Vôos para Jeddah no Ramadã

terça-feira, 2 de outubro de 2007


Emirates News Agency*

Dubai – A empresa aérea Emirates anunciou que vai ampliar em 10 o seu número de vôos semanais entre os aeroportos de Dubai e Jeddah durante o mês sagrado de Ramadã. Os vôos adicionais, que seguirão até o dia 12 de outubro, serão exclusivos para passageiros com vistos para a peregrinação. Os passageiros que viajam para a cidade saudita por outras razões poderão utilizar os vôos regulares para Jeddah, diariamente às 7:20, 9:00 e 12:00.

Segundo o vice-presidente da empresa para operações comerciais na região do Golfo, Oriente Médio e Irã, Nabil Sultan, a Arábia Saudita concedeu uma permissão especial para que os aviões da Emirates aumentassem suas freqüências ao país vizinho.

"As visitas à Arábia Saudita para peregrinação enchem os nossos vôos em todo o mundo, principalmente nos últimos dez dias do Ramadã. Notamos forte aumento no número de passageiros que transportamos durante o mês de Ramadã nos últimos anos", declarou Sultan.

No dia 01 de outubro, a Emirates vai lançar um vôo direto entre Dubai e São Paulo. As aeronaves partirão de Dubai às 10h00 todos os dias, exceto quinta-feira, chegando em São Paulo às 18h30 do mesmo dia. Já de São Paulo para Dubai, os vôos partirão à 1h25 todos os dias, exceto sexta-feira, chegando em Dubai às 23:05.

*Tradução de Mark Ament, com informações da redação da ANBA
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15979

São Paulo – O vôo da Emirates Airline que saiu na madrugada desta terça-feira (02) do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, levou no seu comando dois brasileiros. O piloto paulista Nicolau Moraes Barros e o carioca Marcelo Taborda Peixoto foram os responsáveis por conduzir o Boeing 777-200 LR, sua carga e passageiros, de São Paulo até Dubai. Os co-pilotos também eram dois brasileiros: Marcelo Brasil Dias e Kalina Comenha. Essa foi a estréia da rota São Paulo-Dubai, a primeira linha direta ligando Brasil e Oriente Médio, e a Emirates, apesar de ter sede nos Emirados, fez questão de incluir brasileiros na operação.

Além dos quatro pilotos, outros cinco brasileiros faziam parte da tripulação na aeronave que partiu nesta madrugada. O vôo que chegou em São Paulo, vindo de Dubai, no final da tarde de ontem, o primeiro de lá para cá, também teve brasileiros na tripulação. A Emirates mantém atualmente 69 pilotos brasileiros em seus quadros, que é integrado por quase dois mil pilotos, e pretende ter 74 até o final do ano. As informações foram dadas na manhã (01) de ontem pelos comandantes Barros e Peixoto, em coletiva à imprensa, na sede da Emirates, em São Paulo. Além do grande número de pilotos também há, segundo eles, 250 comissários brasileiros na equipe de funcionários da Emirates.

Na manhã de ontem, cerca de 15 horas antes de embarcar para os Emirados, o comandante Barros parecia emocionado por estar à frente de um dos primeiros vôos da rota. O piloto afirmou que quando começou a sua carreira, nos anos 80, na TAM, não imaginava chegar ali. "No mercado de pilotos a Emirates é hoje o que existe de melhor. E eu pude colaborar com esse projeto gigantesco. É muito bom fazer parte disto", disse Barros a respeito do planejamento da rota. Barros ficou na TAM como piloto por 17 anos e está na Emirates há três anos e meio. Ele tem 15 mil horas de vôo e é comandante há 14 anos. O paulista saiu da TAM quando estava no auge da sua carreira, acreditando no seu futuro na Emirates.

O comandante Peixoto chegou na Emirates da Varig, onde trabalhou por 18 anos. O carioca está na companhia aérea dos Emirados há um pouco mais um ano. Tanto Peixoto quanto Barros moram em Dubai, para onde se mudaram com as suas famílias. Para viver no país árabe, segundo eles, receberam toda a assistência da empresa. A companhia se encarregou de aspectos como providenciar a residência e sua manutenção. Barros conta que recebeu a chave da sua casa de 350 metros quadrados, em Dubai, ainda no aeroporto, e quando chegou no local se surpreendeu com pequenos detalhes organizados pela Emirates como a cama feita e geladeira cheia. "A Emirates não só custeia, mas também administra a casa", conta Peixoto.

O vôo São Paulo-Dubai vai levar, de acordo com os pilotos, 14h10min. Ele sairá de São Paulo, cruzando o espaço aéreo do Rio de Janeiro e Espírito Santo. Do estado capixaba ele vai para a costa Oeste da África, passa pela região de Acra, em Gana, de Lagos, na Nigéria, e vai então para Arábia Saudita, por onde entra no Oriente Médio e chega em Dubai. A diferença do fuso-horário entre Dubai e São Paulo é de sete horas. A linha tem tripulação dupla – e, portanto, também dois comandantes – em função da duração do vôo, maior do que os convencionais. O vôo mais longo operado pela Emirates Airline é entre Dubai e Sydney, na Austrália, com 16 horas.

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=16066

news

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Mídia Independente

Site para quem gosta de imparcialidade...

http://www.midiaindependente.org/

Enjoy!

Palestinos

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

O Ministério da Justiça informou que os 35 refugiados palestinos, que chegaram ao Brasil nesta sexta-feira (21), terão proteção jurídica e diplomática, e os direitos civis assegurados. Receberão ajuda financeira durante os primeiros 12 ou 24 meses no país e terão acesso aos benefícios sociais. Terão direito a um documento de identidade, carteira de trabalho e um passaporte especial para refugiados.

O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que integra o Comitê Nacional para os Refugiados, explicou que o governo dará condições para que os refugiados possam reconstruir a vida no Brasil.

"Não há nenhum tipo de paternalismo ou assistencialismo. Eles terão que caminhar com as próprias pernas", disse o secretário.

O grupo de 35 refugiados palestinos desembarcou às 5h45 desta sexta no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos. Dez foram para cidades do interior do Rio Grande do Sul. Os demais foram levados para cidades do interior de São Paulo. Os locais em que serão instalados não foram divulgados. Segundo o secretário Luiz Paulo Barreto, eles estão assustados e serão preservados neste primeiro momento.

No total, o país deve receber 117 palestinos até outubro. Eles viviam em Bagdá antes da invasão norte-americana e foram levadas para um acampamento para refugiados na Jordânia, a 60 km da fronteira com o Iraque. Neste acampamento, viviam em instalações infestadas de escorpiões e sujeitos às tempestades de areia. A área era cercada e controlada pelo governo, sem o reconhecimento das autoridades jordanianas.

 

Com a decisão do Brasil de acolher os palestinos, o campo de refugiados de Ruweished será fechado. O refúgio no Brasil foi uma opção, ressaltou o secretário do Ministério da Justiça. Outros grupos foram levados para o Canadá e Nova Zelândia.

"A primeira sensação que eles tiveram foi de paz. Um país que não tem guerras, um país em que eles podem usar o véu, uma vestimenta, podem professar uma fé. E sabem que isso vai ser respeitado, tolerado, e que a sociedade brasileira não discrimina por serem palestinos, estrangeiros ou de outra religião, outra etnia", disse Luiz Paulo Barreto.

 Integração

O governo brasileiro aposta que os palestinos não terão dificuldade de adaptação por causa da comunidade árabe residente no país. Cerca de 14 milhões de árabes e descendentes vivem no Brasil, observou Luiz Paulo Barreto. Segundo ele, há 300 voluntários da sociedade civil envolvidos com a integração destes palestinos. Entre os refugiados que chegaram nesta sexta, há comerciantes, professores e profissionais liberais.

Dos 35 refugiados, 75% são adultos, a maioria homens. Há quatro famílias, com crianças, adolescentes e idosos. O governo dará um salário mínimo por pessoa, sendo que membros de uma mesma família receberão valores menores. O governo arcará também com as despesas com aluguel, luz, água e gás. O orçamento do Ministério da Justiça para atender refugiados é de R$ 680 mil em 2007. A ajuda será dada nos dois primeiros anos, mas pode ser extendida se o refugiado ainda estiver vulnerável.

 Refugiados no Brasil

O representante do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) no Brasil, Luis Vasere, elogiou o acolhimento dos palestinos.

"O governo do Brasil deu uma resposta efetiva e imediata a este drama humanitário. Trata-se de uma política de Estado", disse Vasere.

Estão hoje no país 3,4 mil refugiados de 69 nacionalidades diferentes. A maioria, segundo o Ministério da Justiça, é africana. Do Afeganistão, por causa da guerra, vieram para o Brasil 23 pessoas, sendo que 12 já foram repatriados, ou seja, voltaram para o país de origem.


FONTE: G1

Brasil acolhe palestinos

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

São Paulo – A partir de hoje (21), o Brasil começa a receber uma parte dos refugiados da Palestina que estão morando há quatro anos num campo de refugiados no meio do deserto da Jordânia, em Ruweished. No total, o governo brasileiro vai acolher 117 palestinos que serão enviados para os estados de São Paulo e do Rio Grande do Sul. Nesse primeiro grupo, cerca de 40 refugiados, entre idosos, homens, mulheres e crianças, chegam ao país.

A decisão de trazer os palestinos foi do Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), órgão ligado ao Ministério da Justiça, que junto com o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) e de organizações não-governamentais vão dar todo o apoio necessário. "Esse gesto demonstra todo o caráter humanitário brasileiro", afirmou a embaixadora da Palestina em Brasília, Mayada Bamie.

De acordo com ela, essa não é a solução para o problema da Palestina, mas é uma ajuda. "A solução seria o retorno dos refugiados aos seus lares na Palestina, conforme a Resolução 194 da ONU", acrescentou Mayada. Segundo ela, o governo brasileiro e o ACNUR vão dar apoio na área da saúde, educação e habitação. "O Brasil fará todas as ações e esforços para ajudar esses palestinos", diz Mayada.

Segundo o presidente da Liga Parlamentar Brasil-Países Árabe, Nelson Mourão, o Brasil tem uma posição a favor da Palestina. "Essa ação é um passo importante para a solidariedade do Brasil com o povo palestino", afirmou ele, que pretende levar um grupo de deputados árabes para conversar com os refugiados.

Antes de chegarem ao campo Ruweished, o grupo estava refugiado no Iraque, mas abandonou o país após a queda do regime de Saddam Hussein, em 2003. Muitos palestinos conseguiram fugir para a Jordânia e Síria, onde foram abrigados em campos na fronteira com o Iraque. Segundo dados do ACNUR, calcula-se que atualmente cerca de 15 mil palestinos ainda estão no Iraque.

As condições em Ruweished, que fica a 70 km da fronteira com o Iraque, são muito precárias. Segundo informações do ACNUR, o campo é infestado por escorpiões, as tempestades de areia são constantes e as variações climáticas tornam a região inóspita.

"Queremos chamar a comunidade palestina e árabe em geral para ajudar e colaborar para que a vida dos refugiados palestinos no Brasil seja a mais normal possível", disse o secretário-geral da Federação Árabe Palestina do Brasil (Fepal), Emir Mourad.

Refugiados no Brasil

Atualmente, o Brasil possui cerca de 3,4 mil refugiados reconhecidos, provenientes de 69 nacionalidades diferentes. Segundo dados da CONARE, 78,1% dos refugiados vieram do continente africano, 8,94% do continente europeu, 6,85% do americano e 6,1% do asiático. Desse total, 74% são do sexo masculino e 26% do sexo feminino.

Desde 2004, o Brasil conta com o Programa de Reassentamento Solidário, que beneficia cerca de 200 refugiados, a maioria colombiana. Segundo informações do ACNUR, o reassentamento é uma medida de proteção que oferece um ambiente mais seguro para os refugiados que continuam enfrentando ameaças, perseguições e problemas de integração no país de refúgio.

Canal Futura quer parceria com televisões árabes

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

São Paulo – O canal brasileiro de televisão Futura tem interesse em formar parcerias com canais de televisões árabes para o intercâmbio de profissionais, programas e co-produções. A afirmação foi feita à ANBA pela gerente-geral do Canal Futura, Lúcia Araújo. O Futura já tem parcerias com Moçambique, México e Equador. "Somos o primeiro canal do Brasil com um repórter africano no ar e queremos ser também o primeiro a ter um repórter árabe", afirmou Lúcia.

Um dos motivos para essa parceria é o fato do Brasil ter uma grande comunidade de árabes e descendentes e um dos ideais do Canal Futura é, justamente, mostrar para a população a formação da identidade brasileira. "Os brasileiros já sabem muito da contribuição japonesa e italiana, por exemplo, na formação da nossa cultura. Agora, queremos mostrar também a influência dos árabes, não só no quibe e na esfiha, mas também na dança, literatura e comércio", disse Lúcia,

Segundo ela, o Canal Futura já realizou programas com índios, africanos e europeus no Brasil. "Seria bem interessante fazer um programa sobre a convivência de árabes e judeus, por exemplo, no Brasil. O país daria um ótimo 'case' sobre essa convivência", disse Lúcia, que já tem várias idéias de programas. "Podíamos fazer vários programas mostrando essa herança cultural árabe para apresentar tanto aqui quanto lá (nos países árabes)", acrescentou.

De acordo com Lúcia, a idéia de ter parcerias com canais árabes seria para proporcionar mais informações sobre essa contribuição árabe no Brasil. "Gostaria de tentar traçar pontes para o reencontro das raízes", disse. A troca de programas e de repórteres, segundo ela, seria muito positiva.

Há três anos, Lúcia visitou a sede da Al Jazeera, rede de televisão árabe no Catar, e ficou bem entusiasmada com a emissora. "Precisamos restabelecer os contatos", disse.

Mais que um canal

O Canal Futura, com sede no Rio de Janeiro, foi criado em 1997 com o objetivo de levar mais educação ao povo brasileiro, não só educação escolar, mas em todas as áreas. Atualmente, sua programação é levada para 60 milhões de pessoas, por meio de antenas parabólicas, TV por assinatura e TV aberta.

Os programas do Futura também são utilizados por cerca de 12 mil instituições, entre escolas, creches, presídios, hospitais, centros de saúde, universidades, bibliotecas, ONGs, sindicatos, empresas e órgãos públicos. O conteúdo dos programas também é trabalhado por jovens e líderes comunitários em todos esses locais.

O Futura conta com a parceria de diversas empresas e associações, que além de contribuírem financeiramente, atuam ativamente da sua gestão e do desenvolvimento de seus programas e ações sociais. A qualidade do conteúdo do Canal Futura já despertou o interesse de redes internacionais, tanto que seus programas já foram licenciados para tvs da Europa, África, Estados Unidos, Ásia e América do Sul.

Contato

Canal Futura
Tel.+55 (21) 2502-0022
Email: lucia@futura.org.br
Site: www.futura.org.br


http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15942

Hoje: palestra sobre arabismo - São Paulo

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

São Paulo  - A Casa do Saber, espaço de cultura que tem duas sedes na cidade de São Paulo, receberá, na próxima segunda-feira (17), em sua unidade no Jardim Paulistano, o debate "Desdobramentos do Arabismo no Brasil".

O debate será seguido do lançamento do livro "Gramática do Árabe Moderno", de David Cowan, traduzido e adaptado por Safa Jubran. Também será lançada a Tiraz 3 – Revista de Estudos Árabes e das Culturas do Oriente Médio, publicação anual da Pós-Graduação em Língua, Literatura e Cultura Árabe da Universidade de São Paulo (USP).

O evento é uma promoção da Livraria da Vila, Instituto de Cultura Árabe, Editora Globo e Área de Língua, Literatura e Cultura Árabe da USP. Participam do encontro os articulistas e editores Adma Muhana, Antonio Brancaglion Jr., Leon Kossovitch, Mamede Mustafa Jarouche, Michel Sleiman, Miguel Attie Filho e Safa Jubran.

O debate ocorre entre 19h e 20h, no segundo andar da Casa do Saber, no auditório. O lançamento do livro e da revista acontece no andar térreo da Casa do Saber, onde fica a Livraria da Vila, das 20h às 22h. A Casa do Saber fica na rua Doutor Mário Ferraz, 414, no Jardim Paulistano, em São Paulo. A entrada é gratuita.

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15903

Prefeitura de São Paulo promove eventos culturais árabes

São Paulo – Dança folclórica da Síria, canções folclóricas libanesas, aula de poesia árabe, oficina de gastronomia, seminários e debates sobre a cultura árabe fazem parte da programação de setembro da Secretaria Municipal da Cultura da Prefeitura de São Paulo.   

Os eventos estão sendo realizados no Centro Cultural da Juventude (CCJ), espaço da prefeitura dedicado aos jovens, na Vila Nova Cachoeirinha e são gratuitos. Hoje (15), por exemplo, o Chef Samir, do Restaurante Folha de Uva, vencedor do prêmio "Melhor Prato do Brasil Servido em Restaurante", vai ensinar alguns pratos da culinária síria-libanesa.

Amanhã, no laboratório de idiomas do CCJ, as professora doutora em História, Arlene Clemesha, da Universidade de São Paulo (USP) e a presidente do Instituo da Cultura Árabe (Icarabe), Soraya Smaili, vão falar sobre a formação do mundo árabe e as influências da cultura árabe no mundo através dos tempos. No domingo (16), no projeto Café Cultural, encontro mensal que ocorre no CCJ, as professoras Arlene e Isabelle Soma, também da USP, discutir as atualidades do mundo árabe e o papel da mídia na divulgação dos fatos.

Na biblioteca do CCJ, no dia 19, os jovens vão aprender um pouco mais sobre a literatura e poesia árabe com o professor Michel Sleiman, tradutor e autor de "A Poesia Árabe- Andaluzza" e "Literatura Doutrinada na Corte de Avis".

No dia 20, é dia de música e dança. O grupo Mabruk vai apresentar um espetáculo de danças folclóricas da Síria, enquanto o músico e compositor Sami Bordokan vai dar um show de músicas folclóricas libanesas.

Para saber mais informações sobre a programação do CCJ acesse o site http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/

A programação vai até o dia 29.

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15906




My great love

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Eu sonhei
I have been dreaming
e esperei
and waiting
por seu amor
for your love
e o meu coração se acostumou
and my heart have habit
a sonhar com você
of dreaming with you
E de repente eu te encontrei
and suddenly I found you
eu vi no seu olhar
I saw in your eyes
a paixão que eu sonhei pra mim
the passion that I dreamed

Quando eu te vi,

When I saw you
acreditei
I believed
Que o amor
That love
Não era só um sonho meu
wasn´t only a dream of mine
Eu acordei
I wake up
e o mundo inteiro acendeu
And the hole world has light
Não pára de brilhar
Don´t stop of shinning
E o meu olhar
and my eyes
só vê o seu
only see your eyes
eu encontrei
I have found
Meu grande amor
My great love

Pode chover
It can rain
o céu cair
the sky to fall
que nada vai
that nothing
tirar o que eu guardei
can take what I keep
dentro de mim
Inside me
é só pensar em você
Only think about you
no amor que guia
this love the guide
os nossos corações
our hearts
Se o mundo te esconder
If the world hide you
por traz de muros e prisões
behind walls and prisons
Te encontrarei
I will found you
Meu grande amor
My great love

Só os tolos podem pensar
Only the fools can think
que o amor se deixa enganar
that we can lie to the love
nada poderá
nothing can
mudar os rumos da paixão
change the routes of passion
Foi ele que nos escolheu
Was the love that choice us
não foi você nem eu
was not you or I
Meu grande amor
My great love

Aconteceu
It just happened
estava escrito assim
Maktube
eu em você, você em mim
I in you, you in me
Eu te encontrei
I found you
Meu grande amor
My great love


Music: Lara Fabian
Free translation: Mirela Goi

Mulheres árabes entre as 100 mais influentes do mundo

São Paulo - Cinco mulheres árabes fazem parte da lista das 100 mulheres mais influentes do mundo publicada na última semana pela revista Forbes. A publicação norte-americana é especializada em economia e negócios. As árabes ocupam o 72º, 79º, 82º, 97º e 99º lugares. O primeiro lugar na lista, entre as árabes, é de Maha Al-Ghunaim, presidente e diretora administrativa da companhia de investimentos Global Investment House (GIC), do Kuwait.

Maha tem 47 anos de idade e fundou, em 1998, a Global Investment House. Acabou cedendo, porém, o cargo de chefia a um banqueiro de mais idade. O motivo: por ser mulher, Maha não podia comparecer a reuniões informais na casa de executivos após o expediente, como reza a tradição do Kuwait, e é nesses encontros que muitas vezes negócios são fechados.

Em março de 2007, ela finalmente chegou à presidência da empresa. "A história e a experiência me ensinaram que se você fecha negócios, as pessoas entram em contato com você", diz. Sob seu comando, o banco de investimentos cresceu e hoje administra ativos de mais de US$ 7 bilhões. Recentemente, a companhia recebeu permissão para operar no Catar e agora pretende entrar na Arábia Saudita.

Maha Al-Ghunaim acredita que existem muitas oportunidades no Oriente Médio e Norte da África. Ela participa de mais de meia dúzia de conselhos, é presidente no Kuwait da organização pan-árabe Young Arab Leaders, que promove a educação e o empreendedorismo.

A mulher árabe de número 79 na lista da Forbes é Mozah Bint Nasser Al-Missned, primeira-dama do Catar. Mozah vem usando sua influência crescente para promover a educação e o desenvolvimento no mundo árabe e em seu país, rico em reservas de gás natural e sede da rede de TV Al-Jazeera, que pertence ao seu marido, o emir Hamad Ben Khalifa Al-Thani. Em maio último, Mozah viajou pelos Estados Unidos, onde fez uma série de discursos sobre as concepções errôneas que os ocidentais têm das mulheres muçulmanas e sobre a necessidade de se combater a violência no Oriente Médio por meio da erradicação da pobreza e da falta de esperança.

Recentemente, Mozah anunciou a criação da Fundação Árabe para a Democracia, com uma doação de US$ 10 milhões do seu marido, o emir do Catar. A fundação deverá incentivar o desenvolvimento da sociedade civil e estimular a liberdade de imprensa, entre outras ações. Mozah já defende a liberdade de expressão nos debates que ocorrem em Doha, capital do Catar, fóruns mensais onde são debatidas questões polêmicas com a participação de convidados como lideranças de Israel.

Uma das maiores realizações de Mozah Bint Nasser Al-Missned é a Cidade da Educação, um campus de 4,046 mil metros quadrados perto de Doha, que abriga filiais das universidades de Georgetown, Carnegie Mellon e Virginia Commonwealth.

A rainha da Jordânia, Rania Al-Abdullah, ocupa a 82ª posição na lista da revista Forbes. Rania é uma grande defensora dos direitos das mulheres no Oriente Médio. A rainha também chama a atenção para a necessidade de ajudar a juventude do mundo árabe. Muitas mudanças estão acontecendo por influência da rainha Rania. Um exemplo: a Injaz al-Arab, organização não-governamental (ONG) voltada para a educação de crianças em países árabes. Em abril deste ano, a Jordânia inaugurou seu primeiro museu interativo para crianças.

O trabalho de Rania for reconhecido nos Estados Unidos: em maio, a Universidade de Harvard batizou duas bolsas de estudo para mulheres jordanianas com o nome da rainha.

A 97ª posição na lista das 100 mulheres mais influentes do mundo, segundo a revista Forbes, é ocupada por Vidya Chhabria, presidente da companhia Jumbo Group, dos Emirados Árabes Unidos, com capital avaliado em US$ 2 bilhões. Chhabria assumiu a presidência do conglomerado em 2002, após a morte de seu marido, Manu Chhabria.

Sediado em Dubai, o grupo administra 28 companhias operando em mais de 50 países, nos setores de bens duráveis, produtos químicos, maquinário, bebidas alcoólicas e agricultura. A companhia é mais conhecida como proprietária da Jumbo Electronics, uma das maiores distribuidoras de produtos eletrônicos, tecnologia da informação, produtos para o setor de telecomunicações e eletrodomésticos do mundo.

O 99º lugar na lista da Forbes é ocupado por Lubna Al Qasimi, ministra da Economia dos Emirados Árabes Unidos. Lubna assumiu o cargo em 2004. Ela ficou em evidência no ano passado, após a tentativa da companhia Dubai Ports World de assumir a administração de importantes portos nos Estados Unidos. Coube a Lubna tranqüilizar o mercado internacional.

Em abril deste ano, Lubna foi aos Estados Unidos em missão especial e reuniu-se com 30 congressistas, durante quatro dias, para "mostrar a cara dos Emirados Árabes Unidos", como ela mesma diz, com um sotaque norte-americano perfeito. Em seu país, Lubna implementou leis mais rigorosas para evitar a ação de especuladores no mercado de ações, exigiu maior transparência e introduziu conceitos de governança corporativa. A ministra de 49 anos de idade viaja para quatro países por mês para promover relações comerciais. "Estamos construindo nossa 'marca'", ela afirma.

Formada em ciência da computação pela California State University, Lubna foi diretora de tecnologia da informação do Departamento de Portos de Dubai. Posteriormente, o vice-presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed Bin Rashid Al Maktoum, encarregou Lubna de cuidar de uma nova empresa de comércio eletrônico (www.tejari.com), que ela transformou na maior companhia on-line de business-to-business (B2B) do Oriente Médio.

Em junho deste ano, Qasimi lançou um perfume com seu nome, na loja de artigos de luxo Saks Fifth Avenue em Dubai, e doou 20% do lucro para a organização de Dubai Amigos dos Pacientes de Câncer, onde é membro do conselho administrativo. O restante do lucro ficou com o criador do perfume e com a Saks.

Pelo segundo ano consecutivo, Angela Merkel, primeira mulher a ser eleita chanceler da Alemanha, encabeça a lista de mulheres mais influentes do mundo. Entre outras realizações, Merkel conseguiu fazer com que os países membros do G8 concordassem em reduzir de forma significativa a emissão de gás carbônico e convenceu os países da União Européia (UE) a assinar um acordo para modificar a Constituição Européia.

*Tradução de Gabriel Pomerancblum
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15802

Akon - Sorry, Blame It On Me

sábado, 8 de setembro de 2007

As life goes on I’m starting to learn more and more about responsibility
I realize everything I do is affecting the people around me
So I want to take this time out and apologize for things I have done
And things that have not occurred yet
And the things they don’t want to take responsibility for

I’m sorry for the times I left you home
I was on the road and you were alone
I’m sorry for the times that I had to go
I’m sorry for the fact that I did not know
That you were sitting home just wishing we
Could go back to when it was just you and me
I’m sorry for the times I would neglect
I’m sorry for the times I disrespect

I’m sorry for the wrong things that I’ve done
I’m sorry I’m not always there for my son
I’m sorry for the fact that I am not aware
That you can’t sleep at night when I am not there
Because I am in the streets like everyday
Sorry for the things that I did not say
Like how you are the best thing in my world
And how I am so proud to call you my girl

Chrous:
I understand that there’s some problems
And I’m not too blind to know
All the pain you kept inside you
Even though you might not show

If I can't apologize for being wrong
Then it’s just a shame on me
I’d be the reason for your pain
And you could put the blame on me

you could put the blame on me
you could put the blame on me
you could put the blame on me
you could put the blame on me

said, you could put the blame on me
said, you could put the blame on me
said, you could put the blame on me
you could put the blame on me

I'm sorry for the things that he put you through
and all the times you didn't know what to do
I'm sorry that you had to go and sell those bags
To try to stay busy till you heard from dad
You would rather be home with all your kids
as one big family with love and bliss
Even though pops treated us like kings
He got a second wife and you didn't agree

He got up and left you there all alone
I'm sorry that you had to do it on your own
I'm sorry that I went and added to your grief
I'm sorry that you son was once a thief

I'm sorry that I grew up way to fast
I wish I would've listened and not be so bad
I'm sorry that your life turned out this way
I'm sorry that the feds came and took me away

I understand that there’s some problems
And I’m not too blind to know
All the pain you kept inside you
Even though you might not show

If I can't apologize for being wrong
Then it’s just a shame on me
I’d be the reason for your pain
And you could put the blame on me

you could put the blame on me
you could put the blame on me
you could put the blame on me
you could put the blame on me

said, you could put the blame on me
said, you could put the blame on me
said, you could put the blame on me
you could put the blame on me

I’m sorry that it took so long to see
But they were dead wrong, trying to put it on me
I’m sorry that it took so long to speak
But I was on tour with Gwen Stefani

I’m sorry for the hand that she was dealt
And for the embarrassment that she felt
She’s just a little young girl tryin to have fun
But daddy should of never let her out that young

I’m sorry for Club Zen getting shut down
I hope they manage better next time around
How was I to know she was underage
In a 21 and older club they say

Why doesn’t anybody want to take blame
Verizon backed out, disgracing my name
I’m just a singer trying to entertain
Because I love my fans, I’ll take that blame

Even though the blame’s on you
Even though the blame’s on you
Even though the blame’s on you
I’ll take that blame from you

And you could put that blame on me
And you could put that blame on me
you could put that blame on me
you could put that blame on me

And you could put the blame on me
And you could put the blame on me

My personal CD (listening)

1- Fergie - Big Girls Don´t Cry
2- Akon - Dont Matter
3- R. Kelly - The Storm is Over
4- Shakira - Don´t Bother
5- Madonna - The Power of Good-bye
6- Biquini Cavadão - Quando eu te encontrar
7- Rihanna - Umbrella
8- Akon - Sorry, Blame It On Me
9- Marina Lima - Eu te amo você
10- Vanessa da Mata - Gatos
11- Westlife - Flying Without Wings
12- Lara Fabian - Meu Grande Amor
13- Whigfield - Junto a ti
14- Natacha Atlas - Gafsa
15- Nelly Furtado feat.Timbaland- Say it righ

Everybody's looking for that something
One thing that makes it all complete
You'll find it in the strangest places
Places you never knew it could be

Some find it in the face of their children
Some find it in their lover's eyes
Who can deny the joy it brings
When you've found that special thing
You're flying without wings

Some find it sharing every morning
Some in their solitary lives
You'll find it in the words of others
A simple line can make you laugh or cry

You'll find it in the deepest friendship
The kind you cherish all your life
And when you know how much that means
You've found that special thing
You're flying without wings

So, impossible as they may seem
You've got to fight for every dream
Cos who's to know which one you let go
Would have made you complete

Well, for me it's waking up beside you
To watch the sunrise on your face
To know that I can say I love you
In any given time or place

It's little things that only I know
Those are the things that make you mine
And it's like flying without wings
Cos you're my special thing
I'm flying without wings

And you're the place my life begins
And you'll be where it ends

I'm flying without wings
And that's the joy you bring
I'm flying without wings


"Flying Without Wings" - Westlife

A picture because i´m happy today

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Mesmo tento os mesmos motivos de tristeza!
Eu estou muito feliz hoje! :-)

Já ouviu alguém dizer, eu não prometi nada!

Isso não existe, a promessa é algo que não precisa ser dita, ou pensada. Quando damos carinho a alguém, a promessa surge como pode surgir o amor, ou a amizade.

Promessa é sentimento.

Próxima atração do Unimed Arte

- Artista: Marina Lima

- Datas: 02 e 03 de outubro

- Horário: 21h00

- Local: Teatro Interno do Centro de Convivência Cultural

- Início das vendas: 25 de setembro - terça à domingo, nas bilheterias do centro de convivência cultural, das 16h às 20h.
25 de setembro até 28 de setembro, das 12h às 15h - exclusivo para cooperados e funcionários - sede da Unimed Campinas.

- Preços:
Inteira: R$ 50,00
Clientes Unimed Campinas: R$ 40,00
Estudantes e maiores de 65 anos: R$ 25,00


rss desta vez eu vou!!

Love you I

Acho que não sei não
I don´t think so, no
Eu não queria dizer
I won´t wanna say
Tô perdendo a razão
I´m losing my mind
Quando a gente se vê
When we see each other

É tudo tão difícil
Eut everything is so hard
Que eu não vejo a hora
That I can´t expect the time
Disso terminar
of the end
E virar só uma canção
and turn it only a song
Na minha guitarra
in my guitar

Eu te amo você
Love you I
Já não dá prá esconder
Also I can´t hide
Essa paixão
This passion

Eu queria te ver
I wanna see you
Sentindo esse lance
feeling the same thing
Tirando os pés do chão
Foots in the air
Típico romance
Kind romantic

Mas tudo é tão difícil
But, everything is so hard
Que era mais fácil
That was easy
Tentarmos esquecer
Try to forget
E virar só uma ilusão
And turn it only a ilusion
Nessa madrugada
In this night

Eu te amo você
Love you I
Já não dá prá esconder
Also I can´t hide
Essa paixão
This passion

Mas não quero te ver
But won´t see you
Me roubando o prazer da
Stolen my preasure
Solidão
of loniness

Eu te amo
I love you
Te amo você
Love you I
Não precisa dizer
Dont need say
O mesmo não
The same, no
Mas não quero te ver
But won´t see you
Me roubando o prazer da
Stolen my preasure
Solidão
of loniness


Marina Lima

Free translation: Mirela Goi

Jogo dos Faraós

São Paulo – Um dos jogos de tabuleiro de madeira mais vendido pela empresa paulista Mitra - Oficina de Criação é o Senet, ou Jogo dos Faraós. Originário do Antigo Egito, há mais de cinco mil anos, e considerado como o precursor do gamão, o Senet hoje ajuda as crianças brasileiras a desenvolver o raciocínio e aprender história.

A idéia de produzir e adaptar o jogo para as crianças foi da professora de Educação Artística, Marta Giartini, que junto com seu marido, Jorge Massao Takehara, formado em engenharia, criou a pequena empresa Mitra, que produz 18 tipos diferentes de jogos de tabuleiro de madeira. Segundo Marta, o jogo mais vendido por eles é o Futebox, de futebol, e em segundo lugar está o Senet. "É um jogo que tem uma bagagem cultural muito forte. Foram encontrados milhares de fragmentos do jogo em diversas escavações arqueológicos no Egito", afirmou.

De acordo com Marta, os faraós tinham tabuleiros bem mais rebuscados, feitos com material mais nobre, do que o resto da população. Existem relatos de que foi encontrado um tabuleiro de ébano e marfim, com as peças em ouro, no túmulo de Tutankamon, um dos faraós mais famosos do Egito.

No tabuleiro adaptado por Marta há cinco hieróglifos desenhados. Cada um representa uma "casa de proteção", ou uma armadilha. O Senet, que é para ser jogado entre duas pessoas, é composto por um tabuleiro de madeira com 30 casas, cinco peças brancas, cinco peças escuras e quatro bastões, que são usados como dados para o jogador avançar as casas. "É um jogo de percurso. Ganha quem percorrer primeiro com todas as peças até a última casa", explicou Marta.

Segundo ela, junto com o jogo vai um papel com as instruções e a história da origem do jogo. Isso se repete para cada um dos jogos produzidos pela empresa. A linha desenvolvida pela Mitra vem de tradições populares, desde as civilizações mais antigas até as atuais "Trabalhamos com vários dos jogos mais antigos do mundo", disse Marta. Entre os países de origem estão China, Ilha de Madagascar, Nepal, Dinamarca e diversas outras nações da Europa e África.

O curioso é que todos os jogos da Mitra, quando estão com os tabuleiros fechados, têm o formato de um livro. "No começo fazíamos estojos, mas sobrava muito espaço vazio dentro da caixa, então resolvi adaptar em formato de livro. Acho que foi uma boa idéia, porque o livro tem um respeito maior das crianças do que os brinquedos em geral. Elas tomam mais cuidado", disse Marta.

Cinco anos

A Mitra está há cinco anos no mercado brasileiro. Além dos jogos de tabuleiro, como damas, trilha e gamão, a empresa trabalha também com outros jogos educativos e desafios individuais. Todos são feitos com madeira reflorestada. Na produção, trabalham apenas Marta, seu marido e mais uma artesã. Mesmo assim, a Mitra fornece, atualmente, para mais de 150 lojas no Brasil.

Segundo Marta, eles produzem entre 500 e 600 jogos por mês, mas têm capacidade para produzir até 2 mil. "Nossa idéia agora é começar a exportar. Já estamos fazendo curso para capacitação e vendo algumas feiras", disse.

Contato

Mitra – Oficina de Criação
Tel. +55 (11) 5845-1544
Fax +55 (11) 5845-0803
Site: www.mitraciacao.com.br


Marina Sarruf
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15801

The Storm Is Over Now

segunda-feira, 3 de setembro de 2007


I was in a tunnel
And couldn't see the light
And whenever I'd look up
I couldn't see the sky
Sometimes when I'm standin'
It seems like I done walked for miles
And my heart could be cryin'
Dead in the middle of a smile

But then I climbed the hills
And saw the mountains
I hollered help 'cause I was lost
Then I felt the strong wind
Heard a small voice sayin'

The storm is over
(The storm is over now)
And I can see the sunshine
(Somewhere beyond the clouds)
I feel Heaven, yeah
(Heaven is over me)
Come on and set me free, whoa

Now in the midst of my battle
All hope was gone
Downtown in a rushed crowd
And felt all alone
And every now and then
I felt like I would lose my mind
I've been racin' for years
And still no finish line, oh

But then I climbed the hills
And saw the mountains (Mountains)
I hollered help 'cause I was lost
Then I felt the strong wind
And then a small voice sayin'

The storm is over
(The storm is over now)
And I can see the sunshine
(Somewhere beyond the clouds)
I can feel Heaven, yeah
(Heaven is over me)

Come on and set me free

Somehow my beginning stepped right in (Right in)
Then faith became my friend (My friend)
And now I can depend
On the voices of the wind
When it's sayin' (Sayin')

The storm is over
(The storm is over now)
And I can see the sunshine
(Somewhere beyond the clouds)
I can feel Heaven, yeah
(Heaven is over me)

Won't you come and set me free
Won't you set me free

The storm is over
(The storm is over now)
And I can see the sunshine
(Somewhere beyond the clouds)
I can feel Heaven, yeah
(Heaven is over me)
Won't you come and set me free


26 Anos de Cultura Árabe de Campinas

sexta-feira, 31 de agosto de 2007


Comemorações dos 26 Anos de Cultura Árabe de Campinas e da Semana da Cultura Árabe

10 a 14 de outubro do Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes:

 

1-      10 de outubro – 10 às 21h Galerias – abertura da exposição EXCLUSIVA para alunos da rede pública municipal: literatura, contos e brincadeiras infantis árabes

 

2-      11 outubro - Teatro e Galerias – 20h Abertura Oficial para convidados com apresentação de Música Clássica Árabe e Danças Folclóricas – coquetel - 

 

3-      12 a 14 de outubro -14 às 21h Galerias –  abertura da exposição para o público

4-   dia 12 – 6ªfeira-  20h Teatro interno –

       Apresentação de Danças Folclóricas

 

5-      13 – sábado-  Teatro interno –

     

      18h e 20h Apresentação de Danças Folclóricas

 

Mercado Municipal

- 13 – sábado – 10h30 Apresentação de Danças Folclóricas

 

Feira de Artesanato – Centro de Convivência

13 – sábado – 11h30 - Apresentação de Danças Folclóricas

14 – domingo – 11h30 - Apresentação de Danças Folclóricas

 

Narguilé no Brasil

Dizem que fumar narguilé é pior que cigarro comum! Em campinas você pode encontrar Narguilé no Shopping Dom Pedro :) segue a notícia interessante...


São Paulo – A difusão do uso do narguilé no Brasil está impulsionando o aumento das importações do produto dos países árabes. Enquanto entre janeiro e julho do ano passado as compras de narguilés árabes por parte dos brasileiros somaram US$ 18,8 mil, nos mesmos meses deste ano as importações alcançaram US$ 125 mil. O narguilé é aparelho para fumo tradicional no mundo árabe e entra no Brasil com a denominação de cachimbo ou piteira. Os números indicam aumento de 564% nas compras destes produtos no período.

"O turismo tem aumentado nos países árabes. Os ocidentais acabam conhecendo os hábitos dos árabes e quando voltam para os seus países procuram estes produtos", afirma o assessor especial da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Ely Dawly. Ele lembra também que a internet facilitou o contato dos demais países com os costumes árabes. No Brasil, o narguilé pode ser visto tanto em bares e restaurantes, onde normalmente é alugado pelos clientes para fumar, como pode ser adquirido em lojas de presentes e em tabacarias.

Os narguilés árabes adquiridos pelo Brasil neste ano vieram do Egito, Síria, Emirados Árabes Unidos e Líbano. O Egito foi o maior fornecedor, com US$ 80 mil. O segundo foi a Síria com US$ 26 mil, o terceiro os Emirados, com US$ 17,4 mil, e o quarto o Líbano, com US$ 1,4 mil. Entre os egípcios o narguilé é conhecido como shisha. As importações deste ano superaram as do ano passado inteiro, que somaram US$ 80 mil.

Muitos consumidores, segundo o empresário Radwan Raad, proprietário da Império Árabe, importadora paranaense de produtos árabes, compram o aparelho para decoração. "Eles querem algum objeto árabe", diz Raad. Normalmente decoradas, as shishas têm na parte inferior um vaso para se colocar água, geralmente de vidro. A parte superior - onde vão o fumo, que pode ser de vários sabores, e o carvão - é de metal. Para fumar, aspira-se por uma mangueira que faz a fumaça passar pela água e o que chega à boca parece um vapor frio, só que com sabor.

O empresário confirma que a procura pelo narguilé está crescendo no Brasil. De acordo com ele, já se disseminou entre os brasileiros o costume de reunir os amigos para fumar narguilé. "As pessoas levam o narguilé para a praia, para os bares, juntam os amigos para conversar e fumar", lembra Raad.

Bil Rajab, um dos proprietários dos bares Alibabar, de temática árabe, também fala da alta procura pelo produto. No Alibabar, que tem unidades na Vila Olímpia e na Zona Norte, em São Paulo, os clientes chegam a trazer os seus narguilés de casa para fumar.

Rajab afirma que quando ele abriu o primeiro Alibabar, na Zona Norte, há cinco anos, não tinha notícia de outro estabelecimento que oferecesse o produto. Hoje, vários bares, até sem a temática árabe, alugam o narguilé para os seus clientes fumarem. No Alibabar, o aluguel de um aparelho com dois carvões custa R$ 19. Se o cliente trouxer o narguilé de casa vai pagar R$ 10 para entrar com ele no bar. Quando abriu o Alibabar, Rajab até vendia narguilés, que ainda eram peças raras no Brasil. Mas ele saiu do negócio. "Hoje em qualquer esquina você encontra narguilé para comprar", diz.

De acordo com o importador Radwan, os preços do produto variam muito, mas os mais procurados, no Brasil, são os importados por preços entre US$ 10 e US$ 15. Nos países árabes, segundo o empresário, metade dos narguilés é feita de forma artesanal, em produções familiares. A outra metade é feita em indústrias, mas de pequeno porte.

Os chineses, porém, já descobriram o narguilé e estão fabricando o produto para exportar e vender até mesmo para os próprios árabes. O Brasil importa narguilés chineses. Nos sete primeiros meses do ano passado, levando em conta todas as importações do produto feitas pelo Brasil – e não apenas as oriundas do mundo árabe – o Egito foi o maior fornecedor, mas a China foi o segundo. O Brasil importou da China US$ 33 mil em cachimbos e piteiras entre janeiro e julho de 2007. O Brasil importou, nestes produtos, oriundos de diversas partes do mundo, um total de US$ 175 mil nos primeiros sete meses deste ano.

Apesar de os valores ainda não serem muito grandes, as compras de narguilés dos países árabes vêm aumentando a cada ano no Brasil. Em 2004, por exemplo, elas estavam em US$ 13,4 mil. Passaram para US$ 44,3 mil em 2005 e para US$ 80 mil em 2006.


Isaura Daniel
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15736

Píramo e Tisbe

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Píramo era o mais belo jovem, e Tisbe, a mais formosa donzela, em toda a Babilônia, onde Semíramis reinava. Seus pais moravam em casas contíguas; a vizinhança aproximou os dois jovens e o conhecimento transformou-se em amor. Seriam venturosos se se casassem, mas seus pais proibiram. Uma coisa, contudo, não podiam proibir: que o amor crescesse com o mesmo ardor no coração dos dois jovens. Conversaram por sinais ou por meio de olhares, e o fogo se tornava mais intenso, por ser oculto. Na parede que separava as duas casas, havia uma fenda, provocada por algum defeito de construção. Ninguém a havia notado antes, mas os amantes a descobriram. Que há que o amor não descubra? A fenda permitia a passagem da voz; e ternas mensagens passaram nas duas direções através da fenda. Quando Píramo e Tisbe se punham de pé, cada um de seu lado, suas respirações se confundiam.

- Parede cruel! – exclamavam. – Por que manténs separados dois amantes? Mas não seremos ingratos. Devemos-te, confessamos, o privilégio de dirigir palavras de amor a ouvidos complacentes.

Diziam tais palavras, cada um de seu lado da parede; e, quando a noite chegava e tinham de dizer adeus, apertavam o lábio contra a parede, ela do seu lado, ele do outro, já que não podiam aproximar-se mais.

De manhã, quando Aurora expulsara as estrelas e o sol derretera o granizo nas ervas, os dois encontraram-se no lugar de costume. E então, depois de lamentarem seu cruel destino, combinaram que, na noite seguinte, quanto tudo estivesse quieto, eles se furtariam aos olhares vigilantes, deixariam suas moradas, dirigir-se-iam ao campo e, par um encontro, iriam ter a um conhecido monumento que ficava fora dos limites da cidade, chamado o Túmulo de Nino, e combinaram que aquele que chegasse primeiro esperaria o outro, junto de uma certa árvore. Era uma amoreira branca, próxima da uma fonte. Tudo ficou combinado, e os dois aguardaram, impacientes, que o sol se escondesse sob as águas e que a noite delas se levantasse. Então, Tisbe ergueu-se, cautelosamente, sem ser observada pela família, cobriu a cabeça com um véu, caminhou até o monumento e sentou-se embaixo da árvore. Enquanto estava ali sentada, sozinha, à luz difusa da noite, avistou uma leoa, que, com a boca ensangüentada por uma presa recente, aproximava-se da fonte, para matar a sede. Ao vê-la, Tisbe fugiu e refugiou-se numa gruta, deixando cair o véu quando fugia. A leoa, depois de saciar a sede na fonte, virou-se para voltar aos bosques, e, ao ver o véu no chão, investiu contra ele e despedaçou-o com sua boca ensangüentada.

Píramo, que se atrasara, aproximou-se, então, do local do encontro. Viu, na areia, as pegadas da leoa, e o sangue fugiu-lhe das faces. Logo em seguida, encontrou o véu, dilacerado e cheio de sangue.

- Desventurada donzela! – exclamou. – Fui a causa de tua morte! Tu, mais digna de viver do que eu, caíste como primeira vítima. Seguir-te-ei. Fui o culpado, atraindo-te a um lugar tão perigoso, e não estando ali eu próprio para guardar-te. Vinde, leões, dos rochedos e despedaçai com vossos dentes este corpo maldito!

Apanhou o véu, levou-o até a árvore onde fora combinado o encontro, e cobriu-o de beijos e de lágrimas.

- Meu sangue também manchará teu tecido – exclamou.

E arrancando a espada, mergulhou-a no coração.

O sangue esguichou da ferida, tingiu de vermelho as amoras brancas da árvore, e penetrando na terra, atingiu as raízes, de modo que a cor vermelha subiu, através do tronco, até o fruto.

Enquanto isso, Tisbe, ainda trêmula de medo, e não desejando, contudo, desapontar o amante, saiu cautelosamente, procurando o jovem com aflição, ansiosa por contar-lhe o perigo que atravessara. Ao chegar ao local e vendo a nova cor das amoras, duvidou de que estivesse no mesmo lugar. Enquanto hesitava, avistou um vulto que se debatia nas vascas da agonia. Recuou, e um tremor percorreu-lhe todo o corpo, como a água tranqüila se encrespa ao ser atingida por uma lufada repentina de vento. Logo, porém, reconheceu o amante, gritou e bateu no peito, abraçando-se ao corpo sem vida, derramando lágrimas sobre as feridas e beijando aos lábios frios.

- Píramo, quem te fez isto? – exclamou. – Responde, Píramo! É tua Tisbe quem fala. Sou eu, a tua Tisbe, quem fala. Ouve-me, meu amor, e ergue esta cabeça pendente!

Ao ouvir o nome de Tisbe, Píramo abriu os olhos e fechou-os de novo. A donzela avistou o véu ensangüentado e a bainha vazia da espada.


- Tua própria mão te matou e por minha causa – disse; - Também posso ser corajosa uma vez, e meu amor é tão forte quanto o teu. Seguir-te-ei na morte, pois dela fui a causa; e a morte, que era a única que nos podia separar, não me impedirá de juntar-me a ti. E vós, infelizes pais de nós ambos, não negueis nossas súplicas conjuntas. Como o amor e a morte nos juntaram, deixai que um único túmulo nos guarde. E tudo. Árvore, conservas as marcas de nossa morte. Que tuas frutas sirvam como memória de nosso sangue.

Assim dizendo, mergulhou a espada no peito.

Os pais ratificaram seu desejo, e também os deuses. Os dois corpos foram enterrados na mesma sepultura, e a árvore passou a dar frutos vermelhos, como faz até hoje.

Thomas Moore, na "Batalha da Sílfide", referindo-se à lâmpada de segurança de Davy, relembra a parede que separava Tisbe de seu amante;

Bendita a gaze de metal tão fina
Seguro protetor,
Como que Davy rodeia, e que domina
O fogo destruidor.
Através da parede, a todo o instante,
Podem a Chama e o Ar,
Como podiam Tisbe e seu amante,
Se ver, mas não beijar
.

Nos Lusíadas, há a seguinte alusão indireta ao episódio de Píramo e Tisbe e à metamorfose das amoras, quando o poeta descreve a Ilha dos Amores:

Os dons que dá Pomona, ali natura
Produz diferente nos sabores,
Sem ter necessidade de cultura,
Que sem ela se dão muito melhore;
As cerejas purpúreas na pintura;
As amoras, que o nome têm de amores;
O pomo, que da pátria Pérsia veio,
Melhor tornado no terreno alheio.


Se o leitor tem tão pouco coração que se disponha a dar algumas gargalhadas à custa dos desventurados Píramo e Tisbe, terá oportunidade de fazê-lo recorrendo à comédia de Shakespeare "Sonho de uma Noite de Verão", onde o episódio é apresentado de forma divertida.

Amazigh peoples

(Eu não posso dizer porque estou colocoando esta matéria! Mas é algo sobre Meu Marrocos)

(I can´t say, why i´m posting this text but it´s something about My Marroco)

.........................

Junto com a onda do fundamentalismo islâmico, surgiu uma onda de pan-arabismo racista e totalitário − e num caso até genocida. O sinal mais trágico neste sentido vem do Darfur, onde, como se sabe, bandos armados de etnia árabe estão perpetrando um verdadeiro genocídio das populações de origem africana. O Darfur é o caso mais terrível: mas denúncias graves de racismo e opressão das minorias não-árabes surgem em muitos outros Países, desde a Somália até a Argélia.

As duas ondas, de fundamentalismo e de racismo pan-árabe, são ligadas, paralelas, sincrônicas, e muitas vezes elas se justificam uma à outra. A implementação forçosa e brutal do Corão e dos preceitos salafistas reforçam e muitas vezes justificam a aniquilação cultural, social e espiritual de outros povos e, nos casos mais graves, até a eliminação física.

No caso do Darfur, a matriz racista é claríssima, embora seja misturada com a luta (econômica) para a posse do território. As tribos árabes nômades do deserto sudanês estão tentando (e conseguindo, graças à inércia e ao descaso internacional) massacrar e expulsar de suas terras as tribos negras de cultivadores, com o apoio − ou no mínimo a complacência − do governo central de Khartum, que barra as iniciativas internacionais de socorro. Há uma tentativa clara de fazer daquela região uma área só árabe. Nenhum governo árabe se manifestou a respeito.

Na Somália, os senhores da guerra islamistas estão implementando o wahhabismo da forma mais brutal, deturpando a cultura somali e forçando sua transformação de um País africano numa 'colônia' arabizada sem nenhuma ligação com as raízes da população, onde os árabes são uma pequena minoria.

Vejam o que escreve o jornalista somali Bashir Goth: "Os islamistas estão com um programa grandioso para o nosso País. Arabizar completamente a Somália e a transformar num emirado árabe e islâmico. [...] Os senhores da guerra empregam a força bruta para obrigar as pessoas a adotarem costumes e crenças que não são as suas e desumanizá-los. [...] Para ver a o que querem fazer com nosso povo, é só ver como os islamistas tratam as mulheres somalis, nossa música e nossas idéias. Estes três elementos constituem a beleza, o espírito e o futuro de qualquer nação. Pois então, as belas mulheres somalis, que sempre foram exaltadas por seus turbantes e trajes magníficos, agora estão escondidas debaixo de camadas e camadas de tecidos. Querem mumificá-las da mesma forma que mumificaram as mulheres árabes. Nossa música se tornou proibida, o cinema e o teatro também, e quem expressa idéias diferentes da interpretação satânica do Corão dos clérigos salafistas é morto ou deve expatriar. Os campos de refugiados do Quênia estão cheios de somalis que se recusam a serem transformados forçosamente em árabes".

Belkacem Lounes, presidente do Congresso mundial Amazigh , denuncia da mesma forma as tentativas de aniquilação do povo e da cultura berberes na Argélia, na Tunísia, no Marrocos e na Líbia, para que se tornem Países exclusivamente árabes. "Não há pior colonialismo que o colonialismo interno, como aquele do clã pan-arabista que tenta colonizar os 30 milhões de berberes em todo o Maghrib, e fazê-los esquecer de suas raízes e de sua identidade. Estamos enfrentando o Arabismo, isto é, uma ideologia imperialista que recusa qualquer diversidade na África do Norte e representa uma traição e uma ofensa à história, à verdade e à legalidade", escreveu Lounes. "Até a religião islâmica foi colocada ao serviço desses projetos de arabização e dominação da maioria árabe sobre a minoria berbere. A rainha Amazigh Dihya, no século 14, foi a primeira a entender essa estratégia colonialista árabe. Quando os árabes atacaram seu reino, ela disse para os enviados árabes muçulmanos que pediam sua conversão e rendição: 'Estão dizendo que são portadores de uma mensagem divina? Muito bem, a deixem conosco, e voltem de onde vieram'."

O movimento Amazigh (Tafsut n'Imazighen) de resistência surgiu em março de 1980, quando o governo da Argélia proibiu Mouloud Mammeri, escritor, lingüista e ícone cultural da Kabília berbere, de lecionar sobre a antiga poesia berbere na universidade de Tizi Ouzo, 'capital' da Kabília. A intervenção de Argel deflagrou uma série de protestos que durou meses, e culminou com a prisão dos principais líderes e ativistas berberes argelinos, e a proibição de qualquer atividade ligada à identidade Amazigh(1).

Lounes lembra também que quando os berberes colocaram a questão da identidade argelina depois da independência do País da colonização francesa, dentro do movimento nacional argelino, os clãs nacionalistas árabes os acusaram imediatamente de querer dividir o movimento e de fazer o jogo dos colonizadores. "Mas eles se transformaram depois em colonizadores ainda piores, porque os franceses nunca negaram nosso direito à identidade e à cultura Amazigh", diz Lounes.

Segundo o Congresso Amazigh, no Marrocos também há uma forte repressão de tudo o que não é árabe, e uma mesma ingratidão em relação aos berberes que lutaram contra os espanhóis e os franceses nas lutas de liberação. Na Líbia, o coronel Kaddafi chegou a negar até a existência de berberes no território líbio, suscitando protestos e revolta dos Amazigh, apesar da repressão do exército líbio.

Em outros Países fundamentalistas ou com forte presença fundamentalista, como o Afeganistão, o Paquistão e o Sudão, a arabização não passa pela eliminação das minorias, até porque não há maioria árabe, mas pela imposição da mentalidade, dos preceitos e da sub-cultura salafita saudita por meios dos clérigos e dos militantes wahhabitas que foram doutrinados na Arábia Saudita e que se tornaram mais árabes que os próprios árabes.

Como disse Lounes, a negação das diversidades nos Países árabes e a arabização dos Países não-árabes são mais um aspecto do totalitarismo que predomina no mundo árabe e no qual se baseia o fundamentalismo islâmico. O salafismo e o taqfirismo, com seu desprezo absoluto pelos valores humanos, pela cultura (própria e dos outros) e pelo passado (verdadeiro, não aquela pureza primitiva que eles fantasiam) são, provavelmente, a razão principal pelo surgimento desse racismo árabe, que nunca existiu antes, como mostra claramente a história dos povos árabes. Tudo isso, aliás, não é muito distante nem muito diferente do anti-semitismo hiperbólico de extremistas como Sayyd Qutb, ou de populistas como o presidente Ahmadinejjad, e na verdade faz parte, de forma mais ampla, do fundamentalismo intolerante e violento que tomou conta do mundo nas últimas décadas, que seja o do Bush, o das seitas evangélicas ou o do Hamas.

Minorias árabes e muçulmanas também já foram e ainda são vítimas de genocídio, massacres, deportações, aculturação forçada, etc? Sem dúvida, no mundo todo, no passado como no presente, na Bósnia, em Israel, em Gaza, no Líbano, no Paquistão, e assim por diante. Só espero que ninguém considere isso uma razão para não denunciar hoje o racismo árabe e o pan-arabismo totalitário.


(1) Amazigh é o termo usado pelos próprios berberes para se referir a si mesmos. Na língua berbere, significa 'aquele que é livre'.


por Roberto Cattani
http://www.icarabe.org/CN02/artigos/arts_det.asp?id=116

Primeiro museu de múmias da Península Arábica

Yemen News Agency*

Mahweet (Iêmen) – O Departamento Geral de Antiguidades e Museus do Iêmen (Gaam, na sigla em inglês) anunciou recentemente que o país terá o primeiro museu de múmias embalsamadas da Península Arábica. O Museu de Múmias de Taweelah será localizado no distrito de Al-Taweelah, em Mahweet, de acordo com o site do jornal Yemen Observer.

Os estudos sobre reforma e manutenção do antigo prédio que vai abrigar o museu já foram concluídos. "Ao estudar os sítios arqueológicos e históricos, descobrimos muitos cemitérios de múmias. Assim, tivemos a idéia de criar o museu, para conservar as múmias e mostrá-las às pessoas", disse Mohammed Qassim, diretor do escritório do Gaam em Mahweet. O museu deverá exibir múmias descobertas em antigos cemitérios de pedras na própria cidade de Mahweet, segundo Qassim.

"Ainda estamos preparando o museu. Nossa maior dificuldade no momento é a falta de apoio financeiro, devido à qual tivemos de interromper o trabalho", disse Qassim. No entanto, de acordo com ele, as obras de preparação serão iniciadas ainda este ano.

"Outro problema é o fato de que o Gaam não tem uma equipe de cientistas, portanto teremos de convocar cientistas estrangeiros", disse Qassim. Ele afirmou também que especialistas estrangeiros estão treinando funcionários do departamento para trabalhar no museu.

Controvérsia

A questão das múmias no Iêmen é controversa: enquanto alguns defendem as descobertas arqueológicas como forma de conservar o patrimônio nacional, outros afirmam que as múmias devem permanecer no subsolo, de acordo com informações publicadas pelo jornal Yemen Times.

Em um canto escuro do Museu Nacional do Iêmen, duas múmias recém-descobertas aguardam liberação do governo federal. Outra múmia, desenterrada algum tempo antes, está exposta perto dali. "Elas vieram da província de Al-Jawf", diz Muhammad Al-Sayani, funcionário do museu. "Mas não sabemos de que parte de Al-Jawf. Um funcionário do Departamento de Cultura da província encontrou as múmias com membros de uma tribo e conseguiu comprá-las", afirmou. "Eles não disseram exatamente de onde haviam trazido as múmias", explicou Al-Sayani.

Uma equipe de especialistas já examinou as múmias e enviou relatórios ao Departamento de Cultura, requisitando equipamentos especiais para conservação.

O ex-presidente do Gaam, Yusuf Mohammed Abdullah, acredita que as múmias devem permanecer enterradas. "Não podemos nos dar ao luxo de perder nosso patrimônio", afirmou. "A tarefa de desenterrar múmias requer especialistas nessa área específica da arqueologia. Múmias desenterradas usando métodos tradicionais de escavação não servem. São escavadas por pessoas que não sabem o que estão fazendo, que danificam as múmias e os sítios arqueológicos onde elas estão", disse Abdullah.

"No entanto, o maior problema não é a escavação das múmias em si, é a preservação delas após terem sido desenterradas. Não temos o know-how necessário para tanto, e até que sejamos capazes de preservar nossas múmias, é melhor que elas continuem enterradas. Saqueadores estão acabando com nosso patrimônio histórico, desenterrando múmias e pilhando sítios arqueológicos". Abdullah defende que os sítios devem ser rigorosamente protegidos e os saqueadores, punidos por abuso ao patrimônio nacional.

Yusuf Mohammed Abdullah liderou uma expedição que descobriu um grupo de múmias na província de Al-Gharas, em Sanaa, na década de 1980. As múmias são mantidas no Museu da Universidade de Sanaa. Múmias foram encontradas em diversas regiões do Iêmen, incluindo Al-Mahweet, Sanaa e Al-Jawf.

Mumificação

O especialista explica que no Iêmen antigo, entre outras substâncias, uma árvore local chamada "ra" era usada no processo de mumificação. Com frutos de textura semelhante a do algodão, a árvore tinha a capacidade de absorver umidade, e assim mantinha os corpos secos.

"Assim como outros povos pagãos, os iemenitas antigos queriam se imortalizar, por isso adotaram a mumificação de corpos", disse Abdullah. No entanto, nem todos tinham acesso à técnica, que era muito cara. "Só os ricos podiam ser mumificados, mantidos em necrópoles, tumbas ou torres e estruturas especiais", completou.


*Colaborou Silwan Abassi, de Brasília
Tradução de Gabriel Pomerancblum
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15737

Camai no Espeto

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Ingredientes:

uma porção de cogumelos grandes e secos
alho socado
azeite
sal

Modo de Fazer:

Tempere os cogumelos (deixados de molho na véspera) com o sal e o azeite, e misture com o alho socado. Enfie-os em espetos e leve para assar no braseiro. Sirva temperado com suco de limão e azeite.

Arroz Sírio

Ingredientes:

2 xícaras (chá) de arroz
3 colheres cheias (sopa) de manteiga
1 xícara rasa (chá) de macarrãozinho tipo cabelo-de-anjo
6 xícaras (chá) de água fervente
sal

Modo de Fazer:

Escolha bem o arroz, lave-o e deixe de molho em água fervente, por 2 horas. Em uma panela, derreta a manteiga. Enquanto a manteiga derrete, escorra bem o arroz. Quando a manteiga derreter, coloque o macarrãozinho e deixe dourar. Em seguida, junte o arroz e refogue tudo. Para que o arroz fique totalmente solto, acrescente 1 colher (sopa) de manteiga fresca. Depois de bem refogado o arroz, coloque a água fervente e sal a gosto. Cozinhe em fogo brando. Antes de servir, mexa o arroz com um garfo para soltar os grãos.

Abobrinhas na Coalhada

Ingredientes:

9 abobrinhas pequenas
1/2 kg de carne gorda moída
1/2 xícara (chá) de arroz
1 tablete de caldo de carne
1 colher (sobremesa) de manteiga fresca
pedaços de músculo
1 dente de alho socado com sal
3/4 de litro de coalhada cozida
hortelã seca esfarelada
hortelã socada
pimenta síria
sal

Modo de Fazer:

Corte as tampas das abobrinhas e salgue as partes finas. Com uma faca, tire o máximo de miolo com muito cuidado. Deixe as abobrinhas em água e sal, com um pouco de hortelã socada. Enquanto isso, prepare o recheio misturando a carne com o arroz e a manteiga. Tempere com a pimenta síria e o sal. Acrescente o caldo de carne aos poucos. Depois, tire as abobrinhas da água, recheie sem apertar, deixando uma pequena folga de 2 cm. À parte, refogue os pedaços de músculo com alho. Espalhe bem a carne no fundo da panela, arrume as abobrinhas por cima e cubra tudo com água. Cozinhe em fogo brando, até secar a água. Então, despeje a coalhada cozida sobre as abobrinhas, tampe a panela com uma peneira e siga com o cozimento. Antes de servir, pulverize com hortelã seca.

Charutos de Repolho

Ingredientes:

1 repolho de tamanho médio
1/2 kg de músculo cozido e cortado em fatias
2 tomates pequenos cortados em rodelas
2 cabeças de alho inteiras
1 cabeça de alho desmanchada
hortelã seca esfarelada
pimenta síria
sal

Modo de Fazer:

Lave e separe as folhas de repolho. Encha-as com o mesmo recheio das folhas de parreira , formando charutos maiores. Não dobre as beiradas. À parte, forre uma panela com algumas folhas de repolho, cubra-as com os tomates e as fatias de músculo. Arrume os enrolados e espalhe as cabeças de alho (inteiras e desmanchadas) entre os enrolados. Tempere com sal, pimenta síria e hortelã. Acrescente o caldo de músculo. Ponha um prato por cima, tampe e leve para cozinhar em fogo brando. Antes de completar o cozimento, junte um pouco de suco de limão.

Nuvens na minha terça-feira

Aisha Doente
Jonhy Morto
Mancha
Fim do Ola

E esqueci o resto... :(

Inferno

Notícias de lá

Eis um assunto que é geralmente esquecido, ou que se prefere esquecer: as sucessivas vagas de imigrantes subsarianos que, através do território de Marrocos ou da Líbia, tentam desesperadamente atingir solo europeu.
Vem hoje na primeira página do Público (não deixo link porque o acesso é pago): 16 mil imigrantes ilegais já chegaram este ano às ilhas Canárias, batendo de longe o anterior recorde. Se a este quase fait divers juntarmos as notícias velhas de alguns meses sobre a desesperada carga colectiva sobre as vedações que separam Marrocos de Ceuta e os pequenos apontamentos que por vezes surgem sobre as prisões (também conhecidas como "centros de acolhimento") para ilegais na italiana Lampedusa, temos mais do que factos isolados, como à força tentamos pensar.
Mais do que discutir o problema em si, interessa-me mais - desde que há um ano ou dois li uma lancinante reportagem de Paulo Moura na revista dominical do Público - a dimensão humana do drama. Paulo Moura é um repórter cujos trabalhos leio avidamente, desde que há largos anos deparei com uma série de reportagens sobre o País Basco e a convivência com a ETA, tão boas que, coisa que nunca faço, me dei ao trabalho de fixar o nome do autor. Desde aí procuro sempre nas reportagens do Público ou da sua revista o seu nome, pois sei que a sua leitura me fará embarcar numa vertigem indizível. Paulo Moura foi depois enviado especial na guerra do Iraque - e quem conhece o seu estilo algo sui generis de escrita saberá que essas suas reportagens são simplesmente imperdível. Depois disso, nunca mais vi o seu nome no meu jornal de eleição, até que algum tempo depois surgiu a tal grande reportagem sobre imigrantes ilegais nas florestas marroquinas, e eu percebi o que o tinha mantido ocupado durante todo esse tempo.
Soube agora que Paulo Moura escreveu um livro sobre essa experiência. Mesmo sem ler qualquer excerto, não tenho dúvidas em recomendá-lo, e comprá-lo-ei assim que possível. "Passaporte para o Céu", de Paulo Moura, pela Dom Quixote, € 14,85 segundo o site da fnac. Não percam. Como aperitivo, deixo-vos uma crónica deste senhor repórter que descobri no Memória Inventada (uma agradável descoberta):


Também Sou um Ilegal

Sou um ilegal. Por exemplo (e isto é uma confissão que faço publicamente pela primeira vez): numa escaldante noite de Agosto, peguei na moto, a minha saudosa Honda VFR 800 FI, e fui de Lisboa ao Porto a 280 km/h. Nem os radares me detectaram. (...)

Magdalene, uma menina de 16 anos, não tinha dinheiro para pagar, aos mafiosos como Karim, a travessia do Estreito e estava a morrer de febre tifóide numa floresta dos arredores de Ceuta. Como era muito boa aluna na Nigéria, acreditava que, mal chegasse à Espanha, teria uma bolsa do Governo para prosseguir os estudos. Quando lhe perguntei porque teria essa sorte, quando todas as outras nigerianas são obrigadas a prostituir-se, deu-me a resposta mais inteligente que eu ouvi em toda a minha carreira de jornalista: "Porque o meu Deus te vai usar a ti para me ajudar".
Eu decidi escondê-la na mala do carro, trazê-la para Portugal e tratar dela. Fui à fronteira investigar as probabilidades de sermos revistados e apanhados, congeminei planos e estratégias, mas decidi não a trazer. Abandonei a Magdalene.

O chefe da floresta, um nigeriano alto com ar de cowboy a quem chamavam o "Americano", fez-me prometer-lhe outro tipo de ajuda. Regressou à Nigéria e pediu-me por email que entregasse na embaixada uma carta de recomendação com um termo de responsabilidade e um convite para visitar Portugal.
O "Americano" era um homem inteligentíssimo que, se tivesse realmente nascido nos EUA, seria um prestigiado professor ou advogado.
Como nasceu na Nigéria, era o chefe da Mafia.
Num outro email, mandou-me fotografias de duas estatuetas africanas do século XII A.C saqueadas num museu. Explicava que pertenciam à sua família e pedia-me que lhe encontrasse comprador. Seria o início da sua vida de homem de negócios em Portugal.
Pensei numa das tiradas Michel Houellebec: nós não odiamos os imigrantes por os considerarmos inferiores. Tememo-los porque achamos que são melhores do que nós.
E menti: escrevi ao embaixador português dizendo que o sr. M. Era um homem de bem e que vinha passar férias a minha casa. Se o plano do "Americano" para obter um visto resultou, cuidado: ele está aí a chegar!

Ao contrário de Magdalene, Aimee conseguiu atravessar. Mal desembarcou em Algeciras, a mafia enviou-a para Lisboa, onde se prostitui na praça do Intendente. Fui lá muitas vezes entrevistá-la, no âmbito dos meus trabalhos sobre imigração. Tornei-me amigo dela e das outras jovens nigerianas. Um dia, soube que ia haver uma grande rusga da Polícia e telefonei a avisá-las. "Aimee, fujam daí rapidamente, a Polícia vai prender todos os ilegais". Salvei-as.
Foi um dos dias mais felizes de que me lembro, confesso-o publicamente pela primeira vez.
Sou famoso no Intendente. Chego lá e um enchame de prostitutas negras corre a abraçar-se a mim: Paulô, Paulô! A Polícia pensa que sou um traficante disfarçado de chulo e deixa-me em paz.


Paulo Moura, Público, 2.4.06
http://altermundo.blogs.sapo.pt

News from Ryadh - KSA

São Paulo – Os sauditas estão descobrindo o Brasil como destino para seus investimentos. A afirmação foi feita ontem (27) pelo embaixador brasileiro em Riad, Isnard Penha Brasil Jr., após reunião com lideranças da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, na sede da entidade em São Paulo. O embaixador está de férias no país e deu uma entrevista à ANBA depois do encontro.

Neste ano foram anunciados negócios que envolveram Brasil e Arábia Saudita. Um deles foi a compra feita pela saudita Cristal de uma companhia norte-americana produtora de dióxido de titânio, a Millenium, que tem operações no Brasil. A petroquímica saudita Saudi Basic Industries Corporation (Sabic), por sua vez, comprou a General Eletric Plastics, que também possui indústrias no país.

De acordo com Isnard, há atualmente, por parte da própria embaixada, um esforço para a difusão do Brasil como local para investimentos na Arábia Saudita. "Outra coisa é o fato de o Brasil ser um país onde a imigração saudita, árabe, não padece de problemas. O Brasil é um país aberto, receptivo, nossa política de tratamento de capital é bastante aberta. Com tudo isso junto eles têm começado a olhar para nós", diz o embaixador.

Isnard cita como setores nos quais os sauditas podem ter interesse em investir a produção de alimentos e equipamentos, entre outros. A venda de máquinas, segundo o embaixador, pode ser uma boa oportunidade para os brasileiros neste momento, já que o país árabe está investindo em industrialização de setores não-petrolíferos.

O embaixador brasileiro afirmou que uma executiva da Saudi Arabian General Investment Authority (Sagia), agência que cuida da área de investimentos na Arábia Saudita, o procurou com a vontade de realizar uma missão ao Brasil para verificar as possibilidades de investimentos. O diplomata afirma que a tendência é que os investimentos sauditas no Brasil aumentem e que uma das formas de impulsionar este crescimento é a realização de missões.

"Há muito dinheiro na Arábia Saudita e o Brasil é um país simpático aos sauditas", afirma. Além de filiais de companhias norte-americanas, os sauditas possuem também capital de outras empresas com sede no Brasil. É o caso da Amitech, produtora de tubos e conexões. O grupo saudita Amiantit é dono de 30% do capital da companhia.

Um fator que pode alavancar ainda mais negócios entre Brasil e Arábia Saudita é o acordo comercial que está sendo negociado entre o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), do qual o país árabe faz parte, e o Mercosul, integrado pelo Brasil. Os dois blocos estão negociando a lista de produtos que terão vantagens tarifárias quando o tratado for firmado.

O embaixador acredita que até o final do ano deve haver uma nova rodada de negociações. As ofertas deverão ser revistas, segundo Isnard. Um dos motivos é que não foram incluídas na lista de ofertas do Mercosul concessões na comercialização de produtos petroquímicos, área na qual os sauditas, por exemplo, têm interesse.

Educação

Além de trabalhar pela aproximação econômica e diplomática entre os dois países, a embaixada do Brasil em Riad também vem se esforçando pela interação na área cultural e educacional das regiões. Na última visita do embaixador brasileiro Isnard ao Brasil, no começo deste ano, ele fez uma série de contatos para viabilizar a cooperação entre instituições públicas e privadas educacionais do Brasil com os seus pares na Arábia Saudita.

A idéia é que o Brasil seja um local para os sauditas complementarem seus estudos, principalmente pós-graduações na área de ciência e tecnologia. Muitos sauditas estão com dificuldades de obter vistos para Estados Unidos e Europa, onde normalmente complementavam os seus estudos.

As conversas sobre essas possibilidades continuam ocorrendo, segundo Isnard. De acordo com o embaixador, é preciso, porém, que sejam feitas ações rapidamente já que outros países também já estão percebendo este espaço de mercado entre os sauditas. O embaixador acredita que poderiam ser feitos, inclusive, acordos diretamente entre as instituições de ensino.

No Brasil

Na Câmara Árabe, Isnard foi recebido pelo presidente da entidade, Antonio Sarkis Jr., pelo vice-presidente de Relações Internacionais, Helmi Nasr, o vice-presidente de Marketing, Rubens Hannun, o vice-presidente Administrativo, Paulo Sérgio Atallah, o vice-presidente de Comércio Exterior, Salim Schahin, e os diretores Nahid Chicani e Mustapha Abdouni. Além de embaixador do Brasil na Arábia Saudita, Isnard atua também como embaixador do Brasil no Iêmen e em Omã.


Isaura Daniel
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=15723

Love you, Spanish Girl

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Por tantas vezes
Eu andei mentindo
Só por não poder
Te ver chorando
Te amo espanhola
Te amo espanhola
Pra que chorar
Te amo
Te amo espanhola
Te amo espanhola
Se for chorar
Te amo
Sempre assim
Cai o dia e é assim
Cai a noite e é assim
Essa lua sobre mim
Essa fruta sobre meu paladar
Nunca mais
Quero ver você me olhar
Sem me enxergar em mim
Eu queria te falar
Eu preciso eu tenho que te contar
Te amo espanhola
Te amo espanhola
Pra que chorar
Te amo
Te amo espanhola
Te amo espanhola
Se for chorar
Te amo

Composição: Flávio Venturine, Guarabira


My free translation:

So many times
I had been lying
Only to don´t
See you crying 
Love you Spanish Girl
Love you Spanish Girl
For what this cry
I love you
Love you Spanish Girl
Love you Spanish Girl
If you cry
I love you
Always like this
The day falls and is like this
The night falls and is like this
This moon over me
This fruit on my palate
Never more
Wanna see you look at me
Without see inside me
Wouldlike to speak to you
I need, I must to tell you
Love you Spanish Girl
Love you Spanish Girl
For what this cry
I love you
Love you Spanish Girl
Love you Spanish Girl
If you cry
I love you

Power

domingo, 26 de agosto de 2007



I was listen this song today...while I was backing to my home after the suppermarket.. in the car..... night.... my thoughts was in u... like always ... when I see the sky.. stars.. the moon....

This song... and the winds.... they could make me feel u...

You keep me alive


Madonna - The power of good Bye


Your heart is not open so I must go
The spell has been broken, I loved you so
Freedom comes when you learn to let go
Creation comes when you learn to say no

You were my lesson I had to learn
I was your fortress you had to burn
Pain is a warning that somethings wrong
I pray to God that it wont be long
Do ya wanna go higher?

Chorus:

Theres nothing left to try
Theres no place left to hide
Theres no greater power
Than the power of good-bye

Your heart is not open so I must go
The spell has been broken, I loved you so
You were my lesson I had to learn
I was your fortress

Chorus2:

Theres nothing left to lose
Theres no more heart to bruise
Theres no greater power
Than the power of good-bye

Learn to say good-bye
I yearn to say good-bye

(chorus, substituting no more places for no place left)
(chorus2)


(Tradução)

Seu coração não está aberto, por isso eu devo ir
O encantamento foi quebrado
Eu te amei tanto
A liberdade vem quando você aprende a deixar as coisas irem
A criação vem quando você aprende a dizer não

Você foi a lição que eu tive que aprender
Eu fui sua fortaleza, você tinha que queimar
A dor é um aviso de que algo de errado acontece
Eu rogo a Deus que não será demorado
Você quer voar alto...

Não resta mais nada para tentar
Não há mais lugar para se esconder
Não há maior poder que o poder do adeus


Seu coração não está aberto, por isso eu devo ir
O encantamento foi quebrado
Eu te amei tanto
Você foi a lição que eu tive que aprender
Eu fui sua fortaleza, você tinha que queimar

Não há nada mais a perder
Não há mais coração para machucar
Não há poder maior que o poder do adeus

Aprenda a dizer adeus
Eu tenho piedade ao dizer adeus

Não resta mais nada para tentar
Não há mais lugar para se esconder
Não há maior poder que o poder do adeus

Não há nada mais a perder
Não há mais coração para machucar
Aprenda a dizer adeus
Eu tenho piedade ao dizer adeus