. Em janeiro deste ano, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, Rania sentou-se à mesa de discussões com personalidades do mundo inteiro, como o presidente da Microsoft, Bill Gates, para pedir mais empenho de empresas, organizações e governos no combate à pobreza.

João Kehl/Cia de Foto/Agência Meios João Kehl/Cia de Foto/Agência Meios

Rania, rainha que não gosta de ser 'majestade'

A última da rainha, e que tem chamado a atenção dos internautas, foi a criação de uma espécie de vídeolog. A ferramenta está sendo usada para conscientizar o público sobre diversas questões, principalmente as que dizem respeito ao mundo árabe. Num dos vídeos postados, Rania faz questão de dizer que as equações "árabe=muçulmano=terror=guerra" ou "árabes são muçulmanos e muçulmanos=violência" são absurdamente equivocadas. Para explicar o grave erro cometido pelo Ocidente, a rainha diz que nem todo árabe é muçulmano, que apenas 20% dos muçulmanos são árabes, e que uma porcentagem mínima deles é ligada ao terrorismo. Clara, objetiva, Rania diz ser conhecedora do islamismo, ter lido o Alcorão e que o livro só ensina "compaixão, perdão e caridade". Os vídeos da rainha podem ser encontrados no endereço http://br.youtube.com/user/QueenRania.

Rania também têm uma página na internet,
http://www.queenrania.jo/, onde defende a educação para crianças do mundo todo. Antenada, descobrindo novas fórmulas de falar com seus súditos, a ex-plebéia, que diz não se sentir muito à vontade quando é chamada de majestade, tem contribuído muito para a modernização de seu país e, de certa forma, de todo o mundo árabe. Vida longa à rainha!
 
 

Patrus Ananias participa de Conferência da União Africana

BRASÍLIA - O ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Patrus Ananias, representa o governo brasileiro na I Conferência da União Africana de Ministros Encarregados do Desenvolvimento Social – Rumo a uma Agenda de Desenvolvimento Social Sustentável para a África. O evento será nos dias 30 e 31 de outubro, em Windhoek, capital da Namíbia, no continente africano. Ele levará a experiência brasileira em políticas sociais, discursando na cerimônia de abertura, além de participar de discussões em mesas redondas.

Esta é a primeira Conferência da União Africana que irá reunir todos os ministros da área de Desenvolvimento Social do continente. Nela serão apresentados resultados, sugestões e orientações de seis consultas nacionais - realizadas em Serra Leoa, Tunísia, Ruanda, Moçambique, Camarões e Burkina Fasso -e de três consultas regionais - feitas no Egito, Senegal e Quênia. O objetivo é elaborar uma política social unificada para a África.

Participam do evento representantes de governos, organismos internacionais, organizações não-governamentais e pesquisadores. Serão discutidas medidas para melhorar a qualidade de vida dos africanos, em especial de grupos vulneráveis; fortalecer sistemas nacionais de prestação de serviços básicos; e promover direitos de idosos, portadores de deficiência, mulheres e famílias. Ao final, são esperados documentos como uma Declaração sobre Desenvolvimento Social e uma Posição Comum Africana sobre Integração Social.

Fonte: JB Online

Rei Abdullah II e Rania são recebidos pelo presidente Lula nesta quarta para assinar acordo de cooperação

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Rainha da Jordânia rouba a cena durante visita em Brasília

Rei Abdullah II e Rania são recebidos pelo presidente Lula nesta quarta para assinar acordo de cooperação
 
BRASÍLIA -  Brasil e da Jordânia assinam nesta quinta-feira, 23, 12 acordos de cooperação nas áreas agrícola, educacional, cultural, econômico-comercial e de turismo, durante a visita do rei da Jordânia, Abdullah II, e da rainha Rania, que roubou a cena durante a cerimônia em Brasília.

 


Foto: Celso Júnior/AE

 

Jovem, com um inglês perfeito e posições políticas moderadas, ela é o oposto da idéia ocidental da mulher muçulmana. A rainha decidiu usar o site de compartilhamento de vídeos YouTube para desmistificar estereótipos sobre árabes e muçulmanos, muito difundidos especialmente neste período de guerra ao terror. Considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo, ela é elegante e ocidentalizada no jeito de vestir-se.

 


Foto: Celso Júnior/AE

 

Palestina nascida no Kuwait, Rania estudou o Alcorão durante a adolescência. Formada em administração pela Universidade Americana do Cairo, trabalhou em multinacionais americanas por algum tempo até se casar, em 1993, aos 22 anos. Hoje, mãe de quatro filhos, é defensora dos direitos da mulher e ajuda o marido na modernização da Jordânia.

 


Foto: Celso Júnior/AE

 

Neste ano, deu início a uma campanha de conscientização no YouTube, pedindo que pessoas de todo o mundo lhe enviassem perguntas. Respondeu com vídeos, o primeiro deles explicando que a equação "árabe = muçulmano = terror = guerra" é um grave erro. A rainha diz que nem todo árabe é muçulmano - e apenas 20% dos muçulmanos são árabes. Ela afirma que a quantidade de muçulmanos ligados ao terrorismo também é mínima. "Eu conheço o islamismo, eu li o Alcorão, que ensina compaixão, perdão, caridade", afirma.

 

Em outro vídeo, sobre a situação das mulheres, Rania explica que depende de qual país a pessoa está falando. Ela admite que a mulher não tem os mesmos direitos que os homens, mas ressalta que a evolução é perceptível em quase todos as nações árabes e muçulmanas. Exibe números de parlamentares mulheres em países como Síria (30), Marrocos (34) e Sudão (35). Acrescenta que há mais mulheres que homens nas universidades em grande parte do mundo islâmico. Em seus vídeos, Rania usa ainda comediantes que ironizam alguns estereótipos."Você é árabe? Mas você parece tão legal", diz um deles.

 FONTE:

(Com Gustavo Chacra, de O Estado de S. Paulo, e Agência Brasil)

Casa da Bahia será construída na Nigéria

Estreitar os laços comerciais, culturais e religiosos entre a Bahia e a Nigéria. Este foi o motivo da visita da missão de Lagos à Bahia nesta segunda-feira (20).

A missão foi recebida pelo governador Jaques Wagner, que assumiu o compromisso de visitar a província africana no próximo ano e contribuir para o intercâmbio cultural e comercial entre Lagos e a Bahia.

Segundo o governador da Bahia, as relações comerciais, culturais e religiosas entre o Brasil e a África estão cada vez mais intensas e a Bahia tem interesse em incluir os países africanos no roteiro turístico do estado.

O governador de Lagos, Babatunde Raji Fashola, anunciou a construção da Casa da Bahia na província, devendo ficar pronta em 2009.

A exemplo da Casa da Nigéria, único espaço cultural em homenagem ao país africano no Brasil, localizada em Salvador, no Pelourinho, a Casa da Bahia deve servir como instrumento de divulgação da cultura estadual.

Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural - passagens.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

O Ministério da Cultura divulga o segundo edital de 2008 do Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural, que cobrirá as viagens a se realizarem de julho de 2008 a março de 2009.

O Programa destina-se a artistas, técnicos e estudiosos da área cultural, convidados a participar de eventos fora do seu local de residência, no Brasil e no exterior, para apresentar trabalho próprio, fazer residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.

O evento deve ser promovido por instituição de reconhecido mérito, brasileira ou estrangeira, desde que não seja apoiado ou realizado pelo Ministério da Cultura ou por uma de suas vinculadas.

Podem se inscrever pessoas físicas, grupos ou entidades culturais privadas e sem finalidade lucrativa, cujas candidaturas serão divididas em propostas individuais ou de grupo, concorrendo separadamente. No caso das solicitações individuais, poderão ser apresentados pedidos com vistas à residência artística ou curso de capacitação de profissionais da cultura.

O período de inscrições varia de acordo com o mês em que se realizará a viagem (ver calendário abaixo). Por exemplo, para viagens em julho, o prazo para envio de propostas encerra-se às 23h59, do dia 1º de junho. Os interessados devem preencher o cadastro disponibilizado abaixo, conforme a situação (individual ou grupo):

Requerimento Individual

Requerimento de Grupo

Caso o candidato julgue necessário, poderá anexar à sua proposta documentos comprobatórios do seu currículo, artigos publicados, portifólio e outros, desde que em formato digital.

Em Brasília, a Secretaria de Incentivo e Fomento à Cultura do Ministério da Cultura (Sefic/MinC) estará disponibilizando, de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, terminal de computador para os candidatos que não tiverem acesso à Internet. Os interessados deverão procurar a Divisão de Atendimento ao Proponente, situada no 1º andar, da Sede do MinC (Esplanada dos Ministérios, Bloco B).

Mudanças

Embora o novo edital apresente similaridades em relação ao primeiro lançado no início deste ano, existem alterações que devem ser observadas, como a inclusão de critérios a serem considerados durante o processo de seleção e restrições à candidatura (item 9), a serem cuidadosamente observadas antes da inscrição.

Uma das novidades no processo seletivo - que será inclusive objeto de análise - se refere à contrapartida mencionada nos itens 8.1 e 8.3, que deverá ser detalhadamente apresentada na proposta, com indicação de como e quando o proponente poderá realizá-la.

Também foram incluídos outros critérios para atribuição de pontos aos candidatos (item 4.3), como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das unidades da federação de origem das propostas, que passará a ser considerado na pontuação, no intuito de minimizar as desigualdades e promover a descentralização das ações culturais.

O percentual dos recursos para as candidaturas de grupo foi ampliado para 70% e as candidaturas individuais passam a contar com 30% do montante do Programa - que tem R$ 2 milhões para aplicação nos próximos nove meses -, respeitada a reserva de 5% desse total para portadores de deficiência.

Veja, abaixo, o calendário de inscrições, conforme o mês de realização da viagem:

Julho - 1º de junho
Agosto - 15 de junho
Setembro - 30 de junho
Outubro - 31 de julho
Novembro - 31 de agosto
Dezembro - 30 de setembro

Janeiro de 2009 - 31 de outubro
Fevereiro e Março de 2009 - 30 de novembro

Edital de Intercâmbio n°2/2008

Saiba mais sobre o Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural

Informações ao proponente: (61) 3316-2215/2251/2254/2357/2363 e fomento@minc.gov.br, de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, na Divisão de Atendimento ao Proponente, da Sefic/MinC.

(Juliana Santana, Sefic/MinC)

Cliente Emirates ganha estadia grátis no hotel Atlantis, The Palm

A Emirates Airline e o hotel Atlantis, The Palm - luxuoso resort e parque aquático recentemente inaugurado na Palm Jumeirah, ilha artificial construída em Dubai - oferecem estadias grátis para clientes da Emirates.
 
Passageiros voando na Primeira Classe da Emirates receberão duas noites de cortesia para conhecer e aproveitar todas as atrações e conforto do hotel Atlantis. Passageiros de Classe Executiva ganham uma noite no hotel. A promoção garante acesso ilimitado durante a estadia ao incrível Aquaventure, parque aquático com inúmeros toboáguas, e também ao The Lost Chambers, labirinto de túneis subterrâneos que oferecem uma fascinante vista sub-aquática.
 
Keith Longstaff, vice-presidente senior de Operações Comerciais Globais da Emirates, explica: "é uma satisfação oferecer aos nossos passageiros da Primeira Classe e Classe Executiva a oportunidade excepcional de serem um dos primeiros a experimentar as luxuosas instalações do Atlantis. Esperamos que muitos deles aproveitem essa promoção para viverem a incomparável experiência de conhecer Dubai, usufruindo da excelência dos serviços da Emirates, além de conhecerem de perto a Palm Jumeirah, nova e tão esperada atração turista dos Emirados Árabes Unidos."
 
A promoção é válida para novas reservas feitas entre os dias 4 de outubro e 24 de dezembro de 2008, excluindo o período entre 18 e 23 de novembro. Estadia em quarto single ou duplo, incluindo café da manhã. A reserva deve ser feira previamente via Emirates e confirmada antes da chegada à Dubai.
 
Fonte: Aviação Brasil
E-mail: imprensa@aviacaobrasil.com.br
 
06/10/2008

Beber e Comer em Público durante o Ramadã em Dubai levou jovens a pagar multa, Fique atento

Uma mulher russa de 28 anos de idade, que visitava Dubai com visto de turista, e um cidadão do Líbano, de 30 anos de idade, vendedor de uma loja local, foram levados a julgamento por beber suco em horário diurno durante o jejum muçulmano. A polícia prendeu os dois em flagrante num posto de gasolina em Dubai, informa o Emirat.ru fazendo referência a Gulf News.
 
De acordo com o Código Penal Federal dos Emirados Árabes Unidos, a ingestão de alimento e bebida em público durante as horas diurnas do mês de Ramadã é proibida pelo Artigo 313. Esse artigo estipula punição ou por meio de penalidade monetária - até 2.000 dirhems ($555 dólares) - ou mesmo um período de até um mês na prisão.
 
Os jovens disseram no tribunal que não eram muçulmanos e pois não sabiam que suas ações eram passíveis de punição.
 
O tribunal levou em consideração as circunstâncias atenuantes, mas considerou os réus culptados, já que ignorância não exclui responsabilidade. O tribunal decidiu que os jovens terão que pagar multa de 1.000 dirhem ($278 dólares) cada.
 
O caso tornou-se o primeiro em Dubai de violação do Artigo 313 desde o começo do mês de Ramadã em 1o. de setembro.
 
Milhares de estrangeiros da Europa e da Ásia residem no emirado de Dubai, o principal centro turístico do Golfo Pérsico. Dubai é conhecido como região relativamente liberal em comparação com outros territórios dos Emirados Árabes Unidos. Podem-se ver nas ruas turistas vestindo shorts, e bebidas alcoólicas são amiúde acessíveis em bares e hotéis.
 
Este ano, contudo, as autoridades pretendem lembrar a todos os residentes e visitantes do emirado que estão em território de país muçulmano. Tem sido registrado recentemente considerável número de incidentes nos quais a polícia local, à paisana, prendeu mulheres tomando sol com os seios descobertos, nudistas e outros violadores da ordem pública.
 
Muitos turistas confessam que nem sempre entendem como devem comportar-se em Dubai.
 
Guias impressos de viagem recomendam que os turistas sempre portem suas identidades, ou melhor ainda cópias delas, pois a maioria dos policiais usa roupas comuns e pode ser bastante meticulosa em suas inspeções.

Universitário nigeriano defende modelo de desenvolvimento endógeno

Lagos, Nigéria (PANA) - Face à sua posição de líder continental, a Nigéria deve elaborar com urgência um projecto de desenvolvimento endógeno a ser implementado por um capital humano consciente das suas implicações afim de dar novo alento ao seu sistema universitário quasi-comatoso e incentivar o crescimento nacional, advogou o docente universitário Akin Oyebode.
 
Oyebode, professor de Jurisprudência e Direito Internacional na Universidade de Lagos, a capital económica da Nigéria, considera que, dada a riqueza do seu capital humano, a Nigéria não pode contar com "muletas emprestadas" para iniciar a sua viagem para o desenvolvimento durante o século XXI, nomeadamente devido ao seu papel de liderança em África.
 
"Depois de várias partidas falsas e da incapacidade de aproveitar as potencialidades do nosso país, tomamos mais uma vez um caminho que nos leva para o incógnito, por causa duma economia política nigeriana privada de fundamentos coerentes", explicou o universitário, na sua intervenção por ocasião da segunda cerimónia de entrega de diplomas da Universidade do Estado de Kogi.
 
Na sua exposição intitulada "A Visão 20-2020 e as Universidades nigerianas", Oyebede, antigo reitor da Universidade de Ado-Ekiti, no Estado de Ekiti, no sudoeste do país, estabeleceu uma relação entre a história do país e a Visão Nacional, cujos inventores desejariam ver a Nigéria integrar o grupo das 20 principais economias do mundo até àquela data mágica.
 
Segundo ele, a Visão 20-2020 da Nigéria, que se inspira nas previsões do banco norte-americano de crédito ao consumo, Golden Sachs, publicadas em Dezembro de 2005, não é apenas de origem exógena, mas também peca por excesso de ambição.
 
Se nos basearmos nas conclusões do estudo do Goldman Sachs, até 2025, as 20 economias mais importantes do mundo vão integrar provalvelmente no seu grupo a Nigéria e os países BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China.
 
"Retomando este raciocínio", indicou ainda o universitário, "os nossos jovens prodígios do Banco Central (da Nigéria) decidiram então, sem a menor pesquisa ou estudo concreto, reduzir o prazo de cinco anos e é assim que elaboraram a sua própria Visão 20-2020, construída em torno de um vector especialmente concebido pela circunstância, a Estratégia do Sistema Financeiro (FSS) 2020.
 
Ressaltou, todavia, que o governador do Banco Central, Charles Soludo, foi "forçado a reconhecer as dificuldades de aplicação que pocem comprometer a Visão, cuja realização pressupõe uma taxa de crescimento anual do Produto Interno Bruto de pelo menos 13 por cento, contra os actuais 6 a 7 por cento, além de um investimento de capitais de cerca de 40 biliões de dólares americanos".
 
Defendeu a redução das ambições, explicando que convém "repensar a Visão 20-2020" para que se torne "essencialmente num instrumento de mutação socioeconómica, em vez de ser o lema em que se tornou hoje".
 
Oyebode indicou ainda que "o perfil educativo das pessoas desempenha um papel maior na qualidade da sua vida", acrescentando que "mesmo no seio das economias liberais, o Estado não se demite inteiramente da educação dos seus cidadãos".
 
Advogando com convicção a educação enquanto direito constitucional dos cidadãos, o universitário ressaltou que a ignorância constitui "um componente real do índice da miséria humana e qualquer país que deseje sair do subdesenvolvimento deve tomar a sério a educação dos seus cidadãos".
 
Qualificando a educação ou a sua ausência de "chave da maioria dos problemas (da Nigéria), quer se trate de roubos à mão armada, de eleições mal organizadas, da corrupção ou da prostituição", Oyebode avisou que, enquanto a Nigéria continuar a albergar um importante exército de pobres e populações desfavorecidas, este país não vai conhecer a paz".
 
Sublinhando o papel insubstituível e as contribuições das universidades para a realização dos objectivos nacionais de desenvolvimento, nomeadamente da Visão 20-2020, o antigo reitor afirmou que as universidades nigerianas percorreram um longo caminho, desde o tempo do Colégio universitário único, instalado em 1948 em Ibadan, no sudoeste do país, até às mais de 90 universidades que existem hoje no país.
 
A rarefacção dos recursos resultou numa "baixa dos níveis". Não é de se surpreender que as universidades nigerianas, que não dispõem de recursos necessários para garantir a qualidade, tenham sido pouco competitivas em relação aos outros estabelecimentos de ensino superior do mundo, e até do continente, disse.
 
Para ele, esta situação foi agravada pela fuga de cérebros, que se manifestou pelo grande número de universitários nigerianos que ofereceram os seus serviços a universidades da Europa, da América do Norte, do Golfo árabe e da África Austral, enquanto que as universidades do seu país sofrem dum défice de cerca de 15 mil professores.
 
A autonomia da universidade, disse, é uma condição prévia para fazer recuar os limites da ignorância para o bem da sociedade inteira.
 
Por outro lado, acrescentou, as universidades nigerianas merecem ser objecto dum programa comparável ao Plano Marshall, "se quiserem reposicionar-se entre as maiores universidades do planeta".
 
Disse igualmente que o país deve procurar, antes do ano 2030, "ter um lugar durante o período 25-30, em vez de se concentrar num horizonte 20-2020 ilusório ou destinado ao fracasso", avisando que "mesmo neste caso, a realização do objectivo será quase impossível sem um quadro bem concebido baseado na nossa experiência de dependência neocolonial isolada da periferia".
 
"Um projecto tão importante como o que consiste em analisar o lugar que a Nigéria gostaria de assumir nos próximos 20 anos não deve ser confiado às mãos estrangeiras, cujos cérebros não são melhores do que os nossos. Tudo o que temos de fazer, é reorganizar e responsabilizar as nossas universidades e, por conseguinte, reduzir as nossas despesas induzidas pelos esforços consentidos para encontrar soluções a problemas existenciais multiformas de enfermam a nação", concluiu.