Ocorre nesta sexta-feira, dia 14, ato de Solidariedade à Gaza organizado pelo Movimento Palestina para Todos. Na Praça da Sé, a realização de um ato simbólico será uma forma de lembrar e prestar homenagem às mais recentes vítimas palestinas da violência militar israelense na Faixa de Gaza, cercada desde 2005 após a retirada.
Acontece Hoje: Ato de Solidariedade à Gaza - Pça. da Sé, 14 de março, sexta, 12h
sexta-feira, 14 de março de 2008
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Feira de Brinquedos em Dubai / Emirados Árabes Unidos oitavo maior comprador de brinquedos do mundo!
A segunda edição da Feira de Brinquedos do Oriente Médio está marcada para os dias 31 de março a 02 de abril de 2008, no Dubai International Convention and Exhibition Centre.
Emirates News Agency*
Dubai Os Emirados Árabes Unidos são o oitavo maior comprador de brinquedos do mundo, segundo informações da Epoc Messe Frankfurt, empresa alemã que organiza feiras de negócios ao redor do mundo, inclusive a Feira de Brinquedos do Oriente Médio, a maior do gênero na região.
Segundo o CEO da Messe Frankfurt, Eckhard Pruy, "os Emirados Árabes ficaram na oitava posição entre os dez maiores importadores de brinquedos e Dubai é o local certo para uma Feira de Brinquedos no Golfo e no Oriente Médio por ser o principal importador de brinquedos e por exportar para os países do Golfo, Oriente Médio e África".
De acordo com a gerente da Feira, Monica Schulz-Blank, citando dados da Export Bureau, organização sem fins lucrativos que reúne dados de importação e exportação ao redor do mundo, entre o dia 01 de janeiro de 2004 e 03 de janeiro de 2008, os dez maiores importadores de brinquedos ao redor do mundo foram Estados Unidos, Reino Unido, Irã, Índia, China, Hong Kong, Canadá, Emirados, Austrália e Bulgária.
Segundo a instituição, 14.111 importadores nos Emirados importaram mais de 70 categorias diferentes de brinquedos. O país é responsável por 2% das importações globais de brinquedos. O Irã, por sua vez, importa 11% dos brinquedos mundiais. O país compra 320 categorias e tem 10.854 importadores.
O principal comprador, os Estados Unidos, é responsável por 17% do consumo mundial. Seus 32.466 importadores compram quinhentas categorias diferentes de brinquedos.
Dados do Export Bureau mostram que o Oriente Médio consome US$ 1,5 bilhão em brinquedos por ano, com crescimento anual de 11,8%. Na região, a média anual de gastos com brinquedos por criança é de US$ 327. Este número representa o dobro dos gastos por criança européia e perde apenas para a média dos Estados Unidos.
A Feira
A segunda edição da Feira de Brinquedos do Oriente Médio está marcada para os dias 31 de março a 02 de abril de 2008, no Dubai International Convention and Exhibition Centre. Na organização desta edição, a Epoc Messe Frankfurt conta com o auxílio das principais empresas dos Emirados e do Golfo no setor de brinquedos, papelaria e artigos escolares.
Empresas como Playmobil, Haba, Steiff, de bichos de pelúcia, Vtech, de brinquedos eletrônicos, e Ravensburger, de quebra-cabeças, entre outras, apresentarão seus produtos para expositores da região que usam Dubai como referência no setor. Por sua localização estratégica, Dubai exporta para os países da região do Levante, Irã, Leste Europeu, África, Ásia e Subcontinente Indiano.
*Tradução de Mark Ament e Saleh Haidar
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=17677
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A partir do dia 28 de março haverá, em São Paulo, uma extensa programação para comemorar os 125 anos do nascimento do escritor e pintor libanês Gibran Khalil Gibran
São Paulo A Associação Cultural Brasil-Líbano preparou uma extensa programação para comemorar, em São Paulo, os 125 anos do nascimento do escritor e pintor libanês Gibran Khalil Gibran. O árabe, que escreveu ensaios, poesias e romances, é reconhecido como um dos líderes intelectuais do último século. Gibran faleceu em 1931 e é autor de "O Profeta", livro considerado uma das cem obras mais importantes do mundo. "Essa comemoração vai torná-lo ainda mais conhecido, principalmente entre a nova geração", explica a presidente da Associação Cultural Brasil-Líbano, Lody Brais.
A comemoração começa no dia 27 de março, com coquetel no Salão Nobre do Clube Atlético Monte Líbano. A partir do dia 28 haverá uma exposição, no hall do Teatro e Boulevard do clube, onde poderão ser vistos livros de Gibran, reproduções de seus quadros, além de documentos e cartas pessoais. Parte do material foi enviado pelo Comitê Nacional Gibran no Líbano e parte veio de pesquisa feita no Brasil e em outros países. Na mostra também estarão expostas fotografias que o escritor Paulo Daniel Farah fez no Líbano, em locais históricos onde Gibran viveu, e que inspiraram sua obra, e no Museu Gibran.
No dia 29 de março os bilhetes da Loteria Federal terão estampa alusiva aos 125 anos de nascimento de Gibran. No mesmo dia começam a ser exibidos, no telão do Teatro do Clube Atlético Monte Líbano, filmes sobre o artista, também enviados pelo Comitê Nacional Gibran no Líbano. Será ainda descerrado um busto do libanês na Praça Jairo de Almeida Ramos, que fica entre a avenida República do Líbano e a Afonso Brás, na capital paulista. Uma leitura de textos de obras de Gibran, seguida de debates, no dia 03 de abril, no Teatro do Clube Atlético Monte Líbano, é uma das últimas atividades.
Lody conta que tudo começou há cerca de três anos, quando, lendo sobre o escritor, ela observou a data dos 125 anos do nascimento de Gibran e marcou na sua agenda. Há cerca de um ano, então, Lody ligou para o presidente do Comitê Nacional Gibran no Líbano, Antoine Khury, e falou sobre a intenção de comemorar a data no Brasil. A partir daí, o Comitê, além de apoiar as atividades no Brasil, se comunicou com outros países para sugerir a mesma idéia. Tanto que nações como Inglaterra, Estados Unidos e Austrália também farão suas comemorações. O Brasil, porém, será o primeiro a comemorar, segundo Lody.
De acordo com a presidente da associação, será uma oportunidade para que todos memorizem o "Gibran universal". "Ele nasceu no Líbano, mas foi um homem do mundo, foi a maior bandeira do Líbano no exterior", diz Lody. Gibran morou grande parte da sua vida nos Estados Unidos. A sua maior obra, O Profeta, teve como influência a Bíblia, Nietzsche e William Blake. Trata de temas como amor, amizade, morte, natureza e foi traduzida para mais de 80 idiomas. Os críticos definem a obra de Gibran como marcada pelo misticismo oriental.
As atividades de comemoração dos 125 anos do nascimento do artista e intelectual serão abertas ao público em geral e gratuitas. Informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3251-3958 ou pelo e-mail brasil.libano@gmail.com
Programação
125 anos de Gibran Khalil Gibran
São Paulo
Abertura das atividades
27 de março, às 20h30
Salão Nobre do Clube Atlético Monte Líbano, na avenida República do Líbano, 2267
Exposição
28 de março a 09 de abril
Das 14h às 22h (exceto segunda-feira)
Hall do Teatro e Boulevard do Clube Atlético Monte Líbano
Exibição de filmes
29 de março e 05 de abril, às 18h30
20 de março e 06 de abril, às 20h30
Teatro do Clube Atlético Monte Líbano
Descerramento do busto
30 de março, às 11h30
Praça Jairo de Almeida Ramos, na av. República do Líbano com rua Afonso Brás
Leitura de textos
03 de abril, às 20h30
Palco do Teatro do Clube Atlético Monte Líbano
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=17673
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Marketing de Relacionamento: Chocolates Personalizados
quinta-feira, 13 de março de 2008
Mais uma dica de chocolates personalizados que podem ser oferecidos como brinde em eventos empresariais ou outras ocasiões.
http://www.crismelchocolaterie.com.br
Enjoy it!
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Viena inaugurou a exposição "Tutankhamon e o mundo dos faraós"
VIENA, 7 MAR (ANSA) - Com 50 mil entradas vendidas antecipadamente, Viena espera ansiosa pela inauguração, neste domingo, da exposição "Tutankhamon e o mundo dos faraós", dedicada ao misterioso mundo do Antigo Egito ao famoso faraó, morto há mais de 3 mil anos, aos 19 anos de idade.
Mais de 140 peças originais -- das quais 70 são provenientes da própria tumba de Tutankhamon (no Vale dos Reis, em Luxor) -- serão mostradas agora na capital austríaca. Uma parte do tesouro egípcio nunca havia deixado o país.
"Essa mostra será uma sensação mundial. Em nenhuma outra vez no passado, pôde-se ver tantos originais fora do Egito, que testemunham a história dos grandes protagonistas do período faraônico e do mundo misterioso de Tutankhamon", disse Wilfried Seipel, diretor do Museu Kunsthistorisches de Viena.
Entre os objetos mais valiosos estão as sandálias de ouro especialmente feitas para a "viagem ao além" de Tutankhamon (quando ainda criança) e que foram encontradas após a retirada da bandagem que envolvia seu corpo mumificado.
Também serão expostos na mostra o vaso de ouro que guardava o estômago mumificado do faraó, os anéis de ouro encontrados em seu corpo e uma impressionante estátua colossal (de quase três metros de altura), que retrata Tutankhamon bastante jovem e que estava em seu templo mortuário.
Faltam a múmia do faraó Tutankhamon, seu famoso sarcófago de ouro e sua máscara mortuária de ouro, que não podem deixar o Egito em nenhuma hipótese.
Durante a abertura da mostra para a imprensa, nessa sexta-feira, estiveram presentes a diretora do Museu Egípcio do Cairo, Waffa El-Saddik, e os dirigentes dos órgãos envolvidos na organização: o museu vienense, a Sociedade National Geografic e o Conselho Supremo de Antigüidade do Egito.
Após a temporada na Áustria (até 28 de setembro), "Tutankhamon e o mundo dos faraós" deverá ir para os Estados Unidos. (ANSA)
07/03/2008 15:56
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Aulas sobre a história e cultura indígena passam a ser obrigatórias nas escolas
O Globo Online
RIO - Entrou em vigor, nesta terça-feira, a lei que torna obrigatórias as aulas de história e cultura do povo indígena para alunos do ensino médio e fundamental de escolas públicas e particulares do país. A lei que fora sancionada nesta segunda-feira pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou a valer nesta terça, com a publicação no Diário Oficical.
De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a medida será implementada de forma gradual nas escolas, sem que haja a necessidade de mudança na grade curricular, uma vez que a lei sancionada não cria uma nova disciplina. A história e cultura da população indígena, assim como da afro-brasileira, será um tema transversal aos já abordados em disciplinas como história, geografia e literatura.
O MEC esclareceu que a lei não prevê uma data limite para a implementação do tema nas escolas, mas que os professores já podem abordá-lo em suas aulas. Sobre a inclusão do assunto no material escolar, os alunos terão que esperar mais um pouco. Como as mudanças nos livros didáticos são feitas de três em três anos, os livros de história e geografia só deverão ter capítulos sobre o tema em 2010, no caso do ensino médio, e 2011, para o ensino fundamental.
A lei 11.465/08 altera um artigo da Lei de Diretrizes e Bases (LDB) e substitui a lei 10.639/03, que já previa a obrigatoriedade do ensino sobre história e cultura afro-brasileira em todas as escolas brasileiras. Com a medida, ambos os temas passam a fazer parte da grade curricular de todas as escolas públicas e particulares.
O objetivo da nova lei é valorizar os diversos aspectos da história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira, a partir desses dois grupos étnicos, tais como o estudo da história da África e dos africanos, a luta dos negros e dos povos indígenas no Brasil. Também será valorizado o papel do negro e do índio na formação da sociedade nacional, resgatando as suas contribuições nas áreas social, econômica e política, pertinentes à história do Brasil.
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Parte II - Fundamentos do Budismo - A Eternidade da Vida
quarta-feira, 12 de março de 2008
A Eternidade da vida
(Uma Visão Otimista sobre o Ciclo de Nascimento e Morte)
Como religião ou como filosofia, o Budismo sempre ressaltou a importância de se encarar diretamente a realidade da morte, definindo-a, assim como a doença e a velhice, como um dos sofrimentos fundamentais que devemos enfrentar. Por causa dessa definição, muitas vezes associa-se ao budismo uma visão pessimista da vida, quando na realidade é precisamente o contrário. Como a morte é inevitável, todo o intento de ignorar ou evitar esta realidade essencial da vida nos condena a uma forma de vida superficial. Uma clara consciência e correta compreensão da morte nos permite viver sem medo, com força, com clareza de propósito e alegria.
O Budismo considera o universo como uma vasta entidade viva. Nela, os ciclos individuais de vida e morte se repetem sem cessar. Passamos por estes ciclos todos os dias, enquanto milhões de células de nosso corpo morrem e se renovam por meio de um processo metabólico. A morte é, então, parte imprescindível da vida, possibilitando a renovação e um novo crescimento. No momento da morte, regressamos ao vasto mar da vida como uma onda rompe e volta a enterrar-se em mar aberto. Com a morte, a força vital fundamental, individual, sustentáculo de nossa existência, regressa ao grande universo. O ideal seria poder experimentar a morte como um período de descanso, como um sono rejuvenescedor após a luta e esforços do dia-a-dia. O Budismo afirma que a continuidade dos ciclos de vida e morte é permanente e que, neste sentido, nossa vida é eterna. Como escreveu Nitiren: "Quando examinamos a natureza da vida desde a perfeita iluminação, percebemos não haver um começo marcando o nascimento e, portanto, não haver um fim que signifique a morte".
No século V, o grande filósofo Vasubandhu da Índia desenvolveu o "Ensinamento das nove consciências" cujo tema é descrever as funções eternas da vida. Em sua teoria, as primeiros cinco níveis de consciência correspondem aos cinco sentidos e o sexto, ao pensamento consciente. Este sexto nível de consciência inclui a capacidade de efetuar juízos racionais e de interpretar a informação recolhida pelos sentidos. O sétimo nível de consciência chamado manas corresponde ao subconsciente tal como o descreve a psicologia moderna. É o local onde se encontra nosso sentido profundo de um "eu". Por debaixo deste, encontra-se a oitava, a consciência alaya. Neste nível, encontra-se a energia potencial, tanto positiva como negativa, criada por nossos pensamentos, palavras e ações. Esta energia potencial, também conhecida como tendência profunda de vida, é o que chamamos de carma.
Novamente, revela-se uma outra diferença de certas suposições: o Budismo não considera o carma fixo e imutável. Nossa energia cármica, cujos textos budistas descrevem como torrente embravecida da consciência alaya, interage com outros níveis de consciência. É nesta camada sumamente profunda que os seres humanos exercem influência entre si, ao redor e em toda a vida. Também, aí, se mantém a continuidade entre os ciclos da vida e da morte. Quando morremos, a energia potencial que representa a balança cármica de todas as nossas ações criativas e destrutivas egoístas e altruísticas continua fluindo na consciência alaya. É isto- o carma -, que determina as circunstâncias em que a energia potencial voltará a manifestar-se no nascimento, como uma nova vida individual.
Finalmente, existe um nono nível de consciência. Esta é a fonte da própria vida do cosmo abarcando e sustentando, inclusive, a função da consciência alaya. O propósito da prática budista é estimular e despertar esta consciência chamada amala, fundamentalmente pura, ou ainda a própria sabedoria, cujo poder reside em transformar até o fluxo de energia negativa mais arraigado nas camadas mais superficiais da consciência.
As questões da vida e da morte são fundamentais, subjazem e determinam como vemos praticamente tudo. Assim, uma compreensão profunda da natureza da morte e da eternidade da vida, pode abrir novos horizontes para toda a humanidade e "dar rédeas soltas" às reservas de sabedoria e compaixão que, anteriormente, encontravam-se inexploradas.
Adaptado de um artigo publicado pela SGI Quartely em Dezembro de 1998 com permissão do departamento de Relações Públicas da Soka Gakkai Internacional.
Cópias e direitos reservados à Soka Gakkai (1996-2000)
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Emirados Árabes, Arábia Saudita e Iêmen têm laços territoriais, históricos, étnicos, religiosos e econômicos.
Dubai, Riad e Sanaa Os Emirados Árabes Unidos fazem fronteira com a Arábia Saudita, que faz fronteira com o Iêmen. São três países árabes de forte tradição muçulmana, produtores de petróleo e de ligações históricas com o mar e com o deserto. Mas também não poderiam ser mais diferentes. Durante 11 dias a reportagem da ANBA circulou pelas três nações e mostra a partir de hoje as particularidades de cada uma.
Apesar de ricos em história e tradições, a configuração territorial e política desses três países é relativamente recente. A federação dos Emirados foi criada no início dos anos 70, o Reino da Arábia Saudita foi formalmente fundado em 1932 e o Iêmen, antes dividido entre Sul e Norte, foi unificado em 1990.
A partir desses marcos históricos o desenvolvimento econômico, político e cultural de cada uma das nações seguiu caminhos diferentes. Os Emirados, em especial Dubai, turbinaram sua tradição comercial e se abriram para o mundo em termos econômicos e culturais; a Arábia Saudita, por sua vez, apesar da abertura comercial, se manteve conservadora na religião e na cultura; enquanto que no Iêmen é possível travar contato com costumes existentes há séculos.
A Península Arábica é uma região de contrastes. Os arranha-céus futuristas de Dubai e a verdadeira babel que compõe sua população contrastam com a austeridade saudita, que por sua vez contrasta com a colorida desordem iemenita, que tem como pano de fundo monumentos históricos e paisagens de cair o queixo. "Que contrastes!", observou o secretário-geral da Câmara de Comércio Árabe Brasileira, Michel Alaby, ao final do giro pela região.
Em Dubai, por exemplo, é possível ser atendido por um garçom filipino, pegar um táxi com um motorista paquistanês, para ir a uma reunião com um executivo indiano, ou assistir uma palestra com um especialista britânico. É possível almoçar em um restaurante tailandês, fumar uma shisha em um café sírio e tomar uma cerveja australiana em um resort de frente para as águas do Golfo.
O emirado é também um centro internacional de negócios, onde mercadorias de todas as origens chegam e saem o tempo inteiro. "Dubai é como um shopping center. Aqui você acha produtos do mundo inteiro em apenas uma parada", resumiu o vice-presidente da Dubai Airports, Ali Al Jallaf, responsável pela divisão de cargas da operadora aeroportuária do emirado.
A festa cosmopolita de Dubai não se repete na Arábia Saudita, onde a ortodoxia religiosa veda o consumo de álcool, as cinco orações diárias são seguidas à risca e as mulheres, mesmo as estrangeiras, andam com a abaya, espécie de robe preto utilizado por cima da roupa, cobrem a cabeça com lenços e, muitas delas, o rosto com véu, deixando apenas os olhos a mostra. De Meca e Medina, hoje no território do Reino, o Islã se irradiou pela Península e de lá para os quatro cantos do mundo.
Mas a riqueza econômica do país é visível em lugares como a Kingdom Tower, em Riad, prédio de quase 100 andares e sede da Kingdom Holding, empresa do príncipe Alwaleed Bin Talal, um dos homens mais ricos do mundo; em shopping centers que reúnem marcas de alto luxo como Tiffany, Dolce & Gabana, Ralph Lauren e Saks Fifith Avenue; e supermercados que oferecem uma infinidade de mercadorias das mais diferentes procedências. "O consumidor aqui compra até mais do que precisa", disse o diretor-geral de laboratórios e controle de qualidade do Ministério da Indústria e Comércio saudita, Mohammed Al-Debasi.
No Iêmen a religião muçulmana chegou logo. A Grande Mesquita da Cidade de Velha de Sanaa, a capital do país, por exemplo, foi construída cerca de 20 anos após a morte do profeta Maomé. Chamado de Arabia Felix (Arábia Feliz) pelos romanos e gregos, por causa de suas terras férteis e comércio pujante, a região é habitada desde a pré-história e foi lar de diferentes reinos e povos, como o bíblico Reino de Sabá, os judeus, cristãos e muçulmanos.
Foi lá que o café, planta originária da Etiópia, começou a ser cultivado e ganhou o mundo a partir do Porto de Mohka, no Mar Vermelho, e chegou ao Brasil. Governado por uma monarquia até a década de 1960, o país se manteve isolado do resto do mundo, fato apontado como um dos fatores de preservação de seu patrimônio histórico e costumes. "O turismo aqui é muito promissor", destacou o presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria do Iêmen, Mohammed Abdo Saeed.
http://www.anba.com.br/especial.php?id=431
Postado por Mirela Goi às 05:07 0 comentários
Marcadores: Dubai
Os Emirados Árabes Unidos, Dubai especialmente, são um ponto de encontro de gente do mundo inteiro.
Dubai Os Emirados Árabes Unidos aproveitaram os petrodólares para impulsionar uma atividade que há séculos é importante na região: o comércio internacional. Dubai, em especial, foi favorecido por sua geografia. O Dubai Creek, braço de mar que entra cerca de 10 quilômetros deserto adentro, é um porto natural e a cidade se desenvolveu a partir de suas margens.
Inicialmente o comércio de pérolas, encontradas nas águas do Golfo, era a atividade principal, mas a partir dos anos de 1930 ela entrou em decadência. No final da mesma década o Creek foi dragado, permitindo a entrada de navios de maior porte e selando a vocação do emirado como entreposto comercial. Na segunda metade da década de 60 foi descoberto o petróleo, sendo que as receitas foram utilizadas para diversificar a base econômica local.
Portos modernos foram construídos, o que diminuiu a importância do Creek, vieram os arranha-céus, as avenidas largas, os shopping centers e os resorts de alto luxo. O braço de mar, no entanto, continua lá, dividindo a cidade em duas, e intenso em atividades.
A Dubai moderna, futurista até, tem sido objeto de incontáveis reportagens em jornais, revistas, sites e redes de TV ao redor do mundo, mas a ANBA mostra hoje uma faceta diferente do emirado, mais romântica, histórica, mas não menos vibrante.
Para quem quer conhecer esse outro lado de Dubai, uma idéia é começar a visita por Bur Dubai, o bairro mais antigo da cidade, localizado na margem sul do Creek, à esquerda de quem olha para o Golfo.
Lá está o Museu de Dubai, instalado no Forte Al Fahidi, construído por volta de 1800 para defender a cidade. As muralhas e torres cor de areia estão em bom estado de conservação. O pátio interno e as salas do andar térreo exibem objetos antigos do emirado, como uma casa típica, feita com fibras de tamareiras, barcos e armas.
A grande surpresa, no entanto, está na galeria localizada no subsolo. Além de quadros explicativos e vídeos sobre a história do emirado, foi reproduzida, com manequins, uma vila anterior à descoberta do petróleo, com lojas, oficinas, mesquita, casa de família, estaleiro, um acampamento beduíno, além de espécies da fauna e da flora local e artefatos arqueológicos que mostram que a região era habitada há cerca de quatro mil anos.
Estrangeiros
Em Bur Dubai é possível ver uma outra característica tradicional dos Emirados: a ampla presença de estrangeiros. Dos 4,9 milhões de habitantes do país, apenas 1,1 milhão são nativos. Radicadas lá, especialmente em Dubai, estão grandes colônia de indianos, paquistaneses, bengaleses, filipinos, iranianos, nacionais de outros países árabes, além de europeus, norte-americanos e, mais recentemente, brasileiros.
Basta andar na rua para ver a multiplicidade de origens e religiões. Em Bur Dubai, por exemplo, está a Grande Mesquita, bem em frente ao Forte Al Fahidi, a maior da cidade, mas lá também há um templo hindu e uma mesquita iraniana, toda decorada com azulejos no estilo persa.
Os estrangeiros são donos de várias lojas no bairro, que vendem produtos das mais diversas origens. No "Old Souq", ou Souq dos Tecidos, mercado árabe restaurado, é possível encontrar produtos têxteis de diferentes procedências, além de souvenires a preços bastante razoáveis. Como em outros mercados do mundo árabe, a barganha na hora de comprar faz parte do jogo, mesmo que o comerciante não seja nativo.
Já na primeira metade do século 19 Dubai começou a ter uma população cosmopolita, característica que se acentuou com o aumento da importância da cidade como entreposto de comércio internacional. As ruas são uma verdadeira Babel, com os mais diferentes idiomas sendo falados, inclusive o árabe. A diversidade acaba tornando o inglês a língua mais utilizada.
Facilmente o visitante se depara com um taxista paquistanês, um garçom filipino, um lojista iraniano, uma dançarina de dança do ventre brasileira, uma cantora libanesa, uma executiva britânica, um gerente indiano e um recepcionista egípcio. Os indianos compõem a maior parte da população estrangeira, seguidos dos paquistaneses. "Cada um tem os seus produtos de preferência e é preciso ter sensibilidade cultural para atuar aqui", disse Donal Kilalea, da agência de publicidade Fortune Promoseven, que atua nos Emirados.
Bur Dubai reúne também construções tradicionais do emirado, como a Bastakia, vila construída no início do século 20, e a casa do xeque Saeed Al Maktoum, emir de Dubai morto em 1958 e avô do atual governante, Mohammed Al Maktoum. Uma das características marcantes da arquitetura local são as torres de vento, espécie de ancestral do ar condicionado, que servem para captar o ar externo e ventilar o interior das edificações.
Comércio vibrante
Do outro lado do Creek, a apenas alguns minutos de travessia por "abra", um pequeno barco de madeira movido a motor utilizado como transporte público, fica o bairro de Deira, habitado desde a primeira metade do século 19. Lá está o Souq das Especiarias, repleto de lojas que vendem açafrão, pistachos, pimentas, cardamomo, baunilha, incenso e outros produtos aromáticos; o Souq do Ouro, cujas vitrines lotadas de jóias são um espetáculo à parte; o Souq Coberto, onde as lojas vendem de tudo, muitas somente no atacado; o Souq dos Perfumes; e um comércio de rua que se assemelha bastante à nossa Rua 25 de Março, em São Paulo, templo do varejo popular.
Na margem do Creek, em Deira, está também o Dhow Wharfage, porto onde até hoje ancoram os "dhows", barcos de madeira que são parte integrante da tradição comercial da cidade e símbolo de Dubai. Os persas estavam presentes na região como comerciantes desde a antiguidade e ainda hoje os "dhows" levam e trazem mercadorias do Irã, do outro lado do Golfo. Mudaram os produtos. Atualmente, ao passar pelo Dhow Wharfage, é possível ver caixas empilhadas contendo aparelhos de ar condicionado, televisores, fogões e todos os tipos de itens modernos de consumo.
Cerca de 70% das exportações do emirado são, na realidade, reexportações, ou seja, mercadorias compradas por empresários locais em determinados países e revendidas em outros. "Temos produtos que vêm das Américas e da Europa e são reexportados para a Ásia, África e outros países do Oriente Médio, e vice-versa. Não é difícil fazer logística em Dubai. Temos produtos do mundo inteiro", observou o vice-presidente da Dubai Airports para a área de cargas, Ali Al Jallaf, demonstrando que o emirado é um local onde o Oriente encontra o Ocidente.
Adiante
Obviamente que hoje Dubai tem instalações bem mais modernas do que o cais na beira do Creek, como os portos de Jebel Ali e Rashid e a Dubai Cargo Village, o terminal de cargas do aeroporto local. Da mesma maneira, os negócios e as atividades de entretenimento se expandiram para os arranha-céus da Sheik Zayed Road, imensa avenida de 12 pistas, para os hotéis e resorts da Costa Sul, como o Madinat Jumeirah, o Burj Al Arab e a Dubai Marina, e para os vários shopping centers existentes na cidade.
E isso não vai parar tão cedo. Apesar de Dubai já há alguns anos ter um boom imobiliário, com empreendimentos principalmente voltados para negócios e turismo, ainda há muita coisa em construção e muito espaço para construir na topografia plana do emirado.
A cidade cresceu tanto que a região central, formada por Bur Dubai e Deira, ficou longe de muitas atrações. Assim como na capital brasileira, Brasília, Dubai não é uma cidade para se locomover a pé, dadas as longas distâncias, e o transporte público ainda não alcançou as necessidades existentes. O metrô, atualmente em construção, só deverá começar a operar no segundo semestre do próximo ano.
A cidade tem ônibus modernos, mas para o visitante o melhor meio de transporte é o táxi. Embora novos, confortáveis e razoavelmente baratos uma corrida demorada custa no máximo uns 50 dirhans, o que dá mais ou menos R$ 25 -, não é fácil encontrar um táxi vazio. Pode-se perder facilmente meia hora, e até uma hora, para conseguir um, dependendo do horário. O trânsito é pesado, então é bom se programar para sair para os compromissos com antecedência.
http://www.anba.com.br/especial.php?id=436
Postado por Mirela Goi às 05:04 0 comentários
Marcadores: Dubai
BBC lança canal de TV em árabe
terça-feira, 11 de março de 2008
Kuwait News Agency*
Londres A rede britânica BBC World Service inaugurou hoje (11) seu novo canal de televisão em língua árabe, o BBC Arabic. O canal aberto vai transmitir para todos os países do Norte da África e do Oriente Médio.
De acordo com o diretor da BBC World Service, Nigel Chapman, o canal vai se diferenciar de outros canais que operam com recursos estatais porque deverá relatar os fatos "sem medo ou favoritismo". Esta é a segunda tentativa da BBC de criar um canal em árabe. A primeira foi encerrada em 1996.
Recentemente, outros canais de TV financiados por governos do Ocidente vêm tentando se estabelecer na região, entre eles o canal Al-Hurra, do Iraque, que conta com o apoio dos Estados Unidos, e o francês France 24 in Arabic.
A televisão BBC Arabic vai transmitir durante 12 horas por dia a partir de hoje, e deverá passar a funcionar 24 horas ainda em 2008. O canal vai transmitir boletins de notícias de hora em hora, além de dois boletins principais, de 60 minutos cada, às 18h00 e às 20h00 (GMT).
A BBC Arabic é o primeiro serviço internacional de TV da BBC financiado por recursos públicos, com orçamento anual de 25 milhões de libras (US$ 50 milhões). Parte dos recursos vem de um fundo do governo britânico, e parte vem de fundos liberados pela BBC World Service após o fechamento de serviços de rádio, principalmente no Leste Europeu.
A meta da BBC é atrair 20 milhões de espectadores por semana até 2010 e 35 milhões de usuários por semana em seus três serviços em árabe: TV, rádio e internet. O canal vai transmitir através dos sistemas de satélite Arabsat, Eutelsat e Nilesat, informou a BBC.
*Tradução de Gabriel Pomerancblum
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=17638
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Uma saudita viola a lei e comemora o Dia da Mulher ao volante de um carro
RIAD (AFP) Uma cidadã da Arábia Saudita celebrou no sábado o Dia Internacional da Mulher ignorando a proibição em seu país de que as mulheres dirijam carros e registrou o fato em um vídeo que ganhou o mundo através do Youtube.
Wajida Huwaidar, uma ativista dos direitos da mulher em seu país, aparece ao volante de um carro que aparece no vídeo cruzando uma estrada pouco transitada de uma zona desértica ao oeste do país.
"As mulheres dirigem no campo sem que isso seja um problema. Inclusive levam os filhos à escola sem serem presas. O importante é que também possam fazer isso nas zonas urbanas", explica.
Milhares de sauditas, homens e mulheres, assinaram em setembro uma petição enviada ao rei Abdullah para que se elimine a proibição de as mulheres dirigirem no reino saudita, uma norma justificada pela rígida aplicação da lei islâmica.
Em novembro de 1990, meio centena de mulheres circularam ao volante de seus carros em Riad e foram rapidamente detidas e seus tutores masculinos advertidos.
Em 1991, as autoridades religiosas sauditas promulgaram uma "fatwa" pela qual, entre outras muitas proibições, as mulheres não têm o direito de dirigir veículos.
AFP -
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Lançamento de "Órfãos do Eldorado", de Milton Hatoum, 12 de março de 2008
Houve tempo em que Manaus, ou Manoa, era sinônimo de Eldorado, a cidade prodigiosa que atiçava conquistadores europeus ao mesmo tempo que se furtava a todo esforço de localização. Essa miragem, que os desejos humanos engendraram e a história humana não cansou de dissolver, serve de mote a "Órfãos do Eldorado", novela que dá sequência à exploração ficcional do Norte brasileiro empreendida por Milton Hatoum desde "Relato de um certo Oriente".
Local: Livraria da Vila, r. Fradique Coutinho, 915, Vila Madalena, São Paulo;
Horário: 18h30.
http://www.icarabe.org/CN02/agenda/age_det.asp?id=169
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Arábia Saudita, apesar de conservadora do ponto de vista cultural e religioso, é aberta no que diz respeito ao comércio.
| Alexandre Rocha/ANBA |
| Mulheres passam em frente à joalheria Tiffany em shopping de Riad: consumo de luxo |
Riad A Arábia Saudita é o país mais rico do mundo árabe. Embaixo das infindáveis areias do deserto estão assentadas 25% das reservas mundiais de petróleo. Isso pode não transparecer em uma vista rápida da capital Riad, pois nas ruas predomina a austeridade imposta pelos rigorosos preceitos religiosos adotados no país. Mas não é preciso olhar muito longe para ter uma idéia do poderio econômico local.
Na paisagem de Riad, dominada por prédios baixos, se destacam a Kingdom Tower, prédio futurista de 300 metros de altura e quase 100 andares, e a Al Faisaliah Tower, edifício de 267 metros em forma piramidal com uma enorme esfera dourada encaixada um pouco abaixo do cume. São duas construções recentes, a Al Faisaliah, primeiro arranha-céu da capital, foi inaugura no ano 2000 e a Kingdom em 2003, pelo então príncipe-herdeiro Abdullah, hoje rei da Arábia Saudita.
A Kingdom Tower é um projeto da Kingdom Holding, empresa do príncipe saudita Alaweed Bin Talal, um dos homens mais ricos do mundo. Ela conta com escritórios, apartamentos, restaurantes, um hotel cinco estrelas e com o Al-Manlaka, shopping center de quatro andares, um deles reservado somente para mulheres, que reúne marcas de alto luxo.
Entre as lojas estão a Saks Fifth Avenue, Dolce & Gabana, Ralph Lauren, a joalheria Tyffanys, entre outras. Elas mostram o poder de consumo de uma economia turbinada pelo barril de petróleo cotado acima dos US$ 100. Mas não é preciso ir até templos do luxo para ter uma idéia dos hábitos de consumo de uma parcela da população local. As largas avenidas abarrotadas de carros da capital guardam outras surpresas.
Os supermercados de Riad, por exemplo, oferecem uma infinidade de produtos das mais diversas origens, visivelmente maior do que os supermercados brasileiros. Num hipermercado da rede Panda, a maior do país, por exemplo, se você quiser sucos, terá um enorme corredor inteiro de sucos de todos os tipos de frutas. Queijos então? a variedade exposta no balcão frigorífico é de cair o queixo. E o arroz? a oferta disponível é de deixar qualquer brasileiro de boca aberta, e olha que, como se sabe, o cereal é uma das bases da alimentação diária no Brasil.
A liquidez gerada pelo petróleo, no entanto, não é a única explicação para o consumo aquecido. Segundo o diretor de laboratórios e controle de qualidade do Ministério da Indústria e Comércio local, Mohammed Al-Debasi, o consumidor saudita tem como hábito comprar mais do que precisa. E eles precisam de muita coisa. Embora conservadora do ponto de vista cultural e religioso, a Arábia Saudita está aberta aos negócios e disposta a importar em grandes quantidades os mais diferentes tipos de produtos.
"Temos sido muito procurados por empresários que querem importar de mais fornecedores", observou Debasi. "Estamos abertos e precisamos de tudo, o consumidor vai comprar tudo o que vier", acrescentou.
Economia
Isso não quer dizer que a Arábia Saudita não tenha produção local e seja totalmente dependente do petróleo. De acordo com dados compilados pelo Conselho das Câmaras de Comércio e Indústria do país, o setor privado não ligado diretamente à produção de petróleo teve um crescimento de 7,9% em 2006 e responde por quase 45% do PIB do país.
As exportações não petrolíferas, segundo as informações do Conselho, incluem produtos petroquímicos, torres de alta tensão, papel, medicamentos, estruturas de aço pré-fabricadas, aparelhos de ar condicionado, material de limpeza, tecidos sintéticos, materiais isolantes, tubos, conexões, garrafas e outros produtos de plástico, canos elétricos, equipamentos para irrigação, postes elétricos, vidro, carpetes, cimento, alimentos, fios, barras e rolos de cobre.
De acordo com o Conselho, as exportações não petrolíferas do país renderam US$ 27,8 bilhões em 2007, ante US$ 22,6 bilhões no ano anterior. As exportações totais do país somaram US$ 211 bilhões em 2006.
Na seara dos alimentos, o país está reduzindo sua produção agrícola para economizar água para consumo humano e, ao mesmo tempo, busca ampliar a importação de insumos para a indústria local, que abastece o mercado interno e externo.
Estrangeiros
O país tem também uma população importante de estrangeiros que trabalham nos mais diferentes serviços, desde motoristas até executivos. A rede Panda é um exemplo. Na empresa, que pertence a sauditas, é possível encontrar um diretor sul-africano, gerentes libaneses e funcionários indianos e paquistaneses.
Os estrangeiros na Arábia Saudita devem se adequar aos costumes locais. As mulheres, mesmo as de fora, só saem em público com a abaya, robe preto utilizado por cima da roupa, e lenço na cabeça. Entre as locais, pelo menos na rua, é difícil encontrar alguma que não use também o véu que cobre o rosto e deixa apenas os olhos de fora.
Na Arábia Saudita estão as cidades de Meca e Medina, os locais mais sagrados para os muçulmanos, e o rei tem o título de Guardião das Duas Mesquitas Sagradas. A prática das orações cinco vezes ao dia é respeitada à risca. Na hora da reza o comércio fecha, para abrir logo em seguida. Se você estiver fazendo compras nesse momento, terá que deixar a loja e voltar depois para concluir o que estava fazendo. O consumo de bebidas alcoólicas é vedado, conforme a tradição islâmica.
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Marcadores: Saudi arabia
Parte I - Fundamentos do Budismo - Carma
segunda-feira, 10 de março de 2008
No Ocidente, costuma-se associar a palavra "destino" a carma. Contudo, "destino" e "carma" possuem bases de ensinamentos e crenças totalmente distintas.
Entre alguns dos significados da palavra "destino" estão: encadeamento de fatos supostamente fatais, fatalidade; fado, sorte ou ainda, entidade misteriosa que determina as vicissitudes da vida.1 Esse termo está intrinsecamente ligado à crença da existência de um ser supremo, que predetermina para cada ser uma sorte e condições diversas, conforme sua vontade e consideração. Cada pessoa vive sua existência sobre trilhos já preestabelecidos. As pessoas, nesse caso, são meros coadjuvantes numa grande peça teatral na qual não lhes cabe a opção de alterar seu roteiro.
A palavra "carma" tem sua origem no sânscrito karma ou karman e significa "ação". O budismo prega que a vida é eterna e que é o carma que determina a trajetória de uma pessoa, ou seja, as ações por ela praticadas é o que traça sua sorte nesta existência e nas futuras, assim como suas ações de um tempo passado são os fatores que definiram sua realidade atual. Ao estabelecer um paralelo com o termo "destino", pode-se dizer que carma é uma espécie de destino que está constantemente sendo atualizado e alterado conforme as ações do indivíduo, sendo ele o único responsável, tanto pelo presente como pelo futuro. Neste caso, cada pessoa é protagonista de sua grande peça na qual ela própria é roteirista e diretor.
As ações às quais o budismo se refere são identificadas como três: física, verbal e mental. Isso significa que uma pessoa forma o carma pelos seus atos, suas palavras e seus pensamentos. Mesmo que não se traduza os pensamentos em palavras ou atos, e mesmo que ninguém mais saiba, essa "ação" em si já registrou um efeito para sua vida. Outro princípio budista a ser observado é a lei de causa e efeito que elucida que toda causa produz ou registra seu efeito no exato momento em que foi praticada, sendo que esse efeito pode se manifestar imediatamente na vida da pessoa, num tempo futuro, na existência seguinte ou mais além, dependendo do grau de importância dessa causa, tanto boa como má, e ainda conforme estímulos e condições externas. Para cada causa, haverá sempre um efeito correspondente.
A seqüência para a formação do carma ocorre da seguinte maneira: primeiramente, as intenções tanto positivas como negativas agem na mente da pessoa. Em seguida, essas intenções originam palavras ou ações manifestas. Os efeitos dessas causas (pensamentos, palavras ou ações) ficam registrados na vida como uma espécie de força ou energia latente que irá compor seu "destino".
O grau do carma que a pessoa forma depende da força da intenção. Quanto maior for, mais intenso será esse registro. Por exemplo, quanto maior o ódio que uma pessoa alimenta, maior será o grau do efeito que se manifestará em sua vida. Conforme os pensamentos ou intenções vão sendo expressos em palavras ou ações, o grau do carma formado torna-se cada vez maior. A quem é direcionado esse ódio também é um fator que deve ser considerado. No Gosho "Carta aos Irmãos", Nitiren Daishonin exemplifica essa questão: "Para simplificar, se alguém golpear o ar, seu punho não ficará ferido, mas se bater numa rocha, sentirá dores... A gravidade de um pecado depende de quem ferimos."
Todo o carma formado a cada instante da vida é acumulado num repositório chamado alaya, ou oitava consciência. Todas as experiências são depositadas nessa consciência e elas o acompanham por todas as existências, passando pelo ciclo de nascimento e morte. As ações cármicas, positivas e negativas, continuarão a existir na consciência alaya até que encontrem situações propícias para manifestar seus efeitos. A força dessas ações depositadas como energia latente nunca diminui nem desaparece por si só. Ela sempre se manifestará. Mas, como tudo depende de cada indivíduo, ele próprio possui as condições de transformar seu mau carma e direcionar sua vida para a felicidade, além de amenizar seus efeitos cármicos. O modo mais rápido para obter essa transformação é recitar o Nam-myoho-rengue-kyo, ou a Lei Mística que permeia todo o universo, e atuar em benefício de outras pessoas realizando o bem maior, ou ensinar-lhes o caminho dessa felicidade.
Revista Terceira Civilização - EDIÇÃO Nº 396, PÁG. 12, AGOSTO DE 2001.
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Pouco conhecido dos brasileiros, o Iêmen transpira história
Sanaa O Iêmen, palavra que significa "no sul", é um daqueles lugares que a gente tem que conhecer. Berço de civilizações, o país conserva em boas condições parte importante de seu patrimônio histórico e a vida cotidiana mantém tradições seculares. Basta sair pelas ruas da capital Sanaa para ver os transeuntes usando trajes típicos que parecem saídos das ilustrações de um livro de história.
O homem iemenita comum usa a guthra, pano decorado na cabeça, uma camisa, a futah, espécie de kilt enrolado na cintura, e um cinturão para acomodar a jambiya, adaga curva que é um acessório quase que indispensável. O toque ocidental e mais moderno fica por conta do paletó usado especialmente no inverno.
Mas não deixe a jambiya te impressionar, ela é um símbolo de masculinidade que completa a vestimenta como se fosse uma gravata. "No interior principalmente não levam muito a sério quem não portar uma jambiya", disse o diretor-executivo de Relações Internacionais do Ministério da Informação, Abdul Salam Al-Mathil.
O povo, na realidade, é muito hospitaleiro e é fácil socializar, especialmente para os brasileiros. A paixão pelo futebol e pelos ídolos do esporte abre portas em todos os cantos do mundo árabe. É possível até que um menino nas ruas de Sanaa saiba mais das vidas de Ronaldo e Kaká do que você.
Um pouco da história do país pode ser conhecida no Museu Nacional, instalado no palácio Dar Al-Shukr, da época da dinastia de imãs que durou até a década de 1960. Lá estão peças que datam do período pré-islâmico até artefatos mais modernos. Para o turista, no entanto, o museu poderia ser mais didático.
A grande atração de Sanaa, porém, é a Cidade Antiga, rodeada por muralhas que na Idade Média tinham seis portões. O principal deles, e até hoje a principal via de acesso ao centro histórico, é o Bab Al Yemen, ou Portal do Iêmen. Caminhar pelo labirinto de ruas estreitas é uma volta no tempo e uma ótima oportunidade para ver a arquitetura singular do país, onde são comuns prédios de vários andares feitos de pedra ou tijolos de barro. Até hoje muitas construções seguem as mesmas linhas, embora sejam utilizados materiais modernos.
A Cidade Antiga é um lugar especial para se conhecer os souqs, os tradicionais mercados árabes. Pequenas lojas, uma atrás da outra, vendem artesanato, roupas, especiarias, jóias e todos os tipos de utensílios. Não é algo só para turistas, uma vez que os habitantes locais também fazem compras por lá. Na hora de comprar, como é comum no mundo árabe, é preciso barganhar.
As oficinas dos artesãos ficam por perto, então é possível ver carpinteiros, fabricantes de jambiyas, sapateiros e ourives em ação. Uma das cenas mais inusitadas sãos os pequenos moinhos existentes no local. Em espaços pequenos e escuros, camelos amarrados a uma espécie de pilão de madeira giram em torno de uma base de pedra para produzir óleo de gergelim.
A quantidade de mesquitas também impressiona, uma infinidade de minaretes pontilha a paisagem. Entre elas está a Grande Mesquita, que é a mais antiga da cidade, erguida cerca de 20 anos após a morte do profeta Maomé. O Islã chegou cedo ao Iêmen.
Abertura
Muito fechado até a década de 1960, quando terminou a monarquia dos imãs no Norte e o domínio Britânico no sul, e depois palco de conflitos entre o Norte islâmico e o Sul comunista, o Iêmen se manteve isolado do resto do mundo por bastante tempo. A unificação do país só ocorreu em 1990 e hoje ele merece o título de "Beleza Escondida", estampado em camisetas vendidas como souvenir nas ruas de Sanaa.
Antes dos muçulmanos a região era habitada por judeus e cristãos, que substituíram religiões antigas que veneravam uma miríade de deuses. A presença judaica pode ser percebida em casas que ainda hoje têm a Estrela de Davi entalhada nas portas de madeira.
Segundo o diretor-geral de Relações Públicas do Ministério da Indústria e Comércio do país, Mohamed Abdul Aziz Ghaleb, a maior parte dos judeus que ainda viviam no Iêmen migrou quando da criação do Estado de Israel. De acordo com ele, no entanto, uma comunidade judaica de cerca de 4 mil pessoas continua a viver no país. "Mas eles são iemenitas como todos os outros", afirmou.
O Iêmen tem relevância especial na conformação do mundo árabe. Após a decadência dos reinos pré-islâmicos e antes da chegada da religião muçulmana, muitos habitantes locais migraram para regiões que hoje fazem parte de Omã, Emirados Árabes Unidos, Catar e Bahrein.
Comércio
Do lado de fora dos muros da Cidade Velha o comércio também é intenso. As ruas da moderna Sanaa são repletas de lojas, também uma ao lado da outra. Esse é o varejo típico do Iêmen. Não espere ver shopping centers ou grandes redes de supermercados, embora existam alguns.
Uma categoria de loja típica são as de mel, produto local de fama internacional. Vários tipos de mel são expostos em grandes potes e vendidos por peso, um quilo pode variar de US$ 12,50 a US$ 60, dependendo da variedade. Tais estabelecimentos comercializam também remédios naturais, cosméticos, perfumes e incenso.
Aliás, o incenso teve um papel importante na história do país, pois era uma das principais mercadorias levadas por caravanas de camelos que saiam do Sul da Península Arábica em direção ao Mediterrâneo. Elas levavam também especiarias, ébano, tecidos, madeiras nobres, couros de animais e ouro, produtos muitas vezes originários da Índia e da África.
O país tem também importante tradição no comércio marítimo. Após a descoberta do caminho para as Índias pelo português Vasco da Gama, o Porto de Áden se transformou em um entreposto estratégico, disputado por potências européias e regionais. Hoje Áden é a capital econômica e comercial do Iêmen e o governo tenta promover novamente a região, no extremo sul da Península Arábica, como rota de comércio entre a Ásia e a Costa Leste da África.
Outro item de enorme relevância na história iemenita é o café. Foi lá que a planta originária da Etiópia começou a ser cultivada em escala comercial e exportada para o mundo inteiro pelo Porto de Mohka, no Mar Vermelho. A prosperidade trazida pelo café teve seu auge nos séculos 16 e 17, mas depois veio a decadência quando as potências européias levaram a cultura para suas colônias, entre elas do Brasil. O Iêmen ainda produz uma pequena quantidade de café de grande qualidade.
Qat
Segundo o presidente da Federação das Câmaras de Comércio e Indústria do Iêmen, Mohammed Abdo Saeed, boa parte das lavouras de café foram substituídas por plantações de qat, planta cuja folha tem qualidades estimulantes e é mascada em larga escala pelos iemenitas, assim como os povos andinos mascam a folha de coca. Na parte da tarde é difícil ver um habitante local sem a bochecha cheia de folhas.
O hábito, no entanto, tem sido alvo de críticas. O jornal Yemen Observer publicou no dia 26 de fevereiro uma reportagem intitulada "Qat: a praga do Iêmen". Na matéria, assinada por três repórteres, o jornal revela que 40% dos recursos hídricos do país vão para a irrigação de lavouras da planta e que, em média, 17% da renda das famílias é gasta com a compra do produto, o que rende bons ganhos aos agricultores.
Isso, na visão do jornal, é um problema, uma vez que ocupa espaço que poderia ser utilizado para culturas de café, hortaliças, frutas e grãos, itens mais importantes para um país que não produz o suficiente para suprir suas necessidades e tem que importar todos os tipos de alimentos. Aliás, uma característica da imprensa iemenita, pelo menos a escrita em inglês, é sua visão crítica sobre fatos da sociedade e do governo local.
Economia
Em termos econômicos, o Iêmen é o primo pobre dos países da Península Arábica. Embora boa parte das receitas do país venha do petróleo, sua produção não garante a pujança existente nas nações vizinhas. Mas nem sempre foi assim, o Iêmen era conhecido como Arabia Felix, ou Arábia Feliz, pelos gregos e romanos por causa de sua intensa atividade comercial e terras férteis, que contrastavam com as vastidões desérticas do resto da região.
De forte tradição islâmica, é difícil ver nas ruas mulheres iemenitas sem a abaya, robe preto usado por cima das roupas, lenço na cabeça e véu no rosto que deixa apenas os olhos à mostra. Por outro lado, não é difícil ver mulheres trabalhando. Hoje, no entanto, o Iêmen sofre com o desemprego e com um alto índice de evasão escolar.
Mas o potencial está lá. O turismo já é uma atividade importante, atraindo especialmente europeus, mas pode crescer muito, na avaliação de Saeed, o presidente da Federação das Câmaras. Atualmente alguns locais, como Marib, o centro do antigo Reino de Sabá, sofrem com problemas de segurança.
Em Sanaa, onde é perfeitamente seguro andar pelas ruas, é possível ver uma boa quantidade de turistas, além de muitos asiáticos que trabalham principalmente em hotéis. Os simpáticos irmãos Mohammed e Ali, fanáticos por futebol como muitos garotos iemenitas, mostram a importância da atividade. Eles se aproximam dos turistas com um papo despretensioso e, quando você percebe, já estão te guiando pelas ruas da Cidade Antiga, mostrando coisas que poderiam passar despercebidas, como a Estrela de Davi nas antigas casas dos judeus e os pequenos moinhos movidos a camelo, em troca, claro, de uma gorjeta.
A agricultura também pode ser melhor explorada, assim como a pesca, afinal o país tem um litoral extenso, assim como as atividades de comércio exterior por conta da localização estratégica do país. Para Saeed, esses são os ramos de maior potencial hoje.
Recentemente foi aprovada pelo Parlamento local uma lei de livre comércio, que autoriza o vai e vem de mercadorias com a cobrança de taxas baixas. Já há alguns anos existe a Lei de Investimentos, que garante aos investidores estrangeiros benefícios para se instalar por lá, incluindo o direito de ter 100% do capital de diversos tipos de negócios. O Iêmen sonha também em, no futuro, integrar o Conselho de Cooperação do Golfo (GCC), mercado comum que hoje reúne seus primos ricos Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Kuwait e Omã.
http://www.anba.com.br/especial.php?id=432
Postado por Mirela Goi às 09:05 0 comentários
Da formação da língua árabe à criação do romance moderno
domingo, 9 de março de 2008
Por Alberto Mussa
Há quase três mil anos, mais precisamente em torno de 800 antes da nossa era, os habitantes do sul da península arábica desenvolveram uma escrita alfabética, composta por 29 consoantes, cuja conexão com os antigos alfabetos semitas é bastante evidente. Decifrada em meados do século 19, a língua escrita com este alfabeto revelou não apenas pertencer à família semítica, mas também ser muito semelhante ao árabe clássico. Ficava, assim, ratificada (segundo um critério de verdade ocidental) uma antiqüíssima tradição dos povos do deserto sobre sua própria constituição histórica, preservada oralmente.
Os primeiros árabes emergiram no Iêmen, a terra da rainha de Sabá - região da península que não é deserta e era rica em incenso, mirra, ouro, resinas e especiarias. Viviam em cidades, com grandes diques (para armazenar água das chuvas) e canais de irrigação. Como os fenícios, foram grandes navegantes. E atravessavam o deserto com suas caravanas, chegando ao Iraque, à Síria e à Palestina.
Num momento indeterminado da história, as cidades do Iêmen sofreram um grande colapso e grande parte da população migrou para o deserto. Nesse processo, a língua dos recém chegados se impôs à dos nômades preexistentes; e nesse contato se modificou.
No século anterior ao surgimento do islamismo, as tribos beduínas sabiam se reconhecer como de árabes puros (originários do Iêmen) ou de árabes "arabizados" - ou seja, primitivos não-árabes que assimilaram a língua e a cultura dos iemenitas.
Infelizmente, não conhecemos nada da primitiva literatura árabe. O que nos restou do antigo alfabeto de 29 consoantes são documentos epigráficos: inscrições votivas, comemorativas, funerárias. A língua que chamamos "árabe clássico", de 28 consoantes e caracteres cursivos - o árabe que Maomé falava- é precisamente o idioma modificado pela influência dos não-árabes: o profeta era de uma tribo "arabizada".
É nessa língua que a literatura árabe faz sua entrada na história; e o Alcorão é seu texto fundador. O Livro Sagrado, contudo, não foi escrito por Maomé. Foi justamente pela necessidade de preservar a palavra divina das flutuações da oralidade que os primeiros califas decidiram escrevê-lo.
O atual alfabeto árabe - que se inspira nas letras aramaicas e não na antiga escrita do Iêmen - começou a se desenvolver no século 6 da nossa era, na Síria, tomando sua feição definitiva no período islâmico, para dar forma fixa ao Alcorão.
No período pré-islâmico, o principal gênero literário era a poesia; e seus mais característicos e belos exemplares constituem a famosa coleção al-Muallaqat (Os Poemas Suspensos), compostos pelos beduínos numa língua formal e sofisticada, que diferia um pouco dos vários dialetos tribais, fossem de "puros" ou de "arabizados". Talvez a poesia nunca tenha deixado de ser o gênero por excelência da literatura árabe. No segundo período histórico - que vai da morte do profeta, em 632, à deposição do último califa de Damasco, em 750 -, os poetas mantêm certa feição beduína. Mas despontam alguns gêneros importantes: as coletâneas de Hadith, ditos e exemplos do profeta, que trazem toda a sofisticação da antiga tradição sapiencial e proverbial, além das primeiras experiências narrativas, como as biografias de Maomé e as compilação de lendas pré-islâmicas.
É com a transferência do califado para Bagdá que a literatura árabe alcança o apogeu. Nesse período - que dura até a invasão mongol em 1258 -, o árabe se consolida, suplanta definitivamente o grego, o aramaico e mesmo o persa (que só mais tarde teria um renascimento). Árabes já não são mais aqueles que podem reivindicar ascendência beduína mas, sim, todos os que têm o árabe como língua materna. As culturas milenares do Oriente Médio se fundem numa única cultura - que é essencialmente árabe.
Impossível traçar um resumo da literatura dessa época: a poesia deixa o ambiente do deserto e passa a freqüentar a corte refinada dos emires; o rico estilo anedotário das lendas beduínas se torna a base das grandes obras históricas, como As Pradarias de Ouro, de Massúdi, ou de certos livros de caráter quase enciclopédico, como O Livro dos Avaros, de Jahiz - pertencentes a um gênero conhecido por Adab, ou seja, "literatura".
São também desse período as deliciosas Maqamat, contos cujos protagonistas são mendigos que ganham a vida por força de sua retórica, cheias de duplo sentido e jogos de palavra; importantes obras que mesclam ficção e filosofia, como A Epístola do Perdão, de al-Maarri, provável fonte da Divina Comédia; narrativas que mais tarde seriam incorporadas às Mil e Uma Noites, como os livros de Sindabad ou Aladim; e os "romances de cavalaria", como a Sirat Antar, cujo argumento foi reproduzido no El Cid espanhol.
A partir de 1258 e particularmente desde a ascensão dos otomanos, em 1517, a literatura clássica entra em declínio. É claro que continuam a surgir algumas obras-primas, como os livros de viagem de Ibn Battuta, Os Prolegômenos, de Ibn Khaldun, as ampliações das Mil e Uma Noites. Todavia, já não havia um único "estado" árabe. O antigo califado com sede em Bagdá vinha se fragmentando, desde o século 11, em pequenos reinos independentes - até que a maior parte de seu território acabou repartido em províncias do império otomano.
FRAGMENTAÇÃO
O árabe clássico subsistiu como língua escrita; mas as variantes regionais da língua falada começaram a se diferenciar. Hoje, os árabes vivem uma autêntica diglossia: falam "árabes" regionais, que não necessariamente se intercomunicam; e empregam o idioma clássico na literatura, na imprensa, nas transmissões de televisão ou então em ocasiões formais.
Em meados do século 19, intelectuais árabes, particularmente egípcios e libaneses, promoveram uma espécie de Renascimento das letras clássicas, a al-Nahda. Eram homens cultos e já fortemente influenciados pela cultura literária do ocidente.
Dois fatores - a fragmentação lingüística e a cultura européia - impediram de certa forma um pleno Renascimento clássico: o romance europeu não se encaixava no padrão dos velhos gêneros e exigia muitas vezes a coloquialidade nos diálogos.
Em 1913, o escritor egípcio Muhammad Haykal publica o romance Zaynab, que é considerado o marco da moderna ficção árabe: tema árabe com tratamento europeu. Seria o padrão do século 20.
Alberto Mussa é tradutor e escritor, autor, entre outros, de O Enigma de Qaf, Elegbara e O Movimento Pendular, entre outros.
Postado por Mirela Goi às 17:01 0 comentários
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Diversos jornais, sites e blogs ao redor do mundo estão públicado os trabalhos artísticos do Cartunista Brasileiro Carlos Latuff.
sábado, 8 de março de 2008
Diversos jornais, sites e blogs ao redor do mundo estão públicado os trabalhos artísticos do Cartunista Brasileiro Carlos Latuff sobre a guerra en torno da Palestina e os recentes conflitos na faixa de Gaza.
O Cartunista abre mão de direitos autorais e clama as pessoas a usar suas imagens livremente.
Totalmente engajado a favor dos Palestinos, o Cartunista parece não ter medo de estar enfrentando diretamente os Americanos e Judeus.
Como apoio, Carlos conta com o incentivo do Governo Iraniano. O que mais me impressiona em tudo isso é de fato a nacionalidade do artista.
Abaixo segue uma breve biografia sobre ele encontrada na Wikipédia.:
Carlos Latuff (Rio de Janeiro, 30 de novembro de 1968) é um cartunista brasileiro.
Apesar de ter iniciado sua carreira como ilustrador numa pequena agência de propaganda no centro do Rio em 1989, tornou-se cartunista publicando sua primeira charge num boletim do sindicato dos estivadores em 1990, e permanece trabalhando para a imprensa sindical até os dias de hoje.
Com o advento da Internet, Latuff deu início ao seu ativismo artístico, produzindo desenhos copyleft para o movimento zapatista. Após uma viagem aos territórios ocupados da Cisjordânia em 1999, torna-se um simpatizante da causa Palestina, destinando boa parte de seu trabalho a esse tema.
Tem trabalhos espalhados por todo o mundo. Um exemplo disso foi o fato de ter sido o primeiro brasileiro a ter um desenho publicado no concurso de charges sobre o Holocausto, promovido pela Casa da Caricatura do Irã, em resposta às caricaturas de Maomé divulgadas na imprensa européia. O desenho retrata um palestino em lágrimas diante do muro erguido por Israel, usando um uniforme de prisioneiros dos campos de concentração nazistas: em vez da Estrela de David no peito, aparece o Crescente Vermelho.
Latuff que costumeiramente edita no Centro de Mídia Independente CMI esta sendo vítima de uma conspiração em tempo real, constantemente suas obras vem sofrendo uma significativa alteração as vezes invertendo o significado e outras modificando o humor.
Postado por Mirela Goi às 09:39 0 comentários
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Feira Hotel Show - 08 a 10 de Junho de 2008 em Dubai - UAE
sexta-feira, 7 de março de 2008

Realizada em Dubai, o mais importante centro de negócios do Oriente Médio, a Feira Hotel Show é o maior e mais importante evento do setor hoteleiro na região e arredores. Este evento reúne as últimas novidades em termos de produtos, serviços e tecnologias do mundo todo e atrai os formadores de opinião – chaves da indústria ao longo de todo o território.
A Hotel Show oferece aos expositores uma estrutura para demonstrar novos produtos, encontrar e explorar oportunidades de negócios e clientes. Essa é uma oportunidade de parcerias e um networking excelente, onde os profissionais da indústria e os fornecedores importantes, podem se reunir e discutir sobre o futuro do mercado dos mesmos.
É o lugar ideal para achar os mais recentes produtos e serviços para hotéis, serviços de buffet e setor de lazer.
Em 2007, a Hotel Show contou com 757 expositores de 43 países e 15 pavilhões nacionais. A feira vem crescendo mais de 20% de ano em ano.
Expositores internacionais e regionais expõem vários tipos de serviços e produtos, tais como: comidas e bebidas, artigos para casa, jardinagem, fitness, diversão/lazer e equipamentos de segurança.
A Câmara Árabe contará com um estande de 96 m² para as empresas brasileiras exporem seus produtos para o público na feira.
Para a participação, será cobrado em torno de R$ 1.600,00 de cada expositor.
Para mais informações, entre em contato:
Câmara Árabe – Departamento de Marketing
Fone: 11 3147-4073/4072
E-mail: marketing@ccab.org.br
Postado por Mirela Goi às 06:56 0 comentários
Parte I - Fundamentos do Budismo - Sobre o Nam-myoho-rengue-kyo
O primeiro passo para aqueles que iniciam a prática budista é aprender a recitar a frase Nam-myoho-rengue-kyo. Mesmo não compreendendo seu significado, munidas de sinceridade e convicção, essas pessoas dedicam-se à prática budista e, com o passar do tempo, vêm a adqüirir mudanças positivas na vida. Essas mudanças, muito mais do que explicações teóricas, são o que validam e comprovam a força do Nam-myoho-rengue-kyo.
Praticantes do mundo inteiro recitam essa mesma frase seguindo o mesmo ritmo e pronúncia. Não há uma tradução dos caracteres sânscritos e chineses que formam o Nam-myoho-rengue-kyo para cada um dos idiomas existentes no mundo. Essa tarefa é impraticável devido ao profundo e diversificado significado de cada um dos caracteres.
Myoho-rengue-kyo é o título em japonês do Sutra de Lótus, o ensinamento do primeiro Buda registrado historicamente, Sakyamuni, que viveu na Índia há mais de três mil anos. Muitas eras decorreram até que no século XIII, no Japão, Nitiren Daishonin, após ter estudado profundamente as principais doutrinas, chegou à conclusão de que o Sutra de Lótus continha o ensinamento mais profundo de Sakyamuni e que o título Myoho-rengue-kyo era sua essência. Ao antepor a palavra Nam, que é derivada do sânscrito Namas e significa "devotar a própria vida", aos cinco caracteres Myoho-rengue-kyo, ele transformou o que seria um simples título em um ato de devoção para atingir a suprema condição de vida do estado de Buda, ou iluminação. Dessa forma, Nitiren Daishonin deixou como legado para toda a humanidade a chave da felicidade absoluta e revelou o caminho para a conquista da revolução humana. Isso ele fez ao estabelecer seu budismo em 28 de abril de 1253, recitando pela primeira vez o Nam-myoho-rengue-kyo.
Na escritura "O Daimoku do Sutra de Lótus", Nitiren Daishonin nos mostra quão extraordinário é conhecer e recitar o Nam-myoho-rengue-kyo por meio da seguinte passagem: "Suponha que alguém arremesse uma linha do topo do Monte Sumeru de um outro mundo tentando passá-la pelo furo de uma agulha colocada no topo do Monte Sumeru deste mundo em um dia de forte ventania. É mais fácil passar a linha pela agulha nessas condições do que encontrar o Daimoku do Sutra de Lótus. Assim, ao recitar o Daimoku, esteja certo de que é uma alegria maior do que um cego tornar-se capaz de ver seus pais pela primeira vez, e mais raro do que um prisioneiro de um forte inimigo ser libertado e reunido com sua esposa e filhos." (The Writings of Nichiren Daishonin, pág. 143.)
Vamos analisar agora o significado literal da palavra Nam-myoho-rengue-kyo:
Nam - derivado do sâncrito Namas, significa "devotar a própria vida",
Myoho-rengue-kyo - título do Sutra de Lótus, em japonês, o principal ensino do Buda Sakyamuni;
Myo - significa místico, não no sentido de milagre, mas indicando que o mistério da vida é de inimaginável profundidade e, portanto, além da compreensão do homem;
Ho - significa lei. A natureza da vida é tão mística e profunda que transcende o âmbito do conhecimento humano. Uma lei familiar é encontrada no desenvolvimento do ser humano. Ele nasce, cresce, torna-se jovem e depois idoso e falece. Isso é, obviamente, uma inquebrável lei que regula cada espécie da vida. Ninguém pode nascer como adulto nem escapar desse ciclo.
Em suma, Myoho significa Lei Mística, que é a realidade imutável e essencial de todos os fenômenos.
Rengue - significa flor de lótus, que simboliza a simultaneidade de causa e efeito, pois a flor e a semente germinam ao mesmo tempo. O budismo esclarece que todos os fenômenos do universo são regidos por essa lei. Portanto, a condição da vida presente é o efeito das causas acumuladas no passado e as ações do presente criam causas para o futuro.
Kyo - significa sutra ou ensino do Buda, que é eterno. Propaga-se pelas três existências da vida - passado, presente e futuro - transcendendo as condições mutáveis do mundo físico e do ciclo de nascimento e morte.
Assim, sob o ponto de vista do significado literal, o Nam-myoho-rengue-kyo abrange todas as leis, toda a matéria e todas as formas de vida existentes no universo. Se o expandirmos ao espaço ilimitado, é o mesmo que a vida do universo, e se o condensarmos ao espaço limitado, é igual à vida individual dos seres humanos. No entanto, esta idéia é superficial, pois a mera tradução dos caracteres não expõe a profundidade da Lei Mística em sua totalidade.
Não se compreende o budismo apenas racionalmente, mas com a própria vida. Por isso é que se torna impraticável a tradução do Nam-myoho-rengue-kyo para cada idioma. Nam-myoho-rengue-kyo é a nossa própria vida.
Fonte:
Brasil Seikyo, edição nº 1588, 20/01/2001, página 6.
Pesquisa:
"Lei Mística: O Caminho para a Felicidade Absoluta", Terceira Civilização, edições de setembro e novembro de 1998 e Guia Prático do Budismo.
Terceira Civilização, edições de setembro e novembro de 1998. Pesquisa "Lei Mística: O Caminho para a Felicidade Absoluta" e Guia Prático do Budismo
Postado por Mirela Goi às 05:52 0 comentários
Marcadores: buddhism
La Violetera compra e comercializa no Brasil tâmaras da Tunísia e alcaparras do Marrocos e da Síria
Olá Pessoal,
Li essa matéria e procurei o site da loja.
Achei interessante por isso vou divulgar aqui
http://www.lavioletera.com.br
Gostei dos produtos vindos da Tunísia ;)
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São Paulo - A La Violetera, empresa de comércio e distribuição de produtos importados, aumentou em 30% as compras de alimentos do mundo árabe no ano passado. Fundada por libaneses na década de 20, no Paraná, a empresa é uma das tradicionais importadoras de alimentos do Sul do Brasil. A La Violetera compra e comercializa no Brasil tâmaras da Tunísia e alcaparras do Marrocos e da Síria. No ano passado, incorporou à lista de produtos que busca no mundo árabe também o couscous do Marrocos. A executiva de suprimentos da empresa, Simone Martins Cabral, afirma que tanto a ampliação da distribuição da empresa quanto o câmbio favoreceram o aumento das importações desses três países.
De acordo com Simone, a La Violetera busca comercializar o que há de melhor em cada segmento e por isso importa, por exemplo, tâmaras da Tunísia. "A Tunísia é o país mais estruturado na venda de tâmaras, o mais tradicional no produto", explica. Também na produção de alcaparras o Marrocos e a Síria, nesta ordem, são os maiores, segundo Simone.
Todos os artigos vendidos pela La Violetera são embalados pela própria empresa e levam sua marca. O único que ainda não segue esse padrão é o couscous, por ser um produto novo na companhia. A La Violetera tem uma marca com o seu próprio nome, além da La Preferida, para produtos em geral, a Mastroiani, para mercadorias italianas, e a Alto Douro, para portuguesas.
Os consumidores da empresa são das classes A e B. Os principais itens comercializados pela La Violetera são as conservas de produtos como alcaparras, cebolinha, aspargo, pepino e cogumelo. Ela vende também azeites, frutas secas, cereais, entre outros alimentos. Todos são importados. O foco é tanto o consumidor final quanto o varejo.
A La Violetera tem atualmente cerca de 350 funcionários e uma estrutura grande no país. Há a indústria, em Curitiba, encarregada de embalar os produtos, cinco escritórios de venda no país, um showroom, que também atende o público final, no Mercado Municipal de Curitiba, um espaço no Ceagesp, em São Paulo, dois no Ceasa, em Curitiba, e três televendas.
A La Violetera tem 80 anos e foi fundada por uma família libanesa, vinda da cidade de Baalbek. A empresa começou as suas atividades com o nome de Imperatriz das Frutas, com comércio de frutas secas. Depois ganhou o nome de Importadora de Frutas Filomena e só então passou a La Violetera. Segundo material divulgado pela empresa, ela foi a primeira a trazer kiwi para o Brasil.
Um dos pontos de comercialização mais conhecidos da empresa, o showroom no Mercado Municipal, foi criado na década de 70, quando a empresa já era conhecida como La Violetera. Nessa época a empresa aumentou os tipos de produtos importados. Atualmente ela comercializa mais de 250 produtos de diversas partes do mundo.
http://www.anba.com.br/noticia.php?id=17591
Postado por Mirela Goi às 05:16 0 comentários
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