Emirates terá vôos diários de Dubai a São Paulo a partir de julho

domingo, 15 de junho de 2008

SÃO PAULO - Cerca de 20 mil brasileiros visitarão Dubai este ano, dobrando o número registrado em 2007, graças à ampliação da rota aérea entre São Paulo e o emirado, que conecta a região à América Latina, segundo fontes oficiais. Os vôos Dubai-São Paulo-Dubai da Emirates Airlines, que passarão a ser diários a partir de 3 de julho, tiveram em abril, com freqüência ainda semanal, maior ocupação que os operados pela mesma empresa na rota Dubai-Nova York-Dubai.

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio indicou, através de um comunicado que o Brasil se consolidou como "mercado turístico estratégico para Dubai", após recente visita a São Paulo e ao Rio de uma delegação composta pelas principais empresas do setor turístico dos Emirados Árabes Unidos (EAU).

Escritório de turismo em São Paulo - As majestosas obras arquitetônicas, o turismo de "compras" e aventura e a segurança oferecida pelo emirado na região do Golfo Pérsico foram alguns dos pontos destacados nos encontros "Destino Dubai", que aconteceram no fim de semana, quando foi anunciado também a instalação futura em São Paulo de uma oficina permanente das autoridades turísticas dos Emirados.

A variedade turística deste rico país do Oriente Méddio atrai os brasileiros interessados em comprar artigos luxuosos na zona franca, conhecer o contraste da arquitetura moderna e clássica e nos cruzeiros pelo Golfo Pérsico, indicou o texto.

EFE

Letras de músicas e soundtracks de filmes

 
Que tal
 
 
Enjoy it!

Embaixada saudita promove campanha para doação de sangue

sexta-feira, 13 de junho de 2008

São Paulo – A embaixada da Arábia Saudita em Brasília vai oferecer suas instalações, nos dias 16, 17 e 18 deste mês, para quem quiser doar sangue. Segundo informações da representação diplomática, a Fundação Hemocentro de Brasília vai disponibilizar uma equipe técnica que atenderá no local das 08 às 12 horas. O serviço estará disponível ao público em geral, não somente aos diplomatas e funcionários.

A iniciativa ocorre por ocasião do Dia Mundial de Doação de Sangue (14 de junho). De acordo com a embaixada, o Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita recomendou a todos os funcionários das representações do país no exterior que participem de ações como esta "doando sangue para o bem da humanidade, em concretização dos nobres valores islâmicos e humanitários observados pelo Reino".

Mais informações

Embaixada da Arábia Saudita em Brasília

Tel: (61) 3248-3523 / 3525 / 2201
Endereço: SHIS QL 10 – conj. 09, casa 20, Lago Sul, Brasília - DF

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=18621

Marrocos terá festival de cinema africano

quinta-feira, 12 de junho de 2008

São Paulo - O Marrocos vai sediar, entre 19 e 26 de julho, a 11ª edição do Festival de Cinema Africano. Ele vai ocorrer na cidade de Khourigba. Cerca de 16 filmes, africanos, serão apresentados durante o festival.
 
O Grande Prêmio do Festival de Cinema Africano de Khourigba é uma homenagem ao escritor, realizador, ator e cenógrafo senegalês Ousmane Sembène. A informação foi publicada na agência de notícias africana Panapress.
 
Nascido em janeiro de 1923 em Ziguinchor, capital da província de Casamança, sul do Senegal, Ousmane Sembène contribuiu para fazer a África conhecer o seu próprio patrimônio cultural. Em 1966, ele lançou o seu  primeira longa metragem sobre a África Negra.
 

Filmes do Oriente Médio trazem retratos de lutas por novas identidades

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Na última semana de maio – de seu dia 27 a 1º de junho -, o Instituto da Cultura Árabe e o Centro Cultural São Paulo realizaram a 2ª Mostra Imagens do Oriente, uma seleção feita pelos curadores Massoud Bakhshi, cineasta, e Arlene Clemesha, historiadora, de filmes produzidos em países do Oriente Médio. Em destaque, produções iranianas, palestinas, paquistanesas e sírias que traziam um mergulho profundo em questões sociais médio-orientais.

No segundo dia, após a sessão do palestino "Faixa de Gaza", quatro diretores iranianos convidados debateram a atual produção no Irã, mas que de alguma forma podem nos dar alguma idéia de um sentimento geral que se espalha por toda a região, incluindo alguns países árabes. Os relatos de Mohammad Afarideh, Ali Mohammad Ghassemi, Abolfazl Saffari e Massoud Bakhshi mostraram como funciona a produção iraniana, baseada em um pesado incentivo do Estado. Além disso, deu a oportunidade de conhecermos uma jovem safra de diretores que desenvolvem novos caminhos e estilos. Eles deixam aos poucos a herança de um nome como o de Abas Kiarostami, diretor que ganhou a cena mundial com filmes como "Gosto de Cereja" e "Dez", e desenvolvem um novo olhar por trás das câmeras do Irã.

EM BUSCA DA IDENTIDADE DEVASTADA

Bakhshi enxerga um movimento mais geral dentro das artes dos países do Oriente Médio. "Hoje, após o 11/9 setembro, a região como um todo está buscando a sua identidade".

Uma mostra disso foi o filme de Ali Ghassemi, exibido no fechamento da mostra, "Escrevendo na Terra", destaque em festivais internacionais e que fez sua estréia na América Latina na mostra realizada pelo Icarabe. O filme é uma reflexão sobre o fundamentalismo religioso que assola o mundo como um todo, e que pode ser visto em diversas manifestações. 'Eu sou a agonia de Deus' foi uma das frases que apareceram no longa de Ghassemi.

Na história, um homem perde a mulher no nascimento do filho, que vem à luz natimorto. Diante dessas angústias, procura as respostas na violência. "É uma pessoa que acredita que foi selecionado por Deus e que, pelo seu sofrimento, deve matar crianças que podem vir a pecar. Ele pensa que está ajudando a Deus, quer uma sociedade mais limpa. Ele acredita que seus familiares morreram pela má conduta da sociedade", explica o diretor.

O filme levou quatro anos para ser terminado, pois a história foi ganhando os seus contornos finais à medida que era editada. Depois da filmagem de quatro meses no norte do país, próximo à fronteira com o Azerbaijão, o trabalho mais pesado ficou com a montagem do áudio. E nesse tempo, o olhar do diretor sobre a narrativa mudava.

Bakhshi, produtor do filme, explica que não era vontade de Ghassemi que o fundamentalismo entrasse como parte central da narrativa, mas após o 11/9 e a invasão do Iraque isso foi inevitável. Ghassemi completa que chegou a um ponto em que "queria de fato discutir esses assuntos, criticar e refletir sobre o fanatismo do qual nosso país é acusado".

No filme, ele não retrata nenhuma religião especificamente e procurou inventar rituais que não se relacionam especificamente a qualquer crença. Um filme com poucos diálogos que torna-se uma experiência sensitiva, uma viagem por uma crítica que o diretor não se esquivou de fazer, uma profunda reflexão sobre algo que torna-se essencial ser percebido para que a contemporaneidade seja entendida.

E O FILME SOFREU CENSURA DO GOVERNO IRANIANO?

A pergunta acima não se aplicou apenas ao filme de Ghassemi, mas foi feita em qualquer oportunidade em que o debate era aberto ao público. Os filmes sofrem censuras? Como é tratada a sexualidade na cinematografia iraniana? Mohammad Afarideh fez questão de explicar: "antes de falar sobre a sexualidade nos filmes iranianos, gostaria de dizer que as relações humanas no Irã têm uma coloração diferente, têm uma forma diferente de serem vistas pelas pessoas. Quando vejo um filme brasileiro, também tenho uma série de perguntas e dúvidas a respeito do Brasil". Bakhshi completa: "acredito que a dificuldade é que os filmes iranianos e os filmes árabes apresentam uma ótica oriental, diferente do que um ocidental mostraria em determinada situação".

Afarideh, responsável pela primeira das respostas, é, desde de 2001, o diretor do Centro de Cinema Documentário e Experimental do Irã (o Defc, em sua sigla inglesa) e dono de uma carreira consolidada dentro dos mecanismos de produção iraniana. Produziu, dirigiu e lecionou em escolas de cinema do país, que hoje oferece, para um jovem iraniano, quatro grandes universidades onde pode se adquirir uma graduação completa de cinema, além de outras escolas locais nas principais cidades que disponibilizam formação em um nível não acadêmico. De 1997 a 2001, ele foi diretor do IYCS, o Centro de Cinema Jovem do Irã, onde produziu 700 curtas.

Além da experiência, é o responsável por bater o martelo para a realização prática de idéias que estão apenas no papel. "Eu sou o responsável por olhar os roteiros de jovens cineastas iranianos e decidir o que será feito e o que não será feito. Agradeço pela oportunidade de estar em seu país, inclusive porque me afasto um pouco e ganho férias dos insistentes pedidos que me são feitos".

O Irã produz anualmente algo em torno de 2200 filmes por ano, entre 120 ficções longa-metragens em 35mm e 2000 curtas, entre documentários, animações, e filmes de estudantes e amadores.

Um dos principais problemas que os filmes sofrem no Irã não é exatamente a regulação estatal, mas um limite de distribuição e imposições do mercado, que impedem que grande parte da produção seja exibida para uma grande massa de espectadores. Massoud revela que o filme de Ghassemi não foi exibido no Irã. "'Escrevendo na Terra' é um filme que não tem mercado para um grande público, por isso os distribuidores não o pegam".

O público não desiste. E a imagem que chega até nós de uma sociedade oprimida? Ghassemi oferece uma outra imagem, a sua visão, a visão de um iraniano que vive dia após dia no Irã. "Exemplo: o sexo jamais será mostrado de forma explícita, pois isso é uma característica de nossa religião, não tem nada a ver com o governo".

Mas há um meio-campo a ser feito entre autoridades e cineastas. Isso feito é por instituições como o Defc e o IYCS, que, segundo Bakhshi, são semi-governamentais e têm metades de suas receitas provenientes do governo. Além disso, há uma fundação governamental de cinema, a Farabi Foundation, que banca de 30% a até 100% de uma produção. O restante do capital é captado de forma independente.

Mas, de novo a pergunta, e o governo, que banca parte da produção, proíbe, censura? "Há uma pessoa que faz essa ligação entre o governo e os jovens cineastas. Os cineastas fazem seu roteiro, tratando dos mais diversos assuntos, como homossexualidade ou drogas. Eles colocam como querem. A função da pessoa dirigente é repassar e explicar ao governo de uma forma que ele queira ouvir".
 
 
por Arturo Hartmann

Universidade de Dubai quer intercâmbio com Unicamp

São Paulo – A arquiteta e professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Vanessa Gomes, esteve ontem (09) com representantes da universidade privada Al Ghurair, dos Emirados Árabes Unidos, e disse que eles estão interessados em fazer um programa de intercâmbio com estudantes e professores dos cursos de Arquitetura da Unicamp e de Design de Interiores da instituição árabe.

Vanessa foi para Dubai a convite da Câmara de Comércio Árabe Brasileira com o objetivo de fazer uma palestra sobre a experiência brasileira com construções sustentáveis. A apresentação será realizada hoje na The Hotel Show, feira de hotelaria da qual a Câmara participa junto com empresas brasileiras.

Segundo Vanessa, a idéia proposta pelo diretor de relações acadêmicas e industriais da Al Ghurair, Hafid Alhafid, e pelo chefe do departamento de Design de Interiores, Mustafa Othman, é levar estudantes de Dubai para a Unicamp e trazer alunos brasileiros para a universidade árabe. "Os estudantes árabes podem ir para o Brasil para reforçar a base de arquitetura e os brasileiros podem aprender mais com o curso [de Design] deles", disse a arquiteta. 

O curso de arquitetura da Unicamp tem duração de seis anos, enquanto o curso de Design de Interiores da Al Ghurair tem quatro, sendo que a partir do terceiro ano os estudantes começam a estudar questões relacionadas à sustentabilidade, especialidade de Vanessa.

De acordo com ela, a Unicamp já tem programas de intercâmbio com estudantes norte-americanos e franceses. "Acredito que pode haver um grande interesse de alunos brasileiros descendentes de árabes para esse intercâmbio", disse.

A maior dificuldade que a Unicamp enfrenta para a realização desses intercâmbios de professores e estudantes é a falta de uma linha de financiamento. Por isso, segundo Vanessa, é mais comum a universidade receber alunos estrangeiros do que mandar estudantes brasileiros.

Além da visita à universidade, Vanessa se reuniu com o diretor-assistente para assuntos do Meio-Ambiente e Saúde Pública da Municipalidade de Dubai, Abdulla Mohammad Ráfia, que fez uma apresentação geral sobre o boom de construção no emirado e a crescente demanda de turistas pela região. O diretor falou ainda das dificuldades enfrentadas pelo emirado em relação a esse boom e dos planos de reestruturação urbana.

A arquiteta visitou ainda o primeiro "prédio verde" do Oriente Médio, o Pacific Controls, construído de forma automatizada e inteligente. Um exemplo disso é a geração de energia do prédio, que é feita por fontes fotovoltaicas, ou seja, células que permitem a conversão da luz solar em eletricidade. Hoje Vanessa vai visitar a Masdar City, projeto de cidade com emissão zero de carbono em Abu Dhabi, capital dos Emirados.

Feira

A Hotel Show, que começou domingo e termina hoje, rendeu contatos promissores para as empresas brasileiras participantes. Uma delas é a Docol, de metais sanitários, que já exporta para o mercado árabe e deverá fechar novos negócios após a participação no evento. O estande da Câmara Árabe recebeu visitantes não apenas dos Emirados, mas da Arábia Saudita, Líbano, Bahrein, Omã, Catar, Índia, Paquistão, entre outros.

 

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=18590

My Arabic Heart é sucesso em visitas!

terça-feira, 10 de junho de 2008

É com prazer que comunico aos visitantes desse blog que estamos na média de 100 visitas diárias.
 
Eu já havia anúnciado quando atingimos 70 / 80 / 90
 
Crescendo sempre é a prova de que há grande interesse pela cultura e sociedade árabe, como também pelos outros assuntos que abordo, como a Filosofia Budista!
 
Aproveito esse post para dizer que estou trabalhando numa nova empresa, e que não fiz minha viagem para Dubai. Pretendo ainda escrever sobre a viagem, sobre a Emirates. Sobre muitas questões relacionadas à isso.
 
Como sabem sou apaixonada por tudo que faço, por isso, sempre que encontro novidades relacionadas ao meu trabalho, também coloco aqui, como por exemplo as dicas de brindes no tema Marketing de Relacionamento, agora como irei atuar com trabalhores relacionados a Sustentabilidade e Responsabilidade Coorporativa vou ficar atenta a isso também e qunado possível, adiciono conteúdos relacionados.
 
Então é isso.
 
Obrigada e se puderem deixem sempre seus comentários e sugestões. Gosto de ajudar, por isso, caso não encontre alguma coisa que podeíamos incluir neste blog basta mandar um email que pesquiso e busco fontes.
 
Até a próxima!
 
Mirela Goi

APRENDIZ 5 - 09º Episódio, Emirates (Cenas em Dubai) - ÍNTEGRA. 03/06/08

sexta-feira, 6 de junho de 2008













Brad Pitt vai ajudar a desenhar projeto de hotel em Dubai

DUBAI - O ator Brad Pitt vai fazer parte de uma equipe de consultores indicados para projetar um novo hotel cinco estrelas e centro de lazer em Dubai, anunciou na segunda-feira a construtora Zabeel Properties.

Brad Pitt é a mais recente celebridade ocidental cujo nome vai aparecer no crescente setor de imóveis de luxo de Dubai, depois de outra construtora lançar projetos com os nomes dos ícones esportivos Boris Becker, Michael Schumacher e Niki Lauda.

Pitt fará parte de uma equipe de consultores da firma de arquitetura GRAFT, de Los Angeles, que será encarregada de desenhar o hotel de 800 apartamentos, disse a Zabeel Properties em comunicado à imprensa, sem informar os custos do projeto ou datas de construção.

Em dezembro, Brad Pitt disse que queria construir 150 casas ecológicas para famílias de Nova Orleans desabrigadas pelo furacão Katrina, em 2005.

O hotel vai engordar o portfólio familiar da Zabeel Properties, que já inclui imóveis residenciais, comerciais e turísticos valendo cerca de 5 bilhões de dólares, disse a empresa. Cidade de arranha-céus e mega obras como ilhas artificiais, Dubai é o centro comercial e turístico do Golfo Pérsico. Seu setor imobiliário vem crescendo desde 2002, quando o Estado, que faz parte dos Emirados Árabes Unidos, autorizou estrangeiros a investir em imóveis em sua área.

 

Reuters, 2 junho, 2008

Workshop destino Dubai foi realizado hoje, dia 6, no Grand Hyatt em São Paulo

O workshop destino Dubai foi realizado hoje, dia 6, no Grand Hyatt em São Paulo. É a primeira ação do oficial do Governo de Dubai, por meio do Departamento de Marketing Turismo e Comércio (DTCM) e co-patrocinadores Emirates Airlines, Atlantis Hotel e Alpha Tours. Dia 3 de junho a mesma ação de promoção do destino foi feita no Copa Cabana palace, no Rio de Janeiro.

O diretor geral da Emirates no Brasil, Ralf Aasman, que aproveitou para divulgar os vôos diários de São Paulo para Dubai, que a Emirates passa a operar a partir do dia 3 de julho. Andrew Hughes do Atlantis Hotel, falou sobre o resort de luxo que será inaugurado dia 24 de setembro nas ilhas artificiais do The Palm. Os diretores de Missões Estrangeiras e Relações de Mídia do DTCM, Hamad bin Mejren e Eyad Abdul Rahman, respectivamente, falaram das principais atrações do destino. Além da presença de Abdulla Mohammad, representando o Ministério da Imigação.

O gerente geral da Alpha Tours, Adnan Aridi, a maior agência de receptivo de Dubai, disse que já estão buscando melhorias no atendimento especial para brasileiros, devido ao aumento da demanda. "Sabemos que muitos brasileiros não falam inglês e temos a preocupação de ter pessoas que falam português para mostrarem o destino", disse Aridi.

Ainda este ano - sem data marcada - o DTCM , responsável pelo planejamento, desenvolvimento, supervisão e promoção do turismo de Dubai, deve abrir um escritório em São Paulo. Outros dois serão abertos na China, também em 2008.

Emirates recebe seu 1º avião gigante no final de julho

A companhia aérea Emirates, dos Emirados Árabes Unidos, anunciou na última quinta-feira (5 de junho) que vai receber seu primeiro A380 em 28 de julho deste ano. A entrega faz parte da encomenda de 58 jatos deste tipo junto à Airbus, o que faz da empresa árabe a maior cliente do avião gigante no mundo.

Segundo a Emirates, a encomenda dos aviões totaliza US$ 18,8 bilhões a preços de lista da fornecedora. Na data da entrega, a aérea anunciou que pretende revelar, também pela primeira vez, a configuração escolhida para o interior do jato. A entrega será feita pela fábrica da Airbus em Hamburgo, na Alemanha.

De acordo com Ahmed bin Saeed Al-Maktoum, presidente e diretor executivo chefe (CEO, da sigla em inglês) da empresa, a grande capacidade do avião, aliada a sua excelente margem operacional, vão ser os "pilares" do crescimento da Emirates no futuro.

A companhia aérea informou também que espera, até o final de seu ano fiscal, em março de 2009, a entrega de cinco aviões A380, com configuração de 489 assentos, sendo 14 primeira-classe, 76 na executiva e 399 na econômica, além de capacidade de carga de 10 toneladas.

Divulgação
Aérea árabe receberá o 1º de seus 58 A380 encomendados

Emirates oferece novo estilo de hospedagem em Dubai

A Emirates Hotels & Resorts, divisão de hospedagem do Grupo Emirates, anunciou que já está operando, em fase inicial, o Green Lakes Serviced Apartments, em Dubai. Trata-se do primeiro empreendimento do Grupo no mercado de apartamentos de luxo com serviço completo.

São duas torres residenciais localizadas no setor Jumeirah Lake Towers, um dos mega-empreendimentos imobiliários mais procurados na cidade. Para Tony Williams, vice-presidente sênior da Emirates Hotels & Resorts, comenta que "apartamentos de serviço completo são uma alternativa às tradicionais hospedagens em hotéis e estão se tornando cada vez mais populares, pois combinam o conforto de um lar com o serviço de um hotel de categoria".

O Green Lakes tem 141 apartamentos de um quarto, 29 apartamentos de dois quartos e 11 apartamentos de três quartos. Todos possuem dormitórios amplos, cozinhas equipadas, salas de estar e salas de jantar. Banheiros e mobiliário completam as instalações básicas. Além disso, todos os apartamentos contam com televisores com telas de cristal líquido e acesso via satélite, aparelhos de DVD e CD, estações para ipod e internet de banda larga. Alguns apartamentos também têm acomodações para empregadas domésticas.

Em julho, o Green Lakes vai abrir seu próprio restaurante, o "Counter Culture", um estabelecimento no estilo de Nova York, compreendendo também padaria e bar, além de um cardápio de comida orgânica e caseira.

O Green Lakes é o terceiro empreendimento de hospedagem do Grupo Emirates, que já conta em seu portfólio com o Harbour Hotel & Residence, propriedade de 52 andares na Marina de Dubai, e com o Al Maha Desert Resort & Spa, localizado em área de preservação ambiental no deserto, reconhecido internacionalmente por seu conceito de integração harmônica com o meio-ambiente.


http://www.mercadoeeventos.com.br

Programa de TV aproxima jovens de diversas nações

São Paulo - Criar um intercâmbio de idéias e experiências entre os povos por meio de jovens de diversas nacionalidades é o objetivo do programa cultural "Cartas ao Vento", elaborado pelo canal brasileiro de televisão Futura. Atualmente, o canal está buscando parcerias estrangeiras para o desenvolvimento do programa e tem interesse em produtoras árabes.

Ainda não se sabe com quantos países a emissora brasileira vai conseguir fechar parcerias, mas a presença de jovens palestinos no programa já é certa. É que recentemente a produtora árabe Alarz, com sede na da cidade de Nazaré, em Israel, fará uma co-produção com o canal brasileiro. Segundo o coordenador de relações internacionais do Futura, Renato Wilmersdorfer, a produtora árabe ficou muita interessada em participar do projeto e deverá, posteriormente, vender o programa para emissoras locais.

O projeto de intercâmbio entre jovens brasileiros com os de outras nacionalidades já existe no Canal Futura há 5 anos. Segundo Wilmersdorfer, já foram realizados programas com Cabo Verde e Inglaterra, mas num modelo diferente. "No modelo antigo um brasileiro mandava uma pergunta para um jovem de outro país e o menino respondia e fazia uma outra pergunta. Agora, a idéia é ampliar a quantidade de países envolvidos no programa", disse Wilmersdorfer.

De acordo com ele, os jovens que vão perguntar e descobrir mais sobre o país do outro serão estudantes de 14 a 17 anos que não estejam cursando o ensino superior. Os temas das perguntas podem variar de esporte a culinária e de música a religião. "Queremos ter uma pluralidade de informações", afirmou Wilmersdorfer. A idéia do programa também é oferecer um panorama da identidade cultural de países que podem ter mais em comum do que parecem saber.

Segundo Wilmersdorfer, o formato desse programa permite que qualquer país possa fazer parte do projeto e troque informações, pois cada produtora grava em seu país e manda as imagens para o Brasil. "É uma aproximação entre países com baixo custo", disse.

O nome da série "Cartas ao Vento" vem da idéia que cada estudante escreve sua pergunta num pedaço de papel e a coloca numa garrafa. Através da computação gráfica, a garrafa é colocada no mar e atravessa o globo em direção ao outro país.

Canal educativo

O Canal Futura, com sede no Rio de Janeiro, foi criado em 1997 com o objetivo de levar mais educação ao povo brasileiro, não só educação escolar, mas em todas as áreas. Sua programação está disponível para mais de 60 milhões de pessoas por meio de antenas parabólicas, TV por assinatura e TV aberta.

Os programas do Futura também são utilizados por escolas, creches, presídios, hospitais, centros de saúde, universidades, bibliotecas, ONGs, sindicatos, empresas e órgãos públicos. O conteúdo dos programas também é trabalhado por jovens e líderes comunitários em todos esses locais.

O Futura conta com a parceria de diversas empresas e associações, que além de contribuírem financeiramente, atuam ativamente da sua gestão e do desenvolvimento de seus programas e ações sociais.


http://www.anba.com.br/noticia.php?id=18508

A Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), levará em outubro, um grupo com 40 estudantes para conhecer projetos nos Emirados Árabes.

terça-feira, 20 de maio de 2008

São Paulo – A Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), instituição de ensino superior de São Paulo, vai promover, em outubro deste ano, uma missão estudantil aos Emirados Árabes Unidos. A viagem é dirigida a estudantes e ex-alunos de todos os cursos da faculdade e tem as inscrições abertas. O foco da missão é apresentar aos universitários o case bem sucedido de empreendedorismo que representa o emirado de Dubai.

Segundo o vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP, Luiz Alberto Machado, o objetivo é preparar os estudantes para missões que eles farão ao exterior mais tarde como profissionais formados."Queremos que eles vejam como é uma missão, na qual você tem agenda lotada, jantar de negócios e quando chega no hotel ainda precisa enviar relatórios por e-mail", afirma Machado. A missão tem vagas para até 40 alunos.

"Eles terão oportunidade de ver uma parte do mundo que é paradigmática para quem quer empreender", afirma. A programação foi toda formulada justamente para mostrar projetos empreendedores no emirado. O grupo vai embarcar no dia 11 de outubro, em São Paulo, e volta no dia 19 seguinte. A programação inclui a visita a Masdar, projeto de cidade com emissão zero de carbono, no emirado de Abu Dhabi, e à embaixada do Brasil.

Os estudantes visitarão ainda o Departamento de Promoção ao Turismo e Comércio de Dubai, a Bolsa de Valores local, feiras e terão encontros com representantes de empresas brasileiras que operam na região, como Odebrecht, Perdigão e Marcopolo. Também terão reuniões com representantes da Dubal, indústria de alumínio de Dubai, a empreendedora imobiliária Damac Holding, conhecerão a zona franca de Jebel Ali e o centro de distribuição da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Dois dias serão de programação livre.

Machado, que é o idealizador da missão, explica que o grupo será acompanhado de um professor ligado ao projeto, que enviará relatórios diários das atividades à FAAP. Ao mesmo tempo em que um grupo de estudantes da instituição estará nos Emirados, outro vai viajar para os Estados Unidos. Essa será a primeira missão estudantil ao país árabe. Aos Estados Unidos, porém, é a segunda, já que foi realizada outra no ano passado.

Para participar da viagem aos Emirados é necessário que o estudante tenha inglês fluente e também perfil empreendedor. A Interaction Times, agência especializada neste tipo de programa, está cuidando da parte operacional da viagem. O candidato à missão precisa enviar seu currículo e uma carta de intenção, em inglês, e pagar taxa de US$ 100. Caso não seja selecionado, o dinheiro é devolvido. Se selecionado, entra como parte do pagamento.

O custo para cada estudante é entre US$ 5,1 mil a US$ 5,6 mil, de acordo com a data da adesão ao projeto e a modalidade de pagamento – à vista ou parcelado. O valor inclui hospedagem em hotel quatro estrelas, café da manhã, passagem aérea de ida e volta, transporte entre as diferentes cidades e participação nas atividades do programa.

Missão Estudantil FAAP
Informações: +55 (11) 2137 5731
E-mail: contato@interactiontimes.com

 

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=18359

 

Liga Islâmica debate diálogo entre civilizações

São Paulo – A Liga Islâmica Mundial vai realizar a partir do dia 31 em Meca, na Arábia Saudita, uma conferência islâmica internacional para debater o diálogo entre os seguidores de diferentes religiões, entre civilizações e a divulgação dos valores comuns entre elas. As informações são da embaixada saudita em Brasília.

O evento de três dias, segundo a embaixada, será aberto pelo rei do país, Abdullah Bin Abdul Aziz Al Saud, e contará com as participações de cientistas, pesquisadores e professores de todos os países muçulmanos e de representantes de comunidades islâmicas em outras nações, como o Brasil.

O objetivo do encontro, de acordo com a representação diplomática, é preparar o mundo islâmico para o início desse diálogo inter-religioso e intercultural. A Liga é uma entidade dedicada à difusão do islã.

 

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=18376

Inauguração do Centro Cultural Jerusalém - CCJ acontece amanhã (20 maio) as 14 horas no Rio de Janeiro

segunda-feira, 19 de maio de 2008

O Rio de Janeiro é a cidade-sede do Centro Cultural Jerusalém – CCJ.

No CCJ, os visitantes da exposição permanente Maquete de Jerusalém da Época do Segundo Templo, vão conhecer a história de um verdadeiro patrimônio da humanidade, a cidade de Jerusalém.

Além da maquete, os visitantes também encontram exposições, eventos e atrações como o cibercafé e loja de souvenirs.
 
Conheça o site
 

Feiarte, que começou dia 16 em Curitiba, traz artesanato de 32 países e de 15 estados brasileiros

São Paulo – A 20ª edição da Feira Internacional do Artesanato (Feiarte), que começa hoje (16) em Curitiba, Paraná, trará peças típicas de 32 países, inclusive da Tunísia, Egito, Iêmen, Marrocos e Emirados Árabes Unidos. "O artesanato árabe tem bastante saída. É uma das culturas que mais interessa ao público, principalmente aqui no Sul", afirmou o coordenador do Departamento de Marketing do Grupo Diretriz, Diego Willrich, responsável pela organização da mostra.

A Feiarte, que segue até o dia 25, vai reunir 240 expositores e a expectativa é de que 75 mil pessoas a visitem. De acordo com Willrich, a cultura árabe está crescendo muito na região Sul do país. "O narguilé está virando moda. Todo mundo quer um", disse ele, que se referiu ao tradicional cachimbo de mesa fumado nos países árabes, também conhecido como shisha. De fato, no estande da empresa Mundo Egípcio, o narguilé foi um dos principais itens vendidos para o público masculino nas edições anteriores da mostra.

Nesta edição vão participar três expositores do Egito, dois da Tunísia e um do Iêmen. Os principais itens importados são toalhas de mesa bordadas, capas de almofadas, bijuterias, roupas, luminárias, vasos, copos e tabaco para narguilés.

Segundo o gerente de uma das lojas da rede Mundo Egípcio, Mahmoud El Mghrby, além de artesanato egípcio, a empresa importa produtos do Marrocos, Emirados, Índia, China e Tailândia. O estande egípcio terá 100 metros quadrados na feira e vai oferecer desde pulseiras de R$ 5 a vestidos bordados por R$ 250.

Segundo Willrich, o artesanato árabe sempre está presente nas feiras de artesanato organizadas pela Diretriz. A Feiarte ocorre duas vezes por ano no Sul do país. A primeira edição é realizada em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e a segunda no Paraná. O sucesso fez com que em 2006 a Diretriz também organizasse uma feira de artesanato em São Paulo, a Art Mundi. Este ano, em outubro, será realizada a terceira edição do evento, que também deverá contar com expositores árabes.

Destaques

Três espaços devem chamar a atenção do público nesta edição: o Mundo Japão, que vai homenagear os 100 anos da imigração japonesa ao Brasil, o tradicional espaço dos índios da tribo Funiô e o Pernambuco em Foco, que vai contar com mestres do artesanato do estado. O público também poderá assistir apresentações de dança da tribo indígena e de danças típicas pernambucanas, como o frevo e forró.

Serviço

20ª Feiarte
Data: 16 a 25 de maio
Local: Centro de Exposições de Curitiba, Parque Barigui – Paraná
Horário: De segunda-feira a sábado, das 14h às 22h, domingo (18), das 14h às 21h, e domingo (25), das 10h às 21h
Ingresso: R$ 8 para maiores de 12 anos

 

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=18345

Bridgestone Music Festival traz músicos pop do mundo árabe

São Paulo – Astros e estrelas da música pop internacional pouco conhecidos no Brasil vão se apresentar em São Paulo, em junho, durante os três dias do Bridgestone Music Festival. Entre eles, músicos do mundo árabe como a argelina Souad Massi e o mauritano Daby Touré, ambos cantores, compositores e guitarristas.

"A idéia é trazer pessoas não conhecidas no Brasil, fazer algo inédito para chacoalhar a cena musical", disse à ANBA o diretor artístico e produtor do evento, Toy Lima. De acordo com ele, o Bridgestone Music é inspirado nos festivais de verão da Europa, que reúnem artistas de várias nacionalidades. "Queremos diversificar um pouco. No Brasil há uma presença muito forte das músicas em inglês e brasileiras", acrescentou.

Segundo ele, Souad Massi será a principal estrela do evento, uma vez que hoje ela é considerada um dos maiores nomes da chamada "world music" no continente europeu. Souad canta composições próprias e de terceiros em árabe e em francês, mesclando o moderno com o clássico.

Lima quer atrair árabes e descendentes que moram no Brasil para o show, uma vez que músicas árabes tradicionais fazem parte do repertório. "Nos shows dela o público árabe canta junto. Vai haver tradução em um telão, mas as pessoas dão um calor a mais ao espetáculo", declarou. "No Brasil, apesar de haver tanta influência árabe, músicas no idioma não tocam nas rádios", observou.

Nascida em Argel em 1972, Souad mora na França desde 1999. Antes, segundo a organização do evento, já fazia sucesso em seu país natal, onde também atraiu protestos dos conservadores quando era vocalista de uma banda de rock pesado chamada Atakor. Membro de uma família de músicos, teve no flamenco sua primeira influência musical, embora hoje tenha um estilo próprio com toques de diversos gêneros.

É comparada, segundo a organização, com artistas como Joni Mitchell, Tracy Chapman e Joan Baez. Na opinião de Lima, no Brasil lembra Marisa Monte.

Daby Touré também vem de uma família de músicos. Nascido na Mauritânia e criado no Senegal, ele mora na França desde 1989. Seu estilo, segundo Lima, é um pop rock que lembra Gilberto Gil. Touré é afilhado musical do roqueiro Peter Gabriel.

Vão se apresentar no festival também a pianista nova-iorquina Rachel Z, o tecladista norte-americano Lonnie Smith, o pianista indiano Vijay Iyer e a cantora e percussionista Dobet Gnahoré, da Costa do Marfim. Os gêneros, de acordo com Lima, variam do jazz à world music.

Está vai ser a primeira edição do festival. No próximo ano, Lima quer realizá-lo simultaneamente na capital paulista e no Rio de janeiro. "É uma idéia que já venho pensando faz algum tempo e agora conseguimos o patrocínio da Bridgestone", disse.

Serviço

Bridgestone Music Festival
19, 20 e 21 de junho
Citibank Hall, Av. Jamaris, 213, Moema, São Paulo – SP
Ingressos de R$ 30 a R$ 90
Vendas no local, ou pelos telefones (11) 6846-6000 (em SP) e 0300 789-6846 (outros estados), ou pelo site www.ticketmaster.com.br
Mais informações sobre pontos-de-venda e sobre o festival no site www.bridgestonemusic.com.br

 

http://www.anba.com.br/noticia.php?id=18344

 

2ª Mostra Internacional de Filmes do Oriente

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Muito bonito o site da "2ª Mostra Internacional de Filmes do Oriente"
Informações Gerais

27 de maio a 01 de junho de 2008 - Centro Cultural São Paulo

Sala Lima Barreto (110 lugares) - entrada franca
Bilheterias começam a disponibilizar ingressos uma hora antes das sessões
(1 ingresso por pessoa).
(Suporte DVD, Betacam SP, 35mm)

Instituto da Cultura Árabe - Icarabe
contato@icarabe.org
Tel: 5084-5131

Centro Cultural São Paulo
Rua Vergueiro, 1000 - Paraíso
Setor de Informações - 3383-3401/3402

Proposta
Imagens do Oriente se encontra em sua segunda edição, trazendo mais uma vez, a São Paulo, a produção cinematográfica de realizadores jovens, de diferentes países do mundo árabe e islâmico, não divulgados no Brasil, ou na América Latina. Reiteramos o objetivo de promover o conhecimento de diferentes aspectos das realidades de países, os mais variados, comumente associados ao chamado “Oriente”. Sejam eles árabes (do Oriente Médio ao norte da África), sejam eles islâmicos mas não árabes, como Turquia, Irã, Paquistão, Indonésia, entre outros. Afinal, quem consegue definir onde está o “Oriente” a não ser na nossa própria imaginação?
Suas realidades, suas culturas - antigas, ricas e diversificadas - são muitas vezes mistificadas, deturpados, generalizadas. Como conseqüência, os povos mais variados, mas particularmente os árabes, sejam eles cristãos, islâmicos ou ateus, são facilmente rotulados e estigmatizados.

Por esse motivo, as imagens que procuramos exibir são expressões artísticas provenientes dos mencionados países.

Em geral, são filmes selecionados diretamente em festivais e centros de cinema do mundo árabe e islâmico, um estímulo ao conhecimento, ao debate e à desmistificação.

Imagens do Oriente, ICArabe (Instituto da Cultura Árabe)

Projeto Amores Expressos, enviou 17 escritores do país para diferentes cidades do mundo em busca de inspiração para os seus livros

São Paulo – Um cartão postal do Cairo chega na casa de um jovem na capital paulista. A correspondência é do irmão, gêmeo monozigótico do rapaz, do qual ele não tem notícias há alguns anos. O cartão dá o pontapé da viagem do moço para o Egito, atrás do seu irmão, e assim vai começar também o romance escrito pelo brasileiro Joca Reiners Terron, que se passa no país árabe e em São Paulo. O autor ficou por um mês no Cairo, entre os meses de maio e junho do ano passado, para ambientar ali o seu romance.

A redação da obra literária está em andamento. Provavelmente será lançada no ano que vem. Ela faz parte do projeto Amores Expressos, que levou 17 escritores brasileiros a 17 diferentes cidades do mundo para transformá-las em cenários dos seus romances. São Paulo, Berlim, Buenos Aires, Tóquio, Xangai, Istambul, Lisboa, Paris, Havana, Nova York, Praga, São Petersburgo, Cidade do México, Dublin, Bombaim (Mumbai), Sidnei e Cairo foram as escolhidas. Os viajantes eleitos: escritores brasileiros com experiência, entre eles Joca.

Joca esteve no Cairo acompanhado da sua mulher, Isabel Santana, que é fotógrafa, e durante as trinta noites de permanência se dividiu entre um hotel e outro no centro da cidade. O que ele trouxe para casa foram as impressões da cidade árabe e anotações e desenhos em um caderno. "E depois o meu caderno foi roubado", conta o autor. Mesmo assim, o planejamento das linhas geral do romance chegou junto com ele de volta ao Brasil. Joca quer terminar a obra até o final deste ano.

E como o projeto Amores Expressos pede histórias de amor, o escritor, nascido no Mato Grosso, resolveu abordar o amor fraternal de dois irmãos, gêmeos monozigóticos. Depois de receber o cartão postal, um deles viaja atrás do outro para o Cairo. O primeiro se mudou para o país árabe há anos, ansioso por encontrar a sua própria identidade e motivado pela paixão pelo filme Cleópatra. O irmão que procura é o que o útero não alimentou adequadamente e é pacato. O irmão fujão é o mais desenvolvido.

"Existe uma crença alemã que diz que o encontro entre sósias é o início da perdição", conta o autor, deixando pistas sobre o encontro dos irmãos. Assim como o gêmeo fujão é obcecado por Cleópatra, o pai dos dois é obcecado pela idéia do duplo. O filho mais desenvolvido vai ao Cairo porque acha que encontrou a sua real identidade e quer testá-la no outro país. Joca pretende mostrar, indiretamente, com a narração, algumas diferenças entre o Ocidente e o Oriente.

Antes de começar a escreve o romance, Joca não tinha muito contato com o mundo árabe. "O Egito árabe é bastante desconhecido", diz Joca. Ele afirma que há muitas diferenças entre o Egito imaginário e o verdadeiro. A grande civilização do passado e os filmes, como Cleópatra - que ele cita como kitsch, - são, segundo Joca, diferentes do Cairo atual. O Egito, segundo ele, é hoje muito mais árabe e islâmico do que se imagina. "Foi uma grande imersão", diz Joca sobre a sua estadia no Cairo.

Amores Expressos

O destino de cada autor do projeto literário foi determinado pela produção do Amores Expressos. Como parte dele também foram feitas filmagens da experiência de 16 escritores nas cidades, o que está sendo transformado em documentários. A estadia de cada autor renderá um documentário, cada um com 26 minutos. Quatro já estão prontos e os coordenadores do projeto estão começando a negociar a sua veiculação junto a televisões.

O projeto literário Amores Expressos foi concebido pela RT Features, de Rodrigo Teixeira. Ele e Tadeu Jungle, da Academia de Filmes, se juntaram para conceber uma terceira empresa, a Ipanema Entertainment, responsável pelo projeto. Os documentários foram levados adiante pela Ipanema e Academia de Filmes.

Joca Reiners Terron

Joca Reiners Terron, além de escritor, é também designer gráfico e editor. Ele já tem seis livros publicados. Um deles, chamado Hotel Hell, é romance. Outros dois são de poemas, dois são de contos e um é uma novela. O livro de contos Curva de Rio Sujo, publicado no Brasil em 2003 pela editora Planeta, foi também lançado em Portugal, em 2005.

Joca mora em São Paulo há 17 anos, mas nasceu em Cuiabá, no Mato Grosso. Atualmente com 40 anos, o mato-grossense publicou o seu primeiro livro há cerca de dez anos. Ele também está escrevendo uma outra obra para um projeto de cultura da Petrobras.

 

http://www.anba.com.br/orientese.php?id=108