Percussão árabe no Pelourinho

terça-feira, 12 de maio de 2009

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Sahar divulga a cultura árabe no projeto Tardes do Oriente


São Paulo - O músico baiano Ives al Sahar conheceu e se apaixonou pela percussão árabe há cerca de 10 anos. Já tocava violão e sabia que sua vocação para a música poderia estar relacionada ao sangue marroquino que herdou da bisavó paterna. "Amo a cultura árabe, em especial a música, e queria resgatar essas origens", afirma o músico. "Quando conheci a percussão árabe tive certeza do que queria fazer. Hoje vivo disso", diz.

Nascido na cidade de Salvador, Sahar começou a carreira como músico profissional em 1997. Há cerca de seis anos adquiriu e aprimorou sua técnica para tocar instrumentos árabes, como derbake, e desde então ministra aulas e workshops, cursos para músicos e bailarinas da dança do ventre, bem como apresentações em casas de cultura árabe.

Além disso, desenvolve projetos como o Tardes do Oriente, encontro itinerante de artistas realizado em média a cada três meses em praças ou parques públicos da cidade, e o Crianças Criando, que leva um pouco do ritmo da percussão árabe para crianças de bairros pobres da capital baiana. Tudo de forma gratuita. "Como não temos apoio e nem um local fixo para ampliar o projeto, é mais uma vivência, um primeiro contato da criança com a percussão árabe", conta.

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Mais de 150 crianças já participaram do Crianças Criando

"As crianças recebem de forma espontânea esses conhecimentos e mais tarde podem até encontrar um caminho profissional na música. Por isso a importância de realizar esse trabalho de forma contínua e consistente, porque é uma prestação de serviço gratuito para a sociedade", destaca. "Agora estou justamente me associando com um pedagogo e escrevendo um projeto para desenvolver o trabalho de maneira mais organizada e estruturada", disse.

De acordo com o músico, apesar do estado de São Paulo concentrar um número maior de descendentes árabes, é no Nordeste brasileiro que a influência árabe se mostra mais forte. "Aqui a cultura árabe está entranhada nas pessoas e se mostra mais musicalmente e também no clima quente, que é muito parecido com o dos países árabes. Observo também o modo de falar simples, direto e caloroso parecido com o dos árabes", explica.

O site do músico está em fase de finalização e estará disponível a partir do dia 11 de maio, acessando o www.ivesahar.com.br .


Contato

E-mail: contato@ivesahar.com.br
Telefone: +55 (71) 8733-5854

Sobre o Islã, de Ali Kamel

Oscar Cabral

Kamel: desassombro e didatismo em seu novo livro


Artigo da VEJA - Publicado em 2007

Ali Kamel, diretor executivo de jornalismo da Rede Globo, tornou-se um especialista em dinamitação de lugares-comuns e idéias fora do lugar. Para tanto, conta com rigor e aplicação vários metros acima dos níveis habituais dos ensaístas destas plagas. Ele também exibe bastante destemor em seus bons combates. No asilo de conceitos que é o Brasil, há que ter couraça das mais duras (e estômago dos mais fortes), para agüentar os golpes desferidos pelos velhos patrulheiros da imprensa e da universidade – golpes sempre vindos da esquerda e, portanto, abaixo da linha da cintura. Há um ano, Kamel lançou o livro Não Somos Racistas,no qual demonstra que as "ações afirmativas" para favorecer os negros, como o regime de cotas nas faculdades, são de uma irracionalidade tonitruante para uma questão não existente no país – o racismo de matiz americano. O problema nacional, enfatiza Kamel, não é racismo, mas pobreza – que não diferencia milhões de negros de milhões de brancos e de milhões de pardos. Apesar da patrulha, Não Somos Racistas entrou na lista de mais vendidos de VEJA e conseguiu abrir um enorme buraco no monólito conceitual que domina a discussão sobre o assunto no Brasil. Agora, seu autor lança-se a um outro desafio, com o perdão da palavra batida: provar que o islamismo não é uma religião violenta em sua essência (não mais do que o judaísmo e o cristianismo, pelo menos). E que – quanta intrepidez – a guerra travada no Iraque não é tão absurda como faz crer a maioria dos comentaristas. Tais são os temas de Sobre o Islã – A Afinidade entre Muçulmanos, Judeus e Cristãos e as Origens do Terrorismo (Nova Fronteira; 320 páginas; 34,90 reais).

Como revela em parte seu próprio nome, Kamel tem um pé no enredo religioso que aborda não só com desassombro, mas também com didatismo. Seu pai é sírio e muçulmano. Pelo lado materno, as raízes são brasileiras – e católicas. Sua mulher é de origem judaica. "Eu acredito que minha história familiar me possibilita um olhar especial sobre as três religiões monoteístas", escreve ele. O livro começa com o relato pormenorizado de um encontro, registrado em vídeo, de Osama bin Laden e asseclas com um chefe muçulmano que havia chegado ao Afeganistão em novembro de 2001. Na conversa, eles comemoram os atentados nos Estados Unidos e tecem loas a Deus por ter propiciado a carnificina. Alguns dos terroristas falam das supostas visões antecipatórias que tiveram sobre o que consideram ser uma bênção divina. "Como podem envolver Deus nisso? Que processo leva essas pessoas a criar, a partir de uma religião que se quer pacífica, um dos movimentos políticos mais violentos que o mundo já viu, uma das maiores ameaças ao nosso estilo de vida, às liberdades essenciais do ser humano?", pergunta-se o autor, extravasando uma perplexidade que está longe de ser geral, visto que se disseminou no Ocidente um juízo negativo a respeito do Islã.

Para separar o que é dado religioso daquilo que não passa de interpretação indevida ou apropriação indébita, Kamel empreende uma tarefa hercúlea. Seu objetivo expresso – e plenamente alcançado – é o de demonstrar como o islamismo, em que pesem suas vestes exóticas aos olhos ocidentais, baseia-se nos mesmos pilares do judaísmo e do cristianismo. Nessa direção, ele se aprofunda na gênese comum das três religiões, por meio da comparação entre passagens da Bíblia e do Corão que narram a vida de personagens fundadores, como Noé, Abraão, Isaac, Ismael e José, até chegar a Jesus. No que se refere a este último, uma curiosidade – na visão dos muçulmanos, ele não é filho de Deus, e sim um profeta maior do que todos os outros. Tanto que, como relata Kamel, "o Islã não aceita a sua crucificação: tudo não teria passado de uma ilusão, já que Jesus teria subido aos céus em seu corpo físico. Seus algozes teriam sido iludidos, viram uma crucificação que nunca houve. Jesus, portanto, não morreu, mais um milagre que Deus concedeu a ele". No final dos tempos, porém, acreditam os islamitas, Jesus voltará à Terra, para derrotar o Anticristo e governar o mundo por 45 anos. Em sua segunda vinda, ele se casará, gerará filhos e morrerá normalmente.

Para os leigos, é surpreendente a figura de Maomé que emerge da síntese do Corão feita por Kamel. Do profeta iniciador do islamismo pode-se dizer que foi humano, demasiado humano. Teve uma infância cheia de dificuldades, permaneceu analfabeto até cerca de 40 anos, quando foi visitado pelo arcanjo Gabriel, e suas primeiras visões causaram-lhe angústia. Uma vez imbuído da missão de levar adiante a palavra do Deus único (ou Revelação), experimentou grande resistência para convencer seu povo a abandonar o politeísmo. Em visita ao Paraíso – sim, de acordo com a tradição, ele esteve lá quando vivo –, chegou a negociar com Deus o número de orações diárias a ser feitas pelos muçulmanos, por orientação de um judeu: ninguém menos do que Moisés(veja trecho). Maomé também jamais teve controle algum sobre os versículos que lhe eram soprados por Gabriel e viriam a compor o Corão, cuja forma escrita só seria consolidada depois da morte do profeta. Não há registro de que tenha operado milagres. Afirma Kamel: "O certo é que Maomé, ao longo de sua vida, nunca escondeu que era um homem como outro qualquer e, dizem as tradições, gostava de lembrar aos fiéis o que dele dizia o Corão: Maomé não é mais do que um Mensageiro a quem outros precederam".

Esse simples mensageiro deixou uma família dividida, que se digladiaria em torno da sucessão de Maomé e da qual o islamismo, por seu turno, herdaria as vertentes sunita e xiita. A diferença entre ambas, explicada em detalhes por Kamel, é basicamente a seguinte: para os sunitas, o profeta não indicou sucessor, a Revelação encontrou o seu termo com a morte de Maomé e só o que há a fazer é seguir a Suna, os mandamentos legados pelo profeta. Para os xiitas, Maomé foi sucedido por um primo, Ali, o primeiro imã (ou guia espiritual), e a Revelação ainda guarda aspectos ocultos, a ser desvendados por outros imãs. A palavra xiita vem do árabe shi' at'Ali, cujo significado é "partidários de Ali". Da dissensão entre sunitas e xiitas nasceria grande parte das animosidades que explodem no interior do Islã e também de dentro dele em relação ao exterior – cujo lado mais apavorante é o terrorismo.

Apesar da divisão interna do Islã, Kamel explica que a concepção de que se trata de uma religião movida pelo ódio é fruto da ignorância ocidental e do despotismo de seguidores seus que compõem uma minoria. Há mensagens de violência no Corão? Sim, mas também há na Bíblia judaico-cristã. Boa parte da expansão muçulmana foi realizada pela força da espada? Sim, mas tanto quanto a cristã. Seus mandamentos e prescrições são por vezes contraditórios? Sim, mas qual religião não embute contradições? Para o autor, o que importa é que, deixando de lado certas vicissitudes, o Islã no mais das vezes teve – e tem – como regra a boa convivência com as outras religiões. Diz Kamel, depois de citar versículos do Corão simpáticos ao judaísmo e ao cristianismo: "Não tenho muitas dúvidas de que, ao longo da maior parte de sua história, a ênfase na repulsa a judeus e cristãos sempre foi bem menos intensa do que a ênfase no acolhimento".

Nos capítulos derradeiros do livro, Kamel defende a tese segundo a qual chamar os radicais islâmicos de fundamentalistas é um equívoco que os "enobrece" do ponto de vista religioso. Na realidade, eles seriam apenas totalitários políticos – mais próximos, assim, de um Hitler do que de um Jim Jones, na comparação do autor. É por combater esse totalitarismo que a guerra no Iraque seria, mais do que circunstancialmente necessária, moralmente justa. Inclusive para a sobrevivência do próprio Islã. Maomé e Bush do mesmo lado, quem diria. A lógica da máquina do mundo pode ser infernal. E a coragem de Kamel, assim como Alá, é grande.

ALÁ FEZ UM ABATIMENTO

"Por fim, ouviu a voz de Deus, que o mandou de volta com a ordem de instruir seus seguidores a rezar cinqüenta vezes ao dia. Ao começar seu caminho de volta, Moisés perguntou-lhe o que lhe fora ordenado, e Maomé respondeu: 'Orar cinqüenta vezes ao dia'. Moisés então lhe disse que o seu povo seria incapaz de cumprir o mandamento. 'Eu tentei com o meu povo e não consegui. Volte ao Senhor e lhe peça que alivie o seu povo dessa obrigação.' Maomé aceitou o conselho, voltou a Deus, que o liberou de dez orações. Mas, ao passar por Moisés, Maomé ouviu novamente o conselho de Moisés: 'Volte lá e peça nova redução. Eu tentei com meu povo e não consegui'. Isso se repetiu outras tantas vezes, até que Maomé voltou e disse: 'Meu Senhor manda que meu povo ore cinco vezes ao dia.' Moisés tornou a insistir que o fardo seria grande, mas Maomé se recusou a voltar, alegando ter vergonha de perturbar Deus novamente. 'Estou satisfeito e resignado.' E assim, segundo a tradição, ficou estabelecido um dos pilares do islamismo: as cinco orações diárias."

Trecho de Sobre o Islã

http://arquivoetc.blogspot.com/2007/08/sobre-o-isl-de-ali-kamel.html



10 Worst Countries to be a Blogger

quinta-feira, 30 de abril de 2009

CPJ names the worst online oppressors. Booming online cultures in many Asian and Middle Eastern nations have led to aggressive government repression. Burma leads the dishonor roll.




A Tunísia está na lista :(

Dica de Livro: ABC do Mundo Árabe

terça-feira, 28 de abril de 2009

ABC DO MUNDO ÁRABE
Farah, Paulo Daniel
Editora : EDICOES SM
Área : LITERATURA
ISBN : 8576750333
Páginas : 48
Publicação : 2006
Edição : 1º
Sinopse
Os árabes estiveram na Europa, na Ásia e na África. Por isso, milhares de palavras portuguesas e espanholas são de origem árabe. O mundo todo herdou da cultura árabe conhecimentos de aritmética, arquitetura, agricultura, medicina, astronomia, filosofia e literatura. E uma boa maneira de começar a entender e aprender essa cultura é com este ABC.
 
Onde comprar:
 

Peças de Arte Africana

Ola´Brother African Art

Veja essa e outras imagens das peças de arte na minha galeria de fotos no Flickr.


Please if u are a Gallary or person interresting please contact me!

Novo link adicionado no menu Lugares onde ir

http://catracalivre.uol.com.br/


Proposta

O Site Catraca Livre é uma experiência de jornalismo comunitário para transformar a cidade numa constante experiência de aprendizado - e não só para uma elite, mas para todos.

Nosso foco é a cidade de São Paulo, onde diariamente fazemos um levantamento das possibilidades de diversão e aprendizado gratuitos ou a preços populares, sempre investigando sua qualidade.

Leia mais em 

http://catracalivre.uol.com.br/proposta-catraca/

Sugestão para o Dia das Mães: SPA oferece rituais do Antigo Egito

segunda-feira, 27 de abril de 2009

São Paulo – Um spa de Santa Catarina resolveu colocar rituais do Antigo Egito em suas sugestões de presentes para o Dia das Mães. O spa Recanto das Águas montou um pacote de relaxamento físico e mental que pode ser dado de presente na data, do qual fazem parte um banho e uma massagem egípcia. O spa fica no hotel Praia dos Amores, no Balneário Camboriú, e os serviços e produtos dele são oferecidos para hóspedes e público em geral.

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Spa oferece vários tipos de terapias, entre elas indianas

O pacote sugerido pelo spa para o Dia das Mães se chama "Day Spa da Ternura". A massagem egípcia oferecida é feita com sache de camomila. Em vez de a massagem ser feita diretamente com as mãos, é passado sobre o corpo o sache embebido em óleo. De acordo com a terapeuta do Recanto das Águas, Flávia Silva de Jesus, a massagem é uma tradição antiga do Egito. Ela é feita em cerca de cinqüenta minutos.

Também faz parte do pacote "Day Spa da Ternura" o banho egípcio. É um banho de leite como costumava tomar a rainha do Egito Cleópatra. Segundo Flávia, o leite usado na terapia – em pó – faz bem para a pele. Os ativos das proteínas do leite são hidratantes. O banho é feito em um ofurô do spa e dura entre vinte minutos e meia hora.

Também fazem parte do pacote a gomage, que é uma esfoliação, a terapia cervical, que é uma massagem na região do pescoço, rejuvenescimento facial, massagem no rosto com cremes – escolhidos segundo a pele do cliente -, além de spa dos pés, com escalda, hidratação de massagem dos pés. O pacote inclui coquetel de boas vindas, almoço, lanche, chás e sucos, e as terapias são executas em meio a aromas e com música. Custa R$ 380.

O spa Recanto das Águas conta com 20 salas. Isso inclui espaços com equipamentos, restaurantes, sala de fitness com vista para o mar, salas de massagens, de consultas, salão de beleza, sala de dança e saunas. Também há, no resort, estrutura de lazer e esporte. Além das opções que integram o pacote "Day Spa da Ternura", o local oferece outras terapias de beleza e relaxantes, como as indianas, tratamentos a base de chocolate, ofurô e massagem com ervas medicinais, e ainda, massagem dos pés para estimular pontos de energia.
 

Evento: Café Aberje - Mídias Digitais, amanhã 23/04 em Campinas/SP

quinta-feira, 23 de abril de 2009

 O próximo encontro do Café Aberje Campinas será amanhã! 
Será um debate sobre a importância das mídias digitais para a comunicação empresarial. 
Presença de especialistas da Editora Abril, Vivo, Banco Santander e Polipress.
Os profissionais compartilharão conosco suas experiências na utilização de veículos como a internet, a intranet, blogs e tv para a comunicação em suas empresas.

Data: 24 de abril (sexta-feira)Local: Café Filosófico (CPFL Cultura)
Horário: das 8h45 às 11h30

Evento: Contação de Histórias Árabes para Criançãs amanhã 23/04 na Filc

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Checando a programação do 1. Festival Internacional de Leitura de Campinas vi que amanhã, 23 de abril às 15h00 na Tenda Musical terá contação de histórias infantis árabes para crianças, com Viviane Coentro e Gláucia Rodrigos, do Instituto Jerusalém de Campinas.
 
 
 

Campanha "Keep discovering Dubai" Até maio, 2.300 agentes de viagem e jornalistas de todo o mundo serão levados para conhecer as maravilhas do país

terça-feira, 21 de abril de 2009

Entre março, abril e maio, dois mil agentes de viagens, agentes de MICE (meetings, incentives, conference and exhibitions) e operadoras de turismo de cinqüenta países, estarão visitando Dubai durante 3 dias, dentro da campanha  "Keep discovering Dubai, orçada em 50 milhões de dihrans, (aproximadamente US$ 14 milhões), numa iniciativa do Grupo Emirates e Emirates Airline, em parceria com o Departamento de Turismo e Marketing Comercial de Dubai, hotelaria e Destination Management Companies. Também serão convidados do "Keep discovering Dubai" 300 jornalistas dos mesmos paises. 

Do Brasil foram escolhidos 8 participantes representando jornais e revistas do trade e do turismo, acompanhados por  Julienne Gananian, relações de imprensa da Interamerican, que representa a Emirates na América do Sul, com sede em São Paulo. Os jornalistas visitaram alguns dos principais hotéis, como o mítico  Burj Al Arab e o Atlantis e ficaram  hospedados no One and Only Royal Mirage, conhecendo a tradicional hospitalidade árabe. 

Experimentaram da cozinha marroquina, internacional e moderna, se emocionaram com o pôr do sol no deserto e com as ousadas manobras dos 4 x 4 no safári das  dunas, jantaram sob a luz das estrelas, sobre tapetes espalhados pela areia,  passearam em dromedários, fizeram tatuagens de henna, fumaram sheesha, passaram pela tradicional Bastakiya, tendo contato com a diversidade de opções oferecidas pela cidade. 

Para o Sheik Ahmed bin Saeed Al-Maktoum, presidente e CEO da Emirates Airline e do Grupo Emirates, a companhia aérea criada em 1985 sempre foi embaixadora de Dubai, tornando a região que mais cresce no mundo  em um dos destinos mais populares entre turistas e executivos. Lá tudo se transforma num piscar de olhos: quem viu o aeroporto há  cerca de cinco meses, com certeza vai ficar surpreendido pelas novas instalações do Terminal 3, exclusivo da Emirates. Dubai continua transformando areia em ouro. 

Até 2015 Dubai espera receber 15 milhões de visitantes ao ano. Para entender isso, basta visitar o Museu de Dubai, no Al Fahid Fort, que exemplifica em montagens e cenários o que foi o princípio de tanta riqueza e modernidade. Em menos de 10 anos surgiram 400 hotéis luxuosos, oferecendo 41.000 quartos. A vida é movimentada nos inúmeros shoppings centers e malls, e nos 4.000 restaurantes e cafés com amostragem da culinária internacional, resultado das 160 nacionalidades que formam a população de 1,67 milhão, número que deverá chegar a 3,5 milhões em 2010, dos quais apenas 20% são de nacionais e 80% de estrangeiros.



Eu também quero ir!

Rede Social para Mulçumanos

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Muxlim is a social networking service for Muslims. It is the Muslim equivalent ofYahoo, Facebook and Youtube and has been recognized as one of Europe's best tech start-ups by a leading American technology magazine[citation needed][1]. Muxlim.com was launched in 2006 by two Finland based entrepreneurs, with the objective of creating a Muslim social media website that would not expose users to vulgarity, offensive content, and adult material[2].


Fonte: Wikipédia

Twitter

domingo, 19 de abril de 2009


http://twitter.com/AfricanProverbs

Dubai lança companhia aérea de baixo custo

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Dubai – A flydubai, primeira linha aérea de baixo custo de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, anunciou que vai iniciar suas operações em junho, com um vôo para Beirute, capital do Líbano, no dia 01, e outro para Amã, na Jordânia, no dia seguinte.

A nova companhia aérea escolheu Líbano e Jordânia como destinos inaugurais devido ao grande número de expatriados dos dois países que vivem em Dubai e no resto do país, além da grande quantidade de libaneses e jordanianos que desejam visitar o emirado. A data foi escolhida pela proximidade do início do verão na região.

A passagem de ida para um dos dois destinos vai custar 250 dirhans (US$ 68). O valor inclui a poltrona, todos os impostos e espaço para até 10 quilos de bagagem. Pagando valores adicionais, os passageiros poderão levar malas de até 32 quilos, escolher a poltrona e o cardápio de comidas e bebidas.

De acordo com o presidente da flydubai, Ahmed bin Saeed Al Maktoum, a filosofia de negócios da nova companhia é bem simples: "Nossa meta é oferecer aos nossos passageiros o melhor preço e mais opções. Vamos operar com eficiência e evoluir constantemente para fornecer o melhor produto possível aos nossos consumidores. Nosso compromisso é trazer uma nova opção ao mercado regional de linhas aéreas de baixo custo, que está em expansão. Isto deverá favorecer nossa economia, nosso povo e o setor de turismo como um todo", afirmou.

"Estamos oferecendo uma alternativa de baixo custo para os habitantes de Dubai, Líbano e Jordânia que querem viajar a passeio, ou visitar parentes e amigos com maior freqüência. A flydubai torna a viagem de avião mais acessível e fácil do que nunca", disse Maktoum.

A flydubai vai operar no recém-reformado Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Dubai. Novos destinos serão anunciados em breve. Todos os vôos terão duração máxima de quatro horas e meia. A flydubai vai utilizar aeronaves modelo Boeing 737-800 Next Generation, com 189 poltronas na classe econômica. 

De acordo com o jornal Khaleej Times, de Dubai, a nova companhia aérea deverá receber seus primeiros dois Boeings no mês de maio.

O presidente da flydubai negou que a expansão da nova companhia possa agravar o problema de falta de passageiros que as linhas aéreas da região vêm enfrentando. Com a recessão global, a demanda por vôos de e para a Europa e os Estados Unidos diminuiu, levando algumas companhias a reduzir seus serviços para esses mercados e concentrar seus esforços no Oriente Médio.

"O aeroporto de Dubai oferece um ambiente competitivo onde hoje operam 125 companhias. A flydubai vai concorrer somente no setor de baixo custo, que está em franca expansão", disse Maktoum.

Para ele, que é também presidente da Emirates Airline e do Departamento de Aviação Civil de Dubai, não haverá concorrência entre a Emirates e a flydubai: "A Emirates Airline tem um mercado-alvo diferente. A flydubai só vai voar a preços populares", explicou Maktoum.

As prováveis concorrentes da flydubai na região serão outras companhias aéreas de baixo custo, como a Air Arabia, do emirado de Sharjah, a Al Jazeera, do Kuwait, a Bahrain Air, do Bahrein, e a Air India Express, da Índia.

Em junho do ano passado, na Feira Aeronáutica de Farnborough, no Reino Unido, a flydubai encomendou 54 Boeings, num pedido avaliado em US$ 4 bilhões. A encomenda incluiu um pedido firme de 50 aeronaves e um contrato de leasing com a empresa Babcock & Brown Aircraft Management para quatro aeronaves adicionais, ainda segundo o Khaleej Times

Mais informações

www.flydubai.com

*Tradução de Gabriel Pomerancblum


Agência de turismo se especializa em viagens para a Tunísia

São Paulo – A agência de turismo HR, da capital paulista, resolveu se especializar em viagens para a Tunísia. A empresa, além de atuar como agência, também é operadora - monta pacotes - e criou um departamento apenas para tratar do destino Tunísia. De acordo com a diretora da HR, Helena Romano, a Tunísia não é um país conhecido no Brasil e entre os brasileiros que mais têm procurado o destino para turismo estão pessoas com mais de 35 anos, que normalmente já conhecem a Europa e procuram lugares exóticos.

"Uma turista uma vez me falou 'Helena, nunca imaginei que a Tunísia fosse um lugar tão bonito, obrigada!'. Eles voltam encantados", conta a proprietária, que começou a trabalhar com o destino há cerca de um ano e meio. Helena tem um grupo fixo, para o qual monta viagens há vários anos, e foi na busca de algo diferente para essas pessoas que ela se deparou com o país árabe. A primeira viagem ocorreu em novembro de 2007 e de lá para cá a HR já levou três grupos para fazer turismo em terras tunisianas.

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Dromedário é atração na Tunísia

A agência oferece tanto viagens para grupos quanto individuais. Nos pacotes grupais são visitadas cerca de 10 locais e cidades, entre atrações arqueológicas, culturais e históricas, pontos de referência à religião muçulmana, e a costa marítima. Também é feita uma viagem ao deserto, com possibilidade de pernoitar em acampamentos, é visitada uma feira freqüentada pelos locais, que tem desde animais até comidas e artesanato, são feitos passeio com dromedário e é oferecida a possibilidade de ver o deserto do alto, de parapente.

"Os europeus normalmente procuram as praias, na Tunísia, mas para os brasileiros o mais interessante é o interior", afirma Helena, se referindo ao fato de que o Brasil já tem praias em abundância. As viagens individuais podem ter o mesmo roteiro das grupais, mas também há a possibilidade de atividades mais exóticas, como com talassoterapia ou golfe. A Tunísia tem vários campos de golfe e possui hotéis cinco estrelas com centro de talassoterapia, que são tratamentos com água do mar e seu entorno: algas e areia.

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Helena se especializou no destino Tunísia

As viagens são feitas via as companhias aéreas Air France ou Alitalia, com escala na Europa, e um pacote grupal custa ao redor de US$ 2,6 mil, incluindo o aéreo. Uma viagem individual, de sete noites, especializada em talassoterapia e com hotel cinco estrelas, custa ao redor de US$ 750. Isso sem a passagem de avião, que tem preço de cerca de US$ 1 mil. Esses valores são de baixa temporada, segundo Helena, que vai até começo de julho. A HR está fazendo um site especializado no destino Tunísia. 

Helena, fundadora da HR, é paulistana e tem formação em História. Ela trabalhava em uma produtora de vídeos, quando começou a pensar em trabalhar com turismo, por sugestão de um dono de operadora. Ela atuou um ano como free-lancer e resolveu, então, abrir sua própria empresa. A HR trabalha também com outros destinos turísticos internacionais e nacionais. 

HR Turismo
Telefone: +55 (11) 3539 8140
Site: www.hrturismo.com.br
E-mail: contato@hrturismo.com.br

Atriz de origem árabe interpreta indiana em novela

São Paulo – Neste dia 12 de abril, Brendha Haddad comemora 23 anos. Mas a menina morena, de cabelos longos e negros, de traços delicados, tem muito mais a comemorar. Aos 23 anos, ela poderia estar finalizando uma das faculdades que iniciou (Jornalismo e Direito). Para o desgosto de qualquer pai e mãe, um curso foi abandonado e o outro está trancado. A causa, no entanto, é boa: Brendha Haddad é uma das atrizes que compõem o núcleo indiano de Caminhos das Índias, novela de Glória Perez que ocupa o horário nobre da Globo.

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Atriz é neta de sírios. Avô era dono de seringal no Acre

É o segundo trabalho de Brendha da TV. O primeiro foi justamente o que a levou a mudar de rumo – ela estreou na série Amazônia – De Galvez a Chico Mendes, no papel de Ritinha. Nascida no Acre, Brendha fez alguns poucos cursos de interpretação mais por falta de opções que por falta de vontade. Desejo de ser atriz ela tem desde os 13 anos, quando fez um trabalho de Português com as amigas no qual elas fizeram um filme. "Fizemos o roteiro, a caracterização, escolhemos as locações, e eu era a atriz principal. Foi muito divertido, tenho até hoje guardado."

O pai, no entanto, resistia quando ela pedia para ir para outra cidade tentar a sorte. Brendha gosta de dizer que o pai sempre lhe dizia que "se tiver de acontecer, vão vir te buscar aqui, no Acre". Parece improvável, mas dito e feito. Foi o que aconteceu. Uma equipe da Globo foi ao Acre em busca de novos rostos para a série. "Com incentivo incansável da minha mãe, fiz alguns testes. Somente quando soube da minha aprovação eu contei para o meu pai. Hoje ele é um grande fã e me apoia em todos os sentidos."

Já para Caminhos das Índias, Brendha se mudou de mala e cuia para o Rio de Janeiro. Para onde ela até chegou a transferir o curso de Direito, que, embora trancado, pretender terminar e até fazer a prova da OAB. É o que ela chama de plano B. "Mas esse é um projeto para o futuro, estou me dedicando inteiramente à novela."

Brendha se considera uma pessoa de sorte. Afinal, seus primeiros trabalhos foram na maior emissora do país, com uma das maiores autoras de novela e com colegas com anos de experiência. "Eu procuro encarar com a mesma carga de responsabilidade de outro trabalho que eu tenha feito, mas é claro que sinto a diferença nas ruas, às vezes me esqueço e procuro algo de errado na minha roupa para saber o que tanto as pessoas olham e comentam. Daí eu lembro e fico um pouco tímida", diz a atriz novata. "Mas é muito bom e eu adoro quando me param para falar da novela, afinal o público acaba sendo o termômetro do nosso trabalho".

Sobre a Índia, Brendha sabia pouco. "Eu só sabia que as indianas usavam o bindi (aquela pintinha na testa)", diz. "Eu adorei conhecer sobre a Índia, é surpreendente. Aprendi a respeitar e admirar a vida deles. Algumas pessoas já me abordaram na rua dizendo que acharam que eu era uma atriz indiana. Você sabe o que é isso para uma atriz que está interpretando uma indiana? Eu amei."

Árabes no Acre

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Atriz de origem árabe interpreta indiana em novela


Mas de indiana ela não tem nada – a não ser a personagem, claro. Brendha é um mix de portugueses e sírios. O bisavô Azar Haddad se aventurou pelo Acre junto de sua mãe Dibe Haddad e sua esposa Rachid Arbaj Haddad. Naquelas paragens, eles tiveram dez filhos. "José Haddad, meu avô, era o filho mais novo, ele casou e teve cinco filhos, um deles Eduardo Haddad, o meu pai", conta. O avô José Haddad foi "seringalista", dono de um seringal, em Xapuri, no Acre. "Eu sou uma mistura de origens, meu sobrenome Prata (Brendha Prata Haddad) vem do meu avô materno, filho de Português." Do pai, herdou o gosto por quibe e pela coalhada com pão árabe.

Morar no Rio foi uma mudança e tanto. "Demorei uns três meses para me adaptar", conta. Ela sente saudade de casa, embora tenha total apoio da família. "Tenho três irmãos, dois que moravam comigo no Acre e que tenho que dividir minha mãe (risos). Ela está passando um tempo comigo aqui no Rio."

Nos planos da acreana de origem síria-portuguesa e que interpreta uma indiana, está o teatro e o cinema. "Um grande desafio é viver o que foge aos meus conceitos e pudores: eu adoraria interpretar uma vilã."



Espetáculo une culturas árabe, indiana e espanhola

São Paulo - Confluência é um termo geográfico utilizado para explicar o encontro de dois ou mais rios que se juntam para depois correrem num leito comum. No espetáculo "Com-fluência", a expressão serve para mostrar, por meio da dança, uma linguagem comum às culturas árabe, espanhola e indiana.

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As bailarinas Sonia, Deborah e Betty dividem o palco



No palco, cada cultura tem como representante uma bailarina: Betty Gervitz (árabe), Sonia Galvão (indiana) e Deborah Nefussi (espanhola), acompanhadas da cantora Sonia Mindlin. O espetáculo é uma produção conjunta das bailarinas, foi criado em 2006 e teve sua estréia no mesmo ano, no Centro Cultural São Paulo.

Após passar por vários outros palcos da capital paulista, o grupo prepara-se para uma turnê de dois meses no interior do estado. As cidades de Adamantina, Lençóis Paulistas, Votuporanga, Lins, Santa Fé do Sul e Andradina vão receber a peça que faz parte do Circuito Cultural, programa do governo do estado que tem por objetivo descentralizar a arte e a cultura produzidas na capital.

"O motivo principal para a realização deste projeto foi o de levar ao público um olhar apurado sobre a dança, mostrando que é possível encontrar uma língua universal entre os povos, um código fonte que não é falado, mas sim sentido e expresso na forma de dança", explica Betty Gervitz, que se declara uma apaixonada pelos ritmos árabes, "em especial a parte dos beduínos, que são danças mais folclóricas, de raiz, mais em seu estado bruto", diz.

Em busca de novos músicas e danças árabes, a bailarina já viajou para Síria, Líbano, Jordânia e Marrocos. "Minhas viagens sempre são uma mistura de paixão e estudo. Me encantei pelo deserto e pela cultura árabe, em especial a música que considero muito rica, bonita e cheia de meandros", destaca Betty.

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'Com-fluência' mostra uma linguagem comum às culturas árabe, espanhola e indiana

No espetáculo cada rio representa uma cultura. "Assim, as três culturas se fundem e correm no leito virtuoso da dança", explica a bailarina Sonia Galvão. "Neste contexto, mais do que divulgar estilos de dança orientais, este espetáculo leva o espectador à reflexão sobre temas que vão além do domínio artístico", acrescenta.

A apresentação se divide em solo, grupo, percussão e canto. "São várias coreografias com o recheio de uma coisa ou de outra. A parte final une os três etilos numa coreografia que respeita as características de cada dança, mas promove a junção dos três ritmos", diz Sonia, que abre a peça apresentando milenares danças clássicas indianas, como a Odissí, que focam a coreografia em detalhes das mãos, da percussão dos pés e o movimento dos olhos.

A expressão corporal árabe, com seu movimento sinuoso e centrado no quadril, é encenada nas coreografias de Betty Gervitz, especializada em danças orientais. Deborah Nefussi, artista de flamenco e diretora do grupo Raies, dispõe os ritmos hispânicos sob batidas de castanholas.

As bailarinas Cíntia Toma Kawahara e Maria Inês Moane fazem o acompanhamento durante todo o espetáculo. 

Contatos 
Produtora Márcia Cardoso
E-mail: cardoso_marcia@ig.com.br

Fernanda de Camargo-Moro é historiadora, arqueóloga e autora de sete livros. A sua obra mais recente, Mar das Pérolas, é dedicada aos Emirados Árabes.

São Paulo - A historiadora e arqueóloga brasileira Fernanda de Camargo-Moro é uma especialista em contar histórias e levar o leitor a viajar pelo tempo, revelando os segredos e o passado de lugares e povos. A pesquisadora, que já viveu na Índia, Iêmen, Palestina, Israel, Himalaia, Terra Santa, Egito e Itália, estuda há mais de 30 anos as rotas comerciais, os costumes, as lendas, as religiões e a gastronomia da Arábia e de diversas regiões do Mediterrâneo, Bálcãs, Oriente Médio, Norte da África e Ásia. 

Ao longo dos anos, especializou-se nas rotas do Oriente e publicou sete livros sobre o tema. Em 2007 lançou As Caravanas da Lua. Para fazer o caminho do olíbano, ou incenso, percorreu 1.750 quilômetros da Rota dos Incensos, fazendo caminhos a pé, outros de ônibus, jeep e alguns trechos nas costas de um dromedário. "Viajei pelos principais pontos da rota além de Sana, a capital do Iêmen, e de Marib a região do Reino de Sabah, indo do Oceano Índico até Petra", disse à ANBA por e-mail Fernanda de Camargo-Moro, uma "jovem" de 75 anos de idade. 

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A arqueóloga está sempre em busca de novos cheiros e sabores

"As resinas da Arábia do sul (antigo nome do Iêmen) são os diversos tipos de olíbano, que ali são da máxima qualidade, os melhores do mundo. A mirra que vendem ali também é magnífica. São ambos odores fantásticos. Ali também tem perfumes de origem animal como o âmbar da baleia que uso muito com as rosas na formação do meu Bukhur (perfume sólido)", explicou.

De acordo com a pesquisadora, a busca da espiritualidade determinou roteiros em direção a Meca e Jerusalém, "não esquecendo da viagem noturna de Maomé entre as duas cidades. Os aromas são parte da tradição obrigatória", afirmou. 

Já Mar das Pérolas, seu novo livro, é dedicado aos Emirados Árabes Unidos. Banhada pelo Golfo Pérsico, a região guarda uma rica história geológica e está em constante mudança. Enriquecido pelo petróleo, o conjunto de pequenos estados que compõem o território reflete hoje uma imagem moderna de grande influência financeira no mundo ocidental e arquitetura arrojada. "Essa sociedade cosmopolita, de estilo de vida internacional, tem, no entanto, raízes profundas nas tradições pré-islâmicas e islâmicas da Arábia", destaca a autora.

"Os Emiratos Árabes me fascinam faz muito tempo, e desde o tempo que começaram a evoluir como estados modernos achei que era preciso mostrar também suas belas raízes. Estive lá diversas vezes, em diversos lugares nas mais diferentes situações, além de ter estudado, pesquisado, e criado ligações amistosas com a população", explica. 

"Hoje a a principal característica dos Emirados Árabes é educação primorosa, cultura, proteção ambiental, e desenvolvimento comercial apurado, além de tecnologias bastante avançadas", acrescentou.

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Fernanda estuda há mais de 30 anos rotas comerciais, costumes, culturas, lendas, religiões e gastronomia orientais

Em abril de 2007, a pesquisadora partiu para rever o mar das pérolas, conhecer os lugares que haviam escapado de percursos anteriores entender melhor a transformação desse ambiente. Munida de estudos históricos, memórias de outras viagens, um bom guia de Dubai e a curiosidade instintiva de uma pesquisadora, a autora vasculhou as culturas do Golfo, sua tradição, história e mitos.

Ao voltar da viagem, a autora construiu estas memórias do mar das pérolas, um misto de investigação arqueológica, sociológica e antropológica. "O deserto se modifica e vai gerando novos encantamentos para os que o freqüentam", observa.

A próxima viagem de Fernanda ainda não está marcada "mas será sempre ao contrário do caminho do sol, isto é, em direção do Oriente", garantiu.

Trajetória

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A historiadora é especialista em Oriente

Fernanda de Camargo-Moro nasceu no Rio de Janeiro em outubro de 1933. Arqueóloga e historiadora, fez doutorado em Arqueologia e pós-doutorado em Arqueologia Ambiental, especializando-se nas rotas do Oriente. Foi professora titular da cadeira de Arqueologia da antiga Faculdade de Museologia do Museu Histórico Nacional e presidente da Fundação Estadual de Museus e do Conselho de Proteção do Patrimônio do Rio de Janeiro. 

Consultora há muitos anos das Nações Unidas, da Unesco e da Cepal, foi também presidente do Comitê Internacional de Arqueologia e História do Conselho Internacional de Museus. Atualmente é diretora científica da Rede Internacional de Arqueologia & Meio Ambiente, conselheira científica do Projeto Himalaias e diretora-geral do Projeto Rotas, no qual divide seu tempo com uma pesquisa aprofundada sobre a Rota das Caravanas e suas ligações com a Rota da Seda, em busca do caminho das religiões. 

Além de diversos ensaios e livros sobre sua pesquisa científica, também é autora deArqueologias culinárias da ÍndiaNos passos da Sagrada FamíliaVeneza: o encontro do Oriente com o OcidenteArqueologia de Madalena e A ponte das turquesas, todos publicados pela editora Record.


Reinterpretações de burca são apresentadas em desfile de moda na Tunísia

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Mesmo encerradas as principais semanas de moda, o mundo fashion não pára. A primeira semana de moda da Tunísia, que começou na capital Túnis nesta segunda-feira, trouxe criações diversas, de reinterpretações de burca - o modelo mais conservador do traje típico das mulheres muçulmanas e que cobre todo o corpo -, até uma versão local do desfile de lingerie da grife Victoria´s Secret.

A marca Fatma´s Secret, da estilista Fatma Bouchiba, mostrou criações que ficam no meio do caminho entre lingerie e vestido de noiva, todos nas cores branca - indicando que o público-alvo de sua marca são as noivas. O nome da grife e o estilo das roupas pareciam inspirados nos eventos da marca norte-americana Victoria´s Secret, que realiza desfiles de moda com algumas das mais importantes modelos mundiais. 

Além de Fatma, desfilaram mais sete estilistas tunisianos e quatro estrangeiros, com apoio da Esmod Tunísia. O look oriental ganhou atualizações, como as calças tipo harém usadas com blusas com estampas de animal e até uma túnica transparente, que mesmo desfilada em um evento de moda, é ousada para um país muçulmano, pois deixa transparecer os seios. 

A transparência dividiu espaço com atualizações para a burca, nas criações dos alunos da Esmod. O evento, que foi realizado no Teatro Municipal da capital, deve ser anual. 







Fonte: Terra
14/04/2009

Concursos levam ganhadores para Dubai

No google news:


Campanha do Agasalho começa a receber doações

Gazeta do Sul - ‎há 5 horas‎
Lançada na manhã de ontem a promoção também distribuirá cupons que dão direito a concorrer a uma viagem para Dubai no fim do ano. ...

Casa & Design leva profissional para Dubai

Zero Hora - ‎14/04/2009‎
O primeiro colocado irá para Dubai, mas o programa premia ainda 10 profissionais com descontos e vale compras. Estou curiosa para saber quem é o vencedor e ...

Emirates customiza serviços de bordo para Índia

domingo, 12 de abril de 2009


A Emirates está incrementando os serviços e rotas para a Índia com o lançamento da campanha "Journey Through India". O programa customizado para o mercado indiano foca em elementos primordiais ao voo - comidas e bebidas; produtos oferecidos a bordo e serviços prestados pelos comissários.

O catering foi reformulado para atender às preferências e ao paladar dos passageiros indianos, incluindo pratos típicos - especialmente os vegetarianos - ao cardápio, além de petiscos, aperitivos e drinks de boas-vindas inspirados na culinária local. O menu inspirado na gastronomia ocidental, entretanto, foi mantido, de forma a também agradar os passageiros de outras nacionalidades.

O serviço de entretenimento a bordo - ICE (Informação, Comunicação e Entretenimento) - foi ampliado, de forma a oferecer material de leitura, músicas típicas e seleção de programas indianos. O serviço de bordo, parte fundamental da excelência e experiência de voar Emirates, foi adaptado ao perfil dos indianos e os profissionais receberam treinamento para atender da melhor forma possível os passageiros locais. Para ampliar as informações turísticas sobre o destino, mais de dez mil comissários, provenientes de diversas culturas, estão aperfeiçoando seus conhecimentos sobre a Índia por meio de apostilas, cursos de treinamento online e instruções recebidas antes de cada voo.

Inicialmente, as ações da campanha se aplicam aos voos para Ahmedabad, Bangalore, Calicut, Chennai, Delhi, Hyderabad, Kochi, Kolkata, Mumbai e Thiruvananthapuram. Na segunda fase do programa, uma tripulação que fala o idioma local passará a operar os voos indianos. Atualmente, a Emirates opera 163 voos por semana em dez cidades da Índia.

http://www.mercadoeeventos.com.br

06/04/2009