Um site para conectar os libaneses do mundo

segunda-feira, 9 de março de 2009

São Paulo – Para aproximar os mais de 12 milhões de libaneses e descendentes espalhados pelo mundo, o estudante libanês de engenharia de telecomunicação, Fernando Rohayem Khatlab, criou o site Mahjar – Conexões Libanesas. O portal é fruto de um concurso realizado no ano passado pelo jornal em francês L'Orient-Le Jour, de Beirute, em parceria com a empresa de software Murex. "O objetivo do concurso era desenvolver um site destinado aos libaneses e amigos do Líbano no mundo e deveria ser uma referência para a diáspora libanesa", afirmou Fernando.
Divulgação Divulgação

Anúncio do concurso do jornal L'Orient-Le Jour



O fascínio por informática e o acompanhamento das pesquisas e trabalho de seu pai, Roberto Khatlab, escritor e pesquisador brasileiro da emigração libanesa, influenciaram na decisão de Fernando de participar do concurso. De acordo com ele, a importância da emigração libanesa é tanta que parte da economia do país vem da diáspora. "Pelas pesquisas, vi quantos sites e entidades libanesas existem no mundo e pensei que seria interessante fazer um anuário para que os internautas pudessem descobrir a variedade e riqueza das informações sobre o Líbano, um pequeno país geograficamente, mas imenso pelos contatos e expansão da emigração", disse.

Segundo ele, a idéia não foi criar mais um site sobre o Líbano, pois já existem vários, mas fazer um ponto de referência, como solicitava o concurso. Fernando explica que o anuário de entidades libanesas é de livre acesso, inclusive para aqueles que tenham interesse em indicar novos endereços. "As entidades são referências que o internauta poderá entrar em contato para descobrir até parentes e amigos que emigraram. São grandes fontes de informação", disse ele, que postou no site os endereços e links da Câmara de Comércio Árabe Brasileira e da ANBA.

O estudante desenvolveu também um anuário de libaneses, descendentes e amigos do Líbano, que as pessoas podem se registrar e manter um intercâmbio com as demais. "É uma rede de conversação que faz conexões nos quatro cantos do mundo", disse. Segundo ele, com pouco tempo de existência, o site já tem registro de pessoas residentes no Líbano, Brasil, Argentina, Estados Unidos, Canadá, França, Bélgica, entre outros países.

Além disso, o internauta também encontra no site lista de nomes de todas as cidades e vilarejos libaneses, fotos antigas, história do país, hino nacional, informações turísticas, serviços e negócios.

O site Mahjar (que quer dizer diáspora em árabe) foi desenvolvido em cinco idiomas: árabe, francês, inglês, espanhol e português. Segundo Fernando, a escolha dos idiomas espanhol e português é devida ao fato da maior parte dos emigrantes libaneses estar na América Latina; o inglês por ser uma língua internacional; o francês por ser a língua do jornal L'Orient-Le Jour, que fez o concurso, e por ser o idioma falado em muitos países onde existe um grande número de emigrantes; e o árabe por ser a língua oficial do Líbano e de outros países árabes onde existem muitos emigrantes libaneses.

Em dezembro de 2008, Fernando ficou sabendo que ele e mais um estudante libanês, Fady Khoury, ganharam o concurso do jornal. Segundo ele, não houve primeiro e segundo lugar, os dois estudantes foram eleitos vencedores e cada um ganhou o direito de publicar o seu site e mais US$ 5 mil.

Brasileiro-libanês

Com 19 anos e cursando o segundo ano da Université Antonine, em Beirute, Fernando se define como brasileiro-libanês, pois nasceu em Beirute e é filho de brasileiro com uma libanesa. O pai de Fernando, Roberto Khatlab, nasceu em Maringá, no Paraná, e se mudou para o Líbano em 1986. O nome Khatlab vem do bisavô paterno de Fernando, que nasceu no atual território da Arábia Saudita e que em 1924 emigrou sozinho para o Brasil.

"Já estive no Brasil várias vezes de férias e achei o país e o povo maravilhoso e tenho orgulho de ter essa nacionalidade", afirmou. Segundo Fernando, o povo brasileiro não tem muitas diferenças com a cultura árabe. "É um povo hospitaleiro, com a diferença de que no Brasil, quando as pessoas se encontram perguntam, quase sempre, qual é o seu time de futebol, e aqui, no Oriente, perguntam qual é a sua religião", acrescentou.

Serviço

Mahjar – Conexões Libanesas
www.connexionslibanaises.com

Ferrovia saudita vai unir Meca e Medina a Jeddah

São Paulo – O governo da Arábia Saudita assinou um contrato de 6,79 bilhões de riais (US$ 1,8 bilhão) com a companhia Al-Rajhi Alliance para a construção da primeira fase da ferrovia Haramain, que vai ligar as cidades sagradas de Meca e Medina à cidade de Jeddah, na costa do Mar Vermelho. As informações foram divulgadas no site do jornal saudita Arab News.

O presidente do Fundo de Investimento Público e ministro das Finanças do país, Ibrahim Al-Assaf, e o ministro dos Transportes, Jabara Al-Seraisry, assinaram o contrato com Abdullah Sulaiman Al-Rajhi, presidente da Al-Rajhi Alliance. A Alliance é formada por três empresas: Al-Arrab Contracting Company, China Railway 18 Bureau e Masco.

O projeto é uma iniciativa do rei saudita Abdullah bin Abdul Aziz, que quer oferecer melhores serviços de transporte aos peregrinos que visitam Meca e Medina todos os anos.

A linha férrea entre Meca, Medina e Jeddah terá 450 quilômetros de extensão. Serão utilizados trens elétricos de alta velocidade, conhecidos como trens-bala, com capacidade para até 320 quilômetros por hora. O tempo de viagem entre Meca e Medina será reduzido para duas horas e entre Jeddah e Meca para 30 minutos. Os trens também deverão transportar passageiros do Aeroporto Internacional Rei Abdul Aziz até as cidades sagradas.

A primeira fase do projeto vai incluir o preparo do terreno, a construção de pontes, túneis e galerias subterrâneas.

"Este é um projeto de destaque na história do transporte saudita", disse Al-Seraisry. Ele afirmou também que, além de reduzir o tempo de viagem, os trens de alta velocidade deverão proporcionar conforto aos passageiros.

De acordo com Al-Seraisry, o contrato para as fases posteriores do projeto será assinado quando a primeira fase estiver em andamento.

Segundo o presidente da Organização Ferroviária Saudita (SRO), Abdul Aziz Al-Hoqail, o projeto será concluído em meados de 2012. Em seguida, testes serão realizados durante um período de seis meses e o lançamento oficial deverá ocorrer em novembro do mesmo ano.

*Tradução de Gabriel Pomerancblum

Dica de Filme: Dreams of dust (Rêves de poussière, Poeira e Sonhos) 2006

domingo, 8 de março de 2009

SINOPSE:
Mocktar Dicko sai da Nigéria e atravessa o deserto de Burkina Faso para ir trabalhar na mina de ouro de Essakane. Cercado por vento e areia, ele espera conseguir esquecer a dor que carrega. Aos poucos, faz amizade com os seus colegas de trabalho, com uma prostituta, e com Coumba, uma jovem viúva que sonha mandar a filha para a França. O novo ambiente torna-se familiar e ele sente o seu país ficar mais distante. Seleção oficial do Festival de Sundance 2007.

ELENCO:
Makena Diop
Rasmane Ouedraogo
Souleymane Souré
Fatou Tall-Salgues
Joseph B. Tapsoba

FICHA TÉCNICA:
País de origem:França/Canadá
Ano de lançamento:2006
Duração:86min
Idioma:Francês
Direção:Laurent Salgues
Roteiro:Laurent Salgues
Gênero:Drama

Arábia Saudita: Ministra-adjunta da Educação dá a sua primeira entrevista a um jornal ocidental

terça-feira, 3 de março de 2009

Norah Al Fayez: a mulher que entrou na história da Arábia Saudita 
28.02.2009 - 01h19 Margarida Santos Lopes
Uma semana antes de 14 de Fevereiro, Dia de São Valentim, os pregadores nas mesquitas da Arábia Saudita relembram aos fiéis que é "pecado" celebrar este mártir cristão, decapitado em 270 por realizar casamentos proibidos pelo imperador romano Cláudio II. A polícia religiosa ou Comissão (Hai'a) para a Promoção da Virtude e Prevenção do Vício, não descansa enquanto não confiscar tudo o que de vermelho aparecer nas lojas, sejam rosas ou ursos de peluche. Comerciantes e clientes são multados, detidos e/ou chicoteados.

Este ano, porém, os temíveis "mutaww'in" tiveram uma inesperada prenda no Dia dos Namorados: o seu chefe foi demitido e uma mulher escolhida – pela primeira vez – para entrar no governo, assumindo uma pasta que pertencia ao "mais conservador e barbudo" zelota do reino.

Abdullah Bin Abdul Aziz, o octogenário monarca absoluto, surpreendeu os súbditos ao nomear Norah Al Fayez ministra-adjunta da Educação. Socióloga de 54 anos, formada nos Estados Unidos, ela será apenas responsável pelo "ensino de raparigas" (da pré-primária ao liceu), mas o simbolismo não esmorece. A sua tarefa era exclusiva de um departamento totalmente masculino – a maior promoção até agora era a supervisora ou reitora.

O assombro aumentou quando a foto da sorridente Norah Al Fayez foi publicada na primeira página do "Al Eqtisadiya" (versão saudita do "Financial Times"). De rosto maquilhado e descoberto, sem a "abaya" (túnica) negra que tapa o corpo da cabeça aos pés e apenas com um "hijab" (lenço) invulgarmente branco a ocultar o cabelo, ela aparece na mesma galeria do também recém-designado chefe da Hai'a, Abdul Aziz bin Humain.

Na primeira entrevista, ao diário árabe "Al Watan", Norah al-Fayez declarou-se indignada, "mas disposta a perdoar", por terem ousado expor os seus bâton, blush, eyeliner e rímel sem autorização. "Fiquei profundamente perturbada, e nunca aceitaria que publicassem a minha foto em lado nenhum. Sou uma mulher saudita de Najd [a mais conservadora região, onde nasceu o rei e o fundador da doutrina wahabita] e uso o niqab [que apenas deixa ver os olhos]. Se tivesse instaurado um processo em tribunal, ganharia de certeza", explicou. Disse ainda que não sabia onde o "Al Eqtisadiya" foi buscar a imagem mas, quando a contactámos (vários telefonemas, SMS, faxes e e-mails) para esta entrevista –, a primeira a um jornal ocidental – encaminhou-nos, sem qualquer restrição, para a mesma fonte: a edição digital de "Leaders of Saudi Arabia".

Oriunda de uma das mais importantes tribos pré-islâmicas, os Bani Tamin, antepassados dos Qurayash, do profeta Maomé, compreende-se que Norah Al Fayez não quisesse ofender a sua base. Essa inquietude desapareceu, aparentemente, quando as perguntas chegaram do estrangeiro e ela viu aqui a oportunidade de passar uma imagem "moderna" do berço de Osama bin Laden.

Um momento sublime
Foi no dia 12 de Fevereiro, dois dias antes do decreto real, que Norah Al Fayez recebeu um telefonema da corte a convidá-la para entrar na história de um país onde as mulheres têm sido privadas dos seus direitos básicos com base na rígida teologia wahabita. "Foi um momento sublime, a nível pessoal", disse ao PÚBLICO, por correio electrónico. "É uma honra assumir as grandes responsabilidades que Sua Majestade me conferiu. (…) É, definitivamente, um passo no sentido de dar às mulheres papéis de relevo que elas saberão desempenhar nos círculos onde se tomam decisões."

"A minha nomeação reflecte a visão de Sua Majestade de que a educação é uma prioridade estratégica da nossa nação, que as mulheres e os homens sauditas podem ajudar a transformar o sistema educativo, para desenvolver os recursos humanos e ir ao encontro das exigências de um mundo cada vez mais competitivo", explicou. "De início, fiquei intrigada com a questão 'porquê eu?', mas agora estou mais ocupada em obter respostas para o que pode ser feito, e como fazê-lo da maneira mais correcta e positiva."

"Acredito que qualquer problema pode ser resolvido se formos até às suas raízes, e não nos limitarmos a um conserto rápido, nem nos centrarmos nos efeitos secundários. Homens e mulheres podem obter soluções duradouras para grandes problemas – e um deles é o analfabetismo [13,7 por cento em 27 milhões de habitantes]".

O combate ao analfabetismo não é, porém, a razão número um para mudar o sistema educativo, mas sim o controlo deste por extremistas religiosos, sobretudo os salafistas, que em 1979 (ano da revolução islâmica no Irão) tentaram derrubar a Casa de Saud com um ataque à Grande Mesquita de Meca. São os salafistas, defensores da "jihad" (guerra santa), os mentores da Al-Qaeda, a rede que atacou primeiro nos EUA, em 11 de Setembro de 2001 (15 dos 19 suicidas eram sauditas), e depois em Riad, a capital do reino, em 2003.

Se a nomeação de Norah Al Fayez é histórica, igualmente memorável é o afastamento de Ibrahim al-Gaith, o anterior chefe da polícia religiosa, cuja brutalidade e poderes começaram a ser questionados, em Março de 2002, quando um incêndio deflagrou numa escola e os bombeiros foram impedidos pelos "mutaww'in" de socorrer as 835 alunas e 35 professoras. "Não estavam vestidas de acordo com o código islâmico", e 15 crianças morreram queimadas.

Em 2007, mais um escândalo abalou a imagem da Casa de Saud: o "crime de Qatif", cidade no Leste, onde a mais odiada instituição do país – os seus agentes vagueiam pelas ruas ou espreitam às esquinas, munidos de varapaus – condenaram a prisão e 200 chicotadas uma adolescente vítima de violação.

Outra decisão notável do rei foi a demissão de Saleh al-Lihedan, presidente do Supremo Conselho de Justiça, o mais importante tribunal do reino –, que em Setembro de 2008 emitiu uma "fatwa" (édito) legalizando o assassínio de quem possuísse antenas parabólicas para captar "programas de conteúdo imoral". Na era da Al Jazira (com sede no Qatar) e da Al Arabiya (estação de capitais sauditas), a condenação foi geral.

Mudar o futuro dos jovens
A leitura que Norah Al Fayez faz do decreto real de 14 de Fevereiro é a de que a Arábia Saudita "quer mudar o futuro dos seus jovens, homens e mulheres". E acrescenta: "O mercado de trabalho está a enviar os sinais certos de que como deve funcionar em paralelo com as reformas educativas. Ao longo da minha carreira como directora-geral da secção feminina do IPA [Instituto de Administração Pública], adquiri um sólido conhecimento de quais as profissões que o mundo do trabalho precisa e não precisa. Além disso, todos sabem que a taxa de desemprego é maior entre as mulheres. Ora, se a integração das mulheres for um valor acrescentado, irá equilibrar a balança, e estabelecer uma nova dinâmica de igualdade e importância de género no mercado de trabalho."

O desafio, adianta a técnica que desde 1984 tem estado ligada a escolas públicas e privadas, "é formar cidadãos que não sejam obrigados a pôr em prática reformas, mas que sejam verdadeiros crentes nas reformas (ou nos méritos que estas têm)". As universidades sauditas "mantêm um compromisso intocável com os valores islâmicos, mas precisamos de melhorar a qualidade dos nossos eruditos" – implícita alusão aos que fazem uma retrógrada interpretação dos textos religiosos.

Quem encorajou a abertura das primeiras escolas para meninas na Arábia Saudita foi Iffat al-Thunayan, a terceira e favorita mulher do rei Faisal, em 1956. Enfrentou tribos e imãs para introduzir uma educação secular que não fosse apenas a das madrassas (seminários islâmicos). Em 1963, Faisal chegou a mobilizar as forças de segurança para reprimir uma revolta de beduínos que recusavam enviar as filhas às aulas. Hoje, diz Norah Al Fayez, "há 12 mil escolas só para raparigas e o número de alunas ultrapassa os 2,5 milhões".

Segundo a UNESCO, são mulheres 70 por cento dos alunos inscritos nas universidades sauditas, 56 por cento dos licenciados e 40 por cento dos que concluem o doutoramento. No mercado de trabalho, porém, elas representam apenas 5 por cento da força activa – a mais baixa taxa em todo o mundo.

Wajeha al-Huwaidar, a mais loquaz das fundadoras da Associação para a Protecção e Defesa dos Direitos das Mulheres na Arábia Saudita, relata ao PÚBLICO, por telefone, que "as mulheres são encorajadas a estudar nas universidades sauditas para serem médicas, enfermeiras, professoras e até banqueiras, mas se quiserem ser engenheiras, geólogas, arqueólogas ou jornalistas terão de se formar no estrangeiro". Quando regressam, "terão dificuldades em encontrar emprego, com raras excepções na indústria do petróleo", de que o reino é o maior produtor mundial. "Todo o sistema está concebido para perpetuar a segregação. Cerca de 90 por cento dos empregos estão reservados aos homens – porque eles têm medo das capacidades das mulheres. Os homens sauditas são mimados. Sem competição, não precisam de se esforçar para realizar sonhos."

Revogar a lei do guardião
A activista que, desde 1990, lidera a campanha para que as mulheres possam conduzir (seja automóveis ou bicicletas) no único país do mundo onde estão proibidas de o fazer saudou a nomeação de Norah Al Fayez como "uma coisa boa", motivada pela tomada de consciência de que "a Arábia Saudita já não é vista apenas como a terra do petróleo mas também de terroristas".

No entanto, ressalva Wajeha, "fazer parte do governo não significa que Norah venha a ter margem de manobra para grandes mudanças". E uma das mudanças mais prementes "é revogar a lei do mahram ou guardião masculino que nos retira o controlo da nossa vida. Não temos qualquer poder de decisão, sobre estudos, trabalho, casamento, sair de casa ou viajar, nem sequer sobre tratamentos médicos, sem a aprovação de pai, irmão, marido, filho."

"É um paradoxo que, sob o pretexto de não haver mistura entre homens e mulheres, não podermos guiar mas sermos forçadas a contratar estranhos para motoristas", lastima-se Wajeha, 47 anos, divorciada e mãe de dois jovens (os seus tutores). "Outra aberração é só os homens terem autorização para vender lingerie [muitos risos]. A nossa luta é pela mudança das leis, incluindo a que permite o casamento de meninas de 8 ou 9 anos."

Wajeha não desvaloriza o decreto de Abdullah – o monarca que ascendeu ao trono em 2005 e em quem deposita "grandes esperanças" desde que era príncipe herdeiro. As pessoas escolhidas para o governo, entre eles, os novos ministros da Saúde, um cirurgião especialista em separar gémeos siameses, e o da Educação, príncipe Faisal bin Abdullah, cunhado do soberano, "são moderados que têm convivido com outras culturas e trouxeram novas ideias", sublinhou.

Uma nação, uma família
Isso não significa, porém, que Norah Al Fayez vá ter uma relação de trabalho com Faisal como se vivesse no Utah, onde concluiu um mestrado em técnicas de educação na universidade estadual, em 1982, ou em Oxford, Bruxelas e Amesterdão, onde tem participado em palestras e seminários. Se quiser falar com o príncipe ou com subordinados masculinos será – disse ela ao jornal "Al Watan", "naturalmente, através de um circuito fechado de televisão".

A experiência de ter ido para os EUA, logo após o casamento com o engenheiro Suleiman Al Suwlai e a licenciatura em Sociologia numa universidade de Riad, "foi um marco na carreira", realça Norah Al Fayez. "Aprendi com os livros, com os amigos e com os professores que a procura do saber é uma viagem de uma vida. Desde o primeiro trabalho na função pública, nunca mais deixei de desenvolver as minhas capacidades. Ao seguir a via do autoconhecimento, contribuo para a prosperidade do meu país".

E qual o impacto das suas frequentes viagens pela Europa? "Tive a oportunidade de interagir e comunicar com pessoas de culturas diferentes. Apresentei-me como mensageira das mulheres sauditas, e mostrei que a nossa posição e estatuto têm sido muitas vezes denegridos por estereótipos negativos. Também aprendi a não olhar para as outras culturas a preto e branco, mas como um arco-íris."

Sair do país, ao contrário do que acontece com a maioria das compatriotas, não parece ser um obstáculo para Norah. "A minha família adaptou-se ao meu estilo de vida. Aprendi a gerir o tempo, e acho que é possível construir uma grande carreira e manter um extraordinário equilíbrio em casa. O sucesso não depende das circunstâncias. Requer devoção, disciplina e definição de prioridades profissionais. Começo o dia às 7h30, no meu gabinete. Às 14h30, almoço com a família e, as horas restantes, dedico-as a reuniões de trabalho ou a instituições de caridade a que estou ligada."

"Tenho três filhos", prossegue. "O mais velho, Bader, licenciou-se em marketing; o segundo, Shadi, é engenheiro aeronáutico; o terceiro, Mohammad, estuda Informática na América. Tenho duas filhas: Sarah está no 11º ano e Mashael está no 10º. Partilho com eles as minhas ambições. Recentemente, fui abençoada com a chegada de dois netos."

Norah Al Fayez nasceu, em 1955, numa pequena vila nas proximidades de Riad, num lar de classe média. "Não tenho qualquer relação com a família real", esclarece, desfazendo rumores a esse respeito. "Mas tenho orgulho em pertencer a esta amada nação onde todos os sauditas são uma família."

Autoridades sauditas impedem casamento infantil

segunda-feira, 2 de março de 2009

RIAD, Arábia Saudita (AFP) — Autoridades da Arábia Saudita se recusaram a casar três meninas de 13 anos de idade, em meio a pressões de grupos de defesa dos direitos civis contra o casamento infantil, informou o jornal Al-Watan neste sábado.

Na semana passada, autoridades matrimoniais informaram às famílias das três meninas que elas era muito jovens para se casar, citando uma recente decisão do chefe da corte regional de Dammam, Sheikh Abdulrahman al-Raqib, indicou o Al-Watan.

Quando o pai de uma delas solicitou a permissão de Raqib, foi orientado a esperar até que sua filha completasse 15 anos.

A Arábia Saudita não tem nenhuma lei que estabeleça uma idade mínima para o casamento, tanto para mulheres como para homens, o que proporciona às famílias a possibilidade de casar suas filhas o mais cedo possível - algumas, com apenas 10 anos.

Ativistas dos direitos humanos sauditas defendem a aprovação de uma lei que impeça o casamento infantil e estabeleça a idade mínima de 18 anos para os dois sexos. A campanha, no entanto, enfrenta forte oposição dos poderosos setores religiosos do país.
 
Fonte: AFP 21/02/2009

BAD e TAV Airports financiam construção de aeroporto na Tunísia

Túnis - Um holding turco, TAV Airports, e o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) assinaram sexta-feira em Túnis diversos acordos de financiamento da construção de um novo aeroporto na Tunísia, soube-se de fonte segura na capital tunisina.


O projecto estimado em 560 milhões de euros será executado pelo TAV Airports na zona de Enfidha, a cerca de 80 quilómetros ao sudeste de Túnis, no centro de uma zona turística, e terá uma capacidade de acolhimento para sete milhões de
passageiros por ano com previsão de aumento para 20 milhões de passageiros até 2020, de acordo com a fonte.


O empreendimento vai permitir criar dois mil 200 empregos durante a fase de construção e gerar mil 200 empregos directos e 10 mil empregos indirectos durante a fase de exploração, indicou a fonte.
 
Fonte: Angola Press

Produtora de Games brasileira lança jogo de Capoeira


Comunidades de negros, brancos, índios estão organizadas numa ambientalização do Rio de Janeiro de 1828.
Capoeira Legends: Path to Fredom. As brigas acontecem porque essas comunidades, denominadas de "Mocambos", vivem em constante ameaça de fazendeiros e governantes favoráveis à escravidão.
Nos centros urbanos, capoeiristas realizavam façanhas que amedrontavam o poder vigente: libertação de escravos das fazendas e escoltas mato adentro onde encontravam os acampamentos "ilegais".
O jogo já está avenda e pode ser baixado direto do site da produtora pelo valor de R$ 29,90, disponível em inglês e português.

 
Texto adaptado
Fonte: Correio Popular (Campinas-SP)

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Dr. Mourão comentou num diálogo com Dr. Daisaku Ikeda "Quanto mais obscura e dolorosa for a situação, mais precisamos brilhar."

Arabia Saudita anuncia mudanças, com uma mulher pela primeira vez no governo

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

RIAD, Arábia Saudita (AFP) — O rei Abdullah da Arábia Saudita anunciou neste sábado mudanças importantes no governo, com a nomeação pela primeira vez de uma mulher, na justiça e no Banco Central.

O rei nomeou Nura al-Farez como vice-ministra da Educação, o que faz dela a primeira mulher a integrar o governo desta monarquia ultraconservadora.

Depois de uma reforma ministerial, a primeira desde a chegada ao trono de Abdullah em agosto de 2005, o soberano nomeou por decreto os novos ministros da Educação, Justiça, Informaçãoe Saúde.

Também designou um novo presidente para o Conselho Superior da Magistratura e um novo presidente do Majles al-Chura (Conselho Consultivo), assim como o novo diretor da polícia religiosa, a influente comissão para a propagação da virtude e a prevenção do vício.

Além disso, o governo do maior exportador mundial de petróleo também anunciou neste sábado o nome de Mohammed al-Khaser como novo presidente do Banco Central do reino.
 
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Guia elege as melhores coisas da Tunísia

O melhor sítio histórico, a melhor mesquita, o melhor prato, o melhor souk (mercado árabe), o melhor restaurante, as melhores paisagens naturais, o melhor museu e a melhor praia da Tunísia.

Com 192 páginas ilustradas, o "Guia Espiral Tunísia" oferece mapas e informações práticas para conhecer o país, apresenta cidades, programas, atrações e traz recomendações sobre como circular, o que fazer e o que não fazer.

O MELHOR DA TUNÍSIA
Um povo hospitaleiro vivendo em uma geografia rica e variada, com paisagens estonteantes que vão de verdes colinas e praias perfeitas a desertos e oásis: essa é uma das facetas da Tunísia. Acrescente a opulenta arquitetura mourisca-islâmica, o mistério e a crueldade da Cartago fenícia e românticas ruínas romanas e o resultado é mais do que suficiente para fazer do país um destino turístico imperdível.

Melhor sítio histórico
Se é para visitar um único sítio histórico, o imponente anfiteatro em El-Jem é imbatível. O lugar evoca a riqueza da África romana, a perícia de seus arquitetos e a sanguinolência dos espetáculos com gladiadores e feras selvagens.

Melhor mesquita
Se é para conhecer uma única mesquita, o quarto ponto mais sagrado do islã, a Grande Mesquita de Kairouan é o lugar certo. Vasta mas elegante, sua beleza reside na total simplicidade.

Melhor prato
O prato nacional da Tunísia, o cuscuz, assume diversas formas, mas a mais apreciada no país é o couscous au poisson, com peixe, legumes e, às vezes, frutos-do-mar. O cuscuz é servido em restaurantes à beira- mar e o de Sfax é quase insuperável. Mas lembre-se: o tunisiano adora uma pimenta.

Melhor souk
Se é para visitar um único souk, que seja na almedina de Túnis. A principal artéria da almedina, rue Jemaa ez-Zitouna, é bastante turística, mas pegue uma travessa e atrás da mesquita de Jemaa ez-Zitouna você encontrará os souks, onde fervilha o mercado local de temperos, lãs, perfumes e cobre.

Melhor restaurante
Se é para conhecer um único restaurante caro, o Dar el-Jeld, em Túnis, é sua melhor escolha. Além de ficar numa almedina de antigas construções, é possível desfrutar um soberbo jantar ao som do alaúde.

Melhores paisagens naturais
A Tunísia controla apenas uma pequena área do maior deserto do mundo, o Saara, mas é a mais acessível em termos de segurança, transporte e facilidades de hospedagem. Começando ao sul de Douz está o Grand Erg Oriental, a parte mais pitoresca, com suas ondulantes dunas de areia. Para ver miragens, há o lago salgado do Chott el-Jerid.

Melhor museu
Sem dúvida, o Musée du Bardo em Túnis, é um dos melhores do mundo, com sua coleção de mosaicos romanos. A coleção cartaginesa também é magnífica.

Melhor praia
Se é para conhecer apenas uma praia, e sua preferência recai sobre as menos badaladas, vá para Rass Sidi Ali el-Mekki perto de Ghar el-Melh. Boa de nadar, a areia macia, os restaurantes simples mas excelentes e as vistas soberbas fazem valer a pena o esforço extra para chegar.
 

British author Geraldine Bedell banned from Dubai book festival

British author Geraldine Bedell has been banned from a book festival in Dubai because one of the characters in her new book is gay.
 

The novelist, whose book The Gulf Between Us is set in the Middle East, was initially welcomed to the event by the organisers.

But when they realised the novel featured a homosexual sheikh who had an English boyfriend and was set in the backdrop to the Iraq war, the book was withdrawn.

The director of the festival, Isobel Abulhoul, wrote to Bedell and told her: "I do not want our festival remembered for the launch of a controversial book.

"If we launched the book and a journalist happened to read it, then you could imagine the political fallout that would follow. This could be a minefield."

Bedell, who lived in the Middle East, described the sheikh as only a minor character in her book.

"You can't ban books and expect your literary festival to be taken seriously," she said.

The first International Festival of Literature in Dubai starts on February 26 and features authors including Kate Adie, Anthony Horowitz, Jamil Qureshi, Sir Ranulph Fiennes.

It describes itself as: "The first true literary Festival in the Middle East celebrating the world of books in all its infinite variety."

The Gulf Between Us, published by Penguin, tells the story of a single mother trying to raise three boys in the Gulf emirate of Hawar in the summer of 2002, shortly before the invasion of Iraq.

Boneca de véu desbanca Barbie no Egito

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

A notícia é de 2006. Mas não poderia deixar de comentar aqui no blog.
Quem quiser me dar uma, ficarei feliz! rs
 
Fulla
Fulla é sucesso de vendas no mundo árabe
A boneca americana Barbie ganhou uma rival muçulmana. Fulla vem em uma caixa parecida e tem mais ou menos o mesmo tamanho, mas é criada dentro dos "valores muçulmanos", como descreve seu criador.

A boneca vem com véu e hijab (um vestido usado por muçulmanas por cima das roupas que cobre o corpo e deixa o rosto e as mãos de fora), além de um tapete para orações, cor-de-rosa.

Alguns pais que não comprariam uma Barbie para as filhas, estão comprando fullas e a boneca é a mais popular nas lojas egípcias.

A empresa responsável pela Barbie muçulmana, NewBoy Design Studio, lançou a Fulla na Síria em 2003 e tem vendido bem em todo o Oriente Médio.

Muçulmana moderna

O gerente da marca, Fawaz Abidin acredita que o sucesso se deve ao fato de Fulla "ser uma personagem que os pais e as crianças vão querer se relacionar".

"Ela é honesta, amorosa, carinhosa e respeita seus pais", descreve Abidin.

Fulla é solteira e não há planos de lançar um namorado para ela, como Ken, ex-namorado de Barbie.

Mas ela vai ser uma mulher de carreira: Fulla Médica e Fulla Professora são os próximos lançamentos da marca. As duas profissões são consideradas respeitáveis para mulheres no mundo muçulmano.

Jeans

Como a Barbie, Fulla tem um enorme guarda-roupa e, apesar de seguir o código muçulmano, ele foi modernizado para o mercado egípcio.

As roupas incluem jeans e véus coloridos, usados pelas mulheres no Egito. E as meninas podem comprar véus e o tapete rosa para elas, iguais aos usados por Fulla.

Tarek Mohammed, chefe de vendas da Toys'r'Us, no Cairo, diz que "Fulla vende melhor porque está mais próxima dos nossos valores árabes - ela nunca mostra uma perna ou um braço".

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/story/2006/01/060112_barbiemuculmanamb.shtml

Turismo: Faças as malas e vá para Líbia e Argélia

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Medina de Trípoli reúne marcos de diferentes épocas

Trípoli e Argel – Países do Norte da África como Marrocos, Tunísia e Egito são destinos turísticos tradicionais bastante procurados por viajantes do mundo inteiro. Mas essa faixa de terra, delimitada pelo Mar Mediterrâneo ao norte e cortada pelo Deserto do Saara ao Sul, guarda outras surpresas com grande potencial de atração de visitantes, embora ainda pouco exploradas: a Líbia e a Argélia.

São dois países vizinhos, com economias baseadas no petróleo, clima e passados semelhantes, mas, no entanto, muito diferentes entre si. A presença de fenícios, cartagineses, romanos, berberes, depois árabes e por fim dos turcos, faz parte da história comum das duas nações, e as relíquias deixadas por esses povos podem ser vistas em ambos.

A partir do século 19, porém, a história das duas nações passou seguir caminhos totalmente diferentes. A Argélia se tornou uma colônia francesa na primeira metade daquele século, e o domínio francês durou mais de 100 anos, até a guerra de independência que teve início em 1954 e só terminou em 1962. Já a Líbia foi invadida pela Itália em 1919 e permaneceu sob domínio italiano até 1943.

Wilson Dias/Abr Wilson Dias/Abr

Artesanato no mercado árabe tradicional

No quesito dos projetos para atração de turistas, seja para lazer ou negócios, a Líbia parece estar na dianteira. O país, governado há 40 anos pelo coronel Muammar Kadafi, se abriu para o mundo no início desta década, após anos de embargos internacionais. Novos hotéis e empreendimentos de veraneio pipocam na capital Trípoli e redondezas. Além disso, o governo investe pesado em infra-estrutura e na indústria petrolífera, atraindo empresários de todas as partes.

Os dois novos terminais do Aeroporto Internacional de Trípoli, cujas obras estão a cargo da construtora brasileira Norberto Odebrecht, vão ter capacidade para receber 20 milhões de visitantes por ano. Com isso, o governo líbio, além de promover o turismo, quer transformar a cidade em um centro de conexões aéreas, especialmente para destinos na África.

Ao passear por Trípoli é possível ter uma amostra do potencial turístico do país. A Medina, centro antigo da cidade, guarda entre suas muralhas resquícios das diversas civilizações que se estabeleceram no território. No meio dela, por exemplo, está o chamado Arco de Marco Aurélia, ruína romana que pode ser visitada facilmente. Nos arredores da capital existem outros sítios romanos bem preservados.

Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Kadafi é onipresente

Dentro da Medina e em suas redondezas há uma forte concentração de comércio bastante popular, com comerciantes e camelôs líbios e de outras nacionalidades africanas vendendo todos os tipos de produtos, desde roupas, passando por cigarros, até antenas parabólicas. Dentro das muralhas, há também um souk, mercado árabe tradicional, onde são comercializadas peças de artesanato local.

A entrada principal do souk fica em frente à Praça Verde, marco da moderna Trípoli, local de passeio e lazer dos moradores. Ali perto há também o prédio do Banco Central da Líbia, palácio de arquitetura mourisca que chama a atenção. A imagem de Kadafi é onipresente, está espalha em cartazes por toda a cidade.

Uma dificuldade é o idioma. Ao contrário de outros países da região, onde os sinais de trânsito, nomes de ruas e luminosos de lojas são geralmente bilíngües (em árabe e francês ou em árabe e inglês), na Líbia praticamente tudo é escrito somente em árabe. Além disso, é mais difícil encontrar pessoas que falem outras línguas.

Mas mesmo nessa seara o visitante pode ser surpreendido. Ao sentar para almoçar ou jantar você pode, sem saber, estar em um dos restaurantes do Khaleed, líbio que viveu muitos anos no Brasil e fala português praticamente sem sotaque.

O país tem também atrações naturais, como a costa mediterrânea e o deserto, e já começa a tentar atrair turistas estrangeiros em busca de casas de veraneio. Está em construção, por exemplo, a Palm City Residences, condomínio a beira-mar localizado a 15 quilômetros de Trípoli, que vai reunir ampla estrutura de lazer.

A Branca

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Centro de Argel visto da parte alta da cidade

O mar é uma das grandes atrações também de Argel. A capital argelina, embora pouco visitada por turistas estrangeiros, é provavelmente uma das cidades mais ocidentalizadas do Norte da África. Apesar das feridas deixadas pela guerra de independência, a influência francesa no país é muito forte, mais até do que nos altamente turísticos Tunísia e Marrocos.

A começar pela arquitetura. Os prédios de Argel, baixos, brancos e com janelas azuis, são característicos da colonização francesa. A cidade fica em uma baía e suas ruas sinuosas sobem morro acima, de onde se tem belas vistas do Mediterrâneo.

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Frase ecumênica sobre o altar da santa negra

Um desses pontos de observação é o platô onde se encontra a basílica Notre Dame D'Afrique, ou Nossa Senhora da África, construída em 1858. A igreja guarda características multiculturais. A santa, colocada em cima do altar, é negra como Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil. Ao fundo, em destaque na base da cúpula do templo, está escrito: "Notre Dame D'afrique, priez pour nous e pour les musulmans", ou "Nossa Senhora da África, rezai por nós e pelos muçulmanos". A população argelina, como nos outros países da região, é majoritariamente muçulmana.

Apreciar do alto o casario branco, que conferiu à cidade o apelido de "La Blanche", e o mar azul turquesa é sem dúvida um dos melhores programas de Argel. Mas não é o único. A cidade tem outras surpresas, como seu centro movimentado e com um comércio vibrante, a Kasbah, cidadela otomana que está na lista do Patrimônio Histórico da Humanidade da Unesco, e o monumento aos mártires da guerra da independência. Não longe da capital, existem também ruínas romanas.

Argel é uma cidade onde é possível ainda curtir a vida noturna e conhecer lugares freqüentados pelos locais. Ao contrário da Líbia, onde o consumo de bebidas alcoólicas é proibido, a Argélia produz boas cervejas e vinhos.
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Área central tem arquitetura colonial francesa



Um desses locais é o La Voûte, mistura de restaurante e bar com música ao vivo, que fica na parte baixa da cidade, próximo ao porto. O cenário parece saído de um filme. Não há indicação do lugar, instalado entre os arcos que sustentam um bulevar acima. Quando o cliente bate na porta, o porteiro abre uma janelinha para ver quem é. Ao entrar, o visitante logo se depara com grupos de jovens argelinos conversando animadamente enquanto ouvem uma banda tocar clássicos do blues e do rock.

Embora exista um projeto para promover o turismo, ainda não se vê muitos estrangeiros na capital argelina. O país recebe atualmente cerca de 1,5 milhão de turistas por ano, muito menos do que os seus vizinhos, mas há capacidade para muito mais.

Lojistas árabes vêm para feira de móveis no Brasil

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

São Paulo – Lojistas da Argélia, Omã e Emirados Árabes Unidos vêm para São Paulo para participar da 6.ª edição da Feira da Associação Brasileira das Indústrias de Móveis de Alta Decoração (Abimad), que vai ocorrer na próxima semana no Centro de Exposições Imigrantes. Os compradores árabes estão entre os 36 importadores de 21 países convidados pela Abimad e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex).

Os três lojistas do mundo árabe já importam do Brasil e foram indicados pelas próprias empresas exportadoras. "Todos já vieram para a feira antes. Isso demonstra que esse mercado tem um bom relacionamento com empresas brasileiras", afirmou o analista de desenvolvimento de mercado da Abimad, Bruno Silveira. Segundo ele, são compradores exigentes e que demandam produtos com design contemporâneo.

Na quarta-feira (11), que é um dia antes da abertura oficial da feira, os 36 compradores vão participar do Encontro Internacional de Negócios da Abimad, que vai reuní-los com 45 fabricantes brasileiras de móveis de alta decoração. Serão realizadas 432 reuniões em 12 rodadas de negócios.

De acordo com Silveira, mesmo com a crise internacional, ele acredita que o resultado das rodadas será positivo. "Pelo o que eu li na revista Hall (da Abimad) e em outras mídias, os fabricantes não estão pessimistas (com a crise). Eu acredito que o mundo não vai parar, as empresas só vão andar mais devagar", afirmou o analista. Ele disse ainda que alguns dos importadores árabes convidados não virão à feira porque resolveram dar uma desacelerada nesse primeiro semestre, mas disseram que querem vir na próxima edição da feira, que ocorre no segundo semestre. "As empresas que vêm, estão vindo para comprar e as que não vêm, têm boas perspectivas para o segundo semestre. Isso mostra que existe uma luz no fim do túnel. É muito positivo", acrescentou.

Além dos árabes, participam da feira compradores da África do Sul, Angola, Argentina, Chile, Costa Rica, Equador, Espanha, Estados Unidos, Israel, Itália, Moçambique, Namíbia, Panamá, Paraguai, Peru, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela.

A feira

A feira da Abimad, que segue até o dia 15, vai reunir 168 expositores que vão apresentar as últimas tendências em móveis modernos e contemporâneos, para ambientes externos e internos, residenciais e comerciais, e ainda, acessórios para decoração de interiores. São esperados 13 mil visitantes nos quatro dias do evento.

Serviço

Feira Abimad
Data: 12 a 15 de fevereiro
Horário: das 10h às 19h
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, Km 1,5 - São Paulo/SP
 

Africanos conhecem programas sociais brasileiros

Brasília - Durante esta semana, representantes de governos e de organizações sociais de 12 países africanos estão conhecendo programas sociais do governo brasileiro.

Entre esses programas estão o Territórios da Cidadania - que leva ações de desenvolvimento regional e de garantia de direitos sociais às áreas mais pobres - e o Mais Alimentos - uma linha de crédito que cria condições para o aumento da produção e da produtividade da agricultura familiar.

A ação faz parte das atividades do programa Africa-Brasil: participação social e cooperação internacional, organizado pela Secretaria-Geral da Presidência da República. Participam do programa organizações sociais, governos e centrais sindicais de Angola, do Marrocos, Zimbábue, da África do Sul, de Malawi, Moçambique, da Namíbia, Costa do Marfim, do Quênia, da Nigéria, do Senegal, de Cabo Verde e Guiné Bissau.

Hoje (4), a secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Arlete Sampaio, apresenta, no auditório do Anexo 1 do Palácio do Planalto, políticas de inclusão social, segurança alimentar e promoção da igualdade.

O secretário de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Adoniran Sanches, fala, em seguida, sobre as políticas para o fortalecimento da agricultura familiar. O secretário adjunto da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Elói Araújo, apresenta os programas desenvolvidos no setor.
 

ONU saúda contribuição da Nigéria para paz mundial

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Nova Iorque, Estados Unidos (PANA) - A Organização das Nações Unidas (ONU) felicitaram quinta-feira a policia nigeriana pela sua contribuição para os esforços de manutenção da paz e o desenvolvimento no mundo em geral, bem como pelo seu papel na Libéria em particular.

"A título de reconhecimento dos grandes progressos feitos pela Policia Nigeriana, a representante especial das Nações Unidas na Libéria, Hélène Margrethe Loj, condecorou todos os 120 membros da unidade da Policia Nigeriana com a medalha de manutenção da paz das Nações Unidas", indica um comunicado divulgado segunda-feira em Nova Iorque.

A cerimónia de condecoração decorreu no Quartel-Geral dos polícias nigerianos, no centro da cidade de Gbarnga, na Libéria, de acordo com o comunicado que realça igualmente eficácia destes agentes na assistência aos seus homólogos liberianos na luta contra os narcotraficantes no condado de Bong.

"A presença dos oficiais da Policia Nigeriana neste distrito é essencial não apenas para a restauração do Estado de direito como para a extensão e consolidação da autoridade estatal, indica a nota.

O texte afirma que a Nigéria foi "um verdadeiro aliado da ONU na acção empreendida para garantir a manutenção da paz e segurança no mundo inteiro".

Segundo a ONU, a Nigéria é actualmente o quarto maior fornecedor do pessoal militar e policial para operações onusinas de pacificação, com mais de sete mil elementos operacional no mundo inteiro.
 
 

Goodbye Guantánamo by Robert Guest

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

But it won't be the end of the mess


The prison at Guantánamo Bay will be closed in 2009. But anyone who thinks that this will also close an ugly chapter in American history will be disappointed. Loading the prisoners onto planes will be easy. Figuring out what to do with them next will be anything but.

AP The end is in sight

The inmates of Guantánamo exist in a legal black hole. The camp is on a slice of Cuban territory, leased by the American government. George Bush put them there specifically so that they would be beyond the reach of the American legal system—although the Supreme Court ruled in 2008 that, at least as far as habeas corpus suits are concerned, they are not. Still, many have been held for years without a proper trial.

As American forces toppled the Taliban regime in Afghanistan, they rounded up suspected followers of Osama bin Laden. Many were undoubtedly jihadists. But some were innocent bystanders, often sold by local ruffians for a bounty. Hundreds were shipped to Guantánamo.

About 250 prisoners are still there (from a peak of some 700). They can be divided into three groups. First are those against whom there is enough evidence to press war-crimes charges. Between 60 and 80 of these may face military tribunals.

The next group, of about 50 inmates, consists of those who have been cleared for release but cannot be sent home. This may be for fear that they will be mistreated. More than a dozen Muslim separatists from China are to be released; they pose no threat to America but can expect rough justice if repatriated. In other cases, the Pentagon will not repatriate men to countries whose governments it does not trust to keep an eye on them, such as Yemen. Finally, there are more than 100 inmates who are considered too risky to release, but against whom there is not enough evidence to prosecute them.

In 2009 all the inmates at Guantánamo will be moved somewhere else. The knottiest problem will be what to do with those who cannot be prosecuted but cannot sensibly be freed—and are still dangerous. Mr Bush asserted a right to hold them indefinitely. Barack Obama will work with Congress to devise a fairer set of rules, but he will be reluctant to free those who openly threaten Americans.

This will be a moral minefield. Make it easy to detain suspected terrorists in the future, and you lock up innocents. Make it hard, and you create perverse incentives: soldiers will be loth to let their enemies surrender. Congress and the president have a problem.

Fonte: http://www.economist.com

Aprenda Inglês: Empresa lança programa de intercâmbio em Dubai

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

SÃO PAULO – A operadora de viagens Intercâmbio e Cia., de São Paulo, lançou há duas semanas um novo destino para os brasileiros que sonham aprender inglês fora do país: Dubai. "É um lugar que está em alta e sendo muito procurado como destino turístico", disse a gerente de atendimento da empresa, Veridiana Cruz, que desde o lançamento do pacote já atendeu mais de 100 pessoas interessadas.

A empresa brasileira, que é especializada em intercâmbio cultural, fechou uma parceria com a escola inglesa International House Dubai, que oferece diferentes tipos de cursos, nove salas de aulas equipadas, biblioteca, cantina e acesso à internet. "A escola é muito conceituada. É uma das melhores escolas da Inglaterra, que tem unidades em diversos países", disse Veridiana.

De acordo com ela, o pacote tem duração de seis semanas e as aulas são de domingo, terça e quinta-feira, com duas horas de aula por dia. "O estudante pode passear e estudar, unir as duas coisas", acrescentou a gerente. O pacote pode ser fechado por um único estudante ou por um grupo de profissionais da mesma área.

Apenas o curso de seis semanas custa US$ 1.090, ou R$ 2.630 (no câmbio atual). Segundo Veridiana, a Intercâmbio e Cia. oferece acomodações em hotéis de classe econômica, que pode ser cotado com a própria empresa. "O estudante pode ficar hospedado em outros lugares também, como na casa de amigos ou parentes", disse.

Para obter o visto o estudante deverá entrar em contato com um hotel nos Emirados Árabes e fazer a reserva, informando a data da chegada, o número do voo além de providenciar cópias das primeiras páginas do passaporte, que deverá ter validade mínima de três meses. No caso em que o estudante for ficar na casa de amigos ou parentes, os mesmos poderão providenciar o visto.
 
A expectativa da operadora é começar a embarcar estudantes para Dubai em julho, período de férias no Brasil. "A procura pelos estudantes (por esse pacote) já nos deixa bem satisfeitos", disse Veridiana.

De acordo com ela, Dubai é uma região muito rica culturalmente e oferece diversas atividades de lazer. Para quem gosta de esportes aquáticos, o emirado oferece diversas modalidades na águas do Golfo, grandes gramados para praticar o golfe, safári no deserto, assistir corridas de camelos e até esquiar em neve artificial. À noite, Dubai também oferece diversas opções de entretenimento, como dança do ventre, karaokê, salsa, entre outras festas badaladas.

As temperaturas do emirado variam de 10 graus Celsius, nas noites de inverno, a 48 graus Celsius no alto verão. A média diária máxima é de 24 graus Celsius e 41 graus Celsius no mês de julho.

Mais de 25 países

A Intercâmbio e Cia., fundada há três anos, oferece pacotes em mais de 25 países para estudantes e profissionais interessados em aprender ou aprimorar conhecimento nos idiomas inglês, espanhol, mandarim e francês. Em quase todos os pacotes é possível ficar hospedado em casa de família e conviver com os costumes locais. "Só em Dubai que ainda não temos essa opção, pois o choque cultural é muito grande, mas quem sabe teremos no futuro", disse Veridiana.

Segundo ela, o destino mais procurado pelos estudantes é a Nova Zelândia, devido o câmbio baixo, a facilidade para entrar no país e a segurança que ele oferece. Canadá e Cape Town, na África do Sul, também estão entre os mais procurados. A operadora oferece cursos e pacotes o ano todo.
 

Vale disputa projeto bilionário na Tunísia

Túnis - A Companhia Vale do Rio Doce está na disputa para a exploração e produção de fosfato na Tunísia, país que é grande produtor do insumo utilizado na indústria de fertilizantes. Se ganhar o contrato, a empresa vai assumir um projeto cujo valor é estimado entre US$ 2 bilhões e US$ 2,5 bilhões. A informação foi dada nesta quinta-feira (29) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, durante seminário para empresários, em Túnis, terceira etapa da missão empresarial ao Norte da África organizada pelo ministério.

A mina disputada pela Vale e outras companhias é uma das maiores do mundo, segundo o ministro. Ele acrescentou que, caso saia vitoriosa, a empresa assumirá o compromisso de exportar tudo o que for produzido para o Brasil, que tem grande demanda por fertilizantes importados.

Jorge disse que a companhia se compromete também a transferir toda a tecnologia de exploração e produção para o país árabe. "Nós não podemos aceitar mais, como países emergentes, projetos de 'caixa preta'", afirmou, em entrevista coletiva. "Temos que procurar uma relação mais produtiva entre os países. Cooperação é isso", declarou. Todas as nações do Norte da África buscam atrair empresas que incluam a transferência de know-how.

O ministro acrescentou que a empresa pretende viabilizar o negócio com recursos próprios, sendo que podem ser gerados entre 18 mil e 20 mil empregos no país. A Vale, segundo Jorge, se comprometeu ainda a não importar mão-de-obra do Brasil. "O Brasil é um grande importador de fosfato, então esse projeto é de grande interesse também para o governo brasileiro", declarou.

De manhã cedo, Jorge teve uma reunião com o primeiro-ministro da Tunísia, Mohammed Ganoucchi, e entregou uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, endereçada ao seu colega tunisiano, Zine El Abdine Ben Ali, que faz menção ao assunto.

Parceria

No seminário, o ministro brasileiro fez uma apresentação sobre a economia brasileira, dizendo, por exemplo, que os investimentos dos segmentos mais dinâmicos do país devem crescer 15% ao ano. Aos jornalistas tunisianos, ele ressaltou que há uma determinação expressa do presidente Lula de ampliar as relações comerciais com os países árabes e da África. Jorge vê também possibilidade de transferência de tecnologia para a Tunísia nas áreas de agricultura e produção de alimentos em geral.

"Espero que nos engajemos nessa parceria de ganhar e ganhar", disse o presidente da União Tunisiana da Indústria, Comércio e Artesanato (Utica), Hedi Djalani, aos empresários brasileiros e tunisianos.

O ministro da Indústria e Comércio da Tunísia, Afif Chelbi, disse que o tamanho da delegação brasileira "demonstra o interesse nessa parceria". Ele acrescentou que, por conta da política de atração de investimentos externos, estão instaladas no país cerca de 2 mil indústrias estrangeiras, que gozam de incentivos fiscais de acordos de comércio mantidos com a União Européia e outros blocos econômicos. A delegação do Brasil conta com mais de 100 integrantes, com 92 empresas representadas.

O presidente da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Salim Schahin, destacou que a entidade tem desenvolvido uma série de atividades para promover as relações com a Tunísia. Além do comércio, já foram realizados eventos binacionais nas áreas de cultura, saúde, esporte e turismo.
Alexandre Rocha/ANBA Alexandre Rocha/ANBA

Schahin, da Câmara Árabe, destacou as atividades da entidade na Tunísia



Na seara do comércio, ele citou um acordo de cooperação ente a Câmara e a Utica; outro entre a Agência Brasileira de promoção das Exportações e Investimentos (Apex) e sua contraparte tunisiana, o Cepex; mais um entre a Associação Brasileira da Indústria de Componentes para Couro e Calçados (Assintecal) e sua correspondente na Tunísia; a realização de missões empresariais e participação de empresários tunisianos em feiras no Brasil; além da criação do Conselho Empresarial Brasil-Tunísia, que terá sua quinta reunião este ano, no Brasil. "Nós convidamos todos os empresários para participar desse evento para ampliar nosso relacionamento", afirmou.

Nesta sexta-feira, a delegação brasileira estará em Casablanca, no Marrocos, última etapa da viagem.
 

Polícia nigeriana salva 17 jovens de tráfico de seres humanos

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Lagos - A policia de Lagos salvou 17 jovens, com idades entre 9 e 20 anos, originários de Benin e do Togo, de um presumível tráfico de seres humanos e detiveram dois suspeitos, anunciou sexta-feira (16) o porta-voz da policia nigeriana.

"Agimos com base em denúncias e interceptamos um autocarro levando as vítimas, principalmente de cidadãos do Benin e do Togo, ontem", na fronteira benino-nigeriano de Seme (sudeste ), disse Franck Mba.

Segundo o porta-voz, dois suspeitos foram detidos e confessaram que as vítimas deviam ser conduzidas para uma propriedade no Estado de Oyo (sudeste) para " trabalharem numa fazenda".

O tráfico de crianças é punido na Nigéria por uma pena que pode ir até 10 anos de prisão. O tráfico é comum na África do Oeste onde as pequenas vítimas estão destinadas a trabalhar nas minas e plantações. Outras são submetidas à prostituição ou mesmo torturadas ou sacrificadas em cerimónias rituais. As informações são da Angop.
 
Fonte: África 21 (17/01/2009)

My Arabic Heart - Destaque na revista CPFL & Você













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Obama decreta fim da prisão de Guantánamo em um ano

WASHINGTON - O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta quinta-feira, 22, em seu segundo dia de governo, um decreto que estabelece o fechamento da prisão de Guantánamo em um ano. O novo chefe de Estado também assinou outras duas ordens executivas que proíbem a tortura e os maus-tratos nos interrogatórios e o encarceramento de presos. Criada durante o governo George W. Bush em 2002, Guantánamo, localizada em uma base naval em Cuba, era usada para prender suspeitos de terrorismo do mundo todo sem uma acusação formal.

O presidente afirmou que com estas ordens "os Estados Unidos têm como intenção prosseguir a luta atual contra o terrorismo de maneira vigilante, efetiva e de acordo com seus valores e seus ideais". "Estamos decididos a vencer esta luta, e vencê-la em nossos termos", explicou.

O fechamento da prisão militar, muito criticada por denúncias de tortura de presos, era uma das principais promessas de campanha de Obama. Segundo o jornal The New York Times, a medida executiva deve enviar ainda ordens diretas para que a Agência Central de Inteligência (CIA) feche todas as prisões secretas dos EUA.

A ação, um dos primeiros passos para desmontar as políticas prisionais de Bush, deve reescrever as leis americanas para prisão de suspeitos de terrorismo. Ela pede a revisão imediata dos processos dos 248 presos mantidos na base naval em Cuba, e determinará se eles serão transferidos, libertados ou julgados.

Um rascunho da ordem de Obama foi obtido na quarta-feira pela agência de notícias Associated Press, e tratava das questões levantadas pelas detenções na prisão militar. O texto dizia que o fechamento de Guantánamo "aumentaria a segurança nacional e os interesses da polícia externa dos Estados Unidos e da justiça."

Na quarta-feira, após uma solicitação de Obama, juízes responsáveis por julgamentos militares na base confirmaram a suspensão por 120 dias das audiências dos processos contra seis réus mantidos na prisão - cinco deles acusados de envolvimento nos atentados de 11 de Setembro de 2001 nos Estados Unidos. Segundo a BBC, os processos legais no campo de prisioneiros têm sido muito criticados porque os militares americanos estariam atuando ao mesmo tempo como carcereiros, juízes e jurados.

Considerada um símbolo de abuso dos direitos humanos, a prisão de Guantánamo desgastou a imagem dos EUA no mundo. A principal crítica aos julgamentos das comissões militares para os presos de Guantánamo era a possibilidade de serem aceitas provas ou confissões obtidas por coerção, por meio dos chamados "métodos aprimorados de interrogatório", considerados tortura por muitos e defendido pelo governo Bush.

Destino dos presos

Após o fechamento da prisão, o novo governo deverá decidir para onde os presos serão mandados. Na quarta-feira, a Suíça anunciou que considerava receber esses detentos se isso ajudasse no fechamento de Guantánamo.

Em nota, o governo suíço disse que a detenção de pessoas em Guantánamo está em conflito com as leis internacionais e que os suíços estão prontos para contribuir com a solução do problema no local. O porta-voz do Conselho Federal (Executivo), Oswald Sigg, deixou claro, no entanto, que as decisões de acolher ou não cada detido serão tomadas após análises "detalhadas e minuciosas" de cada caso.

Também na quarta-feira, o comissário de Justiça da União Europeia (UE), Jacques Barrot, elogiou as ações de Obama para o fim da prisão. "Eu estou feliz com o fato de que um dos primeiros atos do presidente Obama foi virar a página neste triste episódio da prisão de Guantánamo", disse Barrot em comunicado.

"Para mim é um símbolo muito forte. Em um Estado legítimo todos devem ter o direito à defesa", acrescentou. O comissário da UE apontou que agora os prisioneiros de Guantánamo devem ter direito a todos os procedimentos legais, para que se saiba a verdade sobre suas ações. Para Barrot, lutar contra o terrorismo "deve ser uma prioridade para os Estados Unidos e a Europa, mas com total respeito aos direitos humanos."

Ainda nesta quinta-feira, Obama deve visitar o Departamento de Estado, para se encontrar com a nova chefe do departamento, Hillary Clinton, e seus principais conselheiros de segurança nacional.

Fonte: estadao.com.br
Saiba mais sobre a base naval americana de Guantánamo

Liberdade nos Céus: Cada vez mais as mulheres árabes se candidatam a postos de comissárias de bordo

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Aeromoças participam de cerimônia de graduação em Abu Dhabi, em setembro de 2007 (Foto: Tamara Abdul Hadi/The New York Times)

Marwa Abdel Aziz Fathi ria consigo mesma enquanto olhava para seu broche em forma de asa no bolso esquerdo de seu uniforme cinza, depois para o salão, para as dezenas de comissárias de bordo da Etihad Airways, que conversavam e comiam canapés ao redor dela.

Era o dia de formatura na Academia de Treinamento da Etihad, onde a companhia aérea nacional dos Emirados Árabes opera um curso de treinamento de sete semanas para novas comissárias de bordo. No andar abaixo ficam as salas de aulas cavernosas onde Fathi e outras alunas praticaram o planejamento de serviço de bordo em aviões de mentira em tamanho real, e treinaram na piscina onde aprendem como evacuar passageiros em caso de pouso na água.

Além de seu visível orgulho, Fathi, uma egípcia de 22 anos, estava encantada por estar ali.

"Nunca em toda minha vida pensei que fosse trabalhar no exterior", disse Fathi, que era estudante universitária no Cairo quando começou a observar anúncios de jornal recrutando jovens egípcias para trabalhar em companhias aéreas baseadas no Golfo Pérsico. "Minha família pensou que eu fosse louca. Mas algumas famílias por aí nem permitem essa empreitada."

Há uma década, mulheres árabes solteiras como Fathi, que trabalham fora de seu país, eram raras. Mas, assim como rapazes de países árabes pobres correram para os estados do Golfo Pérsico ricos em petróleo em busca de trabalho, mais mulheres estão fazendo o mesmo, afirmam sociólogos, apesar de não haver nenhuma estatística oficial de quantas são.

Comissárias de bordo se tornaram o rosto da nova mobilidade para algumas jovens mulheres árabes, assim como uma questão de ansiedade social e fascinação.

O dormitório das comissárias da Etihad aqui se parece muito com os blocos de escritório estilo década de 1970, presentes em abundância na cidade. Porém, há três seguranças no térreo, um livro para registro de entradas e regras rígidas em relação a visitantes do sexo oposto. As comissárias são rotineiramente alertadas para considerar a reputação da Etihad. Aquelas que tentam trazer um homem escondido para uma das suítes de dois quartos, simploriamente mobiliadas e compartilhadas pelas mulheres, podem ser expulsas, até deportadas. 

 

Duas recém-graduadas aeromoças marroquinas na academia da empresa Etihad, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em setembro de 2007 (Foto: Tamara Abdul Hadi/The New York Times)

No meio de um revival islâmico em todo o mundo árabe, liderado em grande parte pelos jovens, estados do golfo como Abu Dhabi – que oferece liberdades e oportunidades quase inimagináveis em outros lugares do Oriente Médio – se tornaram um lugar improvável de refúgio para algumas jovens árabes. Muitas afirmam que a experiência de viver de forma independente e trabalhar duro por salários mais altos mudou para sempre suas ambições e sua confiança, apesar disso também poder levar a um doloroso sentimento de alienação de seus países e famílias.

A praticamente qualquer hora do dia ou da noite, há dezenas de jovens com maletas de rodinhas idênticas esperando no lobby do dormitório para serem levadas para trabalhar em algum vôo da Etihad.

Elas usam chapeuzinhos elegantes com leves lenços que sugerem uma hijab, a cobertura para a cabeça usada por muitas mulheres muçulmanas. Como colegiais em época de provas, todas reclamam graciosamente sobre terem dormido pouco.

Há algumas exclamações de parabéns e pena quando as mulheres se inteiram sobre os vôos escalados para as amigas. Rotas longas para lugares como Toronto e Sydney – onde as pausas podem durar muitos dias, os hotéis são confortáveis e o dinheiro dado por dia pela companhia aérea para cobrir despesas com alimentação e itens de primeira necessidade é generoso – são cobiçadas. 

 

Já vôos curtos para lugares como Khartoum, Sudão, são temidos: mais de quatro horas de trabalho seguidas de abastecimento, uma nova entrada de passageiros, um exaustivo vôo noturno de volta para Abu Dhabi, e, finalmente, o transporte de ônibus de volta para a torre do dormitório, com seus guardas vigilantes.

Apesar do número crescente de mulheres que se mudam para países do Golfo, os padrões de migração de mão-de-obra dos últimos 20 anos deixaram os Emirados com uma razão homem/mulher mais distorcida do que qualquer lugar do mundo; na faixa etária de 15 a 64 anos, existem mais de 2,7 homens para cada mulher.

As comissárias de bordo da Etihad são um acessório tão popular à cena do bar do modesto hotel de Abu Dhabi que a presença delas é motivada por freqüentes noites "ladies free" e descontos exclusivos para comissários de bordo. É quase impossível para uma mulher sem véu de 20 e poucos anos ir a um shopping ou mercado em Abu Dhabi sem ser perguntada regularmente, por estranhos sorridentes, se ela é aeromoça.

Apesar das aparências, explicou uma comissária egípcia – que pediu para não ser identificada, pois não foi autorizada pela Etihad a falar com a imprensa –, sexo e namoro são temas bastante tensos para a maioria das jovens árabes que vêm trabalhar nos Emirados.

Algumas moças lidam com sua nova vida longe de casa se tornando quase como freiras, recatadas e muçulmanas praticantes, ela disse, enquanto outras rapidamente se encontram nos braços de homens inadequados. "Em relação às garotas árabes que vêm trabalhar aqui, você tem dois tipos", explicou a egípcia. "Ou elas são bem fechadas e assustadas e não fazem nada, ou não estão pensando muito em voar – só estão aqui para terem sua liberdade. Essas são realmente indisciplinadas e loucas."

Rania Abou Youssef, 26 anos, comissária de bordo da companhia Emirates, baseada em Dubai, contou que quando foi para casa em Alexandria, no Egito, suas primas mulheres a trataram como uma heroína. "Faço isso há quatro anos, mas elas sempre perguntam para onde eu fui, como foi e onde estão as fotos", ela disse.

Muitas das jovens árabes que trabalham no Golfo Pérsico adoram sua posição de pioneiras, modelos, exemplos para amigos e parentes mais jovens. Moças que cresceram em uma cultura que coloca muito valor na comunidade, elas aprenderam a se enxergarem como indivíduos.

Para muitas famílias, permitir que uma filha trabalhe, ou até que ela viaje para o exterior desacompanhada, pode abrir espaço para o questionamento de sua virtude e ameaçar suas perspectivas de casamento. Ainda assim, essa cultura está mudando, disse Musa Shteiwi, socióloga da Jordan University em Amman, Jordânia. "Estamos observando mais e mais mulheres solteiras indo para o Golfo ultimamente", ela disse. "Não é exatamente comum, mas nos últimos quatro ou cinco anos isso tem sido um fenômeno observável."

O desemprego por todo o mundo árabe continua alto. À medida que as redes de árabes expatriados nos países do golfo se tornam mais fortes e à medida que o celular e o crescente acesso à internet tornaram a comunicação internacional mais barata, algumas famílias têm estado mais confortáveis com a idéia de permitir que suas filhas trabalhem no exterior. 

 

Rania Abou Youssef, de 26 anos, aeromoça egípcia, se arruma em sua casa em Dubai, em setembro deste ano (Foto: Tamara Abdul Hadi/The New York Times)

Alguns empregadores do Golfo afirmam direcionar o recrutamento para mulheres com valores familiares árabes em mente – ao contratar grupos de mulheres de uma cidade ou região específica, por exemplo, para que as mulheres possam apoiar umas às outras uma vez no Golfo. "Muitas garotas fazem isso hoje porque tem a reputação de ser seguro", disse Enas Hassan, comissária de bordo iraquiana da Emirates. "As famílias têm a sensação de segurança. Elas sabem que se suas garotas começam a voar não vão ser jogadas no mundo selvagem sem proteção."

Ainda assim, nem todos conseguem viver bem nos Emirados, conta a jovem comissária. Até a paisagem – blocos e mais blocos estéreis de hotéis e prédios de escritórios com pequenas lojas e restaurantes para entrega no andar de baixo – pode contribuir para um sentimento de "peixe fora d'água".

Algumas jovens mulheres contam histórias de colegas comissárias que simplesmente entraram escondidas em vôos para seus países de origem e fugiram, sem avisar à companhia aérea.

As comissárias árabes de maior sucesso, contam elas, são geralmente aquelas cujas circunstâncias já as colocaram de alguma forma à margem de suas sociedades originais: jovens imigrantes árabes que sustentam a família após a morte do chefe da casa, por exemplo, e algumas jovens viúvas e mulheres divorciadas que no final acabam sendo autorizadas a trabalhar no exterior depois que suas perspectivas de casamento diminuem.

Muito mais que outros trabalhos no Golfo, ser comissária de bordo torna difícil para as muçulmanas cumprirem suas obrigações religiosas, como rezar cinco vezes ao dia e jejuar durante o Ramadan, observou a aeromoça egípcia. Ela espera usar uma hijab no futuro, "mas não agora". Um sentimento de desconexão de sua religião pode se acrescentar aos sentimentos de alienação das comunidades muçulmanas conservadoras de casa. Moças cujo trabalho no Golfo sustenta uma família grande geralmente descobrem, para sua surpresa e decepção, que o trabalho as tornou inadequadas para a vida dentro daquela família.

"Uma grande amiga minha, da Síria, decidiu deixar a companhia aérea e voltar para casa", contou a comissária egípcia. "Mas ela não consegue mais tolerar viver na mesma casa que a família. Os pais dela adoram o irmão e o colocam em primeiro lugar, e ela nunca pode sair de casa sozinha, mesmo se for só para tomar um café."

"Fica muito difícil para nós voltar para casa novamente", ela disse.

Por: Katherine Zoepf Do 'New York Times'
Fonte: G1 - 27/12/2008

Entrevista: Há 22 anos no Oriente Médio, entre idas e vindas ao Brasil, técnico do Al Raed fala sobre a vida no mundo dos Xeques e o intercâmbio de jogadores

Luis Antônio Zaluar, o mais árabe dos treinadores brasileiros
 

Mudar de vida, de rotina, e ter que se adaptar a uma cultura totalmente diferente da que se está acostumado. Essa aventura, que em muitos causa medo, estranhamento, já virou normal para um treinador de futebol brasileiro. Luis Antônio Zaluar, comandante do Al Raed, da cidade de Buraydah, na Arábia Saudita, vive há 22 anos no país, entre algumas idas e vindas ao Brasil.

Já acostumado ao idioma e aos costumes locais, Zaluar consegue uma verdadeira façanha: realizar as preleções em árabe. Fazendo tal trabalho, o treinador funciona como uma espécie de tradutor aos brasileiros que lá chegam.

Apesar de já ter trabalhado no Rio de Janeiro (vice-campeão Carioca com o Americano em 2002), em São Paulo, em Fortaleza (bi-campeão Cearense com o Fortaleza), no Joinville-SC e no Paysandu, Zaluar não é tão conhecido no Brasil. Para o treinador, a ida para o mundo dos Xeques é importante buscar estabilidade financeira, já que no Brasil não há trabalho para todo mundo.

Por telefone, Luis Antônio Zaluar conversou sobre esses e outros assuntos, na entrevista que você confere abaixo.

GLOBOESPORTE.COM - Como é trabalhar em um país com a cultura tão diferente da do Brasil e de onde vem a necessidade de se buscar uma nova vida em lugares tão distantes?

Luis Antônio Zaluar - Eu estou aqui desde 1987, entre diversas idas ao Brasil, então eu já estou bem adaptado. Lembro que há 22 anos, os campos não eram nem de grama ainda, eram de terra. Não tinha comunicação em geral, o que deixava a vida muito difícil, mas agora o mundo árabe já está mais maleável para se viver. A internet aproximou a gente do Brasil, da família, temos mais divertimentos. Mas realmente é conviver com um mundo totalmente diferente. O Brasil, infelizmente, vive uma crise constante. Então temos que vir para cá para capitalizar. A gente abre mão da vida particular para ter o reconhecimento financeiro que gostaríamos no Brasil.

Você consegue se comunicar em árabe fluentemente. Como foi o seu aprendizado da língua e como o povo corresponde a isso? 

 

Zaluar ao lado de um representante do Al Raed

- Eu cheguei aqui falando só inglês, agora falo árabe fluente. Mas isso foi fruto não de ter estudado, foi necessidade. Com o aprendizado, eu agora dou até preleção em árabe. Aqui eu sou reconhecido como um brasileiro, o que é uma grande responsabilidade. Carregamos cinco estrelas no peito e chegar aqui falando a língua deles é um prestígio muito bacana. Eles veem de forma muito positiva, fazem elogios, ficam surpresos. Mas já passei certa dificuldade, quando cheguei a morar mais de 11 meses em uma cidade sem falar português com ninguém.

 A ida de outros brasileiros para o país, facilita a convivência? Como você vê esse grande fluxo dos nossos jogadores para o Oriente Médio?

- Esse intercâmbio, essa troca de experiências é salutar, porque enriquece o futebol do Oriente Médio. Aqui, a escola brasileira sempre vai ter espaço. A característica dos árabes é muito parecida com a dos brasileiros. Ele são habilidosos, começam a jogar desde cedo na rua. Agora chegou o segundo brasileiro no Al Raed, o Felipe Campos, que foi do Flamengo e isso facilita a adaptação. Mas infelizmente o jogador brasileiro se queimou muito. Vem muita gente despreparada e o árabe não é mais bobo.

Você vê paixão do árabe pelo futebol, ou promover o esporte nessa região é apenas uma vontade dos Xeques?

- Tem paixão. Apesar de alguns jogadores serem apenas semi-profissionais, a maioria ou estuda ou tem algum trabalho além do futebol, poucos países do mundo árabe veem o futebol com tanta paixão como a Arábia Saudita. O país já participou de quatro Copas, então eles são muito fanáticos. Nossa média de publico é de mil pessoas no coletivo. No último confronto entre times de médio porte tivemos quase 10 mil presentes.

Você pensa em voltar a trabalhar no Brasil?

- Como eu disse anteriormente, no Brasil a gente não tem a oportunidade que merece. Mesmo assim, penso muito em voltar a trabalhar perto da minha família. O mundo árabe te esconde do resto. Muita gente pensa que só porque se está aqui, se tem menos trabalho e é exatamente o contrário, porque temos que ensinar muito mais. Eu tenho contrato até o final de abril. Nosso último jogo é em 12 de abril, mas se a gente se fixar entre os oito primeiros, jogamos a Copa do Rei. Mas eu não quero prolongar muito minha vida aqui.

Em agosto de 2007, você deu uma entrevista para o GLOBOESPORTE.COM falando sobre a temperatura, que no verão é muito quente e no inverno muito frio. Você já se acostumou a esse problema?


- Já estou acostumado, mas agora está muito frio. No último jogo deu menos cinco graus. A cidade de Buraydah é bem no interior, então no deserto é muito quente ou muito frio. Vamos para os treinos parecendo uns bonecos. Alguns jogadores colocam até plástico dentro da chuteira se não o pé fica dormente na hora de chutar. Mas daqui a dois meses já vamos estar com uns 45, 50 graus.

Fonte: GLOBOESPORTE.COM 22/01/2009

 

Itália: Centro de Imigrantes está superlotado na Ilha de Lampedusa

LAMPEDUSA, 20 JAN (ANSA) - O centro de imigrantes ilegais da ilha siciliana de Lampedusa, na Itália, está à beira do colapso após a chegada de novos imigrantes na madrugada desta terça-feira, segundo informaram fontes locais.
    Atualmente estão no centro mais de 1800 pessoas, apesar de sua capacidade máxima ser de 800. Muitas pessoas passaram a última noite ao ar livre por falta de camas. Nesta terça-feira, foi realizado um protesto para sensibilizar a opinião pública sobre a situação enfrentada na ilha.
    A superlotação se intensificou após o recente endurecimento da posição do Ministério do Interior, que determinou que os imigrantes não serão mais transportados de Lampedusa para centros em outras regiões do país, mas permaneceram ali até sua repatriação.
    Para verificar a situação e buscar soluções, um grupo de especialistas do Ministério do Interior foi à ilha, que é o lugar italiano mais próximo ao continente africano, e onde mais ocorrem imigrações ilegais
    A maioria dos imigrantes presentes no centro de Lampedusa é da Tunísia, porém também há nigerianos, somalis e eritreus. Ao todo, 448 pessoas desembarcaram entre segunda-feira e ontem nas costas sicilianas, segundo informou a Guarda Costeira.
    Em uma das embarcações que ia a Lampedusa, viajavam 220 imigrantes, dos quais sete eram mulheres e 28 menores de 18 anos. Em outro barco, havia 228 pessoas sem documentos, sendo 34 mulheres e um bebê, que desembarcaram em Pozzallo, no sudeste da ilha da Sicilia. Na segunda-feira, já haviam chegado 423 pessoas a Lampedusa.
    No início deste mês o ministro italiano do Interior tinha dito esperar que em 2009 não se repitisse a "crise dos desembarques de clandestinos em Lampedusa", local que em 2008 registrou recorde de chegadas de imigrantes ilegais.
    Segundo dados do comissariado da ONU para Refugiados (Acnur), mais de 67 mil imigrantes ilegais chegaram à Europa por vias marítimas em 2008, dos quais 36 mil desembarcaram na Itália, em sua maioria provenientes da Líbia.
    Por isso, a Itália e a Líbia deverão realizar um patrulhamento conjunto de toda a costa líbia a partir de fevereiro, para evitar a imigração ilegal. A maioria dos imigrantes ilegais líbios que atravessam o mar Mediterrâneo tenta entrar na Itália pela ilha.
    De acordo com o Ministério do Interior italiano, o desembarque de imigrantes clandestinos durante o ano passado foi quase 75% maior do que o registrado em 2007.
 
(ANSA) 20/01/2009 16:40
 

Dubai World firma acordo de US$ 16 bilhões na Nigéria

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O contrato com o governo nigeriano prevê a entrada da empresa árabe nos setores de petróleo e gás do país, que é o maior produtor da commodity na África.

Da redação*
São Paulo – A companhia Dubai World assinou um acordo no valor de 58,7 bilhões de dirhans (US$ 16 bilhões) com o governo da Nigéria para desenvolver a infra-estrutura dos setores de petróleo e gás natural no país africano. As informações foram divulgadas pelo site do jornal Gulf News, de Dubai.

Com uma produção de cerca de 2 milhões de barris por dia, a Nigéria é o maior produtor de petróleo da África.

A companhia de Dubai deverá operar no segmento conhecido como "upstream" das indústrias de gás e petróleo, que envolve os setores de exploração, desenvolvimento, produção e transporte para processamento.

A exploração e o processamento das reservas nigerianas de petróleo e gás serão realizadas pela Dubai Natural Resources World (DNRW), braço da Dubai World no setor de recursos naturais. Esta será a primeira iniciativa de grande porte da DNRW, que foi criada em 2005.

Oportunidade na crise

"Com a crise, as empresas petrolíferas não estão investindo tanto, o que abre espaço para a expansão de companhias [de fora do setor]", disse Kate Dourian, editora da revista Platts Middle East, especializada em energia.

Kate afirmou também que a África e a Ásia Central são áreas-chave para companhias em busca de locais para investir, e que empresas como a Dubai World, que não precisam ir ao mercado financeiro para levantar capital, têm maiores condições de investir em novas empreitadas.

Acordo

O acordo foi assinado na última quinta-feira (15) por Michael Aondoakaa, ministro da Justiça da Nigéria, e por Sultan Ahmad Bin Sulayem, presidente da Dubai World, em Abuja, capital da Nigéria.

"Este acordo histórico consolida a estratégia da Dubai World: entrar em novos setores, alavancando o know-how das diversas companhias do grupo para realizar investimentos seguros, estratégicos e de longo-prazo na área de energia e recursos naturais. A Nigéria tem muitas oportunidades para oferecer, e a parceria da Dubai World com o governo nigeriano vai ajudar a desenvolver esse enorme potencial", afirmou Bin Sulayem.

O acordo prevê também investimentos nos setores agrícola e de geração de energia elétrica.

*Tradução de Gabriel Pomerancblum

A borboleta que esvoaça em volta da chama até se queimar é mais nobre que a toupeira que vive, segura e descansada, na sua toca.
 
Khalil Gibran

Se uma mulher deseja ter um filho...

"Se uma mulher deseja ter um filho, ela deve reverenciar e fazer oferecimentos ao Bodhisattva Percebedor dos Sons do Mundo e então ela dará à luz um menino agraciado com mérito, virtude e sabedoria. E se ela deseja ter uma filha, dará à luz uma menina com os traços da beleza, que no passado plantou as raízes da virtude e é amada e respeitada por muitas pessoas".
 
O Registro dos Ensinos Orais afirma: Os dois desejos referidos aqui são o desejo por um filho e o desejo por uma filha. O desejo por uma filha representa o desejo por uma recompensa secular. O desejo por um filho representa o desejo por recompensas espirituais. Da mesma forma, paz e segurança na presente existência é uma virtude pertinente ao desejo por uma filha, enquanto boas circunstâncias nas existências futuras é a virtude pertinente ao desejo por um filho.
 
O desejo por uma filha é representado pela filha do Rei Dragão e por ela ter  atingido o estado de Buda, o que comprova o princípio de que os sofrimentos do nascimento e da morte são nirvana. O desejo por um filho é representado pela iluminação de Devadatta, o que comprova o princípio de que os desejos mundanos são iluminação. Esses dois exemplos, por sua vez, confirmam o princípio de que uma pessoa pode atingir o estado de Buda na presente forma.

Nesta era em que Nitiren e seus seguidores, como praticantes do Sutra de Lótus, recitam o Nam-myoho-rengue-kyo, estão realizando tanto o desejo por um filho quanto o desejo por uma filha e assegurando tanto ao pai quanto à mãe atingir o estado de Buda.

Para o sofrimento

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Determinar além do seu estado de vida.

Além dos limites da sua mente.

Na confiança total à Lei Mística.

Guie seu objetivo através do Daimoku.

E não se condicione pelas circunstâncias da vida.

Não procure extrair conclusões lógicas baseadas nos eventos,

porque não existe nada de definitivo ou irreversível.

Considere os obstáculos e sofrimentos como grandes ocasiões.

Abrace o Gohonzon por toda a vida. Aconteça o que acontecer.

 

Daisaku Ikeda